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Santa Catarina encerra primeiro semestre com alta de 56% nas exportações de carnes

No acumulado do ano, o Estado embarcou mais de 929 mil toneladas de carne suína e de frango

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Arquivo/OP Rural

Maior produtor nacional de suínos e segundo maior produtor de aves do Brasil, Santa Catarina fecha o primeiro semestre com crescimento de 56% nas exportações de carnes. No acumulado do ano, o estado embarcou mais de 929 mil toneladas de carne suína e de frango – 331,4 mil toneladas a mais do que no mesmo período de 2018.  Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

A carne de frango segue como o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina, com 727,5 mil toneladas embarcadas este ano, 58,8% a mais do que no primeiro semestre de 2018. A alta se repete também no faturamento, as exportações do produto já geraram receitas que passam de US$ 1,25 bilhão ao estado, uma alta de 60,5%.

“O ano de 2019 está sendo muito favorável para o agronegócio catarinense, principalmente para as exportações de carnes. O cenário mundial passa por grandes mudanças em função dos casos de peste suína africana na China e esse é um grande mercado para as carnes produzidas em Santa Catarina. Nós já temos um agronegócio consolidado, reconhecido pela qualidade dos nossos produtos. Nossas expectativas são de um ano com grandes conquistas”, ressalta o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

Os principais destinos para carne de frango são: Japão, China e Emirados Árabes. O bom momento da avicultura catarinense pode ser explicado pelo aumento significativo nos embarques ao longo do primeiro semestre para quase todos mercados para os quais o estado exporta, sendo que a maioria deles ampliou em mais de 30% as compras do produto.

Suinocultura

O crescimento nas exportações vale também para a carne suína. No primeiro semestre foram 201,6 mil toneladas embarcadas, 44,5% a mais do que no mesmo período de 2018. Esse volume gerou um faturamento de US$ 392,5 milhões.

Em termos de quantidade, Santa Catarina respondeu por 58,7% das exportações brasileiras de carne suína. Os principais mercados para o produto catarinense são China, Hong Kong e Chile. A Rússia também voltou a ser um importante destino para a carne suína produzida no estado e já ocupa o quinto lugar no ranking das exportações.

Expectativas e influência do mercado externo

Segundo o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), Alexandre Giehl, as perspectivas para as exportações deste ano são muito positivas, principalmente por conta dos efeitos causados pelos casos de peste suína africana na China e em outros países asiáticos. As estimativas são de que a produção chinesa de carne suína diminua em até 30%, o que levará a China a ampliar suas importações de proteínas de origem animal.

No primeiro semestre deste ano já se observam os reflexos disso: Santa Catarina exportou 74,3 mil toneladas de carne suína para a China, resultando em receitas US$ 156,4 milhões, um incremento de 50% em relação ao primeiro semestre de 2018.

“Mas não são apenas as exportações de carne suína que devem ser favorecidas pela crise da suinocultura chinesa. A avicultura também deve parte de seus bons resultados à ampliação das exportações para a China. No primeiro semestre, as exportações catarinenses de carne de frango para a China cresceram 56,7% em termos de valor, quando comparadas ao mesmo período de 2018”, explica.

Balanço de junho

Em junho, Santa Catarina embarcou 100,7 mil toneladas de carne de frango, um crescimento de 46,2% em comparação com o mesmo mês de 2018. O faturamento já passa de US$ 175,7 milhões, aumento de 53,4% em relação ao ano passado.

O desempenho das exportações de carne suína em junho também surpreendeu. As receitas geradas pelos embarques do produto foram 94,5% maiores que no ano anterior, chegando a US$ 72,6 milhões, com 34,5 mil toneladas vendidas para o mercado internacional.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Mesmo com exportação aquecida, preços internos da carne de frango registram queda em maio

Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, as exportações estiveram aquecidas

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Divulgação/Alltech

O mercado de carne de frango registrou movimentos distintos entre as negociações domésticas e as exportações em maio, de acordo com pesquisas do Cepea. Enquanto as vendas nacionais foram marcadas pela menor liquidez, as exportações estiveram aquecidas, registrando o maior volume de proteína avícola escoado pelo Brasil desde julho de 2018. Neste caso, a demanda chinesa intensa é quem tem impulsionado os embarques totais do Brasil ao longo dos últimos meses.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado se desvalorizou 3,4% de abril para maio, com a média a R$ 4,10/kg no último mês. Além disso, a média de maio ainda esteve 14,7% abaixo da verificada em maio de 2019, em termos nominais. Para o produto resfriado na mesma região, a cotação foi a R$ 3,96/kg, quedas de 3,2% frente à de abril e de 17,4% na comparação com maio de 2019.

No front externo, segundo dados da Secex, o Brasil exportou 372,5 mil toneladas de carne de frango in natura em maio, volume 16,1% acima do verificado no mês anterior e ainda 4,3% maior que em maio de 2019. Com incremento no volume e o câmbio bastante elevado, a receita em Reais obtida pelo setor subiu com força, atingindo novo patamar recorde, de R$ 2,82 bilhões.

Fonte: Cepea
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Notícias Safra de inverno

Plantio de trigo da Argentina tem forte avanço diante de previsão de chuvas

Agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra

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Divulgação

O plantio de trigo 2020/21 da Argentina teve forte avanço na última semana, diante da aproximação de chuvas que podem dificultar os trabalhos de semeadura, disse na quinta-feira (04) a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em relatório semanal de cultivos.

A Argentina é uma importante exportadora global do cereal e, segundo a instituição, os agricultores do país promoveram um avanço semanal de 16,6 pontos percentuais no plantio dos 6,8 milhões de hectares previstos para a safra, cuja semeadura atingiu 30% do projetado.

O ritmo veloz de plantio “responde à necessidade de se utilizar a umidade remanescente (no solo) e de se antecipar às chuvas previstas para este fim de semana”, disse a bolsa, acrescentando que os trabalhos na atual temporada estão 10 pontos percentuais à frente do ritmo do ciclo anterior. No mês passado, a BCBA projetou a safra de trigo da Argentina em um recorde de 21 milhões de toneladas.

No que diz respeito à soja 2019/20, cuja produção foi estimada em 49,5 milhões de toneladas, a bolsa disse que a colheita da oleaginosa atingiu 98,6% da área prevista. A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Ocepar

Vendas de trigo alcançam 6% da safra no Paraná, com preços em alta

Preços do trigo são atrelados ao câmbio devido à dependência do país das importações

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Cleverson Beje

A comercialização de trigo no Paraná alcançou 6% da produção estimada para a safra que está sendo plantada no Estado, com produtores aproveitando a alta de preços impulsionada pelo câmbio, disse o gerente técnico e econômico da Ocepar, Flávio Turra.

“Preços estão acima de R$ 1 mil por tonelada, acima de R$ 60 por saca, um valor atrativo para antecipação das vendas… também sabemos que, com o arrefecimento do câmbio, a tendência é que esses preços diminuam um pouco”, afirmou Turra em evento online promovido pela associação da indústria do setor Abitrigo. Ele não forneceu um percentual comparativo.

Os preços do trigo são atrelados ao câmbio devido à dependência do país das importações. Desta forma, as cotações internas seguem a paridade do valor do produto importado.

Com base em dados do Departamento de Economia Rural (Deral) do Paraná, Turra afirmou que a produção estimada para esta temporada é de 3,5 milhões de toneladas, avanço de 65% em relação ao ano anterior, quando a produção foi fortemente afetada por adversidades climáticas.

“Neste ano, até o momento, o clima está colaborando para a cultura no Estado. Nas áreas que cultivamos trigo, que não fazem safrinha, o único risco que ainda pode acontecer é o de falta de chuvas ou alguma geada tardia ou chuva na colheita”.

Fonte: Reuters
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