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Seafood Show Latin America 2025 celebra inovação e talento no setor de pescados

Maior feira da América Latina reuniu chefs, especialistas e delegações internacionais, destacou práticas sustentáveis e premiou os melhores sushichefs do país.

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Fotos: Seafood Brasil

A Seafood Show Latin America encerrou com sucesso a edição de 2025 após três dias de intensa programação dedicada à inovação, à sustentabilidade e às principais tendências do setor de pescados e frutos do mar no continente. O último dia reuniu palestras, aulas-show, degustações e a aguardada cerimônia de premiação do Campeonato Brasileiro de Sushi, que celebrou o talento e a criatividade dos profissionais da cadeia.

Para Ricardo Torres, porta-voz da Seafood Show Latin America, esta edição marcou um novo patamar para o evento. “A participação das delegações da Noruega e da Itália, com seminários internacionais de grande relevância, reforçou o alcance global da feira e evidenciou o crescimento da indústria brasileira de pescados e frutos do mar. Foram dias intensos, repletos de conteúdo e experiências únicas, que fortaleceram ainda mais o setor”, afirmou.

Torres destacou que o sucesso superou as expectativas da organização. “A partir de amanhã já começamos a trabalhar na edição de 2026, com o compromisso de entregar um evento ainda mais grandioso e inspirador para o mercado latino-americano”, evidenciou.

Arena Talks

Na Arena Talks, especialistas discutiram a culinária Nikkei e o papel do pescado nessa tradição gastronômica, reforçando a qualidade dos debates promovidos pela feira. Entre os participantes estiveram Dagoberto Torres, chef e fundador do Barú Marisquería, e Toshi Akuta, 2º vice-presidente da Associação Brasileira de Gastronomia Japonesa (ABGJ), que ressaltaram a importância cultural e culinária do pescado na gastronomia japonesa.

Na sequência, o Projeto A.Mar apresentou técnicas japonesas aplicadas à produção brasileira, com Rodolfo Villar, fundador da iniciativa. Ele destacou as ações de capacitação de pescadores e o incentivo a práticas sustentáveis. “O A.Mar valoriza a técnica artesanal, não apenas como um saber tradicional, mas como um caminho para reconhecer o verdadeiro valor do pescado e de quem o captura”, afirmou.

Encerrando a programação de palestras, Eduardo Orlando de Fávero, especialista da Kasumi Brasil, apresentou a arte japonesa Hamono Togishi, dedicada à afiação de facas, habilidade essencial na culinária tradicional do Japão.

Cozinha-show

Um dos momentos mais aguardados foi a apresentação e degustação do atum Bluefin, considerado o mais nobre do mundo. O especialista Jean Gardea, representante do Bluefin Mexicano no Brasil, conduziu uma demonstração que incluiu a abertura ao vivo de um peixe de aproximadamente 90 kg, seguida de degustação de sashimi comandada pelo sushiman Régis Sassaki. “A presença da Abrasel SP na Seafood é uma oportunidade de estimular o uso do pescado como alternativa rentável e sustentável para bares e restaurantes. Queremos difundir o consumo e inspirar o setor a ampliar o uso de peixes nos cardápios”, afirmou Luiz Hirata, presidente da Abrasel SP.

Campeonato Brasileiro de Sushi

O evento foi encerrado com a Cerimônia de Premiação do Campeonato Brasileiro de Sushi, que celebrou o talento dos melhores sushichefs do país. A entrega dos prêmios contou com a participação de André Kawai, da Nagoya Sushi School, Mateus Welter, representante da Frumar e Minami, e dos patrocinadores O Rei das Ovas, Pesquera Santa Cruz/Iberconsa e Balfegó. O terceiro lugar ficou com Breno de Barros, o segundo com Rodrigo Bando e o primeiro lugar foi conquistado por Willian Utida, que comemorou: “Estudo e muita dedicação me permitiram conquistar este prêmio, que levarei com muito carinho para o meu Estado, Mato Grosso do Sul”, disse Utida, ao celebrar o título de campeão.

Os dois primeiros colocados ganharam ainda passe livre para participar da próxima edição do maior Campeonato de Sushi em Tóquio.

Sobre a Seafood Show Latin America

A Seafood Show Latin America é o maior evento do setor de pescados e frutos do mar da América Latina, reunindo empresas, especialistas, chefs e representantes da indústria para promover negócios, conhecimento e inovação. A feira é realizada anualmente em São Paulo e tem como foco fortalecer a cadeia produtiva, valorizar a sustentabilidade e impulsionar o consumo consciente de pescado na região.

Fonte: Assessoria Seafood Brasil

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Tilápia apresenta variações positivas e mantém estabilidade nas principais regiões produtoras

Cotações mostram reajustes moderados, com Norte do Paraná registrando o maior valor médio por quilo no período analisado.

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Os preços da tilápia registraram leve variação positiva em diferentes regiões produtoras do país na semana de 09 a 13 de fevereiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nos Grandes Lagos e em Morada Nova de Minas, o quilo do pescado foi comercializado a R$ 9,62, com altas semanais de 0,63% e 0,43%, respectivamente. No Norte do Paraná, o valor médio chegou a R$ 10,24/kg, com variação de 0,10% no período.

No Oeste do Paraná, a tilápia foi negociada a R$ 8,74/kg, registrando aumento de 0,15%. Já na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o preço médio ficou em R$ 9,82/kg, com alta de 0,31% na comparação semanal.

Fonte: Assessoria Cepea
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Peixes

Aditivos nutricionais ganham espaço e reduzem dependência de antibióticos na aquicultura

Estudos ligados à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo destacam soluções que melhoram imunidade e equilíbrio intestinal dos peixes cultivados.

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A adoção de aditivos funcionais na nutrição de organismos aquáticos tem avançado no Brasil como alternativa para tornar os sistemas de produção aquícola mais sustentáveis, eficientes e seguros. Entre os principais produtos utilizados estão probióticos, prebióticos, simbióticos, pós-bióticos e fitobióticos, que possuem funções distintas no fortalecimento da saúde e no desempenho produtivo dos peixes.

Pesquisas desenvolvidas pelo Instituto de Pesca (IP-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, indicam que os probióticos são microrganismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal, fortalecimento do sistema imunológico, melhora do desempenho zootécnico e redução da incidência de doenças, diminuindo também a necessidade do uso de antibióticos nos cultivos.

Os prebióticos, por sua vez, são compostos não digeríveis que servem de alimento para microrganismos benéficos presentes no intestino dos peixes, estimulando sua multiplicação e atividade. Quando utilizados em conjunto, probióticos e prebióticos formam os simbióticos, que ampliam os efeitos positivos sobre a saúde e o desenvolvimento dos animais cultivados.

Já os pós-bióticos são formados por substâncias produzidas pelos probióticos, sem a presença de microrganismos vivos, auxiliando no fortalecimento da imunidade dos peixes. Os fitobióticos, de origem vegetal, incluem extratos e óleos essenciais que favorecem a digestão, ajudam a equilibrar a microbiota intestinal e reforçam o sistema imunológico dos organismos aquáticos.

As pesquisas conduzidas pelo Instituto de Pesca ao longo de mais de uma década avaliam o impacto desses aditivos no crescimento, na saúde e na imunidade de espécies cultivadas no país, com destaque para a tilápia-do-nilo, principal espécie da aquicultura brasileira. Os estudos buscam aprimorar o desempenho produtivo e reduzir impactos ambientais nos sistemas de criação.

O avanço tecnológico e a adoção de soluções nutricionais vêm ganhando espaço na aquicultura nacional, acompanhando a demanda por sistemas produtivos mais eficientes e alinhados às exigências sanitárias e ambientais.

Segundo o pesquisador e diretor da unidade de Aquicultura do Instituto de Pesca, Leonardo Tachibana, o desenvolvimento de soluções que melhorem o desempenho produtivo e a saúde dos peixes, sem causar impactos negativos ao meio ambiente, é um dos principais desafios e objetivos das pesquisas voltadas ao setor.

Fonte: Assessoria Instituto de Pesca
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Piscicultura ganha protagonismo no Show Rural Coopavel com inovação e integração

Espaço dedicado à atividade apresenta tecnologias, fortalece o modelo integrado da Coopavel e projeta avanços em automação, produção de juvenis e exportação de peixes.

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Foto: Divulgação/Show Rural

A 38ª edição do Show Rural Coopavel dedica um espaço especial à piscicultura, evidenciando o crescimento e as inovações desse segmento para a produção de proteínas. Em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, após o mirante do evento, produtores integrados da Coopavel, bem como interessados no setor, podem explorar o modelo de integração do Frigorífico de Peixes da cooperativa, o Fripeixe.

O local serve como vitrine para uma vasta gama de equipamentos à piscicultura moderna, incluindo aeradores, silos para ração e alimentadores automáticos, todos projetados para otimizar a criação. Além disso, soluções tecnológicas como geradores de energia são apresentadas, sublinhando sua importância para a segurança e estabilidade da produção aquícola. Um tanque escavado em escala reduzida oferece demonstrações práticas, atraindo visitantes que buscam conhecimento e também um registro visual do evento.

Foto: Divulgação/Show Rural

O médico-veterinário Paulo César Dias Alves, gerente do Fripeixe, destaca a presença de empresas parceiras que mostram os benefícios de vacinas e probióticos, tecnologias que contribuem diretamente para a sanidade, o desempenho zootécnico e a sustentabilidade da atividade.

Coopavel inova na produção de juvenis

A Coopavel dá um passo significativo na cadeia da piscicultura ao iniciar a produção de seus próprios juvenis. “Atualmente, produzimos os próprios juvenis, com dois integrados dedicados a essa etapa. Compramos o alevino com cerca de meio grama e eles permanecem nessas unidades até atingir de 20 a 40 gramas, momento em que são transferidos para outros integrados para a fase de engorda e abate”, explica Paulo.

Essa estratégia não apenas reduz os custos de produção, mas também garante um peixe com maior qualidade para os produtores da fase final. “Entregamos um peixe mais uniforme e saudável, minimizando problemas até o abate”, complementa Alves. Para apoiar essa nova fase, a equipe de campo do Fripeixe conta com um supervisor de integração e três técnicos, um deles exclusivamente dedicado ao acompanhamento da produção de juvenis, desde o recebimento do alevino até a despesca e transporte.

Automação e Exportação

Com pouco mais de um ano em operação, o Frigorífico de Peixes Coopavel já demonstra um grande potencial. Atualmente, a unidade está instalando novos equipamentos para automatizar e otimizar seus processos, visando a aumentar a capacidade de abate. O próximo grande objetivo é a obtenção da liberação do SIF (Serviço de Inspeção Federal). “Atualmente, operamos sob o SISBI, que nos permite comercializar em todo o território nacional. Com a chancela do SIF, poderemos buscar a exportação, abrindo novas fronteiras para nossos produtos”, revela Paulo.

Com essa expansão planejada, a Coopavel está ativamente buscando mais produtores interessados em integrar o sistema e abrir novas áreas para a piscicultura. “Queremos que nossos cooperados compreendam que a proteína do peixe também é rentável”, pontua o supervisor da área de Fomento da Coopavel, Rodrigo Alcadio Bernardini. A área de piscicultura no Show Rural Coopavel reforça o compromisso da cooperativa em oferecer oportunidades de negócio, tecnologia e conhecimento, consolidando o agronegócio paranaense como um polo de inovação e desenvolvimento sustentável.

Fonte: Assessoria Show Rural
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