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Santa Catarina cria Câmara Setorial de Defesa Vegetal
A cerimônia de lançamento ocorreu no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina, instituição apoiou a Secretaria da Agricultura e a Cidasc com a impressão da obra.

Com níveis de sanidade vegetal como referência internacional, Santa Catarina sai mais uma vez à frente e cria a Câmara Setorial de Defesa Vegetal. O grupo formado por dez instituições realizou a primeira reunião na tarde da última quarta-feira, 10, e já trouxe soluções e inovações para a manutenção e melhoria do status sanitário vegetal diferenciado de Santa Catarina.
“Muito importante para o Estado e reconhecida de fato no país. Agora é ciência, é gestão de pessoas, é cuidado com os interesses do catarinense para que a gente mantenha o que conquistou e vai conquistar ainda mais. Se essa câmara tiver esse olhar profundo da sociedade catarinense para com o grande, o médio e o pequeno produtor e nós pudermos agregar ciência e humanidade ao nosso trabalho, faremos entregas muito boas ao nosso Secretário Colatto e ao Governador Jorginho Mello”, destaca a presidente da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), Celles Regina de Matos.
No decorrer do evento foi realizada a divulgação do Termo de Cooperação Técnica da Secretaria de Estado da Agricultura e da Cidasc com a Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR) para o monitoramento e combate à vespa-da-madeira. Também foram apresentados os Programas de Defesa Sanitária Vegetal e as portarias de criação do Programa Estadual de Mitigação de Riscos do Cancro Europeu das Pomáceas e do Comitê Estadual de Sanidade Florestal (CESF), ambas publicadas em abril. Além disso, foi discutida pelo grupo a elaboração de uma lista de pragas que precisam ser prevenidas em Santa Catarina.
“Essa Câmara Setorial de Defesa Vegetal vai coroar as ações dos programas de forma individual, dos grupos de trabalhos menores, das comissões estaduais, dos comitês estaduais de sanidade que já existem. Essa câmara vai avalizar todos os trabalhos desses grupos e também dar o subsídio para que as decisões que o Secretário precisar tomar sejam corroboradas por mais entidades, dando mais força para fazer os programas rodarem”, ressalta o Gestor do Departamento Estadual de Defesa Sanitária Vegetal da Cidasc, Alexandre Mees.
Além da Secretaria da Agricultura, nove entidades do setor estiveram representadas na primeira reunião da Câmara: Associação Catarinense de Empresas Florestais (ACR); Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (CIDASC); Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA-SC); Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri); Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC); Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc); Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC); Secretaria de estado da Saúde (SES); e Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc);
“Vejo esse colegiado multidisciplinar como fundamental, as decisões colegiadas têm grande chance de acerto. O que queremos entregar para Santa Catarina, como empresa do Estado, é saúde única. Saúde para todos, com produtividade e melhoria da condição de vida” finaliza a presidente Celles.
Lançamento
Na noite de quinta-feira, 11, a Cidasc realizou o lançamento de um catálogo de pragas. A obra visa promover a educação sanitária como forma de prevenção de doenças vegetais, levando conhecimento a produtores rurais e profissionais do setor sobre as principais pragas que podem atingir as culturas.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



