Suínos
Santa Catarina poderá vender carne suína para a Coreia do Sul
O governador de Santa Catarina, e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, receberam em Florianópolis empresários do agronegócio para tratar das medidas necessárias para início da exportação de carne suína catarinense para a Coreia do Su
O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, e o secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, Moacir Sopelsa, receberam em Florianópolis empresários do agronegócio para tratar das medidas necessárias para início da exportação de carne suína catarinense para a Coreia do Sul. A autorização do governo coreano foi confirmada no início deste ano e agora governos federal, estadual e empresas preparam a documentação necessária. O enconto ocorreu nessa quinta-feira (21.01).
“Estamos todos nos unindo para resolver as questões burocráticas. É fundamental para o Estado aumentar a presença catarinense no mercado internacional. O câmbio melhorou para o Brasil e a atividade interna desacelerou diante da atual situação econômica do país. Então, uma forma de proteger os empregos e gerar novos é o buscar cada vez mais o mercado externo”, destacou Colombo. O governador tem conversado diretamente com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, para acelerar os procedimentos necessários.
O secretário Sopelsa explicou que entre os próximos passos está a certificação das unidades empresariais catarinenses, o que envolve receber uma missão técnica da Coreia do Sul para avaliar a atual estrutura disponível de cada empresa. “Ainda vamos conhecer as exigências do governo coreano, mas acreditamos que não devem ser muito diferentes das do mercado japonês, que é bastante exigente e já recebe os produtos catarinenses”, afirmou. A expectativa do secretário é que os primeiros embarques para a Coreia do Sul possam ser realizados no segundo semestre deste ano.
A reunião desta quinta-feira contou com representantes de empresas como Aurora, BRF, JBS e Pamplona. Presente no encontro, a presidente do Sindicarne e da Pamplona Alimentos, Irani Pamplona Peters, destacou a importância deste novo mercado. “Estamos muito felizes com a notícia da abertura do mercado da Coreia do Sul. É uma conquista importante para as empresas, para o Estado e para todo o país, resultado de um trabalho que todos estamos fazendo há muitos anos”, ressaltou.
O novo mercado
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) anunciou no dia 5 de janeiro que o Governo da Coreia do Sul autorizou a importação de carne suína in natura produzida em Santa Catarina. Esta será a primeira vez que um estado brasileiro exportará carne suína para a Coreia do Sul.
Santa Catarina é o único estado brasileiro livre de febre aftosa sem vacinação e também livre de peste suína clássica, com certificados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), status sanitário diferenciado que foi um fator decisivo para a abertura do mercado sul coreano.
Atualmente, o estado exporta quase 190 mil toneladas por ano e as vendas para a Coreia do Sul podem incrementar este volume entre 17% e 20%. A Coreia do Sul, assim como o Japão, é um grande importador de carne suína. A expectativa é de que Santa Catarina envie, inicialmente, 33 mil toneladas de carne suína por ano para aquele país, o que representa uma receita de US$ 108 milhões.
Produção catarinense
Santa Catarina é o maior produtor e exportador nacional de carne suína do país. São dez mil criadores integrados às agroindústrias e independentes, que produzem anualmente cerca de 850 mil toneladas de carne suína. Com um rebanho efetivo estimado em sete milhões de cabeças, o Estado é responsável por aproximadamente 27% da produção nacional de carne suína e por 35% das exportações brasileiras.
Entre os atuais principais países de destinos da carne suína catarinense, estão Rússia, China, Angola, Cingapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina.
Governo do Estado de Santa Catarina

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






