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São Paulo fecha 2023 com VBP de R$ 142,4 bilhões, o segundo maior do Brasil
A bovinocultura de corte, apesar de sua importância, experimentou uma queda no VBP, passando de R$ 18,5 bilhões em 2022 para R$ 15,4 bilhões em 2023.

O desempenho econômico do estado de São Paulo em 2023 alcançou marcos históricos, impulsionando o Valor Bruto de Produção (VBP) a patamares recordes. O VBP paulista atingiu a cifra de R$ 142,4 bilhões, superando os R$ 135,7 bilhões registrados em 2022 e se mantendo pelo segundo ano seguido na segunda posição estre os estados que mais contribuem para o VBP, atrás apenas de Mato Grosso. Esse número representa 12,37% do VBP total do Brasil. A expectativa com os números foi divulgada em novembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A cana-de-açúcar é a principal protagonista na composição do VBP de São Paulo. O setor viu seu faturamento subir de R$ 44,5 bilhões em 2022 para R$ 53,4 bilhões em 2023, consolidando-se como o líder incontestável na geração de receitas.
Outros segmentos tiveram variações em seus desempenhos. A bovinocultura de corte, apesar de sua importância, experimentou uma queda no VBP, passando de R$ 18,5 bilhões em 2022 para R$ 15,4 bilhões em 2023.
A produção de laranja, por sua vez, ascendeu uma posição no ranking do VBP paulista, saltando da quarta para a terceira posição, com um faturamento de R$ 12,6 bilhões no ano passado, em comparação com os R$ 11,2 bilhões de 2022.
A soja, anteriormente na terceira posição, caiu para o quarto lugar em 2023, com um faturamento de R$ 10,6 bilhões, frente aos R$ 12,9 bilhões do ano anterior. A produção de frango experimentou uma leve diminuição, passando de R$ 10,8 bilhões em 2022 para R$ 10,1 bilhões em 2023, enquanto a bovinocultura de leite registrou um aumento, alcançando R$ 6,5 bilhões em 2023 em comparação com os R$ 6 bilhões de 2022.
Destaca-se ainda o expressivo crescimento da avicultura de postura, que elevou seu faturamento de R$ 5 bilhões em 2022 para R$ 6,2 bilhões em 2023, colocando o setor entre as sete principais atividades agropecuárias do estado.
Já a produção de milho, ao contrário de outros setores, teve uma redução significativa, passando de R$ 5,5 bilhões em 2022 para R$ 4,5 bilhões em 2023, caindo para a nona posição no ranking das principais atividades agropecuárias de São Paulo.
Para conferir o desempenho das principais atividades agropecuárias de 2023 e as expectativas para 2024 acesse a versão digital do Anuário do Agronegócio Brasileiro clicando aqui. Boa leitura e um excelente 2024!

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






