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Saúde intestinal dos animais
Diversos estudos revelam a complexa microbiota que habita o trato gastrointestinal de mamíferos e aves, incluindo bactérias, fungos, protozoários e vírus
Por Fabiana Luiggi, PhD e Coordenadora de Pesquisas Aplicadas da Yes
O intestino é a parte caudal do canal alimentar, e divide-se em intestino delgado e intestino grosso. O intestino delgado compreende duodeno, jejuno e íleo, e o grosso é composto por ceco, cólon e reto. No delgado a superfície da mucosa aumenta consideravelmente, devido à presença das vilosidades intestinais, essenciais para a absorção de nutrientes, a principal função do intestino delgado. O intestino grosso não apresenta essas vilosidades, e sua principal função é a reabsorção de água e eletrólitos, antes da eliminação do bolo fecal (KONIG & LIEBICH, 2016).
Diversos estudos revelam a complexa microbiota que habita o trato gastrointestinal de mamíferos e aves, incluindo bactérias, fungos, protozoários e vírus. Estima-se que a carga microbiana total presente no intestino de mamíferos seja de 1012 a 1014 microrganismos, cerca de 10 vezes o número de células do hospedeiro. O conteúdo genético desses microrganismos é definido como microbioma intestinal (SUCHODOLSKI, 2010).
Essa diversificada população de microrganismos influencia diretamente o desenvolvimento, a regulação e a função do sistema imunológico. Sabe-se que o GALT, tecido linfoide associado ao intestino, possui cerca de 60 a 70% de todos os nossos linfócitos (BELLANTI, 2012). Estima-se que mais de 80% das células B ativadas do corpo sejam encontradas no intestino. A microbiota modula a imunidade sistêmica, uma vez que múltiplas populações de células imunes intestinais requerem a microbiota para seu desenvolvimento e função. Por outro lado, um sistema imunológico mais robusto é mais capaz de combater patógenos microbianos e fornecer uma residência saudável para bactérias comensais.
A microbiota combate agentes patogênicos por diversos meios de ação. Atua competindo por metabólitos essenciais e nutrientes (mecanismo denominado de exclusão competitiva), e produzem substâncias (bacteriocinas e ácidos graxos de cadeias curta e média) que inibem o desenvolvimento dos patógenos. Assim, o organismo hospedeiro e sua microbiota atuam sinergicamente contra agentes infecciosos (LEE & MAZMANIAN, 2010; TIZARD & JONES, 2017).
As bacteriocinas produzidas pelas bactérias benéficas presentes em nossa microbiota (bactérias lácticas) são peptídeos pequenos, termoestáveis e de espectro antibacteriano, podendo inibir o crescimento de bactérias patogênicas gram-positivas, leveduras e algumas espécies de bactérias gram-negativas.
A maioria das bacteriocinas age permeabilizando a membrana por meio da formação de poros, o que promove a dissipação da força próton motora e a inibição do transporte de aminoácidos, levando à morte celular. Outras bacteriocinas podem inibir também bactérias gram-negativas, porém, precisam transpor a membrana externa da parede celular e alcançar a membrana plasmática da célula-alvo para atuarem (OGAKI & FURLANETO, 2015).
Os principais ácidos orgânicos produzidos são o acético, o propiônico, o butírico e o lático. Em sua forma não dissociada, ou seja, não ionizada, atravessam a membrana celular. Uma vez no interior do microrganismo, os ácidos se dissociam, reduzem o pH interno (mantido próximo de 7,0) e inativam as enzimas celulares e o sistema de transporte de nutrientes (PARTANEN & MROZ, 1999). Na tentativa de reestabelecer a homeostase celular, o microrganismo inicia um processo de retirada dos prótons acumulados em seu interior, por meio da bomba de Na/K, processo ativo (gasto energético) que promove o esgotamento e morte celular.
Não é difícil compreender a razão pela qual, quando há desequilíbrio (disbiose) na microbiota intestinal, favorecendo o desenvolvimento de bactérias patogênicas, o organismo se torna mais susceptível ao aparecimento de doenças.
Na literatura encontram-se diversas pesquisas que correlacionam a disbiose intestinal com diferentes distúrbios metabólicos, o que demonstra a importância de tecnologias desenvolvidas visando fortalecer as bactérias benéficas que colonizam o intestino, amplamente utilizados na nutrição humana e animal, como os prebióticos, os probióticos, os ácidos orgânicos e os óleos essenciais.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Maria Eduarda Lucion aposta em inovação para dar continuidade ao legado da Nutribras
Integrante da diretoria da empresa participou de talk show no GAFFFF e defendeu a sucessão familiar baseada em tecnologia, aprendizado e valorização das pessoas.

A sucessão no agronegócio passa, cada vez mais, pelas mãos de uma geração que cresceu dentro das propriedades e empresas familiares, mas chega à gestão com uma visão voltada para inovação, tecnologia e profissionalização. Aos 26 anos, Maria Eduarda Lucion representa esse movimento. Integrante da diretoria da Nutribras Alimentos, ela participou na sexta-feira (24) do talk show “Jovens que cultivam o futuro no agro”, realizado no estande do Sebrae durante o Global Agribusiness Forum & Festival (GAFFFF), o maior de cultura agro do mundo, em Sorriso.
Nascida em Xanxerê (SC), Maria Eduarda chegou a Sorriso ainda com nove meses de idade, acompanhando a mudança da família para Mato Grosso. Apesar de ter crescido em meio ao agronegócio, afirma que a decisão de seguir na empresa não foi imediata.
O sonho inicial era cursar Medicina. Depois de vivenciar a rotina da área da saúde durante a época de cursinho preparatório, decidiu mudar de caminho e ingressou em Administração no Insper, em São Paulo. Foi durante a graduação, especialmente na elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso sobre a Nutribras, que passou a enxergar o negócio da família sob uma nova perspectiva.
“Quando voltei para Sorriso, percebi o impacto e a importância do que a gente faz. Passei a olhar a empresa não apenas como uma construção dos meus pais, mas também como um projeto de vida meu”.
Hoje, como integrante da diretoria, ela acompanha diferentes áreas da empresa para conhecer toda a operação. Segundo Maria Eduarda, a formação de um sucessor exige entender o funcionamento do negócio como um todo e aprender diariamente com quem construiu a empresa.
“Eu escolhi não ter uma sala. Quero estar perto dos meus pais e do meu irmão porque são eles que me ensinam todos os dias. Cada dia é uma oportunidade de aprender um pouco mais sobre a empresa”, disse.
Durante a entrevista, a jovem executiva defendeu que a sucessão não deve significar ruptura, mas evolução. Para ela, cabe à nova geração incorporar ferramentas de inovação e tecnologia sem perder os valores que sustentaram o crescimento das empresas familiares.
“Precisamos honrar o legado de quem veio antes da gente. A nossa geração chega com novas ideias e mais inovação, mas o agro continuará sendo feito por pessoas. A tecnologia é fundamental, mas nunca vai substituir quem faz o setor acontecer”.
Ao falar sobre os próximos anos, Maria Eduarda afirmou que o principal desafio será lidar com um ambiente cada vez mais imprevisível. Para ela, fatores como clima e economia estão fora do controle dos produtores, o que torna indispensáveis características como disposição para aprender, capacidade de adaptação e dedicação.
“O que a gente controla é a vontade de acordar todos os dias e fazer acontecer. É isso, junto com a busca por conhecimento, que prepara os jovens para os desafios do agro”.
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NOVUS reúne referências globais de ingredientes de ração em uma única ferramenta digital
A líder em nutrição inteligente anunciou hoje o lançamento do NOVUS® Raw Material Compendium, uma plataforma digital desenvolvida para apoiar estratégias de formulação de rações mais informadas e orientadas por dados.

A plataforma, acessível em www.novusint.com/rawmaterial/, oferece a nutricionistas e formuladores de ração um recurso centralizado para avaliar a variabilidade dos ingredientes, comparar valores nutricionais entre as bases de dados mais relevantes, avaliar dados internos de ingredientes e explorar matérias-primas alternativas. Ao reunir múltiplas fontes de dados em uma única ferramenta, a NOVUS está ajudando a simplificar um processo que costuma ser complexo e demandar muito tempo.
“Ao formular, os nutricionistas normalmente trabalham com uma única base de dados ou fonte de informações nutricionais para cada um de seus ingredientes. Mas é bem conhecido que existe variabilidade dos ingredientes com base na base de dados utilizada, bem como na origem geográfica, nas condições da cultura, nas diferenças de processamento, nas variações entre fornecedores e em outros fatores”, afirma a Dra. Marisol Castillo, DMV, gerente executivo – soluções globais para suínos da NOVUS. “Infelizmente, os nutricionistas não têm tido tempo nem acesso fácil para examinar as diferenças entre essas variações nutricionais dos ingredientes e garantir uma formulação otimizada. Esta nova plataforma digital da NOVUS coloca dados de várias fontes ao alcance deles”.
A plataforma digital inclui detalhes de composição nutricional de ingredientes proteicos de origem vegetal e animal, como farelo de palmiste, farelo de soja, DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis), farinha de penas, farinha de peixe, entre outros. Os dados de matérias-primas foram autorizados para uso a partir de referências globais estabelecidas, incluindo National Research Council (NRC), Association Française de Zootechnie (AFZ), French National Research Institute for Agriculture, Food, and Environment (INRAE), Fundación Española para el Desarrollo de la Nutrición Animal (FEDNA), Centraal Veevoeder Bureau (CVB) e Brazilian Tables for Poultry and Swine.
Após criar uma conta em www.novusint.com/rawmaterial/, os usuários podem selecionar ingredientes de ração e nutrientes, comparar valores entre conjuntos de dados e exportar gráficos e tabelas comparativos para análises adicionais. A ferramenta também permite que os usuários carreguem seus próprios conjuntos de dados de ingredientes para compará-los com as referências disponíveis em um ambiente privado e seguro.
“Reunir esses conjuntos de dados em um único lugar apoia uma avaliação mais consistente das matérias-primas e pode ajudar a agilizar as decisões de formulação”, afirma Castillo. “Isso permite que os nutricionistas trabalhem com mais eficiência, mantendo a propriedade e a confidencialidade de seus próprios dados”.
O NOVUS® Raw Material Compendium se baseia no histórico da empresa de fornecer recursos técnicos à indústria. Anteriormente, a NOVUS oferecia uma versão impressa dos dados. O novo formato digital facilita a visualização e a comparação dos dados e amplia a acessibilidade, permitindo que os usuários acessem as informações em dispositivos móveis, computadores e tablets.
“À medida que a indústria continua evoluindo, fornecer ferramentas e insights acessíveis é essencial”, afirma Ricardo Teles, gerente executivo – soluções globais para ruminantes da NOVUS. “Nutricionistas e produtores estão sob pressão crescente para otimizar o desempenho e a eficiência. Soluções que apoiam a tomada de decisões estratégicas podem desempenhar um papel importante para atender a essas expectativas”.
O compêndio faz parte do compromisso mais amplo da NOVUS com o avanço do conhecimento e com o apoio à indústria de produção animal. No início deste ano, a empresa publicou um Informativo Técnico chamado Superando os inibidores de tripsina, que resumiu as descobertas de uma década de sua pesquisa global sobre a qualidade do farelo de soja. O documento está disponível para download em novusint.com/TIwhitepaper26.
A NOVUS é líder em nutrição inteligente, apoiando produtores de aves, suínos e leite em todo o mundo. Orientada pela ciência, a NOVUS entrega soluções Made of More™ para ajudar os animais a alcançar todo o seu potencial. Saiba mais em novusint.com.
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Cobb-Vantress reúne avicultores do Nordeste em workshop sobre manejo inicial e desempenho de lotes
Evento em Caruaru (PE) reuniu clientes para discutir estratégias e boas práticas no manejo de fêmeas e machos

A Cobb-Vantress, mais antiga empresa de genética avícola em operação no mundo, realizou, no dia 23 de julho, no Hotel WA, em Caruaru (PE), mais uma edição do Workshop de Manejo Inicial (Brooding). O evento integra a série de workshops regionais promovidos pela empresa e reuniu cerca de 50 clientes da região Nordeste para debater boas práticas no manejo de fêmeas e machos, com ênfase nas primeiras oito semanas de vida das aves.
A programação incluiu uma apresentação sobre os novos produtos da Cobb, além da divulgação de dados e resultados do Projeto Brooding e seu impacto no desempenho dos lotes até oito semanas de idade. Os participantes também acompanharam orientações sobre o uso da seletora de pintos no Incubatório, práticas específicas para o manejo de fêmeas e machos e depoimentos de clientes sobre experiências e resultados obtidos em campo. O evento contou ainda com uma mesa redonda de encerramento do bloco técnico, com os temas apresentados no evento.
O workshop foi conduzido por Eduardo Loewen, diretor-associado de Serviço Técnico da Cobb no Brasil, que lidera o projeto Brooding na companhia, e recebeu apresentações do diretor nacional de Vendas, Gustavo Triques, e do gerente regional do Nordeste, Rodrigo Baião.
“Os encontros regionais são fundamentais para fortalecermos, cada vez mais, a nossa parceria com os clientes. Estar presente no Nordeste, ouvindo as demandas específicas da região e levando conhecimento técnico baseado em dados reais, é o que nos permite construir relações de confiança e alcançar resultados ainda mais positivos para toda a cadeia produtiva”, afirma Loewen.
Segundo o executivo, o manejo inicial é a base para o desempenho produtivo ao longo de todo o ciclo das aves. “Ao levarmos esse workshop para o Nordeste, reiteramos nosso compromisso de estar ao lado dos clientes, compartilhando orientações práticas que se traduzem em melhor desempenho dos lotes e melhores resultados de performance”, destaca.
Melhores Lotes da Região
Ao final do evento, empresas da região Nordeste com os melhores desempenhos nas categorias Índice de Eclosão e Ovos Totais foram homenageadas com o prêmio Melhores Lotes Regionais Cobb.
Na categoria Melhor Índice de Eclosão, a Notaro foi a grande vencedora, com resultado de 82,7%. A segunda colocada foi a Pinto Formoso, com índice de 82,4%.
Já na categoria Ovos Totais, a Gujão conquistou o primeiro lugar, com média de 194,8 ovos produzidos por fêmea, seguida pela Notaro, com 192,7 ovos por fêmea.
Diretores e representantes das empresas vencedoras receberam troféus em reconhecimento aos resultados alcançados.

