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SC injeta R$ 7 bilhões em investimentos

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O Governo de SC vai injetar R$ 7 bilhões em investimentos públicos e privados no Estado nos próximos três anos. O valor é resultado da soma dos investimentos públicos em obras dos governos federal e estadual no complexo portuário de SC. 
O montante de R$ 2,7 bilhões será aplicado por 10 empresas exportadoras e importadoras em ampliações de suas unidades catarinenses. Os protocolos de intenções das empresas foram assinados no evento realizado nesta terça-feira em Florianópolis, com a presença dos ministros Edinho Araújo dos Portos e Kátia Abreu da Agricultura. 
Essa foi mais uma medida de enfrentamento ao cenário de crise econômica nacional, do Governo do Estado, no programa "SC Acelerando a Economia – Edição Portos". O governador Raimundo Colombo lembrou da vocação exportadora do Estado e ressaltou que o momento de dólar em alta é uma grande oportunidade para as empresas catarinenses ampliarem ainda mais as exportações, com a abertura de novos mercados internacionais. 
A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, anunciou que o governo federal concluiu levantamento sobre as demandas de reforço para a fiscalização em portos e aeroportos brasileiros e prepara a realização de concurso público. Para Santa Catarina, está prevista a contratação de 16 novos fiscais federais – sendo que sete substituiriam profissionais que estão se aposentando e os outros nove vão incrementar a atual estrutura. 
"Estamos exportando mais, movimentando mais os portos e a nossa fiscalização precisa acompanhar esse crescimento para garantir a agilidade necessária", explicou. A ministra anunciou também um programa que prevê a implantação de um sistema de lacre eletrônico para reduzir o tempo de liberação dos contêineres de frigoríficos e, em breve, de soja. 
A iniciativa batizada Canal Azul é resultado de uma parceria entre Ministério da Agricultura (MAPA), Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Universidade de São Paulo (USP), e a previsão é de implantação em todos os portos brasileiros até o fim deste ano. O lacre eletrônico é um chip de identificação por rádio frequência (RFID) que recebe todas as informações da carga na saída do frigorífico. Assim que o caminhão é lacrado, os dados são enviados online aos computadores da vigilância agropecuária no porto. 
Assim, durante o trajeto do caminhão, os documentos são analisados para liberação e, ao chegar ao porto, a carga segue para embarque. No sistema atual, a carga fica parada, em média, dois dias. Testes mostram que o lacre pode reduzir em média 57 horas o tempo entre a chegada dos contêineres no porto e a liberação para embarque. A programação SC Acelerando a Economia é resultado de uma agenda positiva que vem sendo construída com o apoio das equipes da Fazenda, do Planejamento, da Infraestrutura, do Desenvolvimento Econômico, da Fatma e da Casa Civil. 
"Nosso objetivo é identificar setores importantes do Estado que, em um momento de crise, possam ser incentivados para continuarem produzindo e crescendo, movimentando a economia catarinense", explicou o secretário da Fazenda. Em junho, também dentro da iniciativa, foi lançado o programa SC+Energia, que incentiva o investimento em energias alternativas, principalmente as consideradas limpas e renováveis, como Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), eólica, solar e biomassa. Entre as medidas do programa, estão incentivos fiscais para novos investimentos em energias renováveis e reforço de pessoal nas equipes que trabalham com licenciamento ambiental. 

Fonte: VS Comunicação- Secretaria de Comunicação do Governo de SC-Fecoagro

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Notícias Safra de verão

Colheita atinge 70% na área da Capal com soja a 4.250 kg/ha e milho a 11.500 kg/ha

Ampliação para 745 mil toneladas de armazenagem em Arapoti (PR) melhora logística em meio a mercado pressionado por custos e preços baixos.

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Foto: Divulgação

A colheita da safra de verão 2025/2026 na área da Capal Cooperativa Agroindustrial, que abrange cerca de 98 municípios do Paraná e São Paulo, começou em fevereiro e alcança 70%. O milho de primeira safra está com 80% da área colhida e a soja com 60%.

Segundo o coordenador regional de Assistência Técnica Agrícola (DAT), Roberto Martins, as lavouras no Paraná

Foto: Shutterstock

tiveram desenvolvimento considerado positivo, apesar da irregularidade das chuvas ao longo do ciclo. “As condições climáticas foram variáveis, mas houve bom desempenho vegetativo e reprodutivo, com baixa incidência de pragas e doenças”, afirma.

A consequência, de acordo com ele, foi uma safra tecnicamente bem conduzida, porém com variação de produtividade entre talhões e propriedades.

Para a soja, a estimativa média é de 4.250 kg por hectare. No milho, a expectativa gira em torno de 11.500 kg por hectare. Martins avalia que o clima limitou ganhos mais uniformes, mesmo com manejo adequado.

Capacidade de armazenagem de grãos da Capal é de aproximadamente 745 mil toneladas – Foto: Valderi José Maria

Armazenagem chega a 745 mil toneladas

A incorporação da Coopagrícola e a entrada em operação de 13 novos silos em Arapoti (PR) elevaram a capacidade estática de armazenagem da cooperativa para aproximadamente 745 mil toneladas.

De acordo com o coordenador de Operações de Grãos da cooperativa, Carlos Faria, a ampliação melhora a recepção no pico da colheita e reduz riscos logísticos em momentos em que o clima exige rapidez. “As novas estruturas permitem escalonar melhor o recebimento e evitam sobrecargas pontuais”, diz.

Rentabilidade pressionada

Em São Paulo, o coordenador regional do DAT, Airton Pasinatto, chama atenção para o efeito do mercado sobre o

Foto: Shutterstock

resultado financeiro do produtor. “Os custos seguem elevados, com diesel e insumos pressionados, enquanto os preços das commodities estão na ponta. Mesmo com boa produtividade, o produtor pode fechar a conta no negativo”, afirma.

Como alternativa, ele recomenda estratégias de comercialização como vendas antecipadas e travamento de preços. Segundo Pasinatto, a maior capacidade de armazenagem oferece condições para decisões de venda mais estratégicas, com menor pressão imediata por escoamento.

Sobre a Capal Cooperativa Agroindustrial
Com 65 anos de história, a Capal conta atualmente com mais de 4,7 mil associados. A área assistida ultrapassa 200 mil hectares, abrangendo 98 municípios nos estados do Paraná e de São Paulo.

Com 29 unidades de negócio e uma cadeia agrícola diversificada, a cooperativa recebe 965 mil toneladas de grãos por ano, com destaque para soja, milho, trigo e cevada, e comercializa 890 mil sacas de café.

Na pecuária, produz 215 mil toneladas de ração anualmente, comercializa 12 milhões de litros de leite por mês e 33 mil toneladas de suínos por ano.

Guiada pelo propósito de unir pessoas, produzir alimentos e contribuir para um mundo melhor, a Capal desenvolve suas atividades com base nos princípios do cooperativismo.

Fonte: O Presente Rural com Capal
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Brasil amplia cooperação com a África em projeto de pecuária sustentável

Embrapa articula parcerias e leva tecnologias para sistemas produtivos tropicais e semiáridos.

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Foto: Juliana Sussai

Pesquisadores da Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS) participam, de 30 de março a 5 de abril, de uma missão técnica internacional na Etiópia com o objetivo de estruturar um plano de trabalho para a primeira Unidade de Referência Tecnológica Internacional (URTI) da estatal. A iniciativa integra o acordo firmado com o grupo etíope Kerchanshe, em busca de validar e adaptar tecnologias brasileiras às condições produtivas do Leste Africano.

A ação representa um avanço estratégico na cooperação Sul-Sul, ampliando a presença institucional da Embrapa no continente africano, e promovendo soluções sustentáveis para sistemas pecuários em ambientes tropicais e semiáridos. O ponto alto da programação inclui reuniões técnicas, visitas de campo e a realização do “Brazilian Technology Reference Farm – 1st Working Meeting”, no dia 2 de abril, em Adis Abeba, reunindo representantes de governos, instituições de pesquisa e setor produtivo dos dois países.

A URTI contará com a participação de instituições locais e internacionais, como o Ethiopian Institute of Agricultural Research (EIAR) e a Universidade de Bishoftu, além do apoio do Ministério da Agricultura e da adidância agrícola do Brasil na Etiópia. Essa é a primeira missão técnica da Embrapa após a abertura do Escritório de Cooperação Técnica, em fevereiro deste ano.

Transferência de tecnologia e adaptação local

Inauguração do Escritório de Cooperação Técnica para a África (fevereiro de 2026) – Foto: Divulgação

Como o principal foco da missão é consolidar o plano de trabalho na Oro Meat Farm, propriedade do grupo parceiro, ali serão testadas tecnologias voltadas à intensificação sustentável da produção de carne.

Entre os temas prioritários estão melhoramento genético do rebanho, biotecnologias reprodutivas, nutrição animal, bem-estar e sistemas integrados de produção, incluindo integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) e estratégias de retenção de água no solo.

A proposta deve considerar as características dos sistemas produtivos locais, predominantemente baseados em pequenas propriedades, integração entre lavoura e pecuária e forte dependência das chuvas. Na região do Rift Valley etíope, os sistemas agropecuários são multifuncionais, com bovinos utilizados não apenas para produção de carne, mas também para tração, geração de renda e fertilização orgânica.

A delegação é composta pelos pesquisadores Mariana de Aragão Pereira (economia rural), Valdemir Antonio Laura (diagnóstico de sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta e microbarragens), Roberto Giolo de Almeida (protocolos e pecuária de baixo carbono), Eriklis Nogueira (biotecnologia e reprodução) e Davi Bungenstab (pecuária de baixo carbono), todos da Embrapa Gado de Corte.

José Ednilson Miranda, representante da Embrapa nessa cooperação com os países africanos, explica que para a construção do projeto executivo a oficina do dia 2 contará com cerca de 40 instituições nacionais (etíopes) e internacionais, que incluem a União Africana, o Banco Mundial,  AfDB, CGIAR, várias universidades e grupos empresariais locais.

“A ideia é trazê-los como parceiros nesta iniciativa, cada um com sua expertise e colaboração. No campo diplomático e comercial, a articulação visa também abrir portas para que empresas brasileiras do setor privado exportem insumos, maquinários e serviços genéticos”, afirma o pesquisador. O resultado final desta jornada ainda servirá como vitrine tecnológica da Embrapa, como preparativo para a participação da Empresa na COP-32, que será realizada aqui na Etiópia no ano que vem.

Fonte: Assessoria Embrapa Gado de Corte
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Plantio de trigo safrinha no Brasil Central exige atenção às recomendações técnicas

Janela segue até meados de maio e demanda cuidado com clima, manejo do solo e escolha de cultivares para garantir boa produtividade.

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Foto: Cleverson Beje

O período recomendado para o plantio do trigo de segunda safra (safrinha) ou de sequeiro no Cerrado do Brasil Central vai de março até meados de maio, e os produtores devem ficar atentos a questões climáticas, ao manejo adequado do solo e da lavoura, bem como à escolha da cultivar para obterem sucesso na colheita da safra 2026.

Na região, o trigo safrinha pode ser cultivado logo após a colheita da soja e sem irrigação, aproveitando as águas do final da estação chuvosa. De baixo investimento, a cultura tem se mostrado vantajosa para o sistema de produção tanto devido aos benefícios agronômicos – como diversificação de culturas, quebra de ciclo de pragas e doenças e a cobertura de áreas que ficariam em pousio – quanto à rentabilidade que pode proporcionar, a depender do mercado.

Foto: Fábio Carvalho

Apesar do atual cenário ser de redução de área em nível nacional para a próxima safra (Conab, fev2026), na região do Cerrado os produtores estão otimistas com a cultura devido não apenas aos benefícios agronômicos como também aos bons rendimentos de grãos obtidos no ano passado. A tendência é de manutenção da área plantada, ou até um leve aumento na região. Em 2025, foram cultivados cerca de 290 mil hectares de trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% dessa área com trigo sequeiro. Em Goiás, estima-se uma área plantada em torno de 80 a 90 mil hectares este ano.

O trigo tem sido bastante cultivado, no Brasil Central, em Sistema Plantio Direto, sobretudo em sucessão à soja e em rotação com o milho e o sorgo, garantindo a diversificação das culturas e a diminuição de riscos. Ao promover a rotação de cultivos, o trigo possibilita também a rotação dos princípios ativos de produtos como os herbicidas usados para controlar plantas daninhas resistentes ao glifosato em lavouras de soja transgênica, bem como plantas de soja e milho tiguera (germinadas após a colheita), contribuindo para o vazio sanitário que deve ser iniciado nos meses inverno.

O cultivo do trigo após a soja traz outra vantagem ao sojicultor, ao permitir o uso de cultivares de soja de ciclos mais tardios, que geralmente apresentam tetos produtivos maiores que os de variedades precoces e superprecoces, ciclos mais compatíveis com o milho safrinha. “E depois que é colhido, o trigo deixa uma excelente palhada, favorecendo o plantio direto da safra seguinte de verão”, completa o pesquisador Jorge Chagas, da Embrapa Trigo (RS).

Devido à época de semeadura anterior à das demais regiões tritícolas do Brasil, o trigo produzido no Cerrado do Brasil Central é o primeiro a ser colhido na safra do País, podendo obter preços mais atrativos na comercialização.

“Aqui na região, o trigo safrinha é colhido no período seco do ano, entre junho e julho. Isso tem garantido um produto de elevada qualidade de grãos e livre das micotoxinas que costumam afetar lavouras do Sul do País nos anos em que chove muito durante a colheita”, observa Júlio Albrecht, pesquisador da Embrapa Cerrados (DF). Ele acrescenta que os rendimentos das lavouras do Cerrado têm variado de 35 a 85 sc/ha em anos com precipitações dentro da média, e as receitas com as vendas têm estimulado os produtores a ampliarem a área cultivada na região.

Os passos para uma boa colheita

O trigo de sequeiro é indicado para cultivo em regiões de altitude igual ou superior a 800 metros. É fundamental que o produtor saiba a altitude média de sua região antes de planejar o plantio da cultura, bem como as janelas com menor risco climático para as lavouras.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

As portarias com as informações sobre o zoneamento agrícola de risco climático para o trigo estão disponíveis na página do Ministério da Agricultura e Pecuária, acesse clicando aqui, e no aplicativo Zarc Plantio Certo, da Embrapa, também disponível para Android e iOS, acesse clicando aqui.

Em seguida, deve ser feita a análise do solo. Albrecht e Chagas ressaltam que o solo de Cerrado deve ser corrigido quanto à acidez com o uso de calcário, e o alumínio em profundidade deve ser neutralizado com aplicação de gesso agrícola. “O solo também deve estar livre de camadas compactadas para que as raízes das plantas se aprofundem e aproveitem melhor a água e os nutrientes”, diz Albrecht, acrescentando que essa condição minimiza os efeitos dos períodos sem chuva, como os veranicos.

Os problemas com a falta de chuvas também podem ser mitigados com a adoção do Sistema Plantio Direto, com a semeadura direta do trigo sem a incorporação na palhada da cultura de verão. Entre outros benefícios, a palhada protege o solo das altas temperaturas, pois amenizam a perda de água por evapotranspiração e permite maior infiltração da água das chuvas.

A semeadura deve ser realizada do início de março até o final do mês, de acordo com as precipitações na região. Os pesquisadores recomendam que onde as chuvas param mais cedo, o trigo safrinha deve ser plantado agora no começo de março. O escalonamento da semeadura, ou seja, semear as áreas em diferentes momentos dentro do período recomendado, podem ser uma boa estratégia.

“O produtor pode, ainda, optar por semear cultivares de ciclos diferentes. Dessa forma, a lavoura terá talhões com plantas em diferentes estádios de desenvolvimento. Se ocorrer falta de chuva, o risco todo o plantio ser afetado num único momento crítico, como a floração das plantas, por exemplo, é bem menor”, explica Jorge Chagas, salientando a importância de seguir as recomendações de manejo específicas para cada cultivar, como a densidade ideal de semeadura.

A escolha da cultivar é outro fator estratégico para o trigo safrinha. No início da janela de plantio, recomenda-se o uso de cultivares mais tolerantes a doenças, sobretudo as manchas foliares e a brusone, doença fúngica que se desenvolve em meio à umidade e pode causar grandes prejuízos em anos de muita chuva em abril e maio na região do Cerrado do Brasil Central.

Por outro lado, no caso das semeaduras mais tardias (após o dia 15 de março), o produtor deve lançar mão de cultivares mais tolerantes à seca. Isso porque a baixa precipitação e temperaturas acima da média também podem causar prejuízos, principalmente pelos veranicos que comumente ocorrem nesse período.

A Embrapa tem cultivares adaptadas à região

Fotos: Gilson Abreu/AEN

Para o cultivo do trigo safrinha no Brasil Central, a Embrapa oferece duas opções de cultivares adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical: a recém-lançada BRS Savana e a BRS 404.

A cultivar BRS Savana foi desenvolvida para cultivo em sistema de sequeiro em ambiente tropical. De porte baixo e com ciclo precoce, pode ser colhida 100 dias após o plantio, o que representa menor dependência de água. A semeadura é indicada para a primeira quinzena de março para aproveitar as últimas chuvas no Brasil Central. Apresenta moderada resistência à brusone, garantindo menor impacto ambiental com o uso de fungicidas, graças à translocação do gene 2NS/2AS, que reduz consideravelmente a severidade da doença.

Classificada como trigo pão e testada e validada por moinhos da região, a cultivar tem o potencial de rendimento de 80 sc/ha, sendo indicada para o cultivo em sequeiro em Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e parte dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Bahia.

A nova cultivar será apresentada pela Embrapa Cerrados e pela Embrapa Trigo na AgroBrasília 2026, que será realizada de 18 a 23 de maio no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci, no PAD-DF, Distrito Federal.

Desenvolvida para condições de baixa precipitação, a BRS 404 aproveita bem a umidade do solo e o restante das chuvas do final do período das águas (março, abril e maio) no Brasil Central.

A cultivar se destaca pela maior tolerância ao déficit hídrico, ao calor e ao alumínio no solo, além de produzir elevada quantidade de palhada e ainda garantir uma excelente qualidade tecnológica de grãos. Apresenta ciclo precoce (105 a 118 dias), o período entre a semeadura e o espigamento é de 57 a 67 dias, dependendo do local e da altitude do cultivo. Apresenta susceptibilidade moderada à brusone e à mancha amarela, sendo indicada a sua semeadura no final da janela de plantio, após o dia 20 de março na região.

“No Planalto Central, a produtividade da BRS 404 pode chegar a 60 sc/ha, contanto que as chuvas sejam bem distribuídas no período de safrinha. Já em algumas regiões com maior volume de chuvas, como é o caso do Sul de Minas Gerais, os produtores têm obtido produtividades de até 80 sc/ha com a cultivar”, diz Júlio Albrecht.

A BRS 404 é classificada como trigo pão, e mesmo em anos de menos chuvas, os pesos hectolítricos (PH) de grãos têm sido superiores a 80 kg/hl, garantindo a boa aceitação pelos moinhos do Brasil Central. A força de glúten (W), medida do trabalho (energia) de deformação da massa e que indica a força de panificação da farinha, varia de 250 a 400 x 10-4 J – bem superior à W mínima exigida pelos moinhos (220 x 10-4 J). Outra característica industrial de destaque é a elevada estabilidade (tempo de batimento da massa): acima de 15 minutos, o que favorece a panificação.

Fonte: Assessoria Embrapa Trigo
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