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Santa Catarina segue com saldo positivo nas exportações de carnes
Valor é cerca de 30% superior ao mesmo período de 2018

O balanço das exportações catarinenses de carne suína e de frango segue com resultados positivos em fevereiro. O Estado faturou mais de US$ 206,6 milhões com o embarque de 86,1 mil toneladas de carne de frango e de 27,9 mil toneladas de carne suína – o valor é cerca de 30% superior ao mesmo período de 2018. Sinônimo de qualidade e sanidade agropecuária, Santa Catarina aumenta as vendas para mercados já consolidados e encontra novos destinos para seus produtos.
“O bom resultado do agronegócio no mês de fevereiro traz um otimismo para o setor, que dá claros sinais de retomada no crescimento. Santa Catarina tem grandes diferenciais competitivos, principalmente, o foco constante na sanidade dos seus rebanhos e o investimento na defesa agropecuária. Esses diferenciais se transformam em mercados, que geram mais renda e movimentam a economia do nosso Estado”, destaca o secretário da Agricultura e da Pesca, Ricardo de Gouvêa.
Maior produtor nacional de carne suína, Santa Catarina responde por mais da metade das exportações brasileiras do produto nesses dois primeiros meses de 2019. Em fevereiro foram 27,9 mil toneladas embarcadas, uma alta de 9,6% em relação a janeiro e de 40% em relação a fevereiro de 2018. As receitas geradas com as exportações passam de US$ 52,4 milhões.
Dentre os dez principais destinos para carne suína catarinense em fevereiro, chama atenção o crescimento dos embarques para Hong Kong, Cingapura, Uruguai e Angola – todos com aumento acima de 100% em termos de quantidade. O analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, ressalta ainda o aumento nas vendas para os Estados Unidos. “Outro dado que merece destaque é o aumento impressionante de 1.415% nos embarques para os Estados Unidos. Vale lembrar que esse é um dos mercados mais exigentes e rigorosos do mundo, principalmente quando se trata de importações de proteínas de origem animal”.
O grande diferencial de Santa Catarina é o controle sanitário e a certificação internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, são esses os requisitos que garantem o acesso aos mercados mais competitivos do mundo.
No acumulado do ano, Santa Catarina já exportou 53,5 mil toneladas de carne suína, 18,9% a mais do que nos dois primeiros meses de 2018, faturando mais de US$ 99,6 milhões. O Estado é responsável por 52,5% das exportações brasileiras do produto nesse período.
Carne de frango
A carne de frango é o principal item da pauta de exportações de Santa Catarina. Em fevereiro foram mais de 86,1 mil toneladas embarcadas, um aumento de 18,3% em relação a janeiro e de 30% em relação ao mesmo período de 2018. A alta na quantidade se reflete no faturamento que também apresentou crescimento e fechou em US$ 154,2 milhões.
Em fevereiro, Santa Catarina ampliou sua presença nos principais mercados para carne de frango. O Japão, maior comprador, aumentou em 21,7% o valor importado. O mesmo aconteceu com a China, Holanda e Emirados Árabes – todos apresentaram crescimento superior a 30% nas receitas recebidas pelo estado. Vale a pena observar também a alta nos embarques para Europa, 90% a mais do que em fevereiro de 2018.
No acumulado do ano, Santa Catarina segue com saldo positivo nas exportações de carne de frango. Foram 159 mil toneladas exportadas, 17% a mais do que no mesmo período do ano anterior, e o faturamento fechou em US$ 279,9 milhões, uma alta de 18,4%.
Os números foram divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo
Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos
Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.
O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.
Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.
O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves
litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.
Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.
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Drones ganham escala no campo e desafiam a hegemonia dos aviões agrícolas
Equipamentos já entregam o mesmo desempenho, com mais segurança e menor custo operacional.

A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.
A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal, equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos, grandes máquinas agrícolas.
Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado ‘voo em enxame’, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas. “A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o engenheiro cartógrafo, Emerson Granemann.
De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação, em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.
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Poder de compra do produtor recua com queda das commodities e pressão cambial
IPCF sobe para 1,31 em dezembro, refletindo desvalorização agrícola, dólar mais forte e ajuste nos preços dos fertilizantes.

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro em 1,31, acima dos 1,12 registrados em novembro, refletindo a combinação de fatores adversos no mercado agrícola e de insumos. O avanço do índice foi influenciado pela desvalorização das commodities agrícolas, pelas variações nos preços dos fertilizantes e pela valorização do dólar, que acumulou alta de 2% no período, impulsionada por incertezas políticas no cenário global e pelos indicadores econômicos mais recentes da economia doméstica.
Esse ambiente reforça a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis internacionais, especialmente no que diz respeito ao enxofre, insumo estratégico para a cadeia de fosfatados, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não sinaliza uma normalização no curto prazo.
No mercado de commodities, os preços recuaram, em média, 0,8% em dezembro, movimento puxado principalmente pela soja, que caiu 2,3%, e pelo algodão, com retração de 2%. A desvalorização esteve associada à expectativa de uma safra elevada e ao avanço da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana-de-açúcar e milho apresentaram estabilidade no período, embora o milho continue sob pressão diante da perspectiva de uma safrinha robusta no Brasil.
Os fertilizantes, por sua vez, registraram recuo médio de 0,3%, em um cenário marcado por baixa liquidez e pressão de inventários, com destaque para a queda de 2% nos preços da ureia. Em sentido oposto, o superfosfato simples apresentou valorização de 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pela maior demanda associada aos requerimentos de safra e pelo aumento dos custos de produção.
No mercado interno, o foco permanece concentrado na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem seguir influenciando a dinâmica de preços nos próximos meses. Já no cenário internacional, as cadeias de fosfatados continuam operando em um ambiente ajustado, impactado pela redução temporária das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, os preços globais do enxofre seguem firmes, sustentados pela maior demanda de outros segmentos industriais, como o de baterias. Esse contexto adiciona pressão gradual aos custos de produção dos fertilizantes fosfatados, ainda que de forma administrada pelo mercado.
Ao longo de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por elevada volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse ambiente desafiador, o índice demonstrou resiliência, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e a manutenção de um ambiente competitivo para o produtor brasileiro.




