Notícias Segundo Epagri
Santa Catarina comemora resultados positivos na pecuária e na lavoura em 2019
Boletim mostra que tanto as safras de grãos quanto a produção e exportação de carnes foram positivas este ano

O Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), de Santa Catarina, divulgou o Boletim agropecuário de dezembro nesta sexta-feira (20) trazendo informações conjunturais de alguns dos principais produtos agropecuários do Estado. Segundo o documento, as notícias são boas para os produtores e bons ventos sopram tanto para a agricultura, quanto para a pecuária.
O Boletim mostra que a safra catarinense de soja deve alcançar 2,5 milhões de toneladas, rendimento acima de 3,6 toneladas por hectare, o que é 6,2% superior em relação à safra anterior. O dólar valorizado garantiu sustentação dos preços nacionais em outubro e novembro, mas com o acordo celebrado entre China e Estados Unidos, o Brasil perde força na venda da soja para o mercado chinês e passa a disputar espaço com o grão norte-americano.
A colheita do trigo em Santa Catarina está tecnicamente concluída e a indicação é de uma safra 4% menor no Estado em relação ao ciclo anterior. Os levantamentos da Epagri/Cepa indicam uma produção estadual de aproximadamente 156 mil toneladas.
Pecuária
O mês de novembro registrou a menor quantidade exportada de frango por Santa Catarina, desde junho de 2018. No mês passado o Estado catarinense exportou 82,17 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada), queda de 1,93% em relação ao mês anterior e de 25,31% na comparação com novembro de 2018. As receitas de novembro foram de US$142,36 milhões, alta de 0,46% em relação ao mês anterior, mas queda de 25,80% na comparação com novembro de 2018.
No acumulado do ano, os resultados das exportações de frango são positivos. De janeiro a novembro, Santa Catarina exportou 1,17 milhão de toneladas de carne de frango, com faturamento de US$2,03 bilhões, aumento de 4,65% em quantidade e de 8,44% em valor, quando comparado ao mesmo período de 2018. O Estado foi responsável por 32,37% das receitas geradas pelas exportações brasileiras de carne de frango nos onze primeiros meses do ano.
Já as exportações de suínos vão fechar 2019 batendo recorde histórico, tanto em valor quanto em quantidade. Os analistas da Epagri/Cepa adiantam isso, mesmo sem contabilizar o mês de dezembro. No mês passado, Santa Catarina exportou 36,30 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos), alta de 6,53% em relação ao mês anterior e de 1,33% na comparação com novembro de 2018. O faturamento de novembro foi de US$80,90 milhões, alta de 10,08% em relação ao mês anterior e de 27,15% na comparação com novembro de 2018.
De janeiro a novembro, Santa Catarina exportou 373,55 mil toneladas de carne suína, aumento de 14,28% em relação ao mesmo período de 2018, com faturamento de US$766,40 milhões, valor 28,93% maior. A produção catarinense foi responsável por 54,72% das receitas e 56,37% da quantidade de carne suína exportada pelo Brasil este ano. China e Hong Kong, juntos, representam 59,41% do valor e 58,56% da quantidade de carne suína exportada por Santa Catarina neste ano.
A carne bovina, como o mercado já vinha demonstrando, teve altas expressivas de valores. Na comparação entre o preço preliminar de dezembro e as médias do mês anterior, as duas praças de referência – Chapecó e Lages – apresentaram altas de 30,63% e 21,35%, respectivamente. A média estadual subiu 19,23% nesse período. Em relação aos preços de dezembro de 2018, a alta é de 33,30% em Chapecó e 31,87% em Lages, enquanto a média estadual variou 33,01% no período.
Assim como os preços ao produtor, o mercado atacadista de carne bovina em Santa Catarina também apresentou variações significativas nos últimos dois meses. Em novembro, registrou-se alta de 9,80% na carne de dianteiro e de 9,30% na carne de traseiro, em relação aos valores de outubro. Os preços preliminares de dezembro apresentam elevações ainda mais significativas: 21,82% na carne de dianteiro e 20,79% na carne de traseiro. Em relação a dezembro de 2018, os aumentos são de 45,45% na carne de dianteiro e de 31,48% na de traseiro.
Os preços do leite pagos ao produtor devem reagir de forma tímida, segundo os resultados das reuniões dos Conseleites dos Estados da Região Sul do Brasil. São recuperações pouco expressivas, mas significativas, na medida em que a expectativa era de novos decréscimos nos valores recebidos.

Notícias Destaque nacional
Sanepar vence prêmio com usina que transforma esgoto em energia
Unidade de biogás se sobressai no país ao converter resíduos em energia renovável e reforçar protagonismo no setor.

A ETE Belém – Biogás, também conhecida como USBioenergia ou USBio, é campeã na categoria unidades ou plantas geradoras de biogás (Saneamento) no Prêmio Melhores do Biogás Brasil, promovido no 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. O evento, realizado em Foz do Iguaçu na terça-feira (14), reconhece profissionais e empresas que geram iniciativas sustentáveis no setor.
Localizada em Curitiba, a ETE-Belém é fruto de iniciativas inovadoras da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) para transformar resíduos, ou seja, o lodo gerado no processo de tratamento de esgoto, em energia renovável, o biogás. A Companhia possui mais de 200 estações de tratamento equipadas com reatores anaeróbicos (que utilizam microrganismos para decompor a matéria orgânica), em todo o Paraná.
Esta é a terceira vez que a Sanepar garante o prêmio nessa categoria, sendo duas delas com a ETE-Belém e uma com a Atuba Sul, também em Curitiba. Em 2023, a estação de Tratamento de Esgoto Ouro Verde, de Foz do Iguaçu, foi eleita a mais sustentável o País na mesma premiação.
“A Sanepar celebra a premiação tendo a certeza de que está no caminho da sustentabilidade. Quando destinamos nossos investimentos à transformação do lodo em biogás, estamos aplicando a economia circular que não apenas nos beneficia, mas toda a cadeia produtora também. O reconhecimento, que vem com o prêmio, é de todos os empregados que participam do processo e fazem a Companhia ser destaque em todas as áreas em que atua”, comemorou o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley.
Com capacidade para processar diariamente 900 m³ de lodo da ETE Belém — o equivalente a cerca de 36 caminhões-pipa — e 150 toneladas de resíduos orgânicos de grandes geradores, a unidade se consolida como um gigante da economia circular. A operação é sustentada por dois biodigestores de 5.000 m³ cada, que juntos comportam o volume de quatro piscinas olímpicas de material em tratamento.
Graças a um sistema de pós-digestão que garante a estabilização total dos resíduos e elimina passivos ambientais, a planta atingiu um desempenho otimizado: a produção de 18.000 Nm³ (metros cúbicos normais) de biogás por dia. Na prática, esse resultado converte toneladas de descarte urbano em uma fonte de energia renovável, pronta para o aproveitamento energético. A premiação demonstra o posicionamento da Sanepar como uma das principais operadoras de biogás do Brasil.
Trabalho complexo
O gerente de tratamento de esgoto em Curitiba e responsável pela unidade, Raphael Tadashi Diniz, recebeu o prêmio em nome da Companhia e explica que o trabalho conta com o apoio da diretoria que dispõe de investimentos em inovação e novos negócios, e também da equipe operacional.
“Agradeço principalmente a quem trabalha diretamente na ETE Belém e na Usina de Biogás, que são os verdadeiros guerreiros. Seja no processo de operação, manutenção, que estão no dia a dia da estação, 24 horas por dia, 365 dias por ano. Um trabalho bastante complexo, mas que eles fazem com satisfação e contribuem muito para esse reconhecimento e a conquista desse importante prêmio”, disse ele, ao agradecer, em nome da equipe.
Destaque
Somente no primeiro bimestre de 2026, a unidade recebeu mais de 6 milhões de toneladas de lodo e outros resíduos orgânicos. Nesse período, a eficiência da usina resultou na geração de 1.517,50 MWh. Em outras palavras, essa eletricidade seria suficiente para abastecer uma cidade de 12 mil habitantes por um mês inteiro. O processo que é uma alternativa à disposição de lodo e resíduos orgânicos em aterros sanitários, reduz, portanto, custos operacionais e impactos ambientais.
“Essa premiação representa a validação de uma estratégia de inovação que transforma passivos ambientais em ativos energéticos. Na Sanepar, entendemos que os resíduos não são o fim da linha, mas potenciais fontes de recursos”, afirmou Gustavo Rafael Collere Possetti, Especialista em Pesquisa e Inovação da Sanepar.
“Ao otimizarmos a codigestão de lodo com outros resíduos orgânicos, estamos escalando nossa capacidade de gerar energia limpa e reduzindo emissões de gases de efeito estufa. Essa iniciativa exemplifica como a ciência aplicada ao saneamento pode impulsionar a descarbonização, a transição energética e fortalecer a segurança energética do Paraná”, destacou Possetti.
Notícias
Embrapa aponta queda nos custos de suínos e estabilidade na produção de frangos
Indicadores reforçam cenário de ajuste nos custos, com destaque para variação nos preços da ração.

Os custos de produção de suínos voltaram a cair em março, mantendo a tendência observada desde janeiro, enquanto os custos do frango de corte ficaram praticamente estáveis. Os dados são da Embrapa Suínos e Aves, divulgados pela Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS).
No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte permaneceu em R$ 4,72, com índice de 365,38 pontos. No acumulado de 2026, há alta de 1,44%, enquanto nos últimos 12 meses o resultado é negativo em 2,95%. A ração, principal componente do custo (63,60%), teve leve alta de 0,37% em março, mas acumula queda de 8,72% em um ano.

Já em Santa Catarina, o custo do quilo do suíno vivo recuou de R$ 6,36 em fevereiro para R$ 6,30 em março, redução de 0,96%. O índice ICPSuíno caiu para 360,63 pontos. No ano, a retração acumulada é de 2,71%, enquanto em 12 meses chega a -1,76%. A ração, que representa 72,22% do custo total, diminuiu 0,55% no mês e acumula queda de 1,96% em 2026.

Paraná e Santa Catarina são utilizados como referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs), por concentrarem a maior produção nacional de frangos de corte e suínos, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas para estados como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
Como suporte à gestão nas propriedades, a Embrapa oferece ferramentas gratuitas, como o aplicativo Custo Fácil, que permite gerar relatórios personalizados e separar despesas, além de uma planilha específica para granjas integradas disponível na plataforma da CIAS.
Notícias
Aurora Coop leva produtores e colaboradores à China em ação pelos 57 anos
Concurso cultural premia três histórias com viagem a Xangai e visita à primeira unidade internacional da cooperativa.

Ao completar 57 anos nesta quarta-feira (15), a Aurora Coop celebra sua trajetória ao lado de quem a constrói diariamente. A cooperativa promoveu o concurso cultural “Meu trabalho alimenta o mundo” e premiou três participantes com uma viagem à Xangai, na China, para conhecer a primeira unidade internacional da Aurora Coop.
A proposta convidou cooperados e colaboradores a refletir sobre o próprio papel dentro da cadeia produtiva e a responder como suas atividades contribuem para levar alimentos a mais de 80 países. O resultado foi expressivo: 707 histórias enviadas por colaboradores da Aurora Coop e outras 115 por empresários rurais de cooperativas filiadas dos segmentos de suinocultura e avicultura, que produzem para exportação.

Produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, foi escolhida entre os empresários rurais participantes
A seleção dos vencedores contemplou três categorias. Entre os empresários rurais, foi escolhida a produtora Roberta Kickow, de Iporã do Oeste/SC, associada à Cooper A1, cooperativa filiada do Sistema Aurora Coop. Nas unidades industriais, o destaque ficou com o colaborador Paulo José Frantz, do Frigorífico Aurora Coop de Maravilha/SC. Entre as demais unidades, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC.
Como premiação, os três viajarão em maio para Xangai, onde permanecerão por sete dias. O roteiro inclui visita ao escritório da Aurora Coop na cidade, participação na SIAL Xangai 2026 — uma das maiores feiras de alimentos do mundo — e atividades culturais. A viagem ocorre em um momento simbólico para a cooperativa, que inaugurou a Aurora Coop Xangai, a primeira unidade internacional da cooperativa.
O coordenador de Marketing Internacional da Aurora Coop, Leandro Merlin, acompanhará o trio e destaca a proposta da experiência. “A campanha é uma celebração de quem faz a cooperativa acontecer todos os dias. Em Xangai, será possível compreender, de forma concreta, o alcance desse trabalho em um ambiente global, por meio de uma cultura totalmente diferente da nossa”, sublinha.

Entre as demais unidades da Aurora Coop, a vencedora foi Diana Graminho, da matriz, em Chapecó/SC
Para o diretor internacional da Aurora Coop, Dilvo Casagranda, o concurso estimulou uma leitura mais ampla sobre o funcionamento da cooperativa. “Somos uma cadeia formada por muitos elos, e todos têm sua importância. O empresário rural, a indústria e as áreas agropecuárias, comerciais e corporativas atuam de forma integrada para atender às exigências do mercado internacional e entregar ao mundo alimentos de excelência. Queremos que os representantes de toda essa cadeia ampliem sua visão e levem esse aprendizado aos demais colegas”.
O presidente da Aurora Coop, Neivor Canton, destaca o significado da data e o reconhecimento às pessoas que sustentam a cooperativa. “Celebrar os 57 anos da Aurora Coop passa, necessariamente, por reconhecer quem está na base de tudo o que construímos até aqui. Este concurso nos permitiu conhecer histórias que mostram, com muita clareza, como o trabalho de cada pessoa se conecta a algo maior: garantir prosperidade para todos que fazem parte desse grande empreendimento cooperativo. Valorizar essas histórias é reconhecer que a nossa presença global nasce do esforço de mais de 150 mil famílias que fazem a nossa cooperativa avançar com consistência e responsabilidade”.






