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Santa Catarina retoma crescimento nas exportações de carne de frango

No último mês, Santa Catarina faturou US$ 122,5 milhões com as exportações do produto, um aumento de 16,4% em relação a junho

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ave de corte
Arquivo/OP Rural

Segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, o estado retoma o crescimento nos embarques em julho. No último mês, Santa Catarina faturou US$ 122,5 milhões com as exportações do produto, um aumento de 16,4% em relação a junho. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O agronegócio é uma das grandes forças de nossa economia. Com o crescimento das exportações mostramos a força dessa cadeia produtiva tão importante para Santa Catarina, mesmo em um período de tantos desafios”, destaca o governador Carlos Moisés.

O bom resultado de julho se deve ao aumento expressivo nos embarques para a Holanda, que se tornou o maior comprador no último mês com US$ 21,2 milhões – 139,2% a mais do que em junho e 48,5% a mais do que em julho de 2019.

“A avicultura é um dos grandes destaques do agronegócio catarinense. Nossos produtos chegam a mais de 130 países e o setor gera empregos e renda ao longo de toda cadeia produtiva. Encerramos o mês de julho com boas notícias nas exportações e com a expectativa de crescimento na demanda interna”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

No mês passado, os maiores compradores da carne de frango produzida em Santa Catarina foram Holanda, Japão, China e Arábia Saudita.

Acumulado do ano

A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina. De janeiro a julho deste ano, o estado embarcou 578,4 mil toneladas do produto, faturando aproximadamente US$ 916,4 milhões.

No acumulado do ano, os resultados ainda são menores do que aqueles registrados em 2019. O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que aconteceram mudanças em alguns mercados importantes, como no caso do México, onde as cotas de importação de carne de frango brasileira com tarifas reduzidas se esgotaram já no início do ano, o que tirou a competitividade do produto.

“Apesar desse cenário negativo nas exportações, a situação é relativamente estável no setor, pois as empresas adequaram a produção logo nos primeiros meses da pandemia, temendo uma queda nas vendas. A perspectiva é de que a demanda no mercado interno siga elevada no segundo semestre, pois é provável que muitos consumidores substituam outras carnes de maior valor, principalmente bovina e suína, pela carne de frango”, explica Giehl.

Diferenciais de Santa Catarina

Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu agronegócio e o cuidado com a sanidade animal e vegetal. É o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica. Na área vegetal, o estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura, e também do Moko da Bananeira. As ações de defesa agropecuária são executadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com o apoio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Probiótico é efetivo na prevenção de infecções alimentares

TCP se mostra como forte candidata para a ser a solução contra bactérias e outros tipos de patógenos na pecuária brasileira

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Arquivo/OP Rural

Os microrganismos patogênicos que causam toxinfecções alimentares são um dos principais desafios da indústria alimentícia global já que podem estar presentes desde a matéria prima, infectando o alimento e também o consumidor final. A partir disso, uma série de estudos vêm sendo feita para encontrar alternativas viáveis e compatíveis, com o objetivo de que esse problema seja reduzido ou erradicado, preservando a saúde das pessoas e garantindo a segurança alimentar.

Um dos mais recentes estudos nesse sentido foi produzido pelo Departamento de Ciência dos Alimentos da Universidade Federal de Lavras, sob o comando da professora Roberta Hilsdorf Piccoli. Ela analisou a atividade antimicrobiana do chamado “TCP” contra bactérias causadoras de toxinfecções alimentares.

TCP é a sigla para Tecnologia do Consórcio Probiótico e consiste em um ecossistema populacional equilibrado com um grande número de microrganismos de diferentes estirpes probióticas que se complementam fornecendo alimentos uns aos outros por secreção, que se traduzem em mudanças metabólicas equilibradas no ambiente de aplicação, sendo que todo o processo é realizado por via anaeróbica. A combinação desses microrganismos produz metabólitos (ácidos orgânicos, enzimas, aminoácidos, vitaminas e açucares) que multiplicam os microrganismos benéficos quando atuam diretamente sobre a matéria orgânica existente, recuperando e restaurando o meio em que se aplicam.

Na TCP, bactérias ácido láticas, fototróficas, leveduras, entre outros microrganismos presentes no consórcio produzem essas secreções, que são alimentos desses mesmos grupos presentes no consórcio, fazendo com que eles continuem ajudando uns aos outros a se manter vivos e fortes no ambiente, contribuindo para as propriedades antimicrobianas e neutralização de substâncias tóxicas, fechando um ciclo simbiótico equilibrado e eficiente. A partir disso, a pesquisadora buscou avaliar o impacto do consórcio nas bactérias presentes nos alimentos, que causam prejuízo para a pecuária e para os humanos consumidores.

“Foram utilizadas as bactérias Salmonella Enteritidis S64 ; S. Cholerasuis INCQS 5001; S. Gallinarum CCT 7446; S. Pullorum CCT 7407; Staphylococcus aureus ATCC25923; Pseudomonas aeruginosa MICRO 001, Listeria monocytogenes ATCC 19117 ; Escherichia coli enteropatogênica INCQS 00181 e E. coli entetoxigênica ATCC 35401. As cepas foram obtidas na Coleção de Bactérias de Referência em Vigilância Sanitária, Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e na coleção de Cultura Tropica, Fundação André Tosello”, explicou a professora em seu artigo.

Os problemas das bactérias

Segundo o Índice.eu, de Portugal, somente nos países desenvolvidos, cerca de 30% da população é afetada por toxinfecções alimentares anualmente. A gravidade da toxinfecção depende de vários factores, tais como, do grau de contaminação do alimento, da quantidade ingerida, do tipo de agente patogênico e da capacidade de resistência do sistema imunológico de cada indivíduo, mas os grupos mais vulneráveis são as crianças até aos 4 anos, os idosos, as grávidas, os doentes e os imunodeprimidos.

A principal doença causada por meio de toxinfecções alimentares é a Salmonelose, que é oriunda das bactérias do gênero Salmonella. Qualquer alimento cru de origem animal, como carne, leite, ovos e frutos do mar, se estiverem contaminados pela bactéria, são potenciais causadores de salmoneloses. As frutas e legumes, se contaminados, também podem veicular a Salmonella.

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), nas aves, por exemplo, podem apresentar as seguintes enfermidades:

  • Pulorose, causada pela Salmonella Pullorum,
  • Tifo aviário, causado pela Salmonella Gallinarum, e
  • Podem abrigar vários outros sorovares (paratíficos), entretanto sem apresentar sintomatologia clínica.

Outro patógeno comum é a Staphylococcus aureus que frequentemente está associado a infecções adquiridas na comunidade e no ambiente hospitalar. As infecções mais comuns envolvem a pele (celulite, impetigo) e feridas em sítios diversos. “Algumas infecções por S. aureus são agudas e podem disseminar para diferentes tecidos e provocar focos metastáticos. Episódios mais graves, como bacteremia, pneumonia, osteomielite, endocardite, miocardite, pericardite e meningite, também podem ocorrer”, explicou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Esperança

Todos esses problemas, somados aos possíveis prejuízos para a pecuária, como sacrifícios de animais e também medicamentos, motivaram as pesquisas atuais com os probióticos, em especial com a TCP. Como conclusão, a especialista afirma que a TCP apresentou ação antagonista a todas as cepas testadas mostrando-se efetiva na inibição e controle de Salmonella Enteritidis; S. Cholerasuis; S. Gallinarum; S. Pullorum; Staphylococcus aureus; Listeria monocytogenes; Escherichia coli enteropatogênica e E. coli entetoxigênica.

De acordo com os responsáveis pela tecnologia, a TCP se mostra como forte candidata para a ser a solução contra essas bactérias e também outros tipos de patógenos na pecuária brasileira, já que os próximos passos são estudos científicos que já estão em desenvolvimento com suínos, aves, bovinos e camarão. O consórcio pareceu não mostrar antagonismo expressivo apenas contra Pseudomonas aeruginosa, onde a média do halo de inibição foi de 1,41 mm. “Experimentos com diferentes concentrações de inóculo (TCP) estão sendo realizados com as mesmas cepas para termos a concentração mínima inibitória da TCP sobre cada um dos patogênicos do experimento”, conclui a professora Roberta Hilsdorf Piccoli.

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

Nucleovet lança campanha de arrecadação de carne suína durante o PIG MEETING

Durante o PIG METING serão anunciados os doadores e parceiros que apoiam a campanha “Proteína Animal – Do Passado ao Futuro”

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Como parte da campanha “Proteína Animal – Do Passado ao Futuro”, que destaca os benefícios do consumo de proteína animal, o Nucleovet convidou agroindústrias e empresas do setor a doarem carne suína para entidades beneficentes

Durante o PIG METING no dia 14 de outubro, serão anunciados os doadores e parceiros que apoiam a campanha “Proteína Animal – Do Passado ao Futuro”. O NUCLEOVET convidou agroindústrias e empresas do setor a colaborarem doando carne suína para entidades beneficentes, uma ação de incentivo ao consumo. A arrecadação e a entrega será feita pelos voluntários do Nucleovet, destacando a empresa doadora.

A nova realidade de retomada das atividades após o isolamento social, com  a gradual  reabertura  de bares, de restaurantes e hotéis, levou  o setor de proteínas a repensar cortes, pratos e estratégias para conquistar a mesa desse consumidor que foi impactado social e economicamente.  Pensando nesse cenário que a entidade tomou à frente da campanha para valorizar a proteína animal brasileira. “Essa campanha – Proteína Animal – Do Passado ao Futuro, resgata um pouco da história da evolução do homem e o consumo de proteínas, fatores de aumento de consumo, informações nutricionais e receitas. Para isso envolvemos  entidades parceiras, universidades e mídias sobre a importância do consumo de proteína animal. E agora no PIG MEETING faremos uma ação de motivar e promover a arrecadação”, detalha Lucas Piroca, vice-presidente do Nucleovet.

A entidade que há mais de 20 anos realiza simpósios técnicos focados na difusão de conhecimento, reunindo especialistas e profissionais da cadeia produtiva, realizará a primeira edição virtual com o PIG MEETING, evento que vai reunir especialista em painéis sobre Biosseguridade e Mercados.

Luiz Carlos Giongo, presidente do NUCLEOVET, destaca a o objetivo da campanha de envolver o consumidor com informações embasadas em ciência “O Nucleovet, através dos seus simpósios Brasil Sul de Avicultura, Suinocultura e Bovinocultura de Leite, reúne há mais de 20 anos especialistas que discutem nutrição, sanidade e qualidade da proteína animal produzida nas nossas granjas e agroindústrias. Agora queremos estar engajados também virtualmente  com essa cadeia de produção e levar ao grande público consumidor informações de qualidade, tendo como fontes médicos, nutricionistas, veterinários, agrônomos e zootecnistas. Vamos aproveitar o PIG MEETING para marcar essa ação de solidariedade”.

Fonte: Assessoria
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Notícias Suinocultura

PIG MEETING discute Biosseguridade e Mercado em evento digital

O segundo lote de inscrições encerra no dia 30 de setembro quarta feira com valores diferenciados

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Para responder aos desafios de 2020 e ir  além, o Nucleovet  se converteu em uma plataforma de difusão de conhecimento com o evento técnico híbrido PIG MEETING, que será realizado no dia 14 de outubro das 13h30 até às 18h. “Em um mundo lotado de conteúdos online e muitas dúvidas, lançamos o PIG MEETING, mantendo nosso DNA: uma comissão organizadora que conhece profundamente os desafios e oportunidades do setor, por isso criamos, sob medida,  dois painéis com conteúdos mais relevantes, instigantes e inspiradores – de saúde mental a transformação digital, do novo papel do profissional da suinocultura  nos  cenários sanitário e econômico, de inovação a estratégia” destaca Luiz Carlos Giongo, presidente do Nucleovet.

A abertura do evento será as 13h30 com o Filósofo, escritor, educador e professor universitário com Mestrado e Doutorado em Educação  Mario Sérgio Cortella com a  palestra “Cenários Turbulentos; Mudanças Velozes”. Inscrições  até 30 de setembro tem o valor de R$140 para profissionais e R$100 para estudantes e associados e cada inscrito receberá de brinde uma caneta premium da cobiçada marca Crown.

O evento conta com o apoio de entidades do setor de proteína animal, como ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, ICASA – Instituto Catarinense de Sanidade Animal, SOMEVESC – Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária, ACCS – Associação Catarinense de Suinocultura, EPAGRI, UNOESC – Xanxerê, ABRAVES – PR, UDESC ,  Mercado Brasilis, IFC e Sindirações. Entre as empresas patrocinadoras Diamante estão DSM, Vetanco, MSD e Agroceres PIC.

Na programação técnica o Painel Ambiência reúne o Médico Veterinária pela Universidade Autònoma de Barcelona –  Espanha e  Mestrado em Sanidade e Produção de Suínos Miquel Collell  com o tema “Ambiência na produção de suínos e como isso pode prejudicar o desenvolvimento dos animais: Desafios e Oportunidades”.  Collel  é Diretor Técnico Global de Suínos na MSD. A palestra terá tradução simultânea  para português.

Na sequência  a Engenheira Agrônoma, especializada em Engenharia de Construções Rurais, especialista em Ambiencia e Zoootecnia de precisão para suinocultura Daniella Jorge de Moura apresenta “Novas tecnologias aplicadas ao controle ambiental na produção de suínos”. Como moderador no Painel Ambiência, o Médico Veterinário Tiago Mores.

Na segunda parte da programação, o Painel Biosseguridade e Mercado reúne o Médico Veterinário  e PhD em Nutrição de Suínos  Francisco Domingues  – Head of Swine Operation at Japfa Comfeed Vietnam que vai abordar “Peste Suína Africana sob o ponto de vista prático: o que aconteceu e qual será o futuro na produção de suínos” e   Wagner Hiroshi Yanaguizawa – Analista Rabobank com o tema “O que esperar do mercado mundial de carnes com a Peste Suína Africana?”. O Engenheiro Agrônomo Yanaguizawa atuou como analista de inteligência de mercado da ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) responsável pelos levantamentos, análise e elaboração dos relatórios periódicos do setor, antes de assumir a cadeira de Analista de Proteína Animal do Rabobank. Com sede em Utrecht, na Holanda, o Rabobank é um banco de origens cooperativas que se consolidou como um importante financiador de empresas do setor de alimentos e agronegócio. Com forte atuação global e presente em 40 países, o Rabobank conecta mercados produtores e consumidores das principais commodities agrícolas em todas as fases de produção: dos insumos à produção e estocagem, processamento, exportação e varejo. O moderador será o Médico Veterinário Alessandro Crivellaro.

Fonte: Assessoria
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