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Santa Catarina exporta 328,6 mil toneladas de carnes no primeiro bimestre de 2025 e bate recorde histórico
Resultado supera os melhores índices da série histórica iniciada em 1997, levando em consideração os meses de janeiro e fevereiro. As altas de carnes foram de 8,3% no volume e 16,8% na receita, na comparação com o mesmo período de 2024.

O setor de carnes de Santa Catarina registrou um desempenho excepcional nas exportações no primeiro bimestre de 2025, alcançando recordes históricos tanto em volume quanto em receitas. Nos dois primeiros meses do ano, o estado exportou 328,6 mil toneladas de carnes que incluem frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras, gerando receitas de US$ 698 milhões. O resultado supera os melhores índices da série histórica iniciada em 1997, levando em consideração os meses de janeiro e fevereiro. As altas de carnes foram de 8,3% no volume e 16,8% na receita, na comparação com o mesmo período de 2024.
“Toda a nossa cadeia produtiva tem compromisso com a qualidade. Desde o pequeno produtor preocupado com o seu rebanho, o Estado que incentiva, apoia e fiscaliza toda a cadeia produtiva, portos para escoar a produção. E o resultado é esse. Nossas carnes conquistando cada vez mais os mercados mais exigentes do mundo”, destacou o governador Jorginho Mello.

Foto: Jonathan Campos
“Esse desempenho recorde confirma a força do estado no mercado internacional e reforça as projeções favoráveis para o setor de carnes catarinense, com perspectivas de crescimento ao longo do ano. Reflete a competitividade e qualidade das carnes produzidas no estado, consolidando Santa Catarina como um dos maiores e mais importantes players do mercado global de carnes”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini.
Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
Carne de frango
As exportações de carne de frango catarinense atingiram 200,9 mil toneladas, com receitas de US$ 397,8 milhões. O crescimento foi de 9,8% em volume e 16,4% em receita em relação ao mesmo período de 2024. Em termos de receita é o melhor desempenho registrado para o primeiro bimestre de toda a história. O estado foi responsável por 22,6% da quantidade e 23,9% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango em 2025.
Os principais destinos da carne de frango catarinense nos dois primeiros meses do ano foram os países Baixos, Arábia Saudita, China e Japão, que juntos responderam por 44,6% dos embarques. A China foi destaque, com crescimento de 35,3% nas importações de carne de frango e 48,1% em receita.
Carne suína

Foto: Shutterstock
A carne suína também teve um desempenho recorde, com 117,3 mil toneladas exportadas e US$ 279,6 milhões em receitas. As altas foram de 8,9% em volume e 18,4% em receita frente ao 1º bimestre de 2024. Santa Catarina foi responsável por 55,5% da quantidade e 55,7% das receitas das exportações brasileiras de carne suína neste período.
Os principais destinos da carne suína catarinense no primeiro bimestre foram China (21,4% das receitas), Japão (21,2%) e Filipinas (20,5%). Todos esses países registraram variações positivas na comparação com o ano passado, em especial o Japão, que ampliou em 73% a quantidade adquirida e em 86,9% as receitas.

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.





