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SBSBL renova liderança científica e projeta fortalecimento do evento no setor leiteiro

Nova presidência destaca foco em produtividade, gestão e integração entre pesquisa e produção.

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Fotos: Karina Ogliari/MB Comunicação

A presidência da comissão científica do Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) passou por uma transição planejada, apresentada aos membros durante reunião realizada neste mês de fevereiro. Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o Simpósio inicia um novo ciclo com a saída do Zootecnista, Claiton André Zotti, que esteve à frente da comissão nos últimos três anos, e a entrada do Zootecnista, Daniel Augusto Barreta, como novo presidente.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destacou a importância do trabalho desenvolvido pelas comissões científicas e agradeceu a contribuição de Zotti. “As mudanças fazem parte do amadurecimento das entidades e dos eventos. O Claiton teve um papel fundamental na construção do Simpósio, sempre com uma visão técnica alinhada à realidade do campo. A escolha do Daniel segue o mesmo critério que adotamos em todas as comissões: competência técnica, proximidade com o setor, diálogo com a diretoria e respeito dos colegas”, afirmou.

Três anos de crescimento

Zootecnista, Daniel Augusto Barreta e a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin

Ao se despedir da presidência da comissão científica, Claiton André Zotti, agradeceu a oportunidade de liderar o grupo e ressaltou o caráter coletivo do trabalho desenvolvido. “Foram três anos muito prazerosos, trabalhando com uma equipe comprometida, que exerce o voluntariado com seriedade e dedicação. Cada colega conhece o esforço envolvido em organizar um evento desse porte, e isso fez toda a diferença”, comentou.

Zotti explicou que a decisão de deixar o cargo está relacionada a questões profissionais, cada vez mais frequentes em sua rotina. Ainda assim, buscou conduzir a comissão com intensidade e foco. “Sempre acreditei em um trabalho intenso e bem feito. Tentamos mostrar os desafios do setor leiteiro e representar aquilo que realmente está acontecendo no campo. Tivemos também uma participação crescente da bovinocultura de corte nos debates”, pontuou.

Entre as principais conquistas do período, Zotti destacou o crescimento do Simpósio e a resposta positiva do público. “O reconhecimento é coletivo. Crescemos muito nesses três anos, com avaliações positivas e uma trajetória ascendente. Conseguimos representar as demandas do mercado, identificar gargalos e levar esse conteúdo de forma clara para os profissionais e produtores de leite. Esse é, sem dúvida, o principal sucesso do SBSBL”, avaliou.

Novos desafios

Zootecnista, Claiton André Zotti e a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin

Ao assumir a presidência da comissão científica, o Zootecnista Daniel Augusto Barreta destacou a satisfação em iniciar a nova missão. “É uma satisfação começar essa nova etapa como presidente da comissão científica de um Simpósio que vem se destacando como um marco, não apenas para a região oeste, mas para Santa Catarina e para o Sul do Brasil”, afirmou.

Baretta ressaltou que a partir da 15ª edição, o objetivo é fortalecer ainda mais o posicionamento do SBSBL como um evento estratégico para a cadeia produtiva do leite. “Nossa intenção é continuar o trabalho das comissões anteriores, elevando o Simpósio como um evento relevante para o setor produtivo”, explicou.

Ao comentar os próximos desafios, o presidente destacou o momento delicado vivido pelo setor leiteiro e a necessidade de eficiência. “O mercado é muito dinâmico. Passamos por um período desafiador, e manter produtividade e lucratividade exige eficiência, que passa por nutrição, sanidade, reprodução e gestão. Esses temas seguirão no centro da programação, para que técnicos e produtores saiam do Simpósio com energia renovada para enfrentar os desafios do setor”, afirmou.

Outro ponto destacado por Baretta é a valorização do debate científico. “A publicação de resumos científicos, que já acontece em algumas edições, é fundamental para elevar o SBSBL como um ambiente de discussão científica, aproximando universidades, pesquisadores e o setor produtivo”, concluiu.

SBSBL

Médicos-veterinários, zootecnistas, produtores rurais, consultores, estudantes, pesquisadores e demais profissionais da agroindústria já podem garantir sua inscrição para o 15º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que será realizado entre os dias 06 a 08 de outubro de 2026, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Fonte: Assessoria Nucleovet

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Plantas daninhas podem comprometer qualidade do pasto no período de reposição de bezerros

Especialista alerta que áreas sem manejo favorecem invasoras, reduzem valor nutricional das forrageiras e impactam produtividade na pecuária.

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A depender do tempo em que a área permanece sem pastejo, as forrageiras crescem além do ponto e ocorre a presença de plantas daninhas - Foto: Divulgação

Na pecuária, os primeiros meses do ano são marcados por retração no mercado de reposição de bovinos, por diversos fatores. No período, os pecuaristas trabalham com estratégias para evitar prejuízos na relação de troca. Com isso, as áreas de pastagem que servem de alimentação ao rebanho que será reposto ou formado para engorda, podem ficar em espera.

Engenheira florestal, mestre em Agronomia, com MBA em Gestão Florestal e Gestão de Negócios, Thaís Lopes: “Quando os animais retornarem, não haverá pasto em condições adequadas para alimentação”

Por esta razão, pode ocorrer crescimento acelerado de capim, devido às condições climáticas da época, além de favorecer o surgimento de plantas daninhas. As invasoras impactam na qualidade das forrageiras e, consequentemente, na produtividade de leite e arroba (@).

Neste cenário, para o controle das plantas daninhas, o produtor deve fazer o manejo do pasto com herbicidas. “A depender do tempo em que a área permanece sem pastejo, as forrageiras crescem além do ponto, apresentando alongamento de colmos, aumento no teor de fibra, menor digestibilidade e, portanto, redução do seu valor nutricional ao desempenho animal. Além disso, ocorre a presença de plantas daninhas. Quando os animais retornarem, não haverá pasto em condições adequadas para alimentação. Por isso, é sempre importante o produtor planejar o manejo das áreas de pastagem nos principais ciclos da pecuária”, explica a engenheira florestal, mestre em Agronomia, com MBA em Gestão Florestal e Gestão de Negócios, Thaís Lopes.

Invasoras no superpastejo

A profissional destaca que não é apenas em áreas de pastagem sem pastejo regular que as plantas daninhas podem surgir. “Os pecuaristas, que neste momento precisam reter animais, aguardando o melhor momento para comercialização podem acabar gerando superlotação e possível degradação do seu pasto. A prática também favorece a emergência de invasoras, já que o capim demora para se recuperar e as condições de clima quente e úmido com chuvas regulares, favorecem muito a proliferação”, aponta Thaís.

Neste cenário, o ideal é ter um bom planejamento para que o manejo seja adequado a necessidade da atividade e que se aproveite a temporada das chuvas para evitar falta de alimento no período da seca.

De acordo com a especialista, não basta, no entanto, realizar boas aplicações se não houver um bom dimensionamento da capacidade máxima de suporte das pastagens, pois em caso de superpastejo haverá redução de massa de capim e aumento de área de solo exposto, que cria condições para compactação de solo, processos erosivos e germinação do banco de sementes de plantas daninhas. “Respeitar a taxa de lotação da pastagem é tão importante quanto adotar tecnologias de controle. Uma boa aplicação, combinada a adequada lotação, garante não apenas eficiência agronômica, mas também sustentabilidade econômica da atividade”, enfatiza Thaís, ressaltando: “O equilíbrio entre o controle químico com herbicidas e outras estratégias, como, por exemplo, controle da lotação do rebanho na área, são fatores decisivos para manter a sustentabilidade da atividade pecuária, garantindo produtividade e competitividade frente ao mercado de bovinos”.

Fonte: Assessoria Corteva Agriscience
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Novo presidente da Asbram destaca momento histórico da carne bovina brasileira

Rodrigo Miguel assume a entidade defendendo avanço em tecnologia, sustentabilidade e preparação do setor para novos desafios.

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Presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM), Rodrigo Miguel - "Chego muito otimista e com energia para alertar nossos pecuaristas que o mundo moderno exige velocidade e não podemos perder o momento atual maravilhoso para o boi brasileiro" - Foto: Kika Damasceno/@kikadamas

O Brasil vive um momento único na carne bovina, com recorde mundial na produção e exportação, preços crescentes e vendas para 150 países. E o panorama deve permanecer crescente. Mas o segmento necessita estar pronto para desafios como sanidade, qualidade e respeito ao meio ambiente. Além de adequar o fluxo de embarques a ciclos pecuários cada vez menos imprevisíveis.

O panorama foi desenhado pelo médico-veterinário e tarimbado executivo Rodrigo Miguel, que tomou posse como novo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM) no fim de fevereiro, sucedendo Fernando Cardoso Penteado Neto, em uma cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). O novo vice-presidente é Leonardo Matsuda. E Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A ASBRAM representa 71% das empresas do setor, que mantém no campo mais de 14 mil profissionais, na assistência técnica ao lado dos pecuaristas.

“Chego muito otimista e com energia para alertar nossos pecuaristas que o mundo moderno exige velocidade e não podemos perder o momento atual maravilhoso para o boi brasileiro. O mundo precisa de carne e só nós podemos ofertar nesses volumes que estamos embarcando. Avançando em sustentabilidade ambiental, financeira e em tecnologia. Porque a exportação não pode ficar refém dos ciclos. E temos que ficar atentos ao fato de que 70% da carne fica no mercado interno. Qualquer desequilíbrio pode ser problemático. Vamos ouvir as vozes das diferentes realidades produtivas do Brasil, manter o Painel de Comercialização como referência de negócios e atuar em nome de nossas empresas e de nosso mercado”, garantiu Rodrigo Miguel, que vai dirigir a entidade até o fim de 2027.

O novo presidente ainda apontou que o caminho da produção bovina é claro. Não precisa desmatar, deve usar cada vez mais tecnologia, adaptada aos formatos locais, em áreas menores. “Assim, produziremos e exportaremos cada vez mais alimentos. Vou procurar orientar minha presidência em pilares como visão, coragem, transparência, clareza, humildade e consciência do aprendizado para orientar a execução”, concluiu.

A noite começou com uma palestra do nutrólogo, professor e pesquisador Wilson Rondó Junior, autor do livro que trata dos benefícios da carne vermelha, que falou sobre ‘Uma nova luz sobre a alimentação saudável’. Ele destacou os benefícios ancestrais proporcionados pela proteína e as gorduras saturadas, como crescimento do cérebro, saúde e proteção contra diversas doenças. E as qualidades do rebanho brasileiro que vive essencialmente do pastejo.

“O mundo vive hoje uma inflamação silenciosa, com o uso excessivo de gorduras à base de grãos. Principalmente, obesidade, diabetes e doenças coronárias. Deveríamos rezar pelos bovinos todos os dias porque eles proporcionam alimentos mais saudáveis, com mais Ômega3”, defendeu. E ainda nomeou as principais informações falsas relacionadas a um pretenso perigo no consumo da proteína animal, propagandeadas ao longo dos últimos cem anos. “Carne e leite são fontes poderosíssimas, deveriam fazer parte da dieta de todas as pessoas. Porém, as novas pesquisas já atestam que o correto é o sinal verde para a carne vermelha”, acrescentou.

Na sequência, Fernando Penteado fez um balanço dos dois anos de seu mandato, elogiando o trabalho das equipes e enfatizando que o preparo técnico das indústrias precisa caminhar ao lado dos resultados financeiros. “O importante é estarmos juntos como agora. Sendo assim, vamos alcançar todos os nossos propósitos”, referendou.

“Confio demais na pecuária brasileira e saio depois de dois anos muito profundos, de amadurecimento. Alcançamos o número mágico de cem associados, alcançamos quatro mil profissionais acompanhando nossas reuniões mensais pessoalmente ou pela internet, e fortalecemos nosso caixa. A ASBRAM vai permanecer atuando forte, com seu exército de 14 mil profissionais no campo, todo santo dia. Seguiremos juntos”, falou Fernando Penteado.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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Fundocarne lança campanha Carne Gaúcha é Diferente

Iniciativa busca valorizar a produção do Rio Grande do Sul, aproximar produtores e frigoríficos e posicionar o produto como carne de identidade própria.

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Foto: Divulgação

O Fundo de Promoção da Carne Gaúcha (Fundocarne), deu seu primeiro passo em uma nova estratégia da carne bovina gaúcha. Unindo produtores, através do Instituto Desenvolve Pecuária e frigoríficos, por meio do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Rio Grande do Sul (Sicadergs), o fundo atua na valorização da carne bovina produzida no estado.

O projeto busca aproximar produtores e frigoríficos para promover o produto nos mercados nacional e internacional, posicionando a carne gaúcha como um item diferenciado e com identidade própria. “O fundo nasce com esse desafio de tirar o pecuarista da comodidade e comunicar o que nós temos”, afirma a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli.

Fotos: Shutterstock

A primeira campanha oficial do fundo, intitulada “Carne Gaúcha é Diferente”, foi lançada com um vídeo institucional que destaca as particularidades do bioma Pampa e a tradição do churrasco local. A peça utiliza imagens reais de nove propriedades rurais do Rio Grande do Sul para reforçar a conexão entre o produto e a cultura gaúcha. “Nós temos um bioma exclusivo e uma tradição que ninguém mais tem. O vídeo mostra que o nosso churrasco não é apenas cultura, é um processo técnico de excelência que o mundo precisa reconhecer e remunerar”, destaca a dirigente.

Logo após o lançamento outras entidades e empresários já se interessaram em fazer parte do movimento. O Sindicato dos Leiloeiros Rurais do Rio Grande do Sul, Sindiler, e alguns associados já anunciaram que vão entrar para o Fundocarne. Reuniões com o setor  de varejo também estão avançando.

O funcionamento do Fundocarne baseia-se em contribuições voluntárias de ambos os elos da cadeia. No setor industrial, 17 frigoríficos participantes comprometeram-se com a doação de R$ 0,50 por animal, do total de abates. Por parte dos produtores rurais, a participação ocorre por meio de doações espontâneas em eventos, leilões e abates, com valores que variam conforme a adesão individual. Segundo Antonia Scalzilli, a união é fundamental para o setor: “A cadeia se uniu; a indústria frigorífica está ao lado dos pecuaristas para somar, junto ao varejo e todos aqueles que vivem da cadeia da carne”, relata.

Os objetivos centrais do Fundocarne incluem a promoção da qualidade e da responsabilidade ambiental e sanitária da produção gaúcha, visando elevar o consumo e a rentabilidade. A estratégia foca em transformar a percepção da carne de uma commodity para um produto de valor agregado, utilizando dados e comunicação ativa. Conforme explica Antonia Scalzilli, o propósito é reconectar o campo com a população urbana: “Queremos impactar os melhores mercados brasileiros com essa experiência da carne e colocar o sul do Brasil no mapa do mundo como um lugar de referência”, afirma Antonia.

Repercussão

A repercussão do lançamento inicial atingiu públicos externos à bolha do agronegócio, gerando engajamento em centros urbanos e reconhecimento de lideranças do setor em todo o país. Para a presidente do Instituto, o movimento de comunicação gerou um ciclo de retorno imediato para a instituição. “A nossa campanha já rompeu a bolha e voltou. Lançamos o ‘ping’ e agora recebemos o ‘pong’, com o reconhecimento de ícones da pecuária brasileira e de pessoas de fora do setor que se sentiram representadas”, explica Antonia.

Logo nas primeiras horas após a publicação no Instagram, o vídeo alcançou dezenas de milhares de visualizações. Além das redes sociais, o material circulou também nos grupos de Whatsapp, alcançando diferentes públicos de dentro e de fora do estado e até do país.

O vídeo está disponível no link, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Fundocarne
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