Avicultura
Saúde intestinal das aves é tema do 15º Simpósio Técnico da Acav
Evento será realizado de 5 a 7 de agosto, em Florianópolis.

O universo da indústria avícola brasileira prepara-se para participar do 15º Simpósio Técnico da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), programado para o período de 5 a 7 de agosto deste ano, no Centro de Convenções de Florianópolis (CentroSul). Dezesseis palestras de alto nível e cinco mesas-redondas fazem parte da programação científica. A saúde intestinal das aves será tema da palestra que a engenheira agrônoma Sandra Bonaspeti apresentará no último dia do evento.
Sandra graduou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1986 e concluiu Mestrado em Zootecnia, com ênfase em Nutrição de Monogástricos e MBA em Gestão Empresarial pela mesma instituição. Atuou profissionalmente em indústria de frangos e suínos por mais de 30 anos, tendo exercido sua última função na empresa Seara do Grupo JBS, além das empresas BRF, Alibem e Avipal, coordenando as equipes de formulação e produção de rações para os animais, bem como as equipes de P&D na área de nutrição e saúde animal.

O coordenador geral Bento Zanoni realça que a programação científica é baseada na criteriosa seleção de pautas e em palestrantes que asseguram a elevada qualidade do evento – Foto: Arquivo Pessoal
Dedicou-se também à consultoria para empresas de produtos e serviços destinados à alimentação animal. Atualmente trabalha na empresa Phibro Animal Health Corporation na posição de diretora global de marketing e serviços técnicos, sendo responsável pelo serviço e apoio técnico aos clientes e às equipes de profissionais da Phibro dos países da América do Sul.
A saúde intestinal das matrizes desempenha um papel fundamental no sucesso reprodutivo dessas aves, influenciando diretamente na eficiência da absorção dos nutrientes da ração, no desempenho produtivo das aves e na qualidade dos ovos férteis.
Um trato gastrointestinal equilibrado permite que as aves aproveitem melhor os nutrientes da dieta, garantindo uma boa taxa de postura, além da produção de ovos com casca resistente. Distúrbios intestinais, como desequilíbrios na microbiota ou inflamações, podem também comprometer a fertilidade e a taxa de eclosão dos ovos. Além disso, problemas associados à piora na saúde intestinal podem impactar negativamente o bem-estar das matrizes, tornando-as mais suscetíveis a doenças e reduzindo sua longevidade produtiva.
Medidas preventivas envolvidas na promoção e manutenção da saúde intestinal – via alimentação (acesso à ração, formulação com ingredientes de alta digestibilidade, correta granulometria e uso de aditivos funcionais) ou por manejo sanitário das aves – são decisivas para evitar a ocorrência de disbioses e fortalecer o sistema imunológico das aves.
Alto nível
A programação científica do 15º Simpósio Técnico da ACAV é baseada na criteriosa seleção de pautas e em palestrantes que asseguram a elevada qualidade do evento, realça o coordenador geral Bento Zanoni.

O presidente da ACAV, Marcondes Aurélio Moser, ressalta que o objetivo é colocar a avicultura no papel de protagonismo que ela merece – Foto: Arquivo Pessoal
O presidente da ACAV, Marcondes Aurélio Moser, ressalta que o objetivo é colocar a avicultura no papel de protagonismo que ela merece. “A iniciativa do Simpósio é parte da jornada em busca da eficiência, da biosseguridade e da construção de cadeias produtivas cada vez mais sólidas. A sanidade também é um desafio. Santa Catarina é livre das doenças mais graves que hoje afetam outros países”, observa, ao acrescentar que o setor enfrenta constantes desafios, mas continua sendo um segmento que gera emprego, alavanca a economia e promove a segurança alimentar da população.
Além do conteúdo técnico, o Simpósio contará com pré-eventos, palestras técnicas de empresas parceiras, momentos de confraternização e o tradicional Jantar do Galo, que neste ano também celebra os 30 anos do Simpósio da ACAV.
A programação completa está disponível no site oficial, clique aqui para acessar.
As inscrições podem ser feitas até 30 de junho com valores promocionais: R$ 720,00 para profissionais; R$ 360,00 para estudantes.

Avicultura
Portos do Paraná concentra quase metade das exportações de frango do Brasil
Terminal de Paranaguá embarcou 819 mil toneladas no 1º trimestre de 2026 e respondeu por quase metade das exportações brasileiras do produto.

De cada dois quilos de carne de frango exportados pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026, um saiu pelo Porto de Paranaguá, conforme dados do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, e do centro de estatísticas da Portos do Paraná. Ao todo, o terminal paranaense, que é o maior corredor de exportação de carne de frango congelada do mundo, embarcou 819 mil toneladas, o que corresponde a 47,8% das exportações brasileiras do produto no período.

Foto: Jonathan Campos/AEN
Na comparação com os três primeiros meses de 2025, a movimentação foi 15,4% maior. Somente no mês de março, o volume embarcado superou 215 mil toneladas. Os principais destinos do frango brasileiro são China, África do Sul, Japão e Emirados Árabes Unidos.
A carne bovina também apresentou crescimento nos embarques no primeiro trimestre de 2026. Foram enviadas de janeiro a março deste ano 176.812 toneladas, volume 18% maior que do mesmo período de 2025 (149.462 toneladas). Os embarques pelo porto paranaense representaram mais de 25% das exportações brasileiras realizadas no período.
O terminal atende cargas provenientes de diversas partes do País, incluindo estados da região Norte. “A eficiência nas operações e a estrutura de acondicionamento de contêineres refrigerados tornam o porto altamente competitivo”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
Para atender à crescente demanda, o Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área de recarga para contêineres refrigerados (reefers) da América do Sul, com 5.268 tomadas. É também o único terminal portuário do Sul do Brasil com ramal ferroviário.
No primeiro trimestre, o volume de cargas conteinerizadas no terminal de Paranaguá somou 2,5 milhões de toneladas em 411 mil TEUs, medida comumente usada para contêineres (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés, ou seis metros de comprimento). Do total movimentado no terminal de contêineres, 42% são mercadorias refrigeradas.
Avicultura
Mato Grosso do Sul discute regras para monitoramento de Salmonella em aves
Consulta pública busca participação do setor produtivo na construção de normativa para reforçar a sanidade e a competitividade.

A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) está com consulta pública aberta sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul. O objetivo da consulta pública nº 001/2026 é receber sugestões, comentários e contribuições sobre o controle e o monitoramento de Salmonella em estabelecimentos avícolas comerciais de corte no Estado de Mato Grosso do Sul, com vistas à elaboração de ato normativo sobre a matéria.

Foto: Jonas Oliveira
As contribuições podem ser enviadas até 19 de março por todos os interessados, em especial produtores rurais, entidades do setor, associações e sindicatos, acesse clicando aqui.
A documentação e o formulário eletrônico para o registro das contribuições, assim como os critérios e procedimentos para participação estão à disposição dos interessados clicando aqui.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold reforça que a consulta pública é fundamental para fortalecer a cadeia da avicultura. “É um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do Mato Grosso do Sul. A sanidade avícola é um pilar essencial para a competitividade e a sustentabilidade dessa cadeia produtiva, e a participação de médicos veterinários, laboratórios e produtores é crucial para aprimorarmos os processos de diagnóstico e monitoramento de doenças.”, destacou.
Avicultura
Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas
Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.
Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.
Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.



