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Bovinos / Grãos / Máquinas No Rio Grande do Sul

São Valentim e Santa Lúcia levam grandes campeonatos da raça Devon na ExpoAgro 2025

Evento reafirma a região como importante polo criador da raça no Brasil.

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Foto: Rodrigo Cherubini

A programação da raça Devon contribuiu para o sucesso da 15ª ExpoAgro André da Rocha, que encerrou no domingo (28), em André da Rocha (RS). Os Campos de Cima da Serra formam um importante polo produtor de Devon, introduzido na região em 1912, e hoje contam com criatórios reconhecidos nacionalmente pela excelência genética. O julgamento da raça ocorreu no sábado (27), sob o olhar atento da jurada Luiza Ramos Ribeiro.

O touro consagrado grande campeão é São Valentin Pitágoras, do box 9, tatuagem 2085, criador e expositor São Valentin Agropecuária, de Lagoa Vermelha (RS). O exemplar, de dois anos, já havia sido premiado reservado de grande campeão na Expointer 2025, em Esteio (RS), no início de setembro. “Estamos realmente muito felizes, foi a confirmação do trabalho feito com muito amor e dedicação”, comemorou o diretor técnico da São Valentin, Rodrigo Cherubini.

O título de reservado de grande campeão ficou com Sombrinha 2519 2977, box 10, tatuagem 2977, da criadora e expositora Suely Barreto Hoffmann, Cabanha Santa Lúcia, de André da Rocha (RS).

Fêmeas

Foto: Jocelito de Ávila

A Cabanha Santa Lúcia ainda foi duplamente premiada no julgamento de fêmeas, com a consagração da grande campeã Estrela Gaudéria de Santa Lúcia 666, box 23 e tatuagem 666, do criador Gilson Barreto Hoffmann e expositora Ana Paula Paludo Barreto Hoffmann, e com a reservada de grande campeã, Sombrinha 2519 3054 de Santa Lúcia, box 22 e tatuagem 3054, criadora e expositora Soely Barreto Hoffmann. “No ano em que a Santa Lúcia completa 90 anos de criação da Raça Devon, chegamos na final das fêmeas com cinco animais, e ainda fazendo uma dobradinha, ficamos muito felizes”, ressaltou Gilson Barreto Hoffmann, diretor técnico da Santa Lúcia.

Concurso de Carcaças

A Expofeira também foi marcada pelo Concurso de Carcaças de vacas Devon, vencido pelo animal tatuagem 2686, da Cabanha Santa Lúcia, de Soely Barreto Hoffmann. A Fêmea obteve 67,8 de média final, que ponderou peso vivo e rendimento de carcaça. O resultado foi anunciado durante a entrega de prêmios, no último sábado.

Cortes assados do exemplar foram degustados pelos presentes, que elogiaram a qualidade e o sabor da carne. A disputa, que reviveu uma antiga tradição dos Campos de Cima da Serra, foi organizada pelo Núcleo de Criadores de Devon dos Campos de Cima da Serra (NucriDevon).

Simone Bianchini, vice-presidente da Associação Brasileira de Criadores de Devon e Bravon (ABCDB), prestigiou o evento, que tem a participação de animais Devon desde a primeira edição, em 1992. “André da Rocha é um pequeno grande pago, onde a amizade e o carinho se somam à dedicação de grandes criadores da raça Devon”.

Fonte: Assessoria NucriDevon

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Altas temperaturas exigem manejo estratégico para manter produção de leite

Estresse térmico afeta desempenho, saúde e reprodução das vacas, tornando ventilação, sombra e água fresca medidas essenciais nas propriedades.

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Foto: Marcos Tang/Divulgação

O estresse térmico é um dos principais desafios da pecuária leiteira no verão, especialmente em regiões de clima quente e úmido. Vacas de alta produção, como as da raça Holandesa, produzem maior quantidade de calor metabólico e, por isso, têm mais dificuldade para dissipar esse excesso quando as temperaturas se elevam.

A superintendente técnica substituta da Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), Maíza Scheleski da Rosa, explica que o conforto térmico desses animais ocorre em faixas semelhantes às de um dia de outono, entre 8 °C e 18 °C. “Quanto mais leite a vaca produz, maior é o calor gerado pelo próprio metabolismo. Isso torna o animal mais sensível às altas temperaturas, principalmente quando há umidade elevada”, afirma.

Segundo Maíza, o parâmetro mais adequado para avaliar o risco é o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina temperatura e umidade em um único valor. “O ITU ideal para a raça é abaixo de 68. Quando a temperatura ultrapassa 20 °C, especialmente com umidade alta, a vaca já começa a sofrer com o calor”, explica.

De acordo com a técnica, o animal em estresse térmico reduz o consumo de matéria seca e, por consequência, há queda na produção. A fertilidade pode ser prejudicada, aumentam os problemas metabólicos e os animais ficam mais suscetíveis a doenças.

Os sinais físicos podem ser observados no manejo diário. Respiração mais rápida, salivação intensa e maior permanência em pé, com menos tempo deitada ruminando, indicam que o bem-estar está comprometido. “Esses comportamentos mostram que o animal está tentando dissipar calor e não está em condição ideal de conforto”, observa.

Para melhorar o conforto térmico, Maíza destaca que algumas medidas estruturais e de manejo fazem diferença tanto em sistemas confinados quanto a pasto. “Quando a gente fala em galpões ou freestall, é fundamental investir em boa ventilação, seja natural ou com ventiladores e exaustores. Sempre que possível, também é indicado utilizar sistemas de resfriamento com aspersão de água associados à ventilação”, afirma.

A técnica também chama atenção para a estrutura das instalações. Telhados com isolamento térmico e áreas adequadas de sombreamento contribuem para reduzir os efeitos das altas temperaturas. O fornecimento de água limpa e fresca à vontade é outra medida indispensável segundo a especialista.

O ajuste da alimentação para os horários mais frescos do dia também é recomendado. “A vaca tende a comer melhor quando ela não está sofrendo com o calor”, explica.

Nos sistemas a pasto, a oferta de sombra, natural ou artificial, é essencial, assim como o acesso constante à água de qualidade. A organização das atividades para o início da manhã e o final da tarde ajuda a evitar deslocamentos longos nos períodos mais quentes. O planejamento forrageiro também contribui para reduzir a caminhada excessiva e, indiretamente, diminuir o estresse térmico.

A técnica lembra que sinais como respiração acelerada, salivação e maior tempo em pé indicam que o animal já sofre com o calor. “O conforto térmico não é um luxo, e sim uma necessidade, porque quando a vaca está confortável, ela está em bem-estar, ela come melhor, produz mais leite, reproduz com mais eficiência e permanece mais tempo no rebanho”, afirma.

Fonte: Assessoria Gadolando
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Projetos capacitam veterinários e levam tecnologia reprodutiva à pecuária leiteira familiar

Iniciativas da Embrapa, MDA, Ufscar e MST buscam ampliar produtividade, inclusão social e avanço genético em propriedades rurais.

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Foto: Fernando Dias

A Embrapa Gado de Leite em conjunto com Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançaram na última quinta-feira (05/02) os projetos “Treinamento de Médicos Veterinários em Transferência de Embriões” e “Territórios do Leite: Agroecologia e Inclusão Produtiva”. O evento reuniu pesquisadores, lideranças políticas e de movimentos sociais.

O evento teve início no Campo Experimental José Henrique Bruschi, em Coronel Pacheco, com a entrega de certificados aos oito médicos-veterinários que concluíram a primeira turma do treinamento em transferência de embriões. Sob coordenação do chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Bruno Campos Carvalho, e dos pesquisadores Clara Slade e Marcos Vinícius G. B. da Silva, o curso busca reciclar esses profissionais no manejo reprodutivo, fisiologia, sanidade e fatores ambientais para obtenção de resultados satisfatórios em programas de transferência de embriões em bovinos. “Além de transferir o embrião, também focamos na preparação completa desses animais e no cuidado das bezerras de alto valor genético que ainda nascerão. Elas são o futuro da propriedade, e garantir que se tornem vacas produtivas é o que causará impacto real na renda do produtor”, explica Carvalho.

Entrega dos certificados. Na foto: chefe-adjunto de TT da Embrapa Milho e Sorgo, Frederico Botelho, o professor da UFScar Alberto Luciano Carmassi, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini Leite e o representante do MDA Eduardo Pagot – Foto: Luísa Berg

Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini Leite, o treinamento é um importante passo para fortalecer a pecuária leiteira. “Nosso objetivo é proporcionar condições dignas para essa população, levando tecnologias mais sofisticadas, avançadas, rentáveis e de caráter social, que tragam cidadania para o pequeno produtor”, afirma.

Ademais, a busca por autonomia técnica é um dos pontos altos do projeto, explica Marcos Vinícius da Silva. Para ele, a capacitação gera benefícios diretos na viabilidade econômica da atividade. “O objetivo principal é tornar possível a autossuficiência dentro do movimento dos trabalhadores sem-terra e das pequenas propriedades, utilizando a transferência de embrião para acelerar o progresso genético. Ao garantir que o movimento seja autossuficiente em mão de obra, reduzimos drasticamente os custos de cada procedimento”, destaca.

Em seguida, os participantes se encaminharam para o Centro de Apoio a Agricultura de Goianá para conhecer a Biofábrica de controle biológico de pragas, inaugurada em janeiro deste ano. Desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Emater/MG, a biofábrica passa a produzir insetos utilizados no combate natural a pragas que afetam lavouras de milho e hortaliças. Além de potencializar a produção, o projeto minimiza a necessidade de defensivos químicos, garantindo alimentos mais saudáveis e seguros para a população.

Ao final, as equipes se mobilizaram para o Assentamento Dênis Gonçalves, em Goianá/MG, onde foram apresentadas as primeiras bezerras das raças Gir nascidas por meio das primeiras experiências de transferências de embriões realizadas no Assentamento. Os animais fazem parte do projeto “Territórios do Leite: Agroecologia e Inclusão Produtiva”, um eixo do programa “Da Terra à Mesa Brasil”, desenvolvido pelo MDA.

O alcance da iniciativa foi destacado por Eduardo Pagot, representante do MDA, que enfatizou o objetivo de descentralizar o acesso à tecnologia. “O programa tem uma abrangência nacional e estamos treinando médicos veterinários que atuam em diferentes regiões do Brasil. É fundamental capacitá-los para que possam atender às demandas de onde atuam e incentivar que a transferência de embriões ocorra em todo o país”, explica Pagot.

Fonte: Assessoria Embrapa Gado de Leite
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Investimento fomenta interiorização da produção de queijos finos no Paraná

Projeto coordenado pelo Biopark passa a atender quatro novas regiões e reforça integração com universidades estaduais. Com investimento de R$ 3,8 milhões, a iniciativa vai transformar a bacia leiteira nas regiões Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, consolidando o estado como principal polo de queijos finos na América Latina.

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Foto: Ari Dias/AEN

O Governo do Paraná, em parceria com o Biopark de Toledo, anunciou na terça-feira (10) a expansão do Projeto Queijos Finos para quatro novas localidades no Estado. Com investimento de R$ 3,8 milhões, a iniciativa vai transformar a bacia leiteira nas regiões Sudoeste, Campos Gerais, Norte Pioneiro e Metropolitana de Curitiba, consolidando o Paraná como principal polo de queijos finos na América Latina.

Foto: Ari Dias/AEN

O anúncio ocorreu durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel (Oeste), e contou com a presença do governador em exercício Darci Piana. “O nosso governo sempre tem defendido a realização de parcerias, pois não fazemos nada sozinhos, e isso envolve sociedade, empresários e todos os parceiros. Isso engrandece o Estado e faz com que a nossa produção cresça. Esse projeto, que começou no Biopark, conta agora com investimento do Governo do Estado para fortalecer a produção de queijo em todo o Paraná”, destacou Piana, destacando: “Temos o nono melhor queijo do mundo e agora estamos estendendo essa iniciativa para diversas regiões do Estado. Isso significa ajudar muita gente, especialmente o pequeno produtor, aquele que produz pouco leite. Em conjunto, eles vão aprender a fazer queijo de qualidade e nós teremos a segurança de adquirir esse produto, porque ele terá excelência e respeito com a saúde do povo do Paraná e do Brasil”.

A parceria vem sendo costurada desde 2025, a partir de uma visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior no estande do Biopark no Show Rural. O projeto existe há cerca de seis anos e é realizado em conjunto pelo Biopark Educação, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), o Sebrae/PR e o Sistema Faep/Senar.

Com a expansão, passam a fazer parte as secretarias estaduais da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), da Indústria, Comércio e

Foto: Ari Dias/AEN

Serviços (SEIC), além da Fundação Araucária e o próprio Biopark, que já desenvolve o projeto na região Oeste.

De acordo com o secretário da Seti, Aldo Bona, a iniciativa tem o potencial de transformar a realidade dos produtores em todo o Estado. “Este projeto é revolucionário porque ele pega aquilo que já era produzido na região, aquilo que os produtores já faziam cotidianamente, mas que tinham um ganho reduzido por ser um processo artesanal, e passa a formar essas pessoas, trazendo toda uma tecnologia para que se possa trabalhar com a produção de queijos finos”, ressaltou. “As pessoas passam a produzir com tudo aquilo que já tinham, mas em um processo com tecnologia aplicada, resultando em queijos que têm sido reconhecidos fora do País, premiados quadruplamente, agregando muito mais renda ao pequeno produtor”, acrescentou.

Foto: Ari Dias/AEN

Entre as ações realizadas estão treinamentos iniciais, com cursos teóricos e práticos para produtores interessados; consultoria personalizada, com a seleção de até 40 queijarias por região para atendimento direto na propriedade; doação de tecnologia, com a transferência de até cinco protocolos de fabricação de queijos finos já validados no mercado; e suporte laboratorial, com acompanhamento por três anos e análises gratuitas de água, leite e produto final. “Na expansão, vamos trabalhar com um curso teórico para o maior número possível de produtores de cada região. Depois disso, 20 serão selecionados para um curso prático, onde aprenderão boas práticas de fabricação de queijos e, desses 20, cinco serão escolhidos para receber uma tecnologia personalizada dentro da agroindústria, com acompanhamento da equipe para que o queijo seja produzido com alta qualidade e alto valor agregado”, explicou o diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark, Tiago de Oliveira Mendes.

As atividades devem ocorrer nas universidades estaduais localizadas nas regiões que vão receber o projeto, como a Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).

O Projeto Queijos Finos é coordenado por Kennidy de Bortoli, eleito o melhor queijeiro do Brasil. Além da capacitação, também serão

Foto: Ari Dias/AEN

oferecidas orientações para comercialização dos produtos. “Trabalhamos com tecnologia, transferência de conhecimento e também auxiliamos os produtores a colocar o produto no mercado, envolvendo marketing, embalagem, absolutamente tudo para que consigam comercializar melhor e lucrar um pouco mais dentro da propriedade, tornando-a mais sustentável”, disse ele, acrescentando: “A ideia é levar desenvolvimento para o campo da mesma maneira que já fazemos aqui, mas agora em todo o Estado”.

Para o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, o projeto entrega para a comunidade um resultado que transcende a técnica, a ciência e a tecnologia. “São resultados econômicos concretos. Essa possibilidade de transferência de tecnologia pode ampliar em mais de 380% o resultado obtido com as técnicas tradicionais. Saímos de um queijo vendido a R$ 25 o quilo para um produto que pode alcançar R$ 150 o quilo”, comentou.

Foto: Ari Dias/AEN

Fórum Internacional de TI

Durante a manhã, Darci Piana também participou da abertura do 7º Fórum Internacional de TI das Cooperativas, que visa a promoção de discussões sobre temas atuais e antecipar tendências da área da Tecnologia da Informação com foco no cooperativismo. Na programação estão palestras sobre conectividade rural, cibersegurança e inteligência artificial.

Show Rural

A 38ª edição do Show Rural Coopavel, que começou nesta segunda-feira (09), já teve recorde de público para um primeiro dia de feira. Foram 61.090 pessoas, 4.580 a mais que os 56.510 visitantes em 2025. O Governo do Estado participa com estandes, programas e convênios, além de anúncio de investimentos.

O Show Rural foi criado em 1989, quando reuniu apenas 15 empresas e recebeu 110 visitantes, e hoje se consolidou como um dos mais importantes eventos do setor no Brasil, sendo referência na difusão de tecnologias e no fortalecimento do setor agropecuário. A edição mais recente, realizada em fevereiro de 2025, atraiu mais de 407 mil visitantes em cinco dias e movimentou R$ 7 bilhões em comercialização.

Fonte: AEN-PR
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