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São Paulo retoma posto de 2º maior VBP do Brasil
Atingiu R$ 154,5 bilhões em 2024, um aumento de 1,3% em relação aos R$ 152,5 bilhões registrados no ano anterior.

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de São Paulo atingiu R$ 154,5 bilhões em 2024, um aumento de 1,3% em relação aos R$ 152,5 bilhões registrados no ano anterior. O estado recuperou a posição de segundo maior VBP do Brasil, contribuindo com 12,69% do total nacional. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 21 de novembro de 2024.

Foto: Divulgação/De Heus
A cana-de-açúcar continua sendo o principal produto do estado, com um VBP de R$ 54,8 bilhões, apresentando uma leve queda de 3,5% em relação aos R$ 56,8 bilhões de 2023. A laranja, segundo produto mais relevante, registrou R$ 19,3 bilhões em 2024, um crescimento expressivo de 36,7% frente aos R$ 14,1 bilhões do ano anterior, impulsionada pela valorização do preço médio e aumento na produção.
A bovinocultura de corte somou R$ 17 bilhões, com alta de 4% sobre os R$ 16,3 bilhões de 2023, mantendo o estado como uma das principais referências no setor. O frango de corte teve um crescimento de 8,8%, alcançando R$ 11,9 bilhões, frente aos R$ 10,9 bilhões do ano retrasado.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A soja apresentou uma forte retração, com o VBP caindo de R$ 11,7 bilhões em 2023 para R$ 7,5 bilhões em 2024, uma queda de 35,9%, reflexo da redução de preços e produtividade. O leite também registrou queda, com R$ 5,6 bilhões em 2024, 13,9% abaixo dos R$ 6,4 bilhões do ano anterior. O VBP dos ovos atingiu R$ 5,7 bilhões, com recuo de 12,2% em relação aos R$ 6,5 bilhões de 2023.
A recuperação da posição de São Paulo no ranking nacional foi impulsionada principalmente pelo desempenho da laranja, bovinocultura e frango de corte, que compensaram parcialmente as quedas na soja e na cana-de-açúcar.


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Logística reversa do agro destina 76 mil toneladas de embalagens para reciclagem
Com alta de 11% na destinação de embalagens em 2025, Sistema Campo Limpo amplia operações, investe em capacitação e fortalece a economia circular no agronegócio.

O crescimento do agronegócio brasileiro tem ampliado a demanda por profissionais em áreas que vão além da produção dentro da porteira. À medida que a sustentabilidade e a economia circular ganham espaço nas estratégias do setor, aumenta a necessidade de mão de obra qualificada para atuar em logística reversa, gestão ambiental, inovação e operações.

Foto: Divulgação
Esse movimento pode ser observado no Sistema Campo Limpo, responsável pela logística reversa de embalagens vazias e sobras pós-consumo de defensivos agrícolas. Em 2025, o programa registrou um crescimento de 11% no volume de embalagens destinadas ambientalmente de forma correta, alcançando quase 76 mil toneladas.
A expansão das operações acompanhou esse avanço. Ao longo do ano, o Sistema incorporou quatro novas centrais de recebimento, instaladas no Pará, Maranhão e Rondônia, além de nove novos postos de atendimento aos agricultores. Com isso, ampliou sua atuação em regiões de forte expansão agrícola e reforçou a demanda por profissionais para atividades ligadas à operação, logística e gestão das unidades, contribuindo também para a geração de empregos e a movimentação da economia local.
Esse crescimento se refletiu no quadro de pessoal do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias

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(inpEV), entidade que representa a indústria fabricante dentro do Sistema Campo Limpo. Em 2025, o número de colaboradores aumentou 9%, chegando a 524 profissionais distribuídos pelo país.
Segundo a gerente de Recursos Humanos do inpEV, Silvana Carvalho, a expansão da operação exige equipes cada vez mais qualificadas. “À medida que o Sistema Campo Limpo cresce, também aumenta a necessidade de profissionais preparados para atuar em uma operação cada vez mais complexa e tecnológica. Por isso, investimos continuamente em capacitação e desenvolvimento, criando condições para que nossas equipes ampliem suas competências e acompanhem a evolução da logística reversa no país”, afirma.
Para atender a essa demanda, o instituto também vem ampliando investimentos em desenvolvimento profissional e fortalecimento da estrutura operacional. “O crescimento da logística reversa acompanha a evolução do agronegócio brasileiro e exige profissionais cada vez mais preparados para operar um sistema que combina eficiência, sustentabilidade e inovação. Por isso, investimos continuamente no desenvolvimento das nossas equipes e na

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ampliação da capacidade operacional em regiões estratégicas para o setor”, destaca o diretor-presidente do inpEV, Marcelo Okamura.
Capacitação e inovação impulsionam a operação
Mais do que ampliar o quadro de funcionários, o inpEV tem investido na formação das equipes para atender às demandas de uma operação cada vez mais tecnológica. Em 2025, foram destinadas mais de 41 mil horas à capacitação profissional, volume 50% superior ao registrado no ano anterior. Os treinamentos priorizaram temas como liderança, inovação, gestão de projetos e melhoria contínua. Na média, cada colaborador recebeu 79,6 horas de capacitação, alta de quase 40% em relação a 2024.
Segundo a gerente de Recursos Humanos do inpEV, Silvana Carvalho, a qualificação acompanha a evolução da

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logística reversa no país. “À medida que o Sistema Campo Limpo cresce, também aumenta a necessidade de profissionais preparados para atuar em uma operação cada vez mais complexa e tecnológica. Por isso, investimos continuamente em capacitação e desenvolvimento, criando condições para que nossas equipes ampliem suas competências e acompanhem a evolução da logística reversa no país”, salienta.
Entre as iniciativas implantadas está o Programa INOVE, desenvolvido em parceria com o Senai para incentivar os colaboradores a propor soluções para os desafios da operação. Na primeira edição, o programa reuniu mais de 100 profissionais e recebeu 66 propostas voltadas à melhoria de processos. “A gestão do Programa INOVE parte do princípio de que as melhores soluções também podem nascer dentro da própria operação. Nosso objetivo é criar um ambiente em que os colaboradores se sintam estimulados a compartilhar ideias, desenvolver propostas e participar ativamente da melhoria dos processos do Sistema Campo Limpo”, ressalta Micheli Statuti, gerente de Processos Operacionais do inpEV.

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Para o diretor-presidente do instituto, Marcelo Okamura, fortalecer a cultura de inovação também significa valorizar o conhecimento de quem atua diariamente nas unidades. “A inovação não acontece apenas por meio de tecnologia e equipamentos. Ela também nasce das pessoas que vivenciam os desafios da operação diariamente. O Programa INOVE foi criado justamente para estimular esse protagonismo e transformar boas ideias em ganhos concretos para o Sistema Campo Limpo”, destaca.
Expansão gera empregos nas regiões agrícolas
Os efeitos da expansão do Sistema Campo Limpo também chegam às economias locais. Em 2025, as empresas parceiras responsáveis pela destinação final das embalagens mantiveram mais de 2.100 empregos diretos, reforçando o papel da logística reversa como atividade geradora de renda, oportunidades e desenvolvimento regional. “Cada nova unidade representa mais capacidade para atender os agricultores, mas também significa oportunidades de trabalho, movimentação econômica e fortalecimento das comunidades onde estamos presentes. O crescimento do Sistema Campo Limpo gera impactos que vão além da agenda ambiental”, afirma Okamura.
Presente em 25 estados e no Distrito Federal, o Sistema Campo Limpo reúne 411 unidades de recebimento e é

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considerado uma das maiores estruturas de logística reversa de embalagens de defensivos agrícolas do mundo. Desde o início das operações, em 2002, já destinou ambientalmente de forma correta mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias e sobras pós-consumo, consolidando o Brasil como referência internacional nesse modelo de gestão.
inpEV
O inpEV é a entidade gestora do Sistema Campo Limpo e representa a indústria fabricante de defensivos agrícolas na coordenação da logística reversa no setor. Com mais de 20 anos de atuação, o inpEV atua como articulador entre os diferentes elos do sistema: indústria, canais de distribuição, agricultores, recicladoras e poder público, garantindo que a logística reversa das embalagens vazias funcione com eficiência, segurança e responsabilidade.
Instituição sem fins lucrativos, reúne mais de 195 fabricantes e entidades representativas, promovendo a integração das boas práticas, conscientização e educação ambiental, inovação e evolução tecnológica.

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O inpEV tem como propósito transformar a logística reversa em valor para toda a cadeia, contribuindo para a reputação do setor e a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.
Sobre o Sistema Campo Limpo
O Sistema Campo Limpo é uma referência mundial em logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Desde o início de sua operação, em 2002, o Sistema já destinou de forma ambientalmente correta mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias e sobras pós-consumo em todo o Brasil.
A operação é baseada no princípio da responsabilidade compartilhada entre os elos da cadeia produtiva: indústria, canais de distribuição e agricultores, com o suporte e fiscalização do poder público.
Presente em todo o país, o Sistema conta com 411 unidades de recebimento, mais de 256 associações de revendas e cooperativas, e ações como os Recebimentos Itinerantes, que ampliam o alcance junto aos pequenos produtores. No total, mais de dois milhões de propriedades rurais são impactadas.
Com o propósito de construir um destino melhor, o Sistema Campo Limpo mobiliza o setor agro para ações sustentáveis, eficientes e de impacto social e ambiental compartilhado.
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Renegociação de dívidas do agro exige cautela, diz especialista
Medida provisória permite alongar débitos de produtores, cooperativas e CPRs, mas pode ampliar o endividamento nos próximos anos.

A Medida Provisória nº 1.376/2026 abre caminho para a renegociação de dívidas de produtores rurais, cooperativas e operações de crédito ligadas ao agronegócio, em uma tentativa de aliviar a pressão financeira enfrentada pelo setor. Apesar de considerar a iniciativa necessária, o advogado André Aidar, doutor em Agronegócio e especialista em Direito Empresarial e Análise Econômica do Direito, alerta que a medida pode apenas adiar o problema se não vier acompanhada de mudanças na política de financiamento rural.

Advogado André Aidar, doutor em Agronegócio e especialista em Direito Empresarial e Análise Econômica do Direito: “O risco é criar um efeito de bola de neve. Os produtores renegociam as dívidas agora, mas precisarão contratar novos financiamentos para custear as próximas safras, aumentando ainda mais o passivo” – Foto: Divulgação
Segundo Aidar, o agronegócio brasileiro atravessa um dos momentos de maior endividamento da história recente, resultado da combinação de perdas climáticas, aumento dos custos de produção, juros elevados e oscilações de mercado. “O risco é criar um efeito de bola de neve. Os produtores renegociam as dívidas agora, mas precisarão contratar novos financiamentos para custear as próximas safras, aumentando ainda mais o passivo”, afirma.
Na avaliação do especialista, os pequenos e médios produtores são os mais vulneráveis, pois dependem do crédito rural para financiar praticamente todo o ciclo produtivo e, em geral, não possuem fluxo de caixa suficiente para absorver sucessivas safras com rentabilidade comprometida.
Pelas regras da medida provisória, poderão solicitar a renegociação produtores que

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural
comprovarem perdas de pelo menos 30% em duas safras entre 2019 e 2025. Nesses casos, o prazo de pagamento poderá chegar a oito anos, com dois anos de carência para amortização do principal.
Para propriedades que registraram perdas superiores a 40% em três safras, o prazo de renegociação poderá ser estendido para até dez anos, também com dois anos de carência.
As taxas de juros variam conforme o enquadramento do produtor. Beneficiários do Pronaf pagarão entre 5% e 6% ao ano. No Pronamp, as taxas ficam entre 8% e 9%. Para os demais produtores, os juros variam de 11% a 12% ao ano.
A comprovação das perdas deverá ser feita por meio de laudos técnicos. A medida não contempla operações já renegociadas por programas emergenciais anteriores nem débitos inscritos na Dívida Ativa da União.
Cooperativas e CPRs entram na renegociação
Um dos principais avanços da MP, segundo Aidar, é a inclusão de operações que tradicionalmente ficaram fora de programas anteriores de renegociação. Entre elas estão as dívidas de cooperativas e as Cédulas de Produto Rural (CPRs) com liquidação financeira contratadas junto às instituições financeiras. “A Cédula de Produto Rural é hoje um dos principais instrumentos de financiamento do agronegócio brasileiro. Ao incluir as CPRs financeiras, a medida amplia significativamente o universo de produtores que poderão renegociar suas operações”, explica.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Para o especialista, a inclusão das cooperativas também tem impacto direto sobre pequenos agricultores e pecuaristas, que utilizam essas organizações como principal canal de financiamento, aquisição de insumos e comercialização da produção.
Aprovação depende dos bancos
Embora as regras da medida provisória sejam nacionais, a efetivação da renegociação dependerá da análise de cada instituição financeira. “As regras do crédito rural são padronizadas e se aplicam igualmente aos bancos. No entanto, a aprovação da renegociação continua sujeita à política de crédito e à avaliação de risco de cada instituição”, afirma Aidar.
Os produtores que não atenderem aos critérios estabelecidos pela MP ainda poderão recorrer a outros mecanismos

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
de renegociação previstos no Manual de Crédito Rural, negociando diretamente com os agentes financeiros.
Medida não resolve problemas estruturais
Para Aidar, a MP atende a uma situação emergencial, mas não elimina as fragilidades do sistema de financiamento do agronegócio brasileiro. “Não podemos ficar socorrendo produtores rurais sempre que ocorre uma crise sem enfrentar os problemas estruturais do crédito rural”, ressalta.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Na avaliação do especialista, o Plano Safra continua insuficiente, especialmente para agricultores familiares, pequenos e médios produtores. Entre as medidas que considera necessárias para reduzir novos ciclos de endividamento estão a ampliação do seguro rural, o fortalecimento da gestão financeira das propriedades e a criação de mecanismos que ampliem as garantias de crédito.
O prazo para adesão às linhas de renegociação previstas na MP termina em 12 de novembro. A orientação é que os produtores reúnam a documentação necessária, providenciem os laudos técnicos exigidos e busquem assessoria jurídica e financeira antes de formalizar o pedido, avaliando se as condições oferecidas são compatíveis com sua capacidade de pagamento.
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Setor produtivo do Paraná pede exclusão de novos tributos do ICMS na Reforma Tributária
Medida colocaria o Estado como o primeiro do país a evitar a duplicidade de cobrança, além de garantir segurança jurídica e atrair novos investimentos.







