Conectado com

Empresas Sustentabilidade

Santander Brasil concede novo financiamento vinculado a metas ESG de R$ 40 milhões à BSBIOS

As operações incluem contrapartidas sociais e ambientais como parte do Programa de Fornecedor Sustentável 2SC da empresa com bônus de crédito de carbono

Publicado em

em

Os recursos estão sendo investidos no aperfeiçoamento das operações da BSBIOS, maior produtora de biodiesel do Brasil. / Divulgação

O Santander Brasil concedeu um novo financiamento de R$ 40 milhões vinculado a compromissos ESG à BSBIOS. Esta é a segunda operação desta natureza efetivada entre Santander e BSBIOS este ano – a primeira, em julho, foi de R$ 60 milhões, que somados ao novo montante totalizam R$ 100 milhões. Os recursos estão sendo investidos no aperfeiçoamento das operações da BSBIOS, maior produtora de biodiesel do Brasil. Entre as contrapartidas acordadas para a transação estão a ampliação do projeto social de coleta de óleo de cozinha usado, em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, e a implantação do Programa Crédito de Fornecedor Sustentável 2SC, com desenvolvimento sustentável da cadeia de fornecimento e bônus de crédito de carbono.

O Santander é pioneiro no mercado de empréstimos atrelados a metas de sustentabilidade no Brasil. O Santander tem como propósito apoiar seus clientes em soluções para seus negócios baseadas nos princípios da agenda ESG, atuando como banco estruturador, financiador e garantidor de projetos para setores estratégicos na descarbonização da economia, como o de biocombustíveis. Para a operação da BSBIOS, a opção foi estruturada como um Sustainability Linked Loan. Neste modelo, o Banco oferece um incentivo ao cliente (redução da taxa de juros da operação) mediante cumprimento de metas para indicadores ambientais, sociais ou de governança preestabelecidos em contrato.

“O bom andamento da primeira operação nos encaminhou para a realização desta nova transação. Um dos seus diferenciais é a implantação de um programa que abrange a cadeia de fornecedores de uma forma mais ampla, que é um tema bastante material para o setor. Cada indicador é avaliado considerando a realidade do negócio, sempre buscando uma evolução do desempenho socioambiental do cliente”, afirma Alex Sciacio, head de green finance do Santander Brasil.

“O objetivo do Programa 2SC é construir juntamente com os parceiros da BSBIOS uma cadeia de fornecimento de matéria-prima sustentável para a produção de biocombustíveis, que atendam as demandas dos mercados interno e externo”, explica Erasmo Carlos Battistella, Presidente da BSBIOS, ressaltando que a ação fortalece a relação da empresa com os fornecedores. A iniciativa está alinhada com os princípios de sustentabilidade, com o objetivo de aumentar a qualidade e promover o desempenho permanentes da cadeia de suprimentos visando mitigar riscos e obter ecoeficiência, assim como garantir a participação das empresas nos mercados nacional e internacional de combustíveis sustentáveis por meio de certificações. “Para nós é muito importante ter o Santander seguindo em conjunto com este programa, pois fortalece a crença de que somos, no Brasil, exemplo de produção de matérias-primas e de biocombustíveis com sustentabilidade”, completou Battistella.

Além de duas unidades produtivas no país, uma em Passo Fundo (RS) e outra em Marialva (PR), a BSBIOS também conta com uma unidade de produção na Suíça e conduz o projeto de construção da biorrefinaria Omega Green, no Paraguai, que irá produzir biocombustíveis avançados a partir de 2025. Recentemente, a companhia também anunciou o projeto de implantação de uma unidade de produção de etanol no Rio Grande do Sul.

Contrapartidas

Neste novo financiamento, os compromissos assumidos pela BSBIOS estão ligados ao aumento da participação do volume de gorduras animais como matéria-prima e à geração de Créditos de Descarbonização (CBIOS) oriunda de fornecedores participantes do Programa 2SC. Por meio desta iniciativa, o fornecedor de matéria-prima terá acesso tanto a benefícios financeiros, como a incentivos relacionados à temática ESG.

A empresa assinou recentemente, com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Termo de Cooperação para capacitação de fornecedores do Programa 2SC.

Na primeira operação entre Santander e BSBIOS, o compromisso assumido estava vinculado à ampliação do programa Ser Sustentável, que tem como parceira a Cooperativa Amigos do Meio Ambiente (COAMA). A instituição já atua com recicladores e possui licença ambiental para fazer o recolhimento de óleo de cozinha usado de estabelecimentos comerciais e de residências.

A iniciativa está instalando novos pontos de coleta e fornecendo mais equipamentos para acondicionamento no transporte do óleo coletado. O grupo de voluntariado da empresa promove capacitações constantes em temas de gestão do negócio para os cooperados, além de dar suporte para articulação junto aos setores público e privado para ampliar a rede de coleta de óleo, gerando engajamento de toda a comunidade de Passo Fundo. O óleo coletado tem como destino a produção de biodiesel, completando o ciclo da economia circular.

Fonte: Assessoria

Empresas Suporte necessário

Hubbard investe R$ 60 milhões para aumentar a produção no Brasil

Resultados do Hubbard Efficiency Plus em matrizes e frangos de corte em 2025 direcionaram expansão em Goiás para atender uma demanda crescente

Publicado em

em

Obras em andamento / Foto: Hubbard / Divulgação

A Hubbard®, uma das maiores empresas internacionais de seleção genética de frangos de corte, anunciou um aporte estratégico de R$ 60 milhões destinado à expansão de sua unidade de avós em Luziânia (GO), no Brasil. O investimento tem como objetivo aumentar a capacidade de produção de matrizes da companhia no país, preparando a estrutura para um novo ciclo de crescimento impulsionado pela alta demanda do pacote genético Hubbard Efficiency Plus.

Ouvindo os produtores e avançando

O crescimento ocorre após um ano em que o desempenho em campo confirmou o que muitas granjas já observavam na prática. Os clientes relataram resultados consistentes, principalmente no que diz respeito ao equilíbrio entre a produção de ovos/pintos e a melhoria da conversão alimentar. Essa combinação – alta produtividade aliada ao bem-estar animal e à eficiência alimentar – reforçou a confiança em todo o mercado e sinalizou a necessidade de aumento da oferta.

Para o gerente Geral da Hubbard no Brasil, Carlos Antônio Costa, o progresso no melhoramento genético deve permanecer alinhado à realidade das granjas. “O progresso no melhoramento genético deve refletir o que os produtores vivenciam diariamente. No momento, isso significa aprimorar continuamente o bem-estar animal, alcançar maior eficiência alimentar e oferecer um desempenho consistente e previsível em matrizes e frangos de corte”, afirma Costa e complementa: “Essa expansão em Luziânia garante que o setor tenha o suporte necessário para continuar produzindo proteína de frango acessível de forma responsável”.

Eficiência como motor de crescimento

Em todo o Brasil e na América do Sul, a eficiência alimentar tornou-se uma prioridade fundamental – não só para o desempenho econômico, mas como parte de um compromisso mais amplo com a produção responsável de frangos de corte. Produzir aves saudáveis com maior eficiência alimentar contribui para a acessibilidade aos consumidores e para o uso responsável dos recursos naturais.

A melhoria na conversão alimentar reduz a necessidade de terras agrícolas e reduzindo a pegada de carbono associada à produção de ração. Ao mesmo tempo, aves bem balanceadas estão em melhor posição para manter um crescimento uniforme e a saúde geral do lote desde o nascimento.

Ao fortalecer a capacidade de produção em Goiás, a Hubbard reforça seu compromisso de longo prazo com a produção avícola brasileira e com o apoio a um fornecimento estável e sustentável de proteína de frango de alta qualidade para as comunidades em crescimento. “Nosso foco é simples: melhoria contínua que ajude os produtores a criar aves eficientes e saudáveis”, conclui Costa e finaliza: “Quando os produtores têm sucesso, eles ajudam a tornar a proteína nutritiva mais acessível, ao mesmo tempo que cuidam dos recursos dos quais as futuras gerações dependem”.

 

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Empresas

Vetanco reúne lideranças de aves e suínos em gramado para debater o futuro do agronegócio no Xponential Meeting 2026

Encontro, exclusivo para 70 convidados, teve como objetivo promover análises qualificadas sobre economia, agronegócio e oportunidades de crescimento em um ano marcado por incertezas e decisões estratégicas para o setor.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Vetanco

A Vetanco realizou, entre os dias 24 e 27 de fevereiro, o Xponential Meeting 2026, reunindo lideranças estratégicas das cadeias de aves e suínos no Wish Serrano Resort, em Gramado (RS). O encontro, exclusivo para 70 convidados, teve como objetivo promover análises qualificadas sobre economia, agronegócio e oportunidades de crescimento em um ano marcado por incertezas e decisões estratégicas para o setor.

A programação foi organizada em três painéis – econômico, agro e oportunidades – que trouxeram uma leitura ampla e estratégica do setor. Os debates abordaram desde os impactos do cenário macroeconômico sobre o agronegócio até temas estruturais da produção, como sucessão em empresas familiares, desenvolvimento da suinocultura e o posicionamento do Brasil no mercado global de carnes, além de discutir caminhos para inovação, acesso a financiamento e tomada de decisão em um ambiente de negócios cada vez mais imprevisível.

Para aprofundar essas discussões, o evento contou com a participação de nomes de referência: Antônio Cabrera, presidente do Grupo Cabrera e ex-ministro da Agricultura; Felipe Serigatti, da FGV Agro; Kellen Severo, jornalista especializada em economia e agronegócios; Marcos Paludo, diretor agroindustrial do Grupo Pluma; José R. Goulart, presidente da Alibem Alimentos S.A.; Dilvo Casagranda, diretor de Exportações da Aurora Coop; Bruno Rodrigues Camargo, gerente regional Sul da Finep; Arthur Müller, sócio da Cordier Investimentos; e Daniel Boer, consultor em estratégia, supply chain e sustentabilidade, ex-diretor global de proteínas da McDonald’s Corporation.

Cada painel foi complementado por mesas-redondas mediadas por executivos da Vetanco, promovendo integração entre conteúdo técnico e troca prática de experiências. A mediação ficou a cargo de Tiago Urbano, diretor técnico-comercial, no painel econômico; Lucas Piroca, gerente comercial da equipe de suínos, no painel agro; e Daiane Müssnich, diretora administrativa, no painel de oportunidades. A programação incluiu ainda, na tarde do dia 26, uma atividade externa no Parque Olivas de Gramado, espaço com mais de 12 mil oliveiras.

“O Xponential foi idealizado para abrir o ano com informações relevantes e qualificadas para os mercados de aves e suínos, reunindo lideranças que influenciam diretamente os rumos do setor. Nossa entrega transcende o suporte técnico; criamos um ecossistema de visão compartilhada e construção conjunta para impulsionar o crescimento real. Nossa meta é consolidar a Vetanco como a principal referência em geração de valor, unindo o protagonismo no agronegócio à nossa essência de valorização das pessoas”, destaca Thiago Tejkowski, Global Marketing Manager da Vetanco S.A.

Fonte: Assessoria Vetanco
Continue Lendo

Empresas

Leite brasileiro emite menos da metade do carbono que a média mundial, revela estudo inédito da Cargill, USP e Embrapa

Benchmarking da Pegada de Carbono usa dados de 162 milhões de litros de leite e mostra que alta produtividade reduz emissões em até 43% por litro produzido.

Publicado em

em

Estudo está entre os mais abrangentes já realizados no setor lácteo brasileiro. Foram analisados 24.349 animais em 28 fazendas localizadas em sete estados

Um estudo inédito da Cargill Nutrição e Saúde Animal, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Embrapa Gado de Leite, indica que a produção leiteira brasileira apresenta emissão de carbono inferior à registrada no cenário internacional.

Intitulado ‘Benchmarking da Pegada de Carbono’, o estudo aponta que a produção nacional de leite no Brasil emite, em média, 1,19 kg de dióxido de carbono equivalente (CO₂eq) para cada quilo de leite produzido. O cálculo considera o leite corrigido para os teores de gordura e proteína, método adotado internacionalmente para permitir a comparação entre diferentes sistemas de produção. Como referência, a média global é estimada em 2,5 kg de CO₂eq por quilo de leite.

A iniciativa considerou a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), metodologia que considera os impactos ambientais do sistema produtivo do berço ao portão da fazenda, e analisou três sistemas produtivos distintos, distribuídos em quatro biomas brasileiros.

O estudo está entre os mais abrangentes já realizados no setor lácteo brasileiro. Foram analisados 24.349 animais em 28 fazendas localizadas em sete estados, com produção anual de 162.102.481 litros de leite. A amplitude da base de dados permitiu avaliar diferentes sistemas produtivos e estabelecer parâmetros técnicos comparáveis entre propriedades e regiões.

Os resultados do benchmarking mostram que o desempenho brasileiro se aproxima ao de países com sistemas leiteiros consolidados. A pegada média registrada no País é semelhante à da Alemanha, de 1,2 kg de CO₂eq, e próxima à dos Estados Unidos, estimada em 1,0 kg de CO₂eq.

Produtividade e emissões

A pesquisa reforça a relação direta entre eficiência produtiva e redução das emissões. Na comparação entre os sistemas avaliados, o aumento da produtividade permitiu redução de até 43% nas emissões por litro de leite produzido. Fazendas com produção diária superior a 25 litros por vaca apresentaram pegada média de 0,90 kg de CO₂eq por quilo de leite. Já propriedades com produtividade inferior a esse patamar registraram índice de 1,58 kg de CO₂eq.

“Os dados mostram que decisões técnicas relacionadas ao manejo do rebanho, como ajustes de dieta e tecnologias com foco em eficiência produtiva, impactam diretamente os indicadores ambientais da atividade”, afirma Marcelo Dalmagro, diretor de Marketing Estratégico e Tecnologia da Cargill Nutrição e Saúde Animal. “Além de vital para a sustentabilidade econômica das propriedades leiteiras, a produtividade passa a ser também um parâmetro associado à redução de emissões dentro da porteira”, completa.

O metano entérico foi identificado como a principal fonte de emissão, com participação de 47,0%, seguido pela produção de alimentos fora da propriedade, com 36,8%, e pelo manejo de dejetos, responsável por 8,1%.

O levantamento também analisou a produção por biomas, evidenciando o desempenho da atividade leiteira em diferentes condições climáticas e sistemas de manejo. O Pampa apresentou a menor pegada média, com 0,99 kg de CO₂eq; seguido pelo Cerrado, com 1,12 kg; Mata Atlântica, com 1,19 kg; e Caatinga, com 1,50 kg de CO₂eq por quilo de leite.

Realizado entre 2022 e 2024, o projeto seguiu as normas internacionais ISO 14040, 14044 e 14067, o que garante padronização metodológica e comparabilidade dos dados entre sistemas produtivos e regiões.

Fonte: Assessoria Cargill
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.