Suínos
SC não produz nem a metade do milho que consome
São necessários 7,5 milhões de toneladas do cereal para abastecer o mercado catarinense todos os anos, mas os campos do Estado produzem só 3,2 milhões de toneladas
O Brasil é o quarto maior produtor mundial de carne suína, ficando atrás apenas da China, União Europeia e Estados Unidos, representando 3,2 % da produção mundial, de acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS). O país concentra um plantel de aproximadamente 39 milhões de cabeças e produziu, em 2014, cerca de 3,4 milhões de toneladas de carne, contribuindo com R$ 12 bilhões no Valor Bruto da Produção (VBP) Agropecuária brasileira.
No Brasil, são cerca de 1,6 milhão de matrizes tecnificadas. Desse total, 400 mil (25%) estão em Santa Catarina. O pódio é completo com Rio Grande do Sul, com 314 mil matrizes, e o Paraná, com 265 mil. Juntos, os três Estados do Sul representam 61% das matrizes tecnificadas alojadas no Brasil. O problema é que o Estado produz menos da metade do milho que consome. São necessários 7,5 milhões de toneladas do cereal para abastecer o mercado catarinense todos os anos, mas os campos do Estado produzem só 3,2 milhões de toneladas. O restante vem de outros Estados, com todos os custos que isso acarreta e que a cadeia suinícola já está careca de saber e cansada de reclamar.
De acordo com a ABCS, a suinocultura brasileira possui diversidades regionais que ultrapassam as questões de clima e topografia. São diferenças que estão relacionadas a maior ou menor presença de industrias integradoras, tamanho de propriedade, acesso a insumos, proteção sanitária, entre outras situações. Diante deste quadro, para efeitos de estudos e cálculos que possam retratar as realidades regionais e nacional, a segregação dos produtores e de suas atividades é feita pelo número de matrizes, nos casos de Unidades Produtoras de Leitão e de unidades de Ciclo Completo, ou pelo número de cevados, no caso de Unidades de Crescimento e Terminação.
Para atender às necessidades, a produção de milho da região Sul em 2014 foi de 24 milhões de toneladas. Destas, 5,4 milhões foram produzidas pelo Rio Grande do Sul, 15,7 milhões pelo Paraná e somente 3,2 milhões por Santa Catarina, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Apesar de o consumo total da região ser de aproximadamente 22 milhões, conforme a Conab, este é incompatível com a produção nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com demandas entre 5,5 milhões e 7,5 milhões de toneladas, respectivamente. Apenas o Paraná é superavitário nesta relação, com demanda próxima às nove milhões de toneladas.
Assim, os produtores independentes e integradoras acabam sofrendo com a lei da oferta e da procura dos insumos para a nutrição animal. “Um dos principais motores para a saída de pequenos produtores da atividade é a grande oscilação dos custos de produção em decorrência da variação de commodities como milho e soja, que são a base da alimentação dos suínos. Além disso, pequenas variações de oferta e demanda são suficientes para causar uma grande oscilação dos preços e assim reduzir o consumo do produto”, frisa a entidade no Panorama Setorial da Suinocultura, de 2015.
Mais informações você pode encontrar na edição impressa de Suínos e Peixes de maio/junho de 2016 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
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Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
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Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





