Conectado com

Avicultura Avicultura moderna

Saúde intestinal como ponto chave para desempenho das aves

Com grandes oportunidades de utilização na avicultura moderna, os ácidos orgânicos são uma ferramenta estratégica na busca por melhores resultados do lote.

Publicado em

em

Arquivo OP Rural
Por Ítalo Ferreira, zootecnista, mestre em Nutrição e Produção Animal e gerente de produtos na BTA Aditivos; e Caroline Facchi, engenheira agrônoma, especialista em fábrica de ração, mestre em Sanidade e Produção Animal, doutoranda em Ciência Animal e pesquisadora na área de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos.

Aumentar o aproveitamento dos recursos e garantir um lote saudável são importantes desafios na avicultura atual. Dentre as diversas maneiras de se atingir estes objetivos devemos alinhar as corretas práticas de manejo, sanidade e nutrição e o uso de genética adequada ao sistema de produção.

Focando na nutrição, o uso de aditivos vem como um auxílio importante na melhoria do perfil da dieta, na promoção de um ambiente intestinal sadio e que desempenhe de forma ótima suas funções.

Ítalo Ferreira, gerente de produtos na BTA Aditivos. – Foto: Divulgação/BTA Aditivos

O uso de ácidos orgânicos já é prática consolidada e que ainda possui grande espaço e oportunidades para utilização na avicultura. Seu uso se justifica pelos diversos benefícios associados, como a redução de microrganismos na dieta, acidificação do trato gastrointestinal (TGI), fornecimento de energia para as células da membrana intestinal e melhora na altura das vilosidades do jejuno.

Formas de aplicação dos ácidos orgânicos

A utilização dos ácidos na área animal possui uma diversidade de funções, modos de aplicação e apresentação destes compostos, cada uma possibilitando uma série de estratégias no uso. Pensando especificamente nos modos de apresentação dos ácidos mais utilizados no mercado da avicultura temos as formas de sais e ácidos livres e os microencapsulados.

Os ácidos livres possuem a vantagem de ação instantânea, promovendo uma redução na contagem de bactérias e outros microrganismos. Quando adicionados na ração ou na água, atuam na porção superior do TGI. Os ácidos livres são amplamente utilizados no tratamento de matérias-primas e rações, pois auxiliam na conservação e preservação dos alimentos. Além disso, são utilizados como ferramenta para a acidificação de água fornecida aos animais.

Os sais de ácidos orgânicos possuem modo de ação similar aos ácidos livres, apresentando a vantagem de não serem corrosivos. Além da utilização em rações e ingredientes, esses sais trazem benefícios para o controle ambiental, uma vez que, quando utilizados também no controle microbiológico de estruturas e equipamentos, têm apresentado resultados excelentes na redução de patógenos.

Microencapsulação: tecnologia de alto desempenho

Outro ponto importante que apresenta alto impacto no desempenho de animais é a saúde intestinal, na qual os ácidos orgânicos microencapsulados agem com grande eficácia. A incorporação dessas novas tecnologias é essencial para que as mais variadas indústrias ofereçam produtos com maior valor agregado, representando uma vantagem na disputa por mercados internos e externos.

Caroline Facchi, pesquisadora na área de Pesquisa & Desenvolvimento da BTA Aditivos. – Foto: Divulgação/BTA Aditivos

A microencapsulação pode ser definida como a tecnologia que consiste em envolver materiais sólidos, líquidos ou gasosos em pequenas cápsulas que liberam seu conteúdo sob condições controladas. O material encapsulado é denominado de recheio ou núcleo, e o material que forma a cápsula, o encapsulante, é chamado de cobertura ou parede. O mecanismo de proteção exercido ocorre por causa da formação de uma capa protetora, também assimilado como sistema de parede, que envolve o material microencapsulado ou recheio. Essa cobertura é responsável pela liberação controlada do ativo, a qual pode ser estimulada por alguns gatilhos, como o pH, ação mecânica ou enzimática.

Microencapsulação: tecnologia que envolve materiais sólidos, líquidos ou gasosos em pequenas cápsulas que liberam seu conteúdo sob condições controladas.

Atuação dos ácidos orgânicos microencapsulados

O revestimento por camadas lipídicas dos ácidos garante a liberação de maneira programada, após ação de sais biliares e da lipase, que ocorre na parte medial do intestino. Esse procedimento visa a liberação lenta e continuada do ácido ao longo do trato gastrointestinal inferior, proporcionando alta disponibilidade do ativo no lúmen.

Uma vez que a microencapsulação garante que os ácidos cheguem ao trato intestinal total e ceco sem ter sido dissociado nos órgãos anteriores, os compostos ainda terão ação bactericida ativa no terço final do intestino delgado e intestino grosso. Desta forma, atuam melhorando a microbiota desejável e fermentadora de fibra e carboidratos não amiláceos da dieta, otimizando assim a produção de energia a partir destes produtos.

O seu poder de atuação nas diferentes condições do TGI proporciona melhor digestibilidade e absorção de nutrientes, por induzir aumento na secreção pancreática e biliar. Outro benefício é a manutenção da integridade intestinal, com efeito sobre a saúde das vilosidades e diminuição do turnover celular, o que contribui com menor gasto energético para esse processo por todo o intestino, quando na ocorrência de desafio sanitário.

Outro ponto positivo é a facilidade de manipulação em fábrica de rações. O seu revestimento age reduzindo a liberação dos odores característicos de cada ácido, tornando a sua utilização mais segura. Os lipídeos também proporcionam maior fluidez que os ácidos livres, propiciando melhor capacidade de mistura quando adicionados à ração.

A aplicação dos ácidos orgânicos apresenta diversas vantagens na avicultura moderna, podendo ser utilizada como ferramenta estratégica na busca por melhores resultados. Garantir o sucesso produtivo do lote é um processo complexo e com diversas etapas, porém a saúde intestinal é um ponto chave que irá balizar todos os índices zootécnicos do plantel.

Para conferir a matéria na versão digital da edição de setembro/outubro de Avicultura, Corte & Postura clique aqui.

Fonte: BTA Aditivos

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
Continue Lendo

Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

Publicado em

em

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo

Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
Continue Lendo
Editora O Presente 35 anos

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.