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SBSS realça expressão global da suinocultura brasileira
Equipamentos modernos e novas tecnologias ao alcance do produtor para aprimorar a cadeia da suinocultura estiveram presentes na Granja do Futuro

Um dos maiores eventos técnicos-científicos da América Latina, o recém-encerrado Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS) reuniu cerca de mil e novecentas pessoas em Chapecó (SC), entre 13 e 15 de agosto. As maiores empresas do setor, pesquisadores de renome internacional, público qualificado, lançamentos inéditos, vanguarda do conhecimento e debates históricos resumem a 16ª edição do evento promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet).
Para o presidente do Nucleovet, Tiago José Mores, a programação científica superou as expectativas com temas de extrema relevância e atualidade. “As discussões aqui levantadas enriqueceram demais o evento. Pesquisadores do mais alto gabarito técnico apresentaram seus estudos inovadores para os profissionais das mais diversas áreas do setor suinícola. Estamos recebendo feedbacks sensacionais dos participantes e das empresas expositoras”, sublinhou.
O sucesso de mais uma edição do Simpósio foi celebrado pelo presidente e pela comissão organizadora. “Este evento é resultado de um projeto coletivo, uma jornada compartilhada entre os associados do Nucleovet e os demais atores do setor. Contamos com o apoio inestimável de entidades empresariais e profissionais, universidades, centros de pesquisa, fornecedores de insumos e das agroindústrias. Esse apoio é essencial para a viabilização deste evento”, frisou Mores ao agradecer a colaboração de todos os envolvidos em mais um triunfo.
CIÊNCIA APLICADA
A 16ª edição do SBSS apresentou novidades em sua programação científica. O presidente da Comissão Científica, Paulo Bennemann, ressaltou que a dinâmica de mesas-redondas proporcionou uma maior interação entre os palestrantes e o público. “O evento foi um sucesso. Debatemos temas que passaram por equipes de alta performance, preocupações sanitárias, nutrição de precisão, manejos essenciais e até mesmo temas complexos como microbiota, os quais foram esplendidamente abordados de uma forma acessível, porém com profundo conhecimento científico”.
Bennemann ainda destacou o tema sobre perdas ao abate, debatido com as indústrias pela primeira vez “de forma muito profissional e com alto grau de maturidade, considerado por muitos como o ponto alto do evento”.
“Finalizamos o 16° SBSS com o sentimento de dever cumprido de difundir ciência aplicada e com a certeza de que, ano após ano, o Simpósio vem se consolidando como um evento técnico de alto impacto para a suinocultura”, finalizou o presidente da Comissão Científica.
RESPONSABILIDADE SOCIAL
Reconhecido pela comunidade por suas ações e iniciativas de responsabilidade social, o Nucleovet tradicionalmente destina parte dos recursos obtidos em seus eventos científicos para entidades sociais-assistenciais. Nesta edição do SBSS, o Núcleo de Voluntários Formigas do Bem e o Núcleo de Atenção aos Pequenos Animais (NAPA) foram as organizações beneficiadas com o valor de R$ 10 mil cada uma.
Durante a cerimônia de abertura, no primeiro dia de evento, o presidente Mores e o vice-presidente Alex de Marco, entregaram o cheque simbólico à coordenadora do Núcleo de Voluntários Formigas do Bem, Leiry Diva Gollo Piva e coordenadora adjunta, Enezilda Maria Baggio. As representantes do NAPA – a gerente e veterinária, Liandra Dall” Orsoletta, e a madrinha e voluntária Fabiana Matte Rodrigues – também receberam o cheque simbólico.
Outra iniciativa que já virou tradição nos eventos promovidos pelo Nucleovet é a NúcleoStore, loja de artigos personalizados que, a cada Simpósio, beneficia uma instituição de Chapecó. Nesta edição, os participantes puderam adquirir bótons, camisetas de diferentes estampas com uma comunicação mais lúdica sobre o setor, meias, lixocar e mousepads. Toda a renda arrecadada com as vendas será destinada ao Hospital da Criança Augusta Muller Bohner.
15ª BRASIL SUL PIG FAIR E GRANJA DO FUTURO
Mais de 50 expositores estiveram reunidos na 15ª Brasil Sul Pig Fair, realizada em paralelo à programação científica do 16º SBSS. Empresas nacionais e multinacionais apresentaram o melhor que há em soluções para genética, nutrição, aditivos, sanidade e equipamentos. A feira foi marcada por inovação, networking e conexões entre empresas e clientes.
Equipamentos modernos e novas tecnologias ao alcance do produtor para aprimorar a cadeia da suinocultura estiveram presentes na Granja do Futuro. Essa é a terceira edição da atração no Simpósio.
APOIO
O 16º SBSS teve apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de Santa Catarina (CRMV-SC), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Comissão organizadora celebra o sucesso do 16º SBSS. (Foto: UQ Eventos)

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
Colunistas
Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



