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SC atrai gigante italiana em carroceria para transporte de suínos

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Líder nacional em carne suína com produção média de 800 mil toneladas por ano e embarque de cerca de 180 mil toneladas para o exterior, Santa Catarina atrai cada vez mais a atenção de empresas que são referência no cenário mundial. Por conta do panorama agrícola positivo, status sanitário diferenciado e economia em crescimento, a empresa italiana Pezzaioli escolheu o mercado catarinense para instalar sua primeira fábrica de carrocerias para transporte de animais vivos na América do Sul. A nova unidade será inaugurada neste sábado em Faxinal dos Guedes, no Oeste de SC, com investimento de  15 milhões de Euros ou cerca de 46 milhões de reais.

A empresa está investindo também no Oriente Médio, Norte da África, China e América do Norte, mas é na agroindústria brasileira que a italiana está apostando nos próximos anos e já prospecta expandir as fronteiras para os países vizinhos.

"Santa Catarina é o estado com a maior concentração de granjas de produção suínos e agroindústrias e também está muito perto da Argentina, próximo país a ser desbravado. Nosso objetivo é conquistar pelo menos 50% do mercado nos próximos 3 anos", afirma o presidente Eugênio Pezzaioli.

Os planos de crescimento se estendem também para a parte física. Com as primeiras unidades de semi- reboque e carrocerias para caminhão prontas para chegar ao mercado, a Pezzaioli já planeja ampliar a fábrica de 4 mil metros para 6 mil metros quadrados de área construída, além de triplicar o número de  funcionários.

A instalação da fábrica na região gerou a demanda de mão de obra especializada em  soldas especiais em liga de alumínio. A fábrica tem capacidade para produzir uma carroceria por dia. A tecnologia usada para a solda das peças das carrocerias é a mesma utilizada pela  Airbus, empresa francesa que é líder mundial na fabricação de aviões comerciais.

Menos estresse no transporte, mais ganho para cadeia produtiva

Com o mercado consumidor mundial  mais exigente em relação à segurança alimentar e  mais atento a forma de criação e abate humanizados, o foco se volta para o processo de produção, não só na granja, mas também no transporte dos animais. Atualmente, eles são transportados em carrocerias abertas, sujeitos a chuva e mudanças bruscas de temperaturas, e estão mais suscetíveis as lesões provocadas por escorregões, pisões e ferimentos por conta da superlotação.

Segundo o engenheiro responsável pelos projetos, Vinícius Zago Cantú, os modelos de carrocerias em alumínio de liga leve que estão sendo produzidos pela Pezzaioli seguem  normativas europeias de bem estar animal, e ainda garantem para a indústria menor mortalidade e melhor qualidade de carne, com menos estresse para o animais.

"O Brasil já assinou contratos com a Comissão Europeia para a introdução aqui no Brasil de algumas regras utilizadas na Europa e isso significa um novo sistema de transporte, o que traz uma ótima previsão de negócios para a nossa empresa. Após o país adotar esse novo modelo, o resto do Mercosul também irá seguir as mesmas regras", destaca Pezzaioli.

Estudos realizados pela Embrapa Suínos e Aves apontam que a qualidade  do transporte dos animais interfere nas perdas quantitativas e qualitativas da produção de carne suína.

"A redução do estresse do animal em todas as fases, desde o embarque, passando pelo transporte e desembarque, é fundamental para a excelência do produto final e para os negócios", completa o empresário.

Para se tornar referência no setor, a empresa segue rigidamente a orientação de veterinários especializados no transporte de cargas vivas, organismos reguladores, organizações de defesa do bem estar animal e ambiental e órgãos de segurança rodoviária.
 
De acordo com Cantú, a matéria prima das carrocerias proporciona resistência, leveza, maior vida útil  por eliminar a ação da ferrugem, além de  garantir economia de combustível e maior volume de carga

Fonte: Ass. Imprensa da Carrocerias Pezzaioli

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare

Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

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Fotos: Epagri

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.

Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.

Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.

A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri

O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.

Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.

Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.

Fonte: Assessoria Epagri
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira

Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.

A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.

Fonte: O Presente Rural
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