Avicultura
SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura
Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.
Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.
Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.
A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio
De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 07/04 – Terça-feira
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 08/04 – Quarta-feira
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 09/04 – Quinta-feira
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.

Avicultura
Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023
Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock
No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.
Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.
Avicultura
Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março
Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav
De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.
A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.
Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação
granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.
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Paraná reforça vigilância contra gripe aviária com operação no Litoral
Ação preventiva da Adapar mobiliza equipes em sete municípios até 27 de março.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da Divisão de Sanidade Avícola, iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no território paranaense. Desta vez, a operação ocorre no Litoral do Estado.
A iniciativa teve início nesta terça-feira (17), com uma reunião realizada no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no município de Pontal do Paraná. As atividades seguem até o dia 27 de março e abrangem os sete municípios da região – Pontal de Paraná, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos, Morrestes, Antonina e Guaraqueçaba.
Além dos 16 servidores da autarquia, participam também médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Essa ação é da Petrobras e faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação é executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná.
A reunião inicial apresentou aos participantes os objetivos e a metodologia de trabalho da operação. Foi destacado que o Paraná registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências no Estado. Atualmente, não há suspeitas em investigação, e a ação tem caráter preventivo, baseada em análise de risco.
A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, foi responsável por orientar os servidores e falou sobre a importância das ações contínuas de fiscalização, orientação e prevenção, como o principal pilar da defesa sanitária. “A manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”, afirma.
Ações
As atividades do Serviço Veterinário Oficial, realizadas pela Adapar e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), incluem a fiscalização de propriedades com criação de aves. Também fazem parte das ações a orientação sobre a prevenção à introdução do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e da Doença de Newcastle -DNC (doença viral contagiosa), além da educação sanitária voltada a proprietários de aves de subsistência.
O PMP-BS contribuiu diretamente com a operação. Na tarde do primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais das enfermidades.
O médico-veterinário e responsável técnico do PMP-BS, Fábio Henrique de Lima, destaca a importância da atuação conjunta para a proteção da sanidade animal no Estado. “O trabalho executado pelo Laboratório da Ecologia de Conservação com a Adapar foi algo essencial para que a gente conseguisse controlar não só a questão da parte produtiva em relação à gripe aviária, mas também em relação à conservação da fauna marinha”, comenta.
Fábio ainda salienta a importância da parceria para a valorização dos órgãos públicos que atuam nessa área. “A valorização desses órgãos públicos e também da Universidade Federal, faz com que a gente, por meio de pesquisa, ciências, estudos, extensão, consigamos cada vez mais entender, diminuir esses riscos e ter a possibilidade de trabalhar em conjunto. Esse fortalecimento não cresce apenas em uma área, mas sim faz o que chamamos de uma só saúde, o que deve ser o nosso norte”, salientou.
Desenvolvimento
Após as orientações iniciais, as equipes definiram as rotas de atuação. Cada grupo será responsável pelas vistorias em locais previamente selecionados e deverá seguir um cronograma, com o objetivo de cumprir as metas de fiscalização estabelecidas.
A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, que atua no escritório local de Ivaiporã e que participa pela primeira vez de uma operação, destacou a expectativa em contribuir com as ações em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, avalia.
Relevância
A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental para a saúde pública e para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.
Além da conexão com o conceito de Saúde Única — que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental —, o controle de doenças impacta diretamente na geração de empregos, no desenvolvimento econômico e no abastecimento alimentar em nível nacional.



