Conectado com

José Luiz Tejon Megido Opinião

São Paulo, a maior cidade do agronegócio no Brasil, comemora 465 anos

Agronegócio está no antes das porteiras das fazendas, com a ciência e a tecnologia

Publicado em

em

Divulgação/Assessoria

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Dia 25 de janeiro é comemorado o aniversário da cidade de São Paulo, a maior do país no agronegócio.

A fundamentação do agronegócio veio da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, com o termo ‘Agribusiness’, e no Brasil, pela Universidade de São Paulo (USP), com o Programa de Estudos do Setor Agroindustrial (PENSA). Estudamos e aprendemos ao lado do pioneiro do assunto no Brasil, Ney Bittencourt de Araújo, fundador da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

Agronegócio está no antes das porteiras das fazendas, com a ciência e a tecnologia; está dentro das porteiras com a agropecuária propriamente dita; e vai muito além das porteiras das fazendas com a logística, transportes, telecomunicações, comércio, armazenagem, restaurantes, supermercados e a agroindústria, em que se dá a agregação de valor sobre as matérias-primas produzidas no campo.

Ao incluirmos todo esse complexo agroindustrial, de comércio, serviços, educação, comunicação e tomadas de decisão com bolsas, sistema financeiro e tradings, temos a cidade de São Paulo, como uma das maiores do mundo em agronegócio. Por ela passa o negócio do agro do país.

Em São Paulo, no início do século XX, surgiu o Plano de Valorização do Café. Empresários paulistas transformaram o peso dessa commodity em um plano de valorização. Foi um marco divisor de águas na inteligência comercial brasileira.

Foi criada em São Paulo a primeira escola de economia, a Fecap, em 1902, onde seu fundador escreveu: “Além de sabermos produzir bens agrícolas precisamos ensinar e aprender a arte do seu comércio”. Sem dúvida, foi uma das primeiras declarações sobre agronegócio da história brasileira.

Foi criado também um colégio que deu origem à cidade de São Paulo, fundado pelos jesuítas Manoel da Nóbrega e José de Anchieta. Ergueram um barracão no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. Jesuítas são gente de coragem, e fizeram o Colégio de São Paulo em uma nobre área, com águas, rios e terras que eram otimamente agricultáveis. Hoje virou indústria, comércio e serviços do Sistema Agronegocial.

Por isso eu digo, parabéns São Paulo: a maior cidade de agribusiness do país.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quinze − treze =

José Luiz Tejon Megido Opinião

Agroindústria também é agronegócio no Brasil

Podemos dobrar o agro com a agroindústria e o comércio, e ainda mais, com estabilidade para o produtor rural

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

A indústria brasileira tem hoje a menor fatia do PIB em cerca de 70 anos. Ao mesmo tempo, um estudo feito pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) revela que a indústria nacional pagou em 2018 R$ 37 bilhões de reais em tributos. Isso quer dizer que 1,2% do seu faturamento é para pagar apenas os impostos!

Nada novo. Uma agroindústria que processa batatas, por exemplo, e quer disputar os mercados internacionais terá que contar com uma competência e competitividade acima de campeões olímpicos mundiais para obter chance de êxito. Dessa forma, o PIB brasileiro jamais conseguirá crescer 4% ao ano no patamar aonde chegamos.

Se o agronegócio brasileiro, nas minhas contas, significa 1/3 do PIB total do país e 60% desse total está no pós-porteira das fazendas (falamos da indústria, comércio e serviços), para crescermos o PIB do Brasil em 20% nos próximos seis anos precisaremos dobrar o tamanho do nosso agronegócio. E como 60% dele estão na transformação industrial e comércio, não será possível fazer isso sem uma revolução estratégica agroindustrial.

Agronegócio é indústria no antes e no pós-porteira. Ministro Paulo Guedes e Ministra Tereza Cristina: precisamos de uma política pública agroindustrial; sem a agroindústria nacional jamais dobraremos o agro do país, e se não fizermos isso, não haverá crescimento da nação a níveis necessários de 4% ao ano, minimamente.

Podemos dobrar o agro com a agroindústria e o comércio, e ainda mais, com estabilidade para o produtor rural.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

Pelé e Coutinho, Tereza Cristina e Paulo Guedes: um gol na economia

Precisamos urgentemente de duplas fantásticas para dar uma virada no país

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Precisamos de duplas de trabalho que joguem competentemente no país. Recentemente, faleceu, infelizmente, o grande centroavante Coutinho, que ao lado de Pelé, fizeram a melhor dupla de ataque da história do futebol mundial: Pelé e Coutinho.

Agora, precisamos urgentemente de duplas fantásticas para dar uma virada no país. Os dados apontam para uma década perdida, esta última, na qual talvez não passemos de um crescimento de apenas 1% ao ano. Precisamos crescer nos próximos cinco anos a um objetivo de 4% ao ano para chegarmos a um PIB de 2 trilhões e meio de dólares, minimamente. Dessa forma, que venham os novos ‘Pelés’ e ‘Coutinhos’ do país.

O Presidente, Jair Bolsonaro, e o Presidente da Câmara, Rodrigo Maia: bola na marca do pênalti, foco na reforma da previdência. Ministro Sérgio Moro e presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli: foco na segurança e nos crimes de corrupção.

Mas aí vem o x da questão – e que se não ocorrer, não iremos chegar aos 4% de crescimento da nossa economia – a dupla de ataque fundamental do país: a união do ministro da Economia, Paulo Guedes, formando tabelinha para o crescimento do país com Teresa Cristina, Ministra da Agricultura.

Esses dois ministérios reunidos significam camisa 9 e camisa 10 da economia do país, pois envolvem todas as cadeias produtivas do agribusiness, desde a indústria que forma a ciência e a tecnologia, passando pelos produtores rurais, seguindo na indústria de agregação de valor e processamento das matérias-primas originadas nos campos, indo ao comércio  e serviços, que reunidos formam na pior das hipóteses 1/3 do PIB brasileiro, com cerca de 500 bilhões de dólares.

A dupla do crescimento brasileiro envolve Paulo Guedes e Tereza Cristina, pois reúnem todas as cadeias produtivas do antes, dentro e pós-porteira das fazendas. No meio de campo, presidente Bolsonaro e Rodrigo Maia com foco na Reforma da Previdência, e na defesa o judiciário e Polícia Federal, com Moro e Dias Toffoli.

A hora do novo agronegócio, e que a Sociedade Civil Organizada, as Confederações Nacionais Empresariais se unam e se reúnam para um plano ao lado das duplas do sistema público.

Ministra Tereza Cristina e ministro Paulo Guedes são camisas 9 e 10 da nossa seleção…pra marcar gol.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

José Luiz Tejon Megido Opinião

China: consumidores globais, vontades iguais

75% dos consumidores chineses preferem marcas e produtos importados

Publicado em

em

Divulgação

Artigo escrito por José Luiz Tejon Megido, mestre em Educação Arte e História da Cultura pelo Mackenzie, doutor em Educação pela UDE/Uruguai e membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS)

Todos temos uma ideia aproximada da expansão da China, que cresce, em média, 9,7% ao ano desde 2000.

A China tem quase 100 firmas dentre as 500 maiores do mundo, e tem o 2° maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, em busca de ser o primeiro.

A participação do país na agricultura, que era de cerca de 30% no passado, hoje é de 9%. Mas, mesmo assim tem um gigantesco crescimento do seu agribusiness, com empresas, aquisições e um consumo interno de alimentos e bebidas, na casa de US$ 2 trilhões, quase um PIB do Brasil somente no consumo interno de comida e bebida.

A população da China de um bilhão e trezentos milhões de pessoas era predominantemente rural, e hoje metade está no campo. Significa 600 milhões de pessoas nas cidades chinesas.

A outra metade precisa ser mantida e suportada em micro e pequenas propriedades rurais com baixíssima produtividade, o que então obriga o governo chinês a taxar produtos de outros países, para que possa haver a mínima condição competitiva para micro e pequenos produtores chineses.

Mesmo assim, no setor de hortaliças, frutas, legumes, pescados e especiarias, a China tem conseguido exportar cerca de US$ 95 bilhões, ficando cabeça a cabeça com o total das exportações brasileiras.

Neste mês nos reunimos com especialistas e estudantes chineses do Master Science Food & Agribusiness Management da Audencia Business School, de Nantes, na França.

Eles nos trouxeram um dado curioso e muito provocativo para os negócios e as estratégias de marketing no mercado chinês: 75% dos consumidores chineses não confiam na qualidade e na saudabilidade dos produtos industrializados na China.

Escândalos como o leite com melanina, baby food industry em 2008, a explosão de uma planta química em 2015 e a elevada poluição leva um moderno consumidor, que se transformou em poucos anos, à busca de um padrão de produtos premium, que quer marcas globais e reconhecidas internacionalmente por qualidade e saudabilidade.

Imagine se apenas 20% da população chinesa, num padrão de classe média para classe A, vivesse em busca de produtos premium? Falamos de 260 milhões de pessoas que estariam dispostas a pagar mais pela percepção de melhores produtos.

Dessa forma, quando temos pela frente como país exportador o nosso Brasil, que enfrenta taxas de impostos que elevam o preço dos nossos produtos na China, como frangos e suínos, por exemplo, vemos que precisamos nos preparar para os enfrentamentos das guerras comerciais.

Fica aqui a questão: Sabemos fazer marketing? Sabemos vender os produtos brasileiros para todos os stakeholders envolvidos, e não apenas os compradores importadores?

Claro que não sabemos, ou melhor, tem muita gente que sabe sim. A questão é que os talentos brasileiros de marketing não foram ainda convocados para a linha de frente dessa verdadeira guerra pelas percepções dos consumidores mundiais.

Afinal, desde 1979 a Coca-Cola foi lançada no maior mercado comunista do mundo, a China. Isso diz algo?

75% dos consumidores chineses preferem marcas e produtos importados. A guerra comercial pode ser travada acima de meia dúzia de negociadores. Uma poderosa luta por corações e mentes de pessoas globalizadas e com muitos desejos comuns, muito mais comuns do que Karl Marx ou Mao Tsé-Tung um dia imaginaram.

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Abraves
Conbrasul 2019
Biochem site – lateral
Facta 2019

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.