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SBSA 2020 debate inovação e o futuro da avicultura

Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizada de 07 a 09 de abril em Chapecó, SC

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Arquivo/OP Rural

A 21ª edição do Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizada de 07 a 09 de abril em Chapecó, SC, com o desafio de apresentar tecnologias e debates que contribuem para o desenvolvimento do setor. O evento é promovido pelo Nucleovet – Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas.

Integrando o calendário brasileiro e latino-americano de eventos técnicos da avicultura, o SBSA apresenta programação científica ousada e muitas novidades na Poultry Fair, feira de negócios com foco em tecnologias e soluções para sanidade, nutrição, equipamentos e genética para a avicultura de corte. Na edição de número 21, o SBSA inova ao abrir espaço para startups e troca de conhecimento com eventos paralelos e a presença de grandes especialistas. O evento atrai a participação de profissionais de toda a América Latina, especialmente de países como Argentina, Peru, Colômbia, Paraguai, Chile e México. Desta forma, as palestras têm tradução simultânea para o espanhol.

Profissionais da indústria, academia, órgãos de defesa e consultores compõe a Comissão Científica do SBSA, presidida nesta edição pelo médico veterinário Guilherme Lando Bernardo. “Ao realizar o SBSA para profissionais, o grande papel do Nucleovet é provocar atitudes de mudança dentro da indústria avícola brasileira, visando o crescimento técnico, sustentável e produtivo do setor”. Guilherme Lando Bernardo é médico veterinário, graduado Universidade do Oeste de Santa Catarina e especializado em Sanidade de Aves pela mesma instituição. Possui experiência na avicultura, com com ênfase em Sanidade de Frango de Corte.

Programação focada em visões inovadoras

O SBSA cresceu junto com a avicultura brasileira, discutindo gargalos e antecipando tendências. João Batista Lancini, consultor na área e membro da comissão científica em todas as edições, destaca o foco do simpósio nas demandas da avicultura. “Ano a ano, procuramos diversificar os temas e os palestrantes, apresentando informações inovadoras e opiniões diferentes sobre os mesmos temas”. Para Lancini, com o alto nível esperado pelos participantes, a tarefa da comissão científica exige, a cada ano, criatividade e responsabilidade.

A programação diversificada, inovadora e globalizada, oportuniza discussões aprofundadas, e podem ajudar na tomada de decisões no campo. Lancini  enfatiza a discussão de estratégias globais na sanidade “Neste ano, destacamos as estratégias definidas pela avicultura brasileira e mundial, referente ao manejo alternativo aos antibióticos, com base na preocupação com as bactérias multirresistentes”.

O evento, que ano após anos cresceu em número de participantes, apresenta ainda temas relacionados às novas regras de fiscalização no abate de aves e o efeito do manejo pré-abate sobre os níveis de condenações. “São aspectos que, certamente, fornecerão informações importantes aos colegas da produção” adianta.

21 anos de troca de conhecimento

“Nestas duas décadas, o Nucleovet profissionalizou-se, embora todos os colaboradores são colegas voluntários”, comenta Lancini. A profissionalização aumenta as responsabilidades e as exigências das equipes envolvidas na organização. “Tornou-se um grande evento e a expectativa dos colegas que participam aumenta, naturalmente, a cada ano”, afirma.

Lancini acredita que é preciso inovar, aproveitando o conhecimento e a experiência dos mais antigos com a energia e o conhecimento dos colegas mais jovens. “Um processo de evolução e inovação inevitável para manter o grupo de colegas unidos e estimulados a compartilharem suas habilidades e seu tempo para promover o Simpósio”, pondera Lancini.

A primeira etapa de inscrições encerra no dia 28 de fevereiro. As vagas para o evento podem ser garantidas pelo site do Nucleovet a um valor de R$ 400 para profissionais e R$ 300 para estudantes. A partir desta data os valores passam a R$ 440 e R$ 340 respectivamente até o dia 31 de março. As inscrições poderão ser feitas ainda durante o evento a R$ 500 para profissionais e R$ 400 para estudantes. São oferecidos ainda preços diferenciados para agroindústrias com pacotes a partir de 10 inscrições, com valores iniciais de R$ 300. Para universidades os pacotes a partir de 10 inscrições os valores são de R$ 270, R$ 300 e R$ 350, respectivamente.

Fonte: Assessoria
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Notícias Através de pesquisa

Estudante leva sugestão de manejo à suinocultura para feira nacional

André Lellis Schulz fez um estudo comparativo entre o sistema de grade e de lâmina d’água na suinocultura, foi premiado na 9ª Fecitec e, com isso, credenciado a participar da 18ª Febrace, em São Paulo

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O Presente

O estudante André Lellis Schulz, de 16 anos, está contando os dias para participar da 18ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que vai acontecer entre os dias 17 e 19 de março, na cidade de São Paulo.

O morador de Marechal Cândido Rondon, Oeste do Paraná, estuda no Colégio Agrícola Estadual Adroaldo Augusto Colombo, no município vizinho de Palotina, e alcançou com muito trabalho e dedicação o 1º lugar geral na 9ª Feira de Ciência e Tecnologia (Fecitec) organizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A feira visa a disseminação de projetos que apresentem inovação e soluções nos mais diversos ramos das ciências. André Schulz participou com o projeto intitulado “Instalações para suínos: comparativo lâmina d’água, grade e sugestão do terceiro sistema”.

Motivação

Segundo o estudante, a inspiração para o tema do projeto veio do seu contato com a suinocultura. “Quando morei em Nova Santa Rosa, minha família lidava com isso. Eu limpava e ajudava na granja. Além disso, enquanto estou estudando, no ar-condicionado e com boas condições, sempre penso nos meus pais trabalhando duro para que eu esteja ali. Tento ao máximo dar uma resposta para o esforço do homem do campo, visando a sua qualidade de vida”, declarou Schulz.

O estudante também lembra que um suinocultor amigo da família, Neimar Weiss, comentou em uma conversa informal que havia muita diferença nos resultados dos suínos criados em baias no sistema de grade e de lâmina d’água. “O porco na baia de grade saia com 120 quilos e o da lâmina chegava a 135 ou 140 quilos. Havia diferença no peso, conversão alimentar, índice de mortalidade e até na ocorrência de brigas”, ressalta, emendando: “Com o uso de grade há mais estresse para o animal, devido ao calor e à falta de água para ele se refrescar”.

O projeto

Interessado nessa problemática, Schulz iniciou seu projeto fazendo o levantamento de dados do produtor de suínos em questão. “Eu consultei o histórico de lotes do produtor para verificar o que estava acontecendo. Até pensei em consultar outros produtores, mas o Neimar foi o único suinocultor que encontrei com os dois sistemas em um só chiqueirão”, menciona.

Sob orientação da professora Vanessa Piovesan e coorientação do professor Sérgio Correia dos Passos, o pesquisador deu continuidade aos seus estudos, comparando os dois sistemas e, por fim, sugerindo uma solução. “Eu fiz pesquisas na biblioteca da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e não encontrei nenhum trabalho com essa alternativa. Falei com um pesquisador e ele também disse nunca ter visto um projeto como este. Basicamente, eu sugiro a junção dos dois sistemas”, resume.

“A baia retangular teria uma extremidade com a lâmina d’água e outra com concreto, por causa dos coxos, no meio seria frisado, no sistema grade. Alguns dizem que o sistema com lâmina usa mais água, mas eu discordo. O mesmo tanto é gasto se mensurar a quantia utilizada pelo gotejamento e aspersão no sistema de grade”, afirma Schulz.

Segundo ele, o trabalho de limpeza seria praticamente reduzido pela metade, aconteceria de uma maneira mais fácil. “Ao invés de puxar os dejetos da lâmina para a canaleta de saída, o suinocultor teria de puxar a água para cima, onde estaria a grade”, explica. Além disso, o estudante diz que os dois sistemas integrados trazem vantagem para aqueles com biodigestor na propriedade, visto que a água retém melhor o gás.

Preparativos

O estudante destaca a colaboração dos professores orientadores e da direção do colégio. “Falta pouco tempo para a Febrace e estamos nos organizando. Tudo está andando. O professor Sérgio está me auxiliando com a maquete e a professora Vanessa com o banner; já o diário de bordo é minha responsabilidade. O diretor Glauco e todos do Colégio Agrícola também estão me dando suporte”, enaltece.

Expectativas

Ele comenta que cada noite está ficando mais curta. “Estou muito ansioso. As expectativas são boas”, confidencia o rondonense, que ganhou a viagem para São Paulo e terá de arcar somente com alimentação e deslocamentos dentro da cidade.

Todos os projetos participantes da Febrace recebem certificados. A feira é responsável por selecionar os projetos brasileiros que participarão na Internation Science and Engineering Fair (ISEF), feira internacional que acontece nos Estados Unidos.

Fonte: O Presente
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Notícias Meio Ambiente

Pesquisadores utilizam pó de pedra como alternativa de remineralização do solo

Objetivo dos pesquisadores da universidade não é substituir 100% da adubação, mas sim apresentar alternativas

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A inquietação leva o indivíduo a fazer perguntas e é neste sentimento de busca por conhecimento que nasce a pesquisa. É essa rotina de tentativa e erro, reavaliação e descoberta que surgem as verdadeiras mudanças de nossa sociedade. Cada pessoa é um pesquisador a seu modo, quando tenta fazer algo novo ou diferente, quando tenta melhorar aquilo que já faz, é uma pesquisa empírica, literalmente na prática. Por exemplo, um tempero diferente ou um outro modo de assar a comida, um tipo diferente de roupa, uma escolha de rota diferente, em todo o tempo estamos fazendo pesquisas, nossas escolhas são modelos de pesquisa que buscam novos resultados para nossa vida.

O produtor rural é um pesquisador nato, sempre em busca de melhores resultados e com as melhores ferramentas, maximizando a produção com redução de custos e mais benefícios para o modelo de gestão, produção e de preservação ambiental.

E há também o outro nível de pesquisa: a pesquisa acadêmica. Onde estudantes levam para as salas de aula e para os laboratórios os problemas encontrados em seu dia a dia e por meio da experimentação são capazes de produzir conhecimento, identificar soluções e propor mudanças.

No Paraná há vários polos de pesquisa, focados nas mais diversas interações, sejam sociais, econômicas ou produtivas. São empresas privadas, pesquisadores independentes e também, em especial, as instituições de ensino. Como é o caso da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que em seus vários campus e espaços de educação, fomenta a pesquisa e as melhorias nas mais diversas áreas, em especial para a produção agrícola e pecuária, que estão diretamente ligadas ao progresso regional.

Uma das professoras e pesquisadoras da área agrícola é a doutora Edleusa Pereira Seidel, do Centro de Ciências Agrárias do campus da Unioeste em Marechal Cândido Rondon. Ela que trabalha com as grandes áreas de Gênese e Física do Solo está envolvida, junto com mais cinco pesquisadores (entre estudantes de graduação e pós-graduação) nas pesquisas de rochagem, ou seja, o uso do pó de rocha como remineralizador do solo. “Não se trata de uma tecnologia nova, mas não é muito aplicada em nossa região. Essa proposta de uso do pó de rocha é muito antiga e existem muitos trabalhos e experimentos internacionais e até mesmo no Brasil, mas ela é pouco explorada ou conhecida pelo produtor rural. Essa proposta de trabalho começou a partir da realização de um curso, que realizamos aqui na universidade e surpreendentemente houve a participação de pessoas de todo o país, um público variado e muito interessado no assunto. Então, percebemos a real relevância do tema e também descobrimos que há uma demanda que vem dos produtores rurais, que buscam por mais informações, por mais dados e em especial por resultados regionalizados, que tratem especialmente do nosso solo”, explica a professora.

Pó de pedra

O solo é a rocha temporizada pelo tempo, trata-se de uma rocha que foi moída por ação dos ventos, chuva e mudanças climáticas ao longo dos milhares de anos, descreve a professora. “O nosso solo já foi rocha em algum momento. Temos um solo velho, como todos os solos tropicais que é característica de alta atividade microbiológica, diferente de outras regiões do hemisfério norte e de climas mais frios. No cultivo vamos extraindo os minerais pelas plantas e grãos. Por isso hoje fazemos a reposição dos minerais no solo, o produtor trabalha com os principais, o NPK [nitrogênio, fósforo e potássio], mas sabemos que as plantas precisam de muitos outros minerais”, comenta a professora Edleusa ao lembrar que existe um grande movimento envolvendo pesquisadores, produtores, empresas e instituições preocupadas em garantir a sustentabilidade da produção e isso por meio da preservação do solo.

Conforme a pesquisadora, o pó de rocha colabora para o desenvolvimento da microbiota presente na terra e estes microrganismos vão potencializar a qualidade do solo e também disponibilidade de nutrientes para as plantas. “O pó de rocha é um adubo natural, claro que ele tem diferenças em relação ao adubo solúvel e por isso terá resultados e tempos diferentes. Por exemplo, os adubos solúveis, que usamos regularmente são de rápida absorção pelas plantas, mas isso também é ruim porque estão susceptíveis a perdas por arraste e solubilidade. O pó de rocha tem uma ação diferente, ele tem um resultado a longo prazo e dependerá da lixiviação. Os minerais entram em contato com o solo e então a planta libera exsudados para absorção, por meio de ácidos orgânicos, que farão a degradação do pó e absorção dos minerais”, explica.

Remineralização

“O objetivo não é substituir 100% da adubação, mas sim apresentar alternativas. Maneiras diferentes de produzir e diminuir custos, principalmente quando observamos que 80% da matéria-prima dos adubos minerais é importada. A proposta é fazer os dois juntos, de modo a potencializar os resultados de adubação. Com o adubo solúvel para o resultado a curto e médio prazo e o pó de rocha para um resultado mais expressivo ao longo prazo”, esclarece a professora Edleusa.

Muitas pesquisas em relação ao uso do pó de rocha já estão em andamento no Brasil, especialmente nas regiões mais ao sul e também no Sudoeste, mas a pesquisadora comenta que a grande relevância deste modelo é a regionalização, o uso das rochas do Paraná e da região. “Nossa rocha é o basalto, temos concentrado as principais pesquisas nesse material. Até podemos buscar de fora, mas a ideia é identificar resultados para os nossos produtores em nossa região”, revela.

Mas ela faz um alerta. “Já temos muitas empresas comercializando e o produtor deve ter muita atenção, não é simplesmente comprar e colocar na terra. Deve ter um produto adequado e principalmente um acompanhamento técnico”, alerta ela ao lembrar sobre a micragem adequada do pó, que deve ser menor que 0,3 mm por grão, “não é pó de mineração, claro que temos mineradoras cadastradas como remineralizadoras, mas não é só pó, deve ter as especificações adequadas para um resultado eficiente”.

A professora Edleusa e seu grupo de pesquisa mantêm trabalhos de avaliação e esperam, além dos resultados atuais, apresentar nos próximos anos mais informações regionalizadas em relação ao pó de pedra. “Estamos à disposição de todos que buscam por mais informações e queiram participar de nossa pesquisa”, convida.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Estimativa

Bolsa eleva projeção para safra de soja 2019/20 da Argentina a 54,5 mi t

Em relatório semanal, a bolsa também ampliou a projeção para o milho na safra 2019/20, para 50 milhões de toneladas

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Arquivo/OP Rural

A safra de soja da Argentina deverá atingir 54,5 milhões de toneladas em 2019/20, estimou na quinta-feira (27) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, citando boas condições de chuva ao longo da temporada como a razão para elevar sua estimativa, vista anteriormente em 53,1 milhões de toneladas.

“Até o momento, 68,5% dos 17,4 milhões de hectares plantados com soja estão passando por estágios críticos para a definição da produtividade, sob condições de umidade que variam de ótimas a adequadas”, disse a instituição.

Em relatório semanal, a bolsa também ampliou a projeção para o milho na safra 2019/20, para 50 milhões de toneladas, ante 49 milhões de toneladas na previsão anterior.

“As perspectivas de rendimento muito boas para o milho plantado tanto antecipada quanto tardiamente nos permitem elevar a estimativa para a safra”, apontou o relatório.

A temporada do milho na Argentina tem início em setembro, época de primavera no Hemisfério Sul, e termina em julho, enquanto a soja é plantada no início de outubro, com a colheita terminando em junho.

A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo, além de ser a terceira exportadora de milho e soja.

Fonte: Reuters
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Biochem site – lateral

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