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Santa Catarina lança Observatório Agro para acompanhar as tendências do setor rural
Plataforma nasce como um ambiente inovador, onde produtores, iniciativa privada e poder público terão uma visão ampla da agropecuária e das transformações do espaço rural.

O setor rural de Santa Catarina acaba de ganhar uma ferramenta para acompanhar de perto o desempenho e as tendências do agronegócio e do desenvolvimento rural. O Observatório Agro Catarinense nasce como um ambiente inovador, onde produtores, iniciativa privada e poder público terão uma visão ampla da agropecuária e das transformações do espaço rural.
O principal canal de acesso aos seus conteúdos é o site www.observatorioagro.sc.gov.br, lançado pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) nesta sexta-feira (09). “A partir de uma grande necessidade do setor Agro, a SAR apresenta hoje, o Observatório Agro Catarinense que reúne as informações necessárias para o planejamento, desenvolvimento e análise dos resultados das políticas públicas para o Agro e também é um produto para o uso de todo o Agro e dos catarinenses. É uma grande entrega, pois informação gera a transformação”, destaca a vice-governadora, Daniela Reihner.
O Observatório é uma ferramenta que transforma a maneira que o Governo do Estado produz e entrega informações voltadas ao agronegócio catarinense. “Os produtores rurais, iniciativa privada e o próprio setor público poderão acompanhar de perto o desempenho do agronegócio, as tendências, a aplicação de recursos e o impacto das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo. Nós vamos transformar um grande volume de dados em informação qualificada para embasar a tomada de decisões e gerar valor para o setor. Essa é uma plataforma da agricultura catarinense, que pode ser utilizada por todos e que demonstra toda a dinâmica do agro de Santa Catarina. É uma verdadeira revolução na forma como enxergamos o agronegócio e temos certeza de que irá gerar valor, renda e riqueza lá no campo”, explica o secretário da Agricultura, Ricardo Miotto.
Com a missão de colaborar para a competitividade e sustentabilidade do agro catarinense, o Observatório reunirá em um só local informações e análises sobre comércio exterior, desempenho do agro, desenvolvimento rural, infraestrutura de apoio à produção, mercado agropecuário, políticas públicas e produção agropecuária. No site, a população poderá acessar painéis interativos, mapas, gráficos e conteúdos específicos sobre cada área.
Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o Observatório vem atender a uma grande demanda do setor produtivo. “Esse é um grande marco para o agronegócio catarinense. Os produtores rurais serão grandes consumidores das informações produzidas no Observatório e terão ferramentas para tomar decisões mais acertadas”, afirma.
Inteligência voltada para o agronegócio e o desenvolvimento rural
O Observatório Agro Catarinense está alicerçado em quatro elementos fundamentais: espaço físico estruturado, adoção de tecnologias de ponta, disponibilidade de recursos humanos multidisciplinares de alta qualificação e incorporação da cultura de tomada de decisões orientada por dados. Para tanto, utiliza uma estrutura de big data voltada ao setor rural de Santa Catarina. E este será mais um diferencial do estado na geração de inovações e para o aprimoramento de políticas públicas de desenvolvimento rural.
“Ele reúne, em um só lugar, informações de vários bancos de dados de órgãos estaduais e federais, não só disponibiliza, mas analisa, critica essas informações e difunde as informações integradas, que vão subsidiar as tomadas de decisões estratégicas tanto de agentes públicos como privados, porque ele oferece inteligência de negócio a partir de informação e a partir de indicadores”, explica a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.
Gestão e etapas de implantação
A gestão e responsabilidade técnica do Observatório é do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). A empresa é um dos órgãos vinculados à Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural (SAR) de Santa Catarina.
O arranjo interinstitucional para a implementação do Observatório envolve as empresas públicas vinculadas à SAR, bem como uma série de organizações governamentais com as quais se estabeleceram acordos de colaboração para o acesso a dados.
O site é o resultado da primeira fase de implantação do Observatório. Novas funcionalidades serão implementadas em duas etapas subsequentes de desenvolvimento. A perspectiva é que o Observatório Agro Catarinense esteja em funcionamento, em toda sua potencialidade, até o final de 2024.
Áreas Temáticas
Na área de Comércio Exterior são apresentadas as informações relativas às exportações, importações e à balança comercial do agronegócio de Santa Catarina, além de um comparativo com o desempenho nacional.
Em Desempenho do Agro os painéis contém informações do Produto Interno Bruto (PIB), Valor Adicionado Bruto (VAB) da agropecuária e demais setores da economia, Valor da Produção Agropecuária (VPA) e área e produtividade das principais culturas.
No Desenvolvimento Rural, painéis, com dados e informações apresentados em gráficos, tabelas e mapas estão organizados em três subáreas temáticas: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM); demografia; e estrutura socioprodutiva da agricultura.
Em Infraestrutura de apoio à produção são quatro eixos de abordagem: rede de armazenagem de grãos, recursos hídricos, capacidade de armazenagem da água da chuva e serviços de inspeção.
A área de Mercado Agropecuário engloba informações do Sistema de Levantamento de Preços Agropecuários de Santa Catarina. Atualmente, são acompanhados os preços recebidos pelos produtores pela sua produção; os preços no mercado atacadista; preços de insumos e serviços utilizados nas principais cadeias produtivas; e preços de terras agrícolas.
Em Políticas Públicas, um conjunto de tabelas, gráficos e mapas permitem acompanhar e monitorar as principais políticas públicas federais e estaduais destinadas à agricultura e ao desenvolvimento rural.
E na Produção agropecuária estão as principais estatísticas e indicadores para as atividades de maior importância da agropecuária catarinense. São informações sobre área plantada, volume de produção e produtividade média por área, quantidade de animais abatidos, número de produtores, rebanho, produção e industrialização de leite, entre outras.

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Produção de grãos deve atingir 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26
Projeção mantém expectativa de um novo recorde na série histórica da Conab. A soja se destaca por apresentar o maior crescimento, seguida pelo milho primeira safra.

As agricultoras e os agricultores brasileiros deverão colher 358,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26. A nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para novo recorde de produção, podendo registrar uma alta de 1,8% em relação ao resultado obtido no ciclo anterior, ou seja, um acréscimo de 6,4 milhões de toneladas a serem colhidas neste ciclo.

Foto: Geraldo Bubniak
Os dados estão no 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia. Ainda de acordo com o documento, esse resultado é justificado pelo aumento na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, aliado às condições climáticas favoráveis, que deve refletir em uma boa produtividade média nacional prevista em 4.295 quilos por hectare.
Dentre as culturas cultivadas, a soja se destaca por apresentar incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação ao volume obtido na safra anterior. Com a colheita praticamente finalizada, a produção no ciclo 2025/26 está estimada em 180,3 milhões de toneladas. Ainda de acordo com o Boletim da Conab, o resultado reflete o crescimento da área destinada para a oleaginosa, aliado ao bom pacote tecnológico e condições climáticas favoráveis, nesta safra.
Principal cultura cultivada na 2ª safra, o milho tem uma estimativa de produção total de 140,5 milhões de toneladas

Foto: Shutterstock
(somadas as três safras). A colheita do produto semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve atingir 29,3 milhões de toneladas, aumento de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.
Além da maior área destinada ao grão no atual ciclo, a produtividade também apresenta incremento de 7,6%, estimada em 7.110 quilos por hectare, estabelecendo um novo recorde na série histórica da Companhia na primeira safra do grão.
A segunda safra do cereal se encontra em fase inicial de colheita com expectativa de atingir produção de 107,9 milhões de toneladas. Já para a terceira safra do cereal, o plantio está próximo do encerramento e a Companhia espera uma colheita de 3,3 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação/Governo da Bahia
Demais culturas
Outro produto importante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 4 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação à safra de 2024/25 influenciada pela menor área semeada. No caso do sorgo, que registra a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas, incremento de 1,5 milhão de toneladas quando comparado com o volume obtido na safra passada, que representa uma alta de 24,9%.
Importante produto para o mercado interno, o arroz registra colheita praticamente finalizada com estimativa de produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,2% abaixo do volume produzido na safra passada. A queda é reflexo de uma menor área destinada para a cultura diante das condições mercadológicas do cereal.
ara o feijão, a Conab espera uma colheita total, somadas as três safras do grão, próxima a 3 milhões de toneladas. O

Foto: José Fernando Ogura
volume para o atual ciclo representa uma ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado obtido na temporada passada. Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a atual estimativa garante o abastecimento no mercado interno.
Dentre as culturas de inverno, destaque para o trigo. A semeadura do cereal avança em todas as regiões produtoras do país e atinge 45,3% da área prevista. Para o atual ciclo, a Companhia prevê uma menor área destinada ao cereal, o que deve refletir em uma queda na produção, prevista em torno de 6,3 milhões de toneladas
Mercado

Foto: Claudio Neves
A produção recorde de soja possibilita um ligeiro aumento nas exportações, sendo estimadas em 116,1 milhões de toneladas, além de um maior volume da oleaginosa destinado ao processamento, projetado em 61,58 milhões de toneladas. Com isso, o estoque de passagem da soja em grãos deve se estabelecer em torno de 9,2 milhões de toneladas.
A Conab também realizou ajustes nas projeções do quadro de suprimentos para o milho, diante do ajuste na projeção para a produção total na atual safra, com os estoques de passagem do grão podendo chegar a 13,25 milhões de toneladas no final de janeiro de 2027.
O estoque final esperado para o feijão no final de dezembro também foi atualizado para 288,5 mil toneladas da leguminosa.
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Polícia desmonta esquema de adulteração de fertilizantes e prende sete em flagrante no Paraná
Investigação aponta desvio de cargas, substituição de até 80% do produto original e prejuízos superiores a R$ 250 mil. Barracão funcionava em condições precárias em Ponta Grossa.

A Polícia Civil do Paraná prendeu sete homens em flagrante na noite de quarta-feira (10) durante uma operação que desarticulou um esquema de adulteração de fertilizantes em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A ação ocorreu em um barracão utilizado para descarregar, misturar e alterar cargas destinadas a produtores rurais.

Foto: Divulgação/PCPR
A investigação teve início após o registro de três ocorrências envolvendo suspeitas de desvio e adulteração de fertilizantes transportados a partir do Porto de Paranaguá.
Em um dos casos, uma carga de 40 toneladas de cloreto de potássio, avaliada em R$ 110 mil, teve cerca de 80% do conteúdo substituído por material identificado como cálcio. Em outra ocorrência, uma carga avaliada em mais de R$ 143 mil chegou ao destino, em Serranópolis (GO), com características diferentes das do produto originalmente embarcado.
Os investigadores também identificaram um terceiro transporte que saiu de Paranaguá, permaneceu fora da rota prevista por aproximadamente quatro horas e posteriormente entregou fertilizante adulterado ao consumidor final.

Foto: Divulgação/PCPR
Segundo o delegado Lucas Mariano Mendes, a repetição do mesmo padrão de fraude permitiu identificar o local utilizado pelo grupo. “Em razão da convergência das informações trazidas pelas vítimas, especialmente quanto aos desvios de rota e a adulteração do mesmo tipo de produto, a investigação direcionou as diligências para a identificação do barracão utilizado pelos suspeitos”, afirmou.
Flagrante durante descarregamento
Ao chegar ao imóvel, os policiais encontraram intensa movimentação de pessoas, caminhões e equipamentos. No local havia fertilizantes, materiais granulados sem identificação e maquinário utilizado para movimentação das cargas.
Durante a fiscalização da documentação, os agentes constataram que uma das cargas descarregadas naquele

Foto: Divulgação/PCPR
momento havia saído de Paranaguá com destino a Telêmaco Borba, sem justificativa para a parada e descarga em Ponta Grossa.
De acordo com a Polícia Civil, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga. “Ao ser questionado, o motorista responsável pelo transporte admitiu que receberia R$ 8 mil para desviar a carga e descarregá-la naquele barracão. As declarações obtidas no local indicam que o fertilizante seria misturado com outras substâncias”, disse o delegado.
Os sete suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de adulteração de substância, adulteração de produto destinado ao consumo e furto qualificado.

Foto: Divulgação/PCPR
Máquinas, dinheiro e produtos apreendidos
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu um caminhão-trator, um semirreboque, uma pá carregadeira, três empilhadeiras, aparelhos celulares, R$ 2.382 em dinheiro, cheques, 30 bags de material semelhante a cálcio, além de lacres e documentos relacionados às cargas investigadas.
Peritos da Polícia Científica recolheram amostras dos materiais encontrados para análise laboratorial, que deverá confirmar a composição dos produtos utilizados na adulteração.
Estrutura precária
Os policiais também relataram que o barracão operava em condições consideradas inadequadas para

Foto: Divulgação/PCPR
armazenamento e manipulação de fertilizantes.
No local foram encontrados pontos de alagamento, água parada, resíduos espalhados pelo chão, acúmulo de sujeira e materiais armazenados diretamente sobre o piso, sem isolamento ou controle sanitário aparente.
Segundo a polícia, as condições observadas são incompatíveis com os padrões normalmente exigidos para armazenagem e beneficiamento desse tipo de produto.
Os sete presos foram encaminhados ao sistema penitenciário. A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão do esquema, que pode ter afetado cargas destinadas a diferentes regiões do país.
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Paraná tem a 3ª maior capacidade de armazenagem agrícola do Brasil, aponta IBGE
Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores e capacidade para 35,7 milhões de toneladas de grãos e outros produtos agrícolas. Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos.

O Paraná possui a terceira maior rede de armazenagem agrícola do Brasil, de acordo com dados da Pesquisa de Estoques divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Estado reúne 1.372 estabelecimentos armazenadores, o equivalente a 14,2% do total nacional, além de capacidade instalada para 35,7 milhões de toneladas de produtos agrícolas, o que representa 16,6% da capacidade brasileira.

Foto: Gilson Abreu/AEN
O volume coloca o Paraná atrás apenas do Mato Grosso, líder nacional com capacidade para 64,2 milhões de toneladas, e do Rio Grande do Sul, com 38,9 milhões de toneladas. Em número de estabelecimentos, o Estado também ocupa a terceira posição nacional.
Sozinho, o Paraná possui capacidade de armazenagem mais de duas vezes superior à disponível em todos os estados do Nordeste juntos, que somam cerca de 14,7 milhões de toneladas. O resultado reforça a posição do Estado como um dos principais polos produtores e exportadores do agronegócio brasileiro.
Os silos são a principal estrutura de armazenagem do Estado, respondendo por 20,7 milhões de toneladas de capacidade, ou cerca de 58% do total. Considerados o modelo mais adequado para a conservação e movimentação de grãos em larga escala, eles permitem maior eficiência operacional, melhor controle de qualidade e menores perdas durante o armazenamento. Outros 10,5 milhões de toneladas estão distribuídos em armazéns graneleiros e granelizados, enquanto os armazéns convencionais, estruturais e infláveis somam 4,5 milhões de toneladas.
Entre os municípios do Estado, Ponta Grossa possui a maior capacidade instalada, com 2,6 milhões de toneladas.

Foto: Divulgação
Também se destacam Paranaguá, com capacidade para 1,49 milhão de toneladas, Guarapuava, com 1,38 milhão, e Toledo, com 1,25 milhão de toneladas.
Logística e competitividade
A armazenagem é considerada uma das etapas mais estratégicas da cadeia do agronegócio. A disponibilidade de espaço para guardar a produção após a colheita reduz gargalos logísticos, evita a concentração do transporte em curtos períodos, permite melhor planejamento da comercialização e contribui para reduzir custos operacionais.
A estrutura também favorece o escoamento da produção para indústrias, mercados consumidores e terminais portuários. Com uma das maiores produções agrícolas do País e acesso a importantes corredores logísticos de exportação, o Paraná consegue distribuir o fluxo de grãos ao longo do ano, aumentando a eficiência da cadeia produtiva.

Foto: Gilson Abreu/AEN
O levantamento do IBGE também evidencia a força do cooperativismo paranaense. Das 35,7 milhões de toneladas de capacidade de armazenagem do Estado, cerca de 18,5 milhões estão vinculadas às cooperativas, que mantêm 594 estabelecimentos armazenadores. A iniciativa privada responde por outros 769 empreendimentos e aproximadamente 12 milhões de toneladas de capacidade.
Safra em expansão
O avanço da capacidade de armazenagem acompanha o crescimento da produção agrícola estadual. Segundo estimativa divulgada pelo IBGE neste mês, o Paraná deve colher 45,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026, volume 20% superior ao registrado no ano anterior.
O Estado aparece entre os principais responsáveis pelo crescimento da safra nacional, impulsionado especialmente

Foto: José Fernando Ogura
pela recuperação da produção de milho e pelo bom desempenho de outras culturas. A estrutura de armazenagem é considerada fundamental para dar suporte a esse aumento da produção, garantindo condições adequadas para conservação e comercialização dos grãos.
Incentivos estaduais
Além dos investimentos das cooperativas, empresas e produtores, o Governo do Estado também tem adotado medidas para fortalecer a infraestrutura de armazenagem e ampliar a competitividade do agronegócio estadual.

Foto: Divulgação
Uma dessas iniciativas foi o encaminhamento de um projeto de lei à Assembleia Legislativa do Paraná para autorizar a concessão das unidades armazenadoras do IDR-Paraná à iniciativa privada. A proposta prevê atrair investimentos para modernização e ampliação da eficiência operacional dessas estruturas.
As unidades funcionam como pontos de apoio para produtores e cooperativas, recebendo excedentes de produção e contribuindo para a integração entre o campo, a indústria e os canais de comercialização e exportação.
Outra ação é o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro (FIDC Agro Paraná), estruturado pelo Governo do Estado para ampliar o acesso ao crédito no campo. O mecanismo prevê até R$ 2 bilhões em financiamentos para projetos de modernização do agronegócio, incluindo investimentos em armazenagem, infraestrutura produtiva e logística rural.



