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José Zeferino Pedrozo Opinião

Santa Catarina em busca das ferrovias

Ainda estamos sem estudos concluídos e projetos aprovados. A construção de ferrovias é uma luta de real interesse dos catarinenses

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José Zeferino Pedrozo / Divulgação

Artigo escrito por José Zeferino Pedrozo, Presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

Há mais de 100 anos fala-se em construção de ferrovias em Santa Catarina, mas o que ocorre de fato é que essa pauta só passou a ser analisada com seriedade nos últimos anos, quando entidades empresariais abrigadas no Conselho das Federações (Cofem) entraram na discussão e começaram a pressionar o governo federal. Prova disso é que o Plano Nacional de Logística e Transporte (PNLT) do Ministério da Infraestrutura, que define os grandes investimentos do País, nada contemplou para o território barriga-verde.

Em 2013, um grande esforço de articulação do empresariado de Chapecó, levou a publicação de um edital para contratação dos projetos para concretização da Ferrovia da Integração – ligando o oeste ao litoral catarinense. O Ministério dos Transportes e o presidente da Valec assinaram edital contemplando a licitação pública para a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e o projeto básico para o traçado de Itajaí, no litoral, passando por Chapecó até atingir Dionísio Cerqueira, no extremo oeste, fronteira com a República Argentina. A meta do Governo Federal era ambiciosa, mas nunca saiu do papel: expandir de 29 mil quilômetros para 40 mil a malha ferroviária no País até 2020.

Em setembro de 2013 foi suspenso o edital que previa a contratação do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental, levantamento aerofotogramétrico e projeto básico de engenharia da Ferrovia da Integração de Santa Catarina, causando furor e agitação entre as lideranças empresariais do oeste catarinense.  O Tribunal de Contas da União suspendeu a contratação dos serviços em função da disparidade nos valores das propostas apresentadas.

Em outubro de 2014 outro fato importante foi a ordem de serviço para os estudos de viabilidade pelo Ministério do Planejamento e Ministério dos Transportes. Dez meses, a contar da assinatura da ordem de serviço em 15 de outubro, seria o tempo necessário para concluir o estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA)  da Ferrovia da Integração que ligaria o oeste ao litoral barriga-verde. Somados aos 12 meses necessários para elaboração do projeto básico, a obra levaria ainda cerca de dois anos para começar a sair do papel e o prazo estimado para execução é de cerca de cinco anos. O consórcio vencedor da licitação foi o Prosul/Setepla/Urbaniza/Hansa. Ligando o Oeste ao litoral catarinense, a obra de 862 quilômetros de extensão sairia de Dionísio Cerqueira e passaria por São Miguel do Oeste, Chapecó, Herval D’Oeste, Ponte Alta, Blumenau e Itajaí.

Impressiona o fato de todas essas movimentações governamentais e institucionais não apresentarem nenhuma resolutividade. Tanta energia despendida para um resultado pífio. Ainda estamos sem estudos concluídos e projetos aprovados. A construção de ferrovias é uma luta de real interesse dos catarinenses porque o desenvolvimento e a competitividade da região oeste estão ameaçados por questões infraestruturais.

Duas ferrovias são necessárias para o futuro do grande oeste catarinense como celeiro da produção mundial de proteína animal. Uma é a Ferrovia da Integração, de caráter intraterritorial, sentido Leste-Oeste, ligando a região produtora oestina aos portos marítimos catarinenses.

O oeste de SC possui grande densidade industrial que envia aos portos milhões de dólares em produção exportável e recebe insumos do exterior. Seu maior efeito será conectar os portos marítimos catarinenses à malha nacional, de maneira que os produtos exportados e importados possam acessar os portos pelas linhas férreas. Os portos catarinenses são os que mais movimentam containeres do Brasil, mas dois deles não possuem ligação ferroviária: Itajaí e Itapoá.

Por outro lado, para interligar os cinco portos catarinenses foi projetada a Ferrovia Litorânea, a qual necessariamente deverá ser integrada à Ferrovia Leste-Oeste, pois serão eixos complementares e interdependentes.

Também é do interesse de Santa Catarina a Ferrovia Norte-Sul, ligando a região produtora de grãos do centro-oeste do País com Chapecó. Essa é essencial para garantir o suprimento de milho às agroindústrias do grande oeste catarinense. O oeste barriga-verde está longe dos grandes centros de consumo e distante das áreas produtoras de milho, seu principal insumo. Com a ferrovia será possível unir os dois polos, levando o alimento industrializado para as grandes cidades e trazendo, principalmente, milho e soja. Além dos produtos alimentícios, inclui-se todo o transporte de fertilizantes, calcário, grãos, farelo etc. demandados nessa região.

De outra parte, o custo de transporte, caso mantenha-se a atual matriz, inviabilizará grandes empreendimentos do agronegócio em solo catarinense. Esse quadro é agravado pelas rodovias em péssimas condições que neutralizam a competitividade das empresas. A dependência dessa matéria-prima e as deficiências da infraestrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais e agroindustriais, anulam a aptidão e a competência do agronegócio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas.

Cada vez mais o transporte terá um peso crescente no preço final dos produtos. Quem estiver longe dos centros de consumo ou de produção acabará mortalmente penalizado. O modal ferroviário é a alternativa viável para baratear custos de transporte e o custo final dos produtos. É o segundo transporte mais barato, depois do marítimo. Caso existisse essa alternativa na região, não seria necessário temer o avanço da fronteira agrícola para o centro oeste e norte, juntamente com as agroindústrias de carne.

Resumindo, o Corredor Ferroviário que Santa Catarina procura é aquele que ligará o Oeste ao Leste do Estado, será conectado a Ferrovia Norte-Sul no município de Chapecó e se ligará à futura Ferrovia Litorânea,  integrando assim a economia de Santa Catarina às demais regiões produtoras e consumidoras do País.

Fonte: Assessoria
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Inteligência para o agronegócio

Nas últimas décadas, o crescente emprego de tecnologia garantiu sucessivos aumentos da produção e da produtividade e, assim, reduziu o nível de incerteza nesse aspecto.  Contudo, como resultado conjugado de todas as variáveis imprevisíveis, os agentes do mercado enfrentam, alternadamente, períodos de escassez sucedidos de períodos de excesso de demanda, ora castigando quem consume, ora quem produz.

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A agricultura é uma atividade exposta a muitos fatores incontroláveis e imprevisíveis: clima, mercado, câmbio, políticas públicas, crédito, emergências sanitárias etc. É uma  empresa sem telhado. Nas últimas décadas, o crescente emprego de tecnologia garantiu sucessivos aumentos da produção e da produtividade e, assim, reduziu o nível de incerteza nesse aspecto.

Contudo, como resultado conjugado de todas as variáveis imprevisíveis, os agentes do mercado – produtores rurais, agroindústrias, consumidores etc. – enfrentam, alternadamente, períodos de escassez sucedidos de períodos de excesso de demanda, ora castigando quem consume, ora quem produz.

Exemplos marcantes – e dolorosos – são as crises de abastecimento de matéria-prima (milho e farelo de soja) para as indústrias de processamento de carne, que se repetem periodicamente. A queda na produção torna o grão escasso de um lado; de outro, a alta cotação do dólar e a crescente demanda da China tornaram a exportação irresistível para os produtores. Assim, as vendas ao exterior deixam o mercado interno desabastecido. A menor disponibilidade do grão no mercado interno eleva os preços, aumenta os custos de produção e leva criadores e agroindústrias ao colapso, além de encarecer os alimentos para a população.

Esse é um dos fenômenos mercadológicos que podem ser adredemente estudados com modelos de previsão e prevenção de crise. Essa atividade de inteligência e planejamento agrícola será atribuída, em breve, à Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, de acordo com anúncio que a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, fez recentemente em Chapecó. Países desenvolvidos já contam com esse serviço, incrustado em estrutura estatal ou exercido por meio de agências independentes, mantidas pelo setor privado.

É lúcida e acertada a intenção da ministra. A Conab foi criada, em abril de 1990, como empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura, encarregada de gerir as políticas agrícolas e de abastecimento, visando assegurar o atendimento das necessidades básicas da sociedade, preservando e estimulando os mecanismos de mercado. Entretanto, em razão da dinâmica do mercado, que encontrou caminhos próprios, perdeu musculatura na execução das políticas de formação, armazenagem, remoção e escoamento dos estoques reguladores e estratégicos de produtos agropecuários, bem como no abastecimento e na regulação da oferta de produtos agropecuários no mercado interno.

Por isso, é previsível que a nova fase da Conab será extramente positiva para o agronegócio brasileiro. Poderá evitar, por exemplo, a repetição da crise do superencarecimento dos grãos (milho e soja) que assolou em 2012 (e repetiu-se em 2021) violentamente as maiores cadeias produtivas do Brasil e causa pesados prejuízos à avicultura e à suinocultura. O elevadíssimo custo do milho inviabilizou dezenas de pequenas e médias indústrias frigoríficas e tornou insolvente milhares de criadores.

As avaliações e previsões da agência de inteligência agrícola serão essenciais para balizar o mercado, orientar a planificação das grandes cadeias produtivas, o desenvolvimento das lavoura, a pecuária e o extrativismo, prevenindo escassez acentuada ou oferta excessiva. Esse esforço de inteligência também auxiliará para que as exportações – necessárias e essenciais para a economia brasileira – ganhem cada vez mais competitividade e não provoquem desabastecimento interno. Hoje, as exportações para a China continuam elevadas e estão segurando os preços no mercado internacional. O surgimento de novos focos de Peste Suína Africana (PSA) na Ásia e na Europa indica que a demanda internacional pelo produto brasileiro continuará elevada – mas, e amanhã?

Fonte: Por José Zeferino Pedrozo, presidente FAESC/SENAR/SC
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Aumentar a produção de carne bovina: um compromisso do produtor rural catarinense

Ano a ano, Santa Catarina aumentará sua produção de carne bovina e, no futuro, estaremos em condições de exportar para o Brasil e o Mundo mais um produto com o padrão catarina de qualidade.

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Santa Catarina é uma terra admirável em muitos aspectos e sua capacidade de produção econômica é extraordinária, inversamente proporcional ao seu diminuto território. Nesse contexto de magnitudes, a agricultura e o agronegócio constituem um universo onde a técnica e o talento dos catarinenses se manifestam plenamente.

Paralelamente às expressões grandiloquentes da avicultura, da suinocultura, da produção de grãos e de leite, a produção de carne bovina é um dos únicos setores onde não foi possível, ainda, obter-se a autossuficiência e a produção de excedentes exportáveis. Esse fato decorre de um determinismo geográfico: é que a estrutura fundiária das propriedades rurais (em sua maioria minifúndios) e a topográfica acidentada que predomina no território favoreceram a produção intensiva de pequenos animais, como aves e suínos, e não motivaram a criação de gado de corte.

Santa Catarina exporta carnes de aves e suínos para 160 países, mas produz apenas a metade da carne bovina que consome. Para reduzir essa dependência de fontes externas e buscar, paulatinamente, a autonomia, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC) desenvolvem o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com foco na pecuária de corte.

A clientela desse programa é formada por produtores rurais de pequeno e médio portes com vocação e estrutura para a atividade de pecuária.  O objetivo é promover a inovação na gestão de propriedades rurais e, desde que foi criada em 2016, a ATeG atendeu mais de 2.700 produtores em 184 municípios catarinenses.  A capacidade potencial da ATeG robustecer a cadeia produtiva – através da capacitação dos criadores, produtores e empresários rurais –  é imensa. De acordo com a Cidasc, os bovinos estão presentes em todos os 295 municípios catarinenses. Assim, não há dúvidas que qualificar os pecuaristas e ampliar a produção de carne representará desenvolvimento para todas as regiões do território barriga-verde.

Treinar e capacitar representam uma das estratégias fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva do setor. Nesses cinco anos foram prestadas 244.248 horas de consultorias técnicas e gerenciais com suporte em gestão, genética, manejo, melhoria da alimentação e das instalações dos estabelecimentos rurais – atividades gratuitamente sustentadas em um período de 24 meses – beneficiando 2.771 estabelecimentos rurais em 184 municípios.

A busca da eficiência produtiva é a linha central: cada técnico atende o produtor com foco na transmissão de conhecimentos relacionados à gestão da empresa rural e técnicas de manejo voltadas às atividades de cada propriedade. As visitas técnicas e gerenciais contemplam aplicação de metodologias sobre custos de produção, análise de dados e indicadores baseados no planejamento estratégico de cada propriedade.

O Senar/SC iniciou o ATeG no Estado em 2016 com o objetivo de promover a inovação na gestão de propriedades rurais catarinenses em diferentes cadeias produtivas. A cadeia de gado de corte revelou-se uma das mais promissoras. Relatos dos egressos comprovam resultados surpreendentes em relação ao crescimento das propriedades. O programa representa um avanço na capacitação dos produtores rurais, preparando-os para a condução das atividades com uma visão empresarial e o emprego de avançadas técnicas de gestão e controle.  Muito mais do que quantidade, destacam-se os resultados com altos índices de produtividade e uma gestão paradigmática para quem quer inovar.

Inquestionavelmente, é notória a evolução (vertical e horizontal) da cadeia produtiva de carne bovina em Santa Catarina. Os serviços de inspeção (SIF, SIE e SIM) se modernizaram. Os produtores incorporaram genética de alta qualidade com as melhores práticas de produção em manejo, nutrição e sanidade. Os frigoríficos empregam modernas tecnologias em abate e processamento adotados pela indústria mundial da proteína animal. Bem-estar animal é política presente e a sustentabilidade impregna as fases do processo, do início ao fim.

A ciência e a tecnologia desconstruíram as estultices que néscios e insensatos falsamente criaram (fake news) sobre a moderna bovinocultura, as quais o mercado ignorou e os consumidores desprezaram.  Ano a ano, Santa Catarina aumentará sua produção de carne bovina e, no futuro, estaremos em condições de exportar para o Brasil e o Mundo mais um produto com o padrão catarina de qualidade.

Fonte: Por José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar-SC
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Colunistas Agricultura Brasileira

Valorizar quem garante a segurança alimentar

A oferta abundante, acessível e permanente de comida no prato dos brasileiros é garantia de combate à fome e paz social. Esse quadro se impõe na realidade brasileira e faz parte do cotidiano da população. Por isso, é incompreensível e inaceitável o ataque que o agronegócio vem sofrendo de alguns setores.

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Por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC)

A agricultura brasileira, até algumas décadas atrás, era um setor subdesenvolvido da economia nacional. Até os anos 1970 o Brasil importava alimentos e praticava uma agricultura atrasada. A criação da Embrapa, o surgimento de modernas agroindústrias, o aumento do empreendedorismo no campo e a maior oferta de extensão rural e assistência técnica mudaram esse cenário. As cooperativas tiveram papel importante nesse processo ao optarem, de um lado, pela adoção e transferência de tecnologias aos produtores e, de outro, pela construção de indústrias de processamento das matérias-primas produzidas no campo – grãos, leite, frutas, carnes etc.

O sindicalismo e o cooperativismo agropecuário foram grandes impulsionadores na busca de produtividade e qualidade dos produtos agrícolas e, simultaneamente, na abertura de novos mercados no Brasil e no exterior. O programa de crédito rural do Governo Federal e os organismos de financiamento à produção permitiram os aportes necessários para custeio e os investimentos que sustentaram a expansão desse importante segmento.

O notável estágio em que se encontra o setor primário – especialmente a agricultura e a pecuária – é fruto de muitos anos de trabalho e investimento dos produtores-empresários e do Governo. Uma conquista da sociedade, portanto. A agricultura verde-amarela é sustentável, protege os recursos naturais e usa de forma racional as possibilidades de solo, água e cobertura vegetal. A agroindústria é avançada, moderna, sustentável, lastrada em longas, complexas e eficientes cadeias produtivas.

A agricultura e a indústria de alimentos deram ao País uma condição invejável de segurança alimentar e o tornaram um dos maiores exportadores mundiais de alimentos, como atestam os seguidos superávits na balança comercial.

Aqui, como no restante do planeta, a agricultura precisa de políticas permanentes de proteção e estímulo em razão das variáveis incontroláveis e imprevisíveis que a afetam, como o clima, o mercado mundial, a questão sanitária, as epizootias, as pandemias, as crises internas das grandes nações compradoras de nossos produtos exportáveis.

A oferta abundante, acessível e permanente de comida no prato dos brasileiros é garantia de combate à fome e paz social. Esse quadro se impõe na realidade brasileira e faz parte do cotidiano da população. Por isso, é incompreensível e inaceitável o ataque que o agronegócio vem sofrendo de alguns setores. A sociedade tem assistido, estarrecida, entidades privadas de representação e organismos estatais ou paraestatais invadidos e depredados diante da propagação de narrativas infundadas, fantasiosas e inconsistentes sobre o agronegócio.

Esses episódios são desconcertantes, mesmo que se identifique com facilidade a motivação ideológica que reveste essas ações violentas e intimidatórias e que se constante a pequena expressão desses grupos. Entretanto, seus efeitos são deletérios, afastam investidores, perturbam o ambiente de negócios e criam insegurança jurídica. As amplas garantias constitucionais para liberdade de opinião e manifestação do pensamento não autorizam a violência e a destruição da propriedade privada.

Episódios assim têm o único mérito de antecipar para a sociedade nacional o caráter de intolerância que alguns movimentos e algumas lideranças adotarão caso se alojem, no futuro, em alguma esfera da Administração Pública Federal. Aproxima-se um ano eleitoral no qual todas as correntes políticas poderão expressar suas ideologias, planos, projetos e propostas para o País – submetendo-as a soberana escola e decisão do cidadão brasileiro. Em uma democracia consolidada, somente as eleições indicam os caminhos das mudanças e transformações. Informação, debate, compromisso e posicionamentos devem ser as armas dos que querem mudar o país.

Fonte: Faesc
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ANPARIO 2021

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