Suínos
SBSS atinge recorde de público e se consolida como referência na América Latina
Evento técnico, realizado em Chapecó, atraiu mais de 2,1 mil profissionais e reforçou sua relevância ao abordar temas estratégicos como sustentabilidade, sanidade e inovação.

Três dias intensos e espetaculares na difusão de conhecimento técnico, científico e de qualidade. Assim, pode ser avaliado o 17º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), realizado nesta semana, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento técnico se consolidou como o mais relevante da América Latina. Sua programação científica abordou questões estratégicas emergentes desde os avanços em bem-estar-animal, sanidade, nutrição, genética e gestão de pessoas.
Os números comprovam o sucesso desta edição, que teve incremento de 16,26% no número de participantes ao atingir a marca de 2.194 profissionais. Esse número é superior a edição 2024 do SBSS que registrou um público de 1.887 pessoas, entre veterinários, zootecnistas, produtores rurais, consultores, estudantes, pesquisadores e demais profissionais da agroindústria do Brasil e da América Latina. “Em 2025, tivemos um público recorde das nossas edições presenciais, o que comprova que estamos no caminho certo ao propor assuntos de interesse da cadeia de suínos”, observou o presidente do Nucleovet, Tiago Mores.

Fotos: Andressa Kroth/UQ Eventos
Em sua trajetória o SBSS cresceu não apenas em números de público, mas de impacto na geração de valor ao compartilhar resultados de pesquisas, proporcionar debates sobre inovações e, principalmente, propiciar conexões humanas. O sucesso de mais uma edição foi celebrado pelo presidente do Nucleovet e pela comissão organizadora da décima sétima edição. “Estamos muito contentes. Os feedbacks foram positivos e a feira oportunizou a troca de experiências. E, agora temos uma responsabilidade ainda maior de preparar a próxima edição, para que seja melhor do que a recém-encerrada”, antecipou ao destacar que o evento é resultado de um projeto coletivo, de uma jornada compartilha entre associados do Nucleovet e demais atores do setor.
Geração de valor
Para o presidente da Comissão Científica, Paulo Bennemann, mais uma vez o SBSS superou as expectativas. Ao todo, foram 21 palestrantes distribuídos em sete painéis, que proporcionou um debate interessante. “Os feedbacks que recebemos foram bem positivos dos congressistas e com muitos elogios em relação à qualidade dos temas debatidos. Então, finalizamos mais uma edição com aquela sensação de dever cumprido, de que conseguimos levar a nossa essência que é trazer ciência aplicada ao dia a dia do campo, sempre pensando no bem-estar animal, sustentabilidade, nutrição, eficiência alimentar e sanidade”, analisou.
Um ponto que chamou a atenção foi a participação do público nas palestras. Paulo comentou que, infelizmente, o tempo acabou sendo limitado em virtude de tantas demandas de perguntas e questionamentos. “Isso mostra que conseguimos atingir um grau de maturidade e que a cada ano o SBSS vem se consolidando como um dos principais eventos técnicos científicos do país e da América Latina. Além de comprovar que conseguimos entregar o que há de melhor para a cadeia suinícola, para que seja cada vez mais produtiva e destaque sua eficiência na produção de proteína de alta qualidade”, enalteceu.
Conexões que fortalecem
Além dos conhecimentos técnicos o SBSS promoveu debates sobre tendências tecnológicas que mudarão o futuro da atividade, como bem-estar animal e sustentabilidade, análise prática e inspiradora sobre os caminhos da cadeia produtiva ao conectar mercado, inovação e futuro em quatro eventos paralelos da grade científica. Mais de 100 marcas aproveitaram a oportunidade para apresentar seus principais lançamentos e novidades tecnológicas para a cadeia produtiva ao serem expositores da 16ª Pig Fair e da Granja do Futuro, que ocorreram em paralelo ao Simpósio. A estrutura de exposição esteve distribuída em 47 estantes, seis lounges internos, quatro lounges externos, 12 espaços na Granja do Futuro, quatro espaços de mídias parceiras, além de patrocinadores institucionais.
De acordo com Mores, muitas empresas se programaram para fazer lançamentos de produtos e tecnologias durante o evento, justamente, porque enxergam esse potencial de visibilidade de suas marcas em um público de qualidade. “Não há lugar melhor do que esse evento para trazer novidades que impulsionem o crescimento da cadeia suinícola”. O presidente complementou que associar a difusão de conhecimento científico e os eventos paralelos de qualificação profissional com a Pig Fair e a Granja do Futuro é extremamente relevante. “Nosso objetivo é trazer conteúdo técnico de qualidade que possa ser aplicado no dia a dia do profissional que participa do Congresso. Aliado a isso, a feira é o momento de networking e troca de experiência prática, no qual as empresas têm a oportunidade de mostrar as recentes novidades para o mercado”. Como exemplo, citou a utilização da inteligência artificial na produção animal.
Responsabilidade social
Além de uma oportunidade de aprendizado, networking e inspiração o Nucleovet tem compromisso com o bem-estar social, por isso a cada edição do Simpósio realiza doações para entidades que fazem a diferença na vida de diversas pessoas. Nesta edição, o valor de R$ 10 mil provenientes das inscrições no SBSS foi destinado ao Núcleo de Voluntários Formigas do Bem. A instituição tem como missão auxiliar crianças e adolescentes a partir do atendimento de necessidades básicas e diárias como doação de água, leite, suplementos alimentares, produtos de higiene, medicamentos e muito mais. O cheque simbólico foi entregue na solenidade de abertura do SBSS pela diretora social do Nucleovet Celita Matiello e pelo diretor executivo Nilson Sabino às representes da instituição beneficiada Leiri Diva Golo Piva e Enezilda Baggio.

Outra ação social tradicional é o NúcleoStore, que comercializa produtos personalizados relacionados ao evento, cujo lucro é revertido para entidades locais. Neste SBSS a entidade beneficiada foi a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Chapecó, que tem como objetivo principal a conscientização, prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e colo do útero. Entre os itens disponíveis, estiveram meia, camiseta, bóton, toalha, lixeiro para carro, vira mate e mouse pad. Cada produto carregou uma missão maior, já que todo lucro será integralmente destinado a Rede Feminina, ou seja, é um gesto de amor que se multiplica.

Suínos
Suinocultura discute comportamento do consumidor na primeira Escola de Gestores de 2026
Evento da ABCS abordará tendências de consumo e impactos nas decisões estratégicas do setor de proteínas.

Entender o comportamento do consumidor se tornou um dos principais diferenciais estratégicos para o mercado de proteínas. Em um cenário de rápidas transformações, antecipar tendências, reduzir riscos e tomar decisões mais assertivas depende, cada vez mais, da leitura qualificada do consumo.
Com esse foco, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realiza a primeira edição de 2026 da Escola de Gestores, com o tema “Proteína, Consumo e Decisão de Compra: Tendências que Importam para 2026”, no dia 25 de fevereiro de 14h30 às 16 horas. O encontro será conduzido por Tayara Beraldi, consultora da ABCS e especialista em comunicação estratégica, e tem como objetivo ampliar a capacidade analítica e decisória dos gestores da suinocultura com dados reais e atualizados do comportamento do consumidor em uma época em que o consumo de proteínas tem ganhado destaque.
Voltada aos desafios atuais do setor, a iniciativa propõe uma reflexão aprofundada sobre como o consumidor pensa, quais fatores influenciam suas escolhas e de que forma essas decisões impactam o marketing, o posicionamento e a competitividade das proteínas no mercado. Na suinocultura, compreender esses movimentos deixou de ser uma opção e passou a ser parte central das decisões estratégicas.
Durante o encontro, os participantes irão discutir como interpretar tendências de consumo com mais clareza, transformar comportamento do consumidor em estratégia de mercado, fortalecer o posicionamento da carne suína e tomar decisões mais embasadas, com visão de futuro e impacto real no negócio.
A Escola de Gestores da ABCS é uma iniciativa que busca apoiar lideranças do setor na construção de conhecimento aplicado, conectando dados, comportamento e estratégia. O evento é exclusivo para o Sistema ABCS e contribuintes do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS), com o objetivo de fortalecer o poder de decisão dos gestores, ampliando a capacidade de antecipação e a geração de vantagem competitiva no mercado de proteínas. Faça sua inscrição clicando aqui.
Suínos
Suinocultura enfrenta queda nas cotações em importantes estados produtores
Dados mostram retrações diárias e mensais, com exceção do Rio Grande do Sul, que apresenta leve avanço no acumulado do mês.

Os preços do suíno vivo registraram variações negativas na maioria dos estados acompanhados pelo indicador do CEPEA, ligado à Esalq, conforme dados divulgados em 13 de fevereiro.
Em Minas Gerais, o valor do animal posto foi cotado a R$ 6,76 por quilo, com recuo diário de 0,29% e queda acumulada de 4,52% no mês. No Paraná, o preço do suíno a retirar ficou em R$ 6,65/kg, com retração de 0,30% no dia e de 2,06% no comparativo mensal.
No Rio Grande do Sul, o indicador apresentou leve alta no acumulado do mês, com valorização de 0,59%, alcançando R$ 6,80/kg, apesar da pequena queda diária de 0,15%. Já em Santa Catarina, o valor registrado foi de R$ 6,59/kg, com baixa de 0,60% no dia e retração de 1,79% no mês.
Em São Paulo, o suíno posto foi negociado a R$ 6,92/kg, apresentando redução diária de 0,57% e queda mensal de 2,40%.
Suínos
Exportações sustentam desempenho da suinocultura brasileira no início de 2026
Embarques crescem mais de 14% e ajudam a equilibrar o setor, conforme análise da Consultoria Agro Itaú BBA, mesmo diante do aumento da oferta interna.

O início de 2026 registrou queda significativa nos preços do suíno, reflexo da expansão da produção observada ao longo do ano anterior. Mesmo com a pressão no mercado interno, o setor manteve resultados positivos, sustentado pelo bom desempenho das exportações e pelo controle nos custos de produção, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.
As cotações do animal vivo em São Paulo apresentaram forte recuo no começo do ano, passando de R$ 8,90/kg em 1º de janeiro para R$ 6,90/kg em 9 de janeiro, queda de 23% no período. Com o ajuste, os preços retornaram a níveis próximos aos registrados no início de 2024 e ficaram abaixo do observado no começo do ano passado, quando o mercado apresentou maior firmeza nas cotações, com valorização a partir de fevereiro.
O avanço da produção de carne suína ao longo de 2025 foi impulsionado pelas margens favoráveis da atividade. A expectativa é de que esse ritmo tenha sido mantido no primeiro mês de 2026, embora os dados oficiais de abate ainda não tenham sido divulgados.
No mercado externo, o setor iniciou o ano com desempenho positivo. Os embarques de carne suína in natura somaram 100 mil toneladas, volume 14,2% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Entre os principais destinos, destacaram-se Filipinas e Japão, responsáveis por 31% e 13% das exportações brasileiras no mês, respectivamente.
Mesmo com os custos de produção sob controle, a queda de 5% no preço do animal na comparação entre janeiro e dezembro resultou na redução do spread da atividade, que passou de 26% para 21%. Ainda assim, o resultado por cabeça terminada permaneceu em nível considerado satisfatório, com média de R$ 206.
No comércio internacional, o spread das exportações também apresentou recuo, influenciado pela redução de 0,8% no preço da carne suína in natura e pela valorização cambial. Com isso, o indicador convergiu para a média histórica de 40%, após registrar 42% no mês anterior.



