Avicultura Dia da Avicultura
Santa Catarina consolida protagonismo nacional e internacional no setor avícola
Estado mantém posição de referência em frango, ovos e perus, movimenta R$ 12,7 bilhões e exporta para 135 países.

No Dia da Avicultura, 28 de agosto, Santa Catarina comemora os resultados expressivos e a posição estratégica como um dos principais polos avícolas do Brasil. Com forte presença no mercado nacional e internacional, o estado se destaca pela excelência produtiva, sanidade animal e capacidade de exportação, sendo referência em frango de corte, ovos, perus e outras aves.
No total, a produção catarinense de aves, incluindo todas as espécies e finalidades, gera um Valor de Produção Agropecuária (VPA) de aproximadamente R$ 12,7 bilhões. É responsável por cerca de 30 mil postos de trabalho no campo, segundo o último Censo Agropecuário de 2017, além de mais de 40 mil empregos diretos nas agroindústrias e dezenas de milhares de empregos indiretos em atividades relacionadas.
Em 2024, Santa Catarina foi responsável por 13,5% da produção brasileira de carne de frango e 22,6% das exportações nacionais, consolidando-se como o segundo maior produtor e exportador do país. A carne de frango catarinense alcançou 135 países.
“A força da nossa avicultura é construída com base no comprometimento de toda a cadeia produtiva. Reconhecemos o papel fundamental de cada elo nesse processo, que vai da produção à sanidade, garantindo resultados consistentes e a confiança dos mercados internacionais. E como nos orienta o governador Jorginho Mello, Santa Catarina continuará com este trabalho e sendo sinônimo de qualidade, biosseguridade e competitividade no setor avícola”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini. Esse resultado é fruto do trabalho entre produtores, agroindústrias, cooperativas e órgãos de defesa sanitária, com destaque para a atuação da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
O desempenho positivo segue em 2025. De janeiro a junho deste ano, foram exportadas 573 mil toneladas de carne de frango, com receitas de US$ 1,18 bilhão no período, o que representa altas de 1,8% e 9,9%, respectivamente, em relação ao mesmo período de 2024. A sanidade animal continua sendo um diferencial competitivo. Mesmo com registro recente de foco de Influenza Aviária de Alta Patogenidade (IAAP) em outro estado, Santa Catarina manteve-se livre da doença em granjas comerciais, reforçando a confiabilidade da sua produção.
Além do frango de corte, outras cadeias avícolas também têm peso relevante na economia estadual:
- Ovos de galinha: produção estimada em 200 milhões de dúzias em 2024, com um VPA de R$ 1,43 bilhão, sendo a 10ª principal atividade agropecuária do estado. O setor conta com aproximadamente 600 produtores.
- Perus: abate de 9,1 milhões de aves, oriundas de mais de 300 produtores, com um VPA de R$ 641,1 milhões em 2024.
- Patos e marrecos: abate de 2,8 milhões de aves, com um VPA de R$ 45 milhões. Em 2024, foram exportadas 3,4 mil toneladas, com receita de US$ 11,5 milhões, fazendo com que Santa Catarina respondesse por mais de 99% das exportações brasileiras deste segmento.

Avicultura
Conbrasfran 2026 discute novos desafios da avicultura além da produção nas granjas
Evento aborda impacto de custos, comércio global e ambiente regulatório na competitividade da cadeia.

Pressionada por custos de produção, volatilidade no comércio internacional e riscos sanitários, a avicultura brasileira começa a ampliar o foco de seus debates técnicos para além da produção dentro das granjas. Questões como ambiente regulatório, eficiência logística, geopolítica e estratégias comerciais passam a ganhar espaço nas discussões do setor, refletindo uma mudança no perfil dos desafios enfrentados pela cadeia.
Esse movimento será um dos eixos centrais da Conbrasfran 2026, a Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango, que estruturou sua programação técnica em diferentes frentes para acompanhar a complexidade crescente da atividade. Ao longo de três dias, a agenda setorial reunirá fóruns já consolidados e novos espaços de debate.
Para o presidente Executivo da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav) e organizador do encontro, José Eduardo dos Santos, a programação responde a um novo contexto econômico global e operacional do setor. “A avicultura continua sendo altamente eficiente do ponto de vista produtivo, mas hoje o resultado está cada vez mais condicionado a fatores externos, como custos logísticos, geopolítica, ambiente tributário e acesso a mercados. Discutir esses temas de forma integrada é essencial para manter a competitividade”, afirma.
Outras informações sobre a 2ª Conbrasfran, realizada pela Asgav, podem ser encontradas na página do evento, acesse clicando aqui, através do Instagram @conbrasfran, do What’sApp (51) 9 8600.9684 ou do e-mail conbrasfran@asgav.com.br.
Avicultura
Avicultura brasileira projeta produção de 15,8 milhões de toneladas em 2026
Crescimento estimado em 2,3% mantém Brasil entre os maiores produtores globais.

A avicultura brasileira segue operando em um cenário de desafios, mas mantém desempenho estável diante da demanda interna e externa. A expectativa é de menor espaço para novas quedas nos preços da carne de frango no país, que continua competitiva em relação à carne bovina.
No cenário internacional, a produção de carne de frango da China foi revisada para cima pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A estimativa aponta crescimento de 4,8% em 2026, alcançando 17,3 milhões de toneladas, o que deve consolidar o país como o segundo maior produtor global, atrás apenas dos Estados Unidos. Já o Brasil deve registrar aumento de 2,3% na produção, chegando a 15,8 milhões de toneladas, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Entre os exportadores, a China também amplia presença no mercado. As exportações do país asiático devem crescer 29% neste ano, atingindo 1,4 milhão de toneladas e superando a Tailândia, ocupando a quarta posição global.
No Brasil, os custos de ração permaneceram controlados, mas a queda nos preços da carne de frango ao longo de março reduziu a margem da atividade no mercado interno. Ainda assim, o setor segue sustentado pela demanda externa, que continua firme mesmo com o aumento dos custos logísticos, influenciados pelo cenário no Golfo Pérsico.
A carne de frango mantém competitividade frente à bovina, principalmente diante da ausência de expectativa de queda nos preços do boi. Com isso, o mercado indica menor espaço para novas reduções nos preços da proteína avícola.
O setor também monitora riscos no cenário internacional, especialmente ligados ao Estreito de Ormuz, região estratégica para o escoamento das exportações brasileiras de frango. Além disso, há atenção em relação à safra de milho, já que a consolidação da safrinha depende das condições climáticas nas próximas semanas, o que pode impactar os custos de produção.
Avicultura
Após ações de vigilância, Rio Grande do Sul declara fim de foco de gripe aviária
Equipes realizaram inspeções em propriedades e granjas, além de atividades educativas com produtores.

Após 28 dias sem aves mortas, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) encerrou na quinta-feira (16) o foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) registrado em 28 de fevereiro, em Santa Vitória do Palmar. Na ocasião, foi constatada a morte de aves silvestres da espécie Coscoroba coscoroba, conhecidas como cisne-coscoroba, na Estação Ecológica do Taim.
A partir da confirmação do foco, a Seapi mobilizou equipes para a região de Santa Vitória do Palmar, conduzindo ações de vigilância ativa e educação sanitária em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As equipes designadas utilizaram barcos e drones para o monitoramento de aves silvestres na Estação Ecológica do Taim, procurando por sinais clínicos nos animais ou aves mortas. Foram realizadas 95 atividades de vigilância em propriedades, localizadas no raio de 10 quilômetros a partir do foco, que contam com criações de aves de subsistência. Adicionalmente, foram feitas 22 fiscalizações em granjas avícolas localizadas em municípios da região, para verificação das medidas de biosseguridade adotadas.
Ações de educação sanitária junto a produtores rurais, autoridades locais e agentes comunitários de saúde e de controle de endemias também integraram o plano de atuação da Secretaria na área do foco. Foram conduzidas 143 atividades educativas.
“Por se tratar de área de risco permanente, continuamos com o monitoramento de ocorrências na Estação Ecológica do Taim, em conjunto com o ICMBio”, complementa o diretor do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Fernando Groff.
Sobre a gripe aviária e notificação de casos suspeitos
A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos.
Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. Todas as suspeitas de influenza aviária, que incluem sinais respiratórios, neurológicos ou mortalidade alta e súbita em aves devem ser notificadas imediatamente à Secretaria da Agricultura na Inspetoria de Defesa Agropecuária mais próxima ou pelo WhatsApp (51) 98445-2033.



