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Santa Catarina lança Observatório Agro para acompanhar as tendências do setor rural

Plataforma nasce como um ambiente inovador, onde produtores, iniciativa privada e poder público terão uma visão ampla da agropecuária e das transformações do espaço rural.

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Foto: Paulo Santhias/SAR

O setor rural de Santa Catarina acaba de ganhar uma ferramenta para acompanhar de perto o desempenho e as tendências do agronegócio e do desenvolvimento rural. O Observatório Agro Catarinense nasce como um ambiente inovador, onde produtores, iniciativa privada e poder público terão uma visão ampla da agropecuária e das transformações do espaço rural.

O principal canal de acesso aos seus conteúdos é o site www.observatorioagro.sc.gov.br, lançado pela Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) nesta sexta-feira (09). “A partir de uma grande necessidade do setor Agro, a SAR apresenta hoje, o Observatório Agro Catarinense que reúne as informações necessárias para o planejamento, desenvolvimento e análise dos resultados das políticas públicas para o Agro e também é um produto para o uso de todo o Agro e dos catarinenses. É uma grande entrega, pois informação gera a transformação”, destaca a vice-governadora, Daniela Reihner.

O Observatório é uma ferramenta que transforma a maneira que o Governo do Estado produz e entrega informações voltadas ao agronegócio catarinense. “Os produtores rurais, iniciativa privada e o próprio setor público poderão acompanhar de perto o desempenho do agronegócio, as tendências, a aplicação de recursos e o impacto das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor produtivo. Nós vamos transformar um grande volume de dados em informação qualificada para embasar a tomada de decisões e gerar valor para o setor. Essa é uma plataforma da agricultura catarinense, que pode ser utilizada por todos e que demonstra toda a dinâmica do agro de Santa Catarina. É uma verdadeira revolução na forma como enxergamos o agronegócio e temos certeza de que irá gerar valor, renda e riqueza lá no campo”, explica o secretário da Agricultura, Ricardo Miotto.

Com a missão de colaborar para a competitividade e sustentabilidade do agro catarinense, o Observatório reunirá em um só local informações e análises sobre comércio exterior, desempenho do agro, desenvolvimento rural, infraestrutura de apoio à produção, mercado agropecuário, políticas públicas e produção agropecuária. No site, a população poderá acessar painéis interativos, mapas, gráficos e conteúdos específicos sobre cada área.

Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, o Observatório vem atender a uma grande demanda do setor produtivo. “Esse é um grande marco para o agronegócio catarinense. Os produtores rurais serão grandes consumidores das informações produzidas no Observatório e terão ferramentas para tomar decisões mais acertadas”, afirma.

Inteligência voltada para o agronegócio e o desenvolvimento rural

O Observatório Agro Catarinense está alicerçado em quatro elementos fundamentais: espaço físico estruturado, adoção de tecnologias de ponta, disponibilidade de recursos humanos multidisciplinares de alta qualificação e incorporação da cultura de tomada de decisões orientada por dados. Para tanto, utiliza uma estrutura de big data voltada ao setor rural de Santa Catarina. E este será mais um diferencial do estado na geração de inovações e para o aprimoramento de políticas públicas de desenvolvimento rural.

“Ele reúne, em um só lugar, informações de vários bancos de dados de órgãos estaduais e federais, não só disponibiliza, mas analisa, critica essas informações e difunde as informações integradas, que vão subsidiar as tomadas de decisões estratégicas tanto de agentes públicos como privados, porque ele oferece inteligência de negócio a partir de informação e a partir de indicadores”, explica a presidente da Epagri, Edilene Steinwandter.

Gestão e etapas de implantação

A gestão e responsabilidade técnica do Observatório é do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa), unidade de pesquisa da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). A empresa é um dos órgãos vinculados à Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural (SAR) de Santa Catarina.

O arranjo interinstitucional para a implementação do Observatório envolve as empresas públicas vinculadas à SAR, bem como uma série de organizações governamentais com as quais se estabeleceram acordos de colaboração para o acesso a dados.

O site é o resultado da primeira fase de implantação do Observatório. Novas funcionalidades serão implementadas em duas etapas subsequentes de desenvolvimento. A perspectiva é que o Observatório Agro Catarinense esteja em funcionamento, em toda sua potencialidade, até o final de 2024.

Áreas Temáticas

Na área de Comércio Exterior são apresentadas as informações relativas às exportações, importações e à balança comercial do agronegócio de Santa Catarina, além de um comparativo com o desempenho nacional.

Em Desempenho do Agro os painéis contém informações do Produto Interno Bruto (PIB), Valor Adicionado Bruto (VAB) da agropecuária e demais setores da economia, Valor da Produção Agropecuária (VPA) e área e produtividade das principais culturas.

No Desenvolvimento Rural, painéis, com dados e informações apresentados em gráficos, tabelas e mapas estão organizados em três subáreas temáticas: Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM); demografia; e estrutura socioprodutiva da agricultura.

Em Infraestrutura de apoio à produção são quatro eixos de abordagem: rede de armazenagem de grãos, recursos hídricos, capacidade de armazenagem da água da chuva e serviços de inspeção.

A área de Mercado Agropecuário engloba informações do Sistema de Levantamento de Preços Agropecuários de Santa Catarina. Atualmente, são acompanhados os preços recebidos pelos produtores pela sua produção; os preços no mercado atacadista; preços de insumos e serviços utilizados nas principais cadeias produtivas; e preços de terras agrícolas.

Em Políticas Públicas, um conjunto de tabelas, gráficos e mapas permitem acompanhar e monitorar as principais políticas públicas federais e estaduais destinadas à agricultura e ao desenvolvimento rural.

E na Produção agropecuária estão as principais estatísticas e indicadores para as atividades de maior importância da agropecuária catarinense. São informações sobre área plantada, volume de produção e produtividade média por área, quantidade de animais abatidos, número de produtores, rebanho, produção e industrialização de leite, entre outras.

Fonte: Ascom Secretaria de Agricultura

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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