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Santa Catarina bate recorde na exportação de carnes em 2023

Estado embarcou 1,85 milhão de tonelada de carnes e as receitas que chegaram a US$ 4,022 bilhões.

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Fotos: Divulgação/Portonave

Com o embarque de 1,85 milhão de toneladas de carnes e receitas que chegaram a US$ 4,022 bilhões, Santa Catarina bateu o recorde na exportação de carnes em 2023, considerando todas as espécies produzidas no estado (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras). Esse desempenho supera os totais de quantidade e receita registradas na série histórica desde 1997. No comparativo com o acumulado do ano anterior, a alta em 2023 foi de 8,6% na quantidade exportada e de 5,3% na receita.

Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e sistematizados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). SC foi responsável por 21% do total de carnes exportadas pelo Brasil em 2023, percentual superior ao registrado no ano anterior, quando a participação foi de 20,4%.

“Nossos produtos são de excelência. O mundo todo quer comprar de Santa Catarina. E trabalhamos duro para atender essa demanda que só aumenta. Começa no produtor comprometido, passa por um trabalho sério de manter a saúde dos nossos rebanhos e termina no melhor corredor logístico do país para exportar a produção”, explica o governador Jorginho Mello.

“A cada cinco quilos de carnes exportadas pelo Brasil, um é de Santa Catarina. Esse resultado demonstra a força da produção de Santa Catarina e a preocupação em manter a sanidade animal e vegetal. Mesmo sendo um estado pequeno territorialmente, temos uma participação muito grande na exportação desses produtos tão relevantes na balança comercial do nosso país, que são as carnes”, afirma o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto.

Aves

O frango foi a carne mais exportada no ano passado e foi responsável por cerca de 57% das receitas totais de exportação de proteínas de origem animal. Em 2023, as exportações desse produto atingiram 1,10 milhão de toneladas e US$ 2,29 bilhões, altas de 8,6% e 4,1% em relação aos totais do ano anterior, respectivamente. Em termos de receitas, no ano passado o Estado registrou seu segundo melhor resultado de toda a série histórica, atrás apenas de 2011. No que diz respeito à quantidade de frango, o montante exportado em 2023 é o terceiro melhor já registrado, atrás apenas de 2018 e 2019.

Segundo o analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, os resultados do período são decorrentes do crescimento dos embarques para a maioria dos principais destinos, com destaque para a China (alta de 35% em quantidade e 22,1% em receitas, na comparação com o mesmo período de 2022), Arábia Saudita (altas de 19,2% em quantidade e 16,7% em receitas) e Países Baixos (altas de 5,7% em quantidade e 12,6% em receitas).

Suínos

No acumulado de 2023, Santa Catarina exportou 658,2 mil toneladas de suínos, com receitas de US$ 1,57 bilhão, altas de 9,3% no volume e 9,7% na receita, em relação às exportações do ano anterior. Esses resultados representam um novo recorde de exportação de carne suína de Santa Catarina, tanto em quantidade quanto de receitas.

Os resultados positivos desse período devem-se ao crescimento dos embarques para a maioria dos principais compradores, em especial as Filipinas (altas de 50,7% em quantidade e de 57,4% em receitas), o Chile (43,3% e 42,8%) e o Japão (47,0% e 30,2%). A China responde por 34,6% das exportações catarinenses de carne suína de 2023, sendo o principal destino do produto. Santa Catarina foi responsável por 54,8% da quantidade e 56,4% das receitas das exportações brasileiras de carne suína em 2023.

Comparativo dos resultados novembro/dezembro

No total, Santa Catarina exportou 183,0 mil toneladas de carnes (frangos, suínos, perus, patos e marrecos, bovinos, entre outras) em dezembro de 2023, alta de 16,3% em relação aos embarques do mês anterior e de 23,8% na comparação com os do mesmo mês de 2022. Em receitas, o estado atingiu o montante de US$ 355,3 milhões, elevação de 11,9% em relação às de novembro e de 4,2% na comparação com as receitas de dezembro de 2022.

Santa Catarina exportou 110,7 mil toneladas de carne de frango (in natura e industrializada) em dezembro de 2023, alta de 21,1% em relação aos embarques do mês anterior e de 26,9% na comparação com os de dezembro de 2022. Esse é o melhor resultado mensal desde maio de 2019. As receitas, por sua vez, foram de US$ 204,2 milhões, crescimento de 18,3% em relação às do mês anterior e de 6,6% na comparação com as de dezembro de 2022.

O estado exportou 62,8 mil toneladas de carne suína (in natura, industrializada e miúdos) em dezembro, alta de 10,4% em relação aos embarques do mês anterior e de 16,9% na comparação com os de dezembro de 2022. Esse é o melhor resultado mensal  de toda a série histórica (iniciada em 1997) . As receitas de dezembro, por sua vez, foram de US$ 137,9 milhões, crescimento de 8,3% na comparação com as do mês anterior e de 1,1% em relação às de dezembro de 2022.

Fonte: Assessoria da Secretaria de Estado da Agricultura

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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