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SC é excelência na produção de animais da raça Jersey
Originária da Ilha Jersey, localizada no Canal da Mancha, na Inglaterra, a raça Jersey é reconhecida como grande produtora de leite com alta porcentagem de gordura. No Brasil, os maiores rebanhos estão situados nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
Na última semana, os melhores exemplares catarinenses da raça foram apresentados, durante a Mercoláctea 2014, no Parque de Exposições Tancredo de Almeida Neves, em Chapecó. Além de exposição, o potencial da deste gado foi mostrado durante o julgamento dos animais em lactação da raça Jersey. Participaram da competição 121 animais.
O julgamento iniciou com a avaliação dos animais nas categorias sênior e junior. Destas, foram selecionadas a campeã vaca jovem, a reservada campeã vaca jovem e a terceira melhor vaca jovem. Na segunda etapa são analisados os animais nas categorias: quatro anos, cinco anos, adulta e longeva. Após as classificações, retornam para a pista as vacas selecionadas anteriormente com os títulos de campeã vaca jovem e reservada campeã vaca jovem para disputar o Grande campeonato da raça Jersey. Por fim, são anunciadas a grande campeã, a grande campeã reservada e a terceira melhor fêmea da exposição.
Avaliação
Realizada de forma criteriosa, a avaliação foi feita por um dos maiores especialistas do segmento o criador canadense de gado holandês e Jersey, proprietário da fazenda Look-out, no Canadá, Callum McKinven. Reconhecido por julgar animais em 29 países, o jurado de pista também já recebeu diversas premiações. O jurado de admissão foi José Roso.
Responsável pela diretoria de eventos da Associação Catarinense dos Criadores de Bovinos (ACCB), Rosalvo Bertoli, ressaltou o elevado nível da competição. Reunimos na feira os principais criadores do Estado. Os animais aqui produzidos só não participam de competições nacionais em função das barreiras sanitárias. No entanto, temos vários exemplares de SC que foram comercializados para outras regiões do país e são destaques em competições nacionais, realizadas em Porto Alegre e São Paulo.
Campeã vaca jovem
A campeã vaca jovem da Mercoláctea 2014 é a SRC Minni onTime (Box 82) do criador Nelson Eduardo Ziehlsdorff. O animal também conquistou o primeiro lugar dois anos sênior, melhor úbere, além de vencer o torneio leiteiro. Sua média de produção é de 26 kg de leite por dia.
Localizada em Indaial/SC, SRC Farms possui um rebanho oriundo de embriões importados do Canadá, das mais importantes famílias da raça Jersey e também Holandês. Pioneira em SC a obter a certificação livre de tuberculose e brucelose, a propriedade possui controle leiteiro oficial, classificação para todo o tipo de rebanho, controle sanitário total, programa de coleta de embriões no Brasil, EUA e Canadá, entre outros procedimentos que visam a qualidade genética. Na Mercoláctea, representaram a SRC Farms 15 animais da raça Jersey e dois da raça Holandesa.
A campeã reservada foi a Tilipa 170 Request do Pinho (Box 80), do criador Mário Jantsch, de Iporã do Oeste. A vaca faz parte de um plantel de apenas 20 unidades, mas compete com animais criados em grandes propriedades. Criador há 35 anos, Jantsch realça que a principal preocupação é manter uma genética de qualidade.
A 3ª melhor fêmea jovem da exposição é Janaina on Time Avistoso (Box 95), de Nelson Eduardo Ziehlsdorff.
Grande campeã
A grande campeã da raça Jersey foi a SRC Minni onTime do criador (Box 82), de Nelson Eduardo Ziehlsdorff. A grande campeã reservada é a IGMA 077 Sinergy do produtor Mário Jantsch, e a 3ª melhor fêmea da exposição é a Tilipa 170 Request do Pinho, também de Jantsch.
TORNEIO LEITEIRO
No torneio leiteiro foi campeã jovem a SRC Minni onTime (Box 82), do criador Nelson Eduardo Ziehlsdorff, com 32.320 kg. A campeã reservada jovem foi a Tilipa 170 Request do Pinho (Box 80), do criador Mário Jantsch, com 31,690 Kg. Na categoria acima de 36 meses, a campeã foi a VS 200 Claudete Valentin da Diamantina (Box 112), do expositor Eron Baldissera, que produziu 52,825 Kg de leite. A campeã reservada foi Lais 143 Jade S.A.B (Box 115), do expositor Nelson Eduardo Ziehlsdorff, com uma produção de 49.385 Kg.
Fonte: MB Comunicação

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Safra de verão da soja caminha para o fim com 82% já colhida no Paraná
Produção é estimada em mais de 21 milhões de toneladas, segundo levantamento do Deral.

A colheita da safra de verão 2025-2026 da soja caminha para o fim, com 82% da área de 5,77 milhões de hectares já colhida, segundo a Previsão Subjetiva de Safra (PSS), divulgada na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento. A produção estimada é de 21,88 milhões de toneladas.
No caso do milho primeira safra, o analista do Deral, Edmar Gervasio, destaca a alta produtividade. Segundo ele, é a primeira vez, em muitos anos, que o Estado registra ganho de área na primeira safra. É um ganho significativo com 25% a mais comparando com a safra anterior. Além desse ganho de área, tivemos aumento de produtividade, o que é de certa forma, um pouco anormal, pois quando aumenta a área a tendência é uma média menor de produtividade”, explica.

No caso do milho primeira safra, o analista do Deral, Edmar Gervasio, destaca a alta produtividade – Foto: Jaelson Lucas/AEN
“Se continuar assim, no final do ciclo da primeira safra devemos colher 3,8 milhões de toneladas, que significa uma produtividade média acima de 11 mil quilos por hectare. Seria a maior média da história, superando os 10,8 mil do recorde anterior”, projeta o Gervasio.
Com a proximidade dos plantios de inverno, o cenário aponta para mudanças estratégicas na ocupação do solo de outras culturas. Segundo o Deral, a cevada desponta como protagonista. Impulsionada pela forte demanda das indústrias de malte e pela excelente absorção da safra anterior, a área de cevada deve crescer 14%, saltando para 118 mil hectares em 2026. Caso a produtividade se mantenha, o Estado pode ultrapassar a marca de meio milhão de toneladas do cereal. Já o trigo deve ceder 6% de sua área, principalmente para o milho segunda safra.
Boletim Conjuntural
O Deral também divulgou nesta quinta-feira o Boletim Conjuntural, traçando um panorama de resiliência nas grandes culturas e de hegemonia absoluta na produção de proteínas animais. O boletim destaca que o setor agropecuário do Paraná encerra o mês de março consolidando marcas históricas: o Estado reafirma sua posição como a maior potência proteica do Brasil ao completar 19 anos consecutivos de liderança nacional na produção de carnes.
O desempenho de 2025, consolidado pela Pesquisa Trimestral do IBGE, projeta um 2026 de tranquilidade no topo do ranking. Na avicultura, por exemplo, o Estado deteve 34,4% do abate nacional, produzindo quase cinco milhões de toneladas em 2025. Sozinho, o Paraná abateu 2,299 bilhões de cabeças, um recorde histórico.

Suinocultura registrou o maior crescimento absoluto do País em volume de carne, com recorde de 1,226 milhão de toneladas – Foto: Shutterstock
Já a suinocultura registrou o maior crescimento absoluto do País em volume de carne, com recorde de 1,226 milhão de toneladas. O ganho de produtividade tem sido evidente: o peso médio dos animais, em 2025, subiu para 95,2 kg, representando um aumento de 3,8% (3,5 kg por animal) em relação ao ano anterior.
Também contribui de forma significativa no setor de carnes a produção de tilápia. Apesar da entrada de importações do Vietnã no mercado nacional, o Estado mantém sua força exportadora. E o setor da pecuária de leite alcançou volumes recordes com 4,3 bilhões de litros entregues, um salto de 10% na produtividade anual.
“O Paraná não apenas mantém o título de maior produtor de carnes do País por quase duas décadas, como demonstra uma capacidade de crescimento”, aponta o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho.
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Paraná responde por 13,5% da indústria brasileira de alimentos e bebidas
Estado é o segundo maior do país, reúne 3.671 empresas, 259 mil empregos diretos, forte integração com o campo e US$ 8,57 bilhões em exportações em 2025.

A indústria brasileira de alimentos e bebidas movimentou R$ 1,388 trilhão em 2025. A Região Sul respondeu por R$ 377,1 bilhões desse total, enquanto o Paraná alcançou R$ 187,3 bilhões, o equivalente a 13,5% de toda a produção nacional e praticamente metade do desempenho regional. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos.
Com esse resultado, o Paraná encerrou o ano como a segunda maior indústria de alimentos do país, atrás apenas de São Paulo. A base produtiva instalada no estado reúne 3.671 empresas, dentro de um universo de 10.462 na Região Sul e 41.663 no Brasil.
O PIB setorial da indústria de alimentos e bebidas somou R$ 12,735 bilhões no país. Desse montante, R$ 2,119 bilhões estão concentrados na Região Sul e R$ 778,6 milhões no Paraná, evidenciando a densidade econômica da cadeia no estado.

A geração de empregos diretos alcançou 2.125.602 postos no Brasil, sendo 590.974 no Sul e 259.602 no Paraná. Quando considerados os empregos indiretos, o impacto sobe para 8.502.408 vagas no país, 2.363.896 na Região Sul e 1.038.408 no Paraná. Considerando toda a cadeia produtiva, a indústria de alimentos responde por mais de 1,29 milhão de empregos diretos e indiretos no estado, com forte presença no interior.
Para o presidente executivo da ABIA, João Dornellas, o desempenho está associado ao perfil produtivo do estado. “O Paraná reúne uma indústria moderna e altamente integrada ao campo, com forte presença de cooperativas e empresas que agregam valor à produção agropecuária. Esse modelo fortalece a geração de empregos, amplia a renda no interior e contribui para o abastecimento regular de alimentos no país”, afirma.
A ligação entre indústria e campo aparece de forma objetiva nos números. Em 2025, 70,2% da matéria-prima utilizada pela indústria paranaense veio diretamente da produção agropecuária local. O índice é superior ao da Região Sul, de 71,7%, e bem acima da média brasileira, de 62%. Esse elo sustenta atividades em transporte, embalagens, tecnologia e logística, ampliando os efeitos econômicos da cadeia.
No cenário de preços, a inflação de alimentos manteve trajetória inferior à inflação geral. No Brasil, o IPCA fechou o ano com alta de 4,26%, enquanto os alimentos subiram 2,95%. Na Região Metropolitana de Curitiba, área pesquisada pelo IBGE no estado, o índice geral avançou 3,84% e os alimentos 3,03%, refletindo ganhos de eficiência produtiva e aumento de oferta ao longo da cadeia.
O desempenho também se refletiu no comércio exterior. O Brasil exportou US$ 66,732 bilhões em alimentos e bebidas em 2025. A Região Sul respondeu por US$ 18,580 bilhões e o Paraná por US$ 8,570 bilhões, reforçando a presença internacional da indústria instalada no estado e o papel da agroindústria na agregação de valor à produção do campo.
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ABPA abre inscrições para prêmio de pesquisa aplicada durante o SIAVS 2026
Reconhecimento valoriza estudos com impacto prático na avicultura e suinocultura e prevê experiência internacional aos vencedores.

Estão abertas as inscrições para o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, reconhecimento científico que a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) promoverá durante o SIAVS 2026 – Salão Internacional de Proteína Animal, maior evento da avicultura e da suinocultura do Brasil, que será realizado entre os dias 04 e 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo (SP).
A iniciativa contempla duas distinções, voltadas à valorização de pesquisas com efetiva aplicabilidade prática para a cadeia produtiva da proteína animal:
- Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – Grandes Áreas, destinado a trabalhos científicos com impacto nas áreas de produção, manejo e ambiência; nutrição; tecnologia e processos; sanidade; sustentabilidade; e saúde pública.
- Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável – RAM (Resistência aos Antimicrobianos), voltado exclusivamente a estudos que abordem estratégias, ferramentas, indicadores e práticas relacionadas ao uso responsável de antimicrobianos e ao enfrentamento da resistência microbiana na produção animal, tema estratégico para o setor e alinhado aos princípios internacionais de One Health – no âmbito da campanha “Uso Consciente, Futuro Responsável”, mantida pela ABPA.
O objetivo do Mérito é estimular pesquisas que extrapolem o ambiente acadêmico e apresentem aplicabilidade concreta, contribuindo para ganhos de eficiência, segurança sanitária, sustentabilidade e competitividade internacional da avicultura e da suinocultura brasileiras.
Os trabalhos inscritos serão avaliados por comissão julgadora composta por especialistas com reconhecida atuação técnica e acadêmica. Entre os critérios considerados estão:
- Relevância estratégica para o setor
- Grau de inovação
- Consistência metodológica
- Aplicabilidade prática
- Potencial de impacto na cadeia produtiva
Após a etapa de avaliação, os trabalhos selecionados serão apresentados durante a programação oficial do SIAVS, ampliando sua visibilidade junto a empresários, pesquisadores, autoridades sanitárias e representantes nacionais e internacionais.
Como forma de reconhecimento, o primeiro autor do trabalho vencedor em cada uma das duas distinções participará, com apoio da organização, de uma experiência internacional em uma das principais feiras globais de alimentos, podendo escolher entre a SIAL Paris 2026, em Paris, ou a Gulfood 2027, em Dubai. A iniciativa proporciona imersão no ambiente internacional de negócios e inovação, fortalecendo a formação estratégica dos pesquisadores.
As inscrições devem ser realizadas conforme as orientações disponíveis no site oficial do evento, onde também constam regulamento completo, prazos, formato de submissão e demais informações, acesse clicando aqui.
