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Santa Catarina anuncia medidas para minimizar prejuízos com a estiagem no meio rural

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Os produtores rurais de Santa Catarina contarão com dois novos projetos para manter a competitividade dos pequenos empreendimentos: um com base no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e outro na Nota do Produtor Rural. A Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural espera injetar mais de R$ 60 milhões na economia catarinense nos próximos três anos, fortalecendo a agricultura familiar e minimizando os impactos da estiagem. As medidas fazem parte do Plano de Enfrentamento e Recuperação Econômica, desenvolvido pela Comissão de Desenvolvimento Econômico (CDE) do Governo do Estado.

“Vivemos tempos delicados e o agronegócio catarinense vem passando por grandes desafios. Desde junho de 2019 estamos com uma forte estiagem e agora estamos em alerta com o novo coronavírus, que certamente terá impactos também no setor produtivo. Os novos projetos e a prorrogação do vencimento das parcelas de financiamentos vêm para dar mais segurança aos produtores rurais e pescadores de Santa Catarina, além de manter a competitividade da agricultura familiar. Estamos também em tratativa com o Governo Federal para prorrogação de dívidas de custeio”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, Ricardo de Gouvêa.

Projeto para agricultores familiares utilizando Nota do Produtor Rural

A Secretaria da Agricultura anuncia a criação de um Projeto Especial para financiamento do custeio ou capital de giro de agricultores familiares e pescadores, que transformam sua produção e comercializam utilizando Nota de Produtor Rural. Os investimentos devem chegar a R$1,5 milhão em todo o estado.

O Projeto prevê financiamentos via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR) de até R$ 30 mil, com cinco anos de prazo para pagamento sem juros. Podem participar produtores familiares que comercializem a produção industrializada, própria e legalizada e/ou desenvolva atividade de turismo rural.

Projeto para empreendimentos rurais com CNPJ

A Secretaria de Estado da Agricultura terá ainda um projeto de apoio para pequenos empreendimentos rurais. A intenção é injetar R$ 60 milhões na economia catarinense em três anos.

O projeto da Agricultura prevê o investimento de R$ 1,5 milhão, via Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), para subvenção aos juros de financiamentos adquiridos por agricultores e pescadores, num limite de 2,5% ao ano. Os financiamentos seguirão as regras de contrato feito com o agente bancário, em um limite de R$ 100 mil, com até 48 meses para pagar e 18 meses de carência.

Prazo de vencimento das parcelas de financiamentos será prorrogado

A Secretaria da Agricultura irá prorrogar o prazo de vencimento das parcelas de financiamentos contraídos junto ao Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR). As parcelas anuais que venceriam em março, abril, maio ou junho deverão ser pagas no dia 3 de agosto.

Os agricultores e pescadores interessados na prorrogação dos prazos devem solicitar o benefício através do escritório municipal da Epagri. É importante ressaltar que os contratos com vencimento após 30 de junho de 2020 não serão prorrogados, assim como aqueles produtores inadimplentes com o FDR/SAR por 90 dias ou mais.

As propostas foram aprovadas pelo Conselho de Desenvolvimento Rural (Cederural) em reunião durante a quinta-feira, 2.

Estiagem em Santa Catarina

Iniciada em 2019, a estiagem vem castigando as lavouras de Santa Catarina. Em junho, julho, agosto e setembro de 2019 choveu a quantidade o equivalente a um mês normal. A partir de 20 de dezembro, a seca se intensificou no estado. Após dois meses (janeiro e fevereiro) de chuvas isoladas, com locais até a cima da média, em março o volume de chuva voltou a cair.

Com boa parte das safras de inverno já colhidas ou em fase final de colheita, a maior preocupação do setor produtivo catarinense é com a safra de verão. O levantamento feito pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) aponta para redução de produtividade nas lavouras de batata, feijão, fumo e milho grão.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Notícias Segundo IBGE

Agropecuária é único setor da economia com crescimento na pandemia

Resultado positivo foi puxado pelo bom desempenho da safra, como a da soja, no primeiro trimestre do ano

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Divulgação/MAPA

A agropecuária apresentou crescimento de 0,6% no primeiro trimestre de 2020 em comparação ao quarto trimestre de 2019, conforme dados divulgados na sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do país. O setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer no período analisado.

Em relação a igual período do ano anterior, no caso primeiro trimestre, a agropecuária teve crescimento de 1,9%. “Este resultado pode ser explicado, principalmente, pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante no primeiro trimestre, como a soja, e pela produtividade, visível na estimativa de variação da quantidade produzida vis-à-vis a área plantada”, diz o IBGE. O PIB do país teve contração de 1,5% nos primeiros três meses do ano no comparativo com o quarto trimestre do ano passado.

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) tem destacado as ações adotadas pelo Mapa e demais órgãos do governo federal para garantir o abastecimento interno de alimentos, as exportações dos produtos agropecuários e o funcionamento sem interrupção da cadeia produtiva do agro durante a pandemia.

“Temos tido sucesso com isso porque, além da grande safra que foi colhida neste verão, temos tido a logística absolutamente normalizada. Portanto, além do abastecimento dos 212 milhões de brasileiros, também temos conseguido cumprir a nossa missão de provedores de alimentos do mundo”, disse a ministra, ao participar de balanço das ações de combate aos impactos do coronavírus no dia 26 deste mês, no Palácio do Planalto.

O Governo Federal tem atuado ainda na abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Desde janeiro de 2019, foram mais de 60 mercados abertos para os mais diversos produtos, como castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China (primeira fruta brasileira para o país asiático), gergelim para a Índia, castanha-do-Brasil (conhecida também por castanha-do-Pará) para Arábia Saudita e material genético. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Soja e arroz

O crescimento registrado pela agropecuária pode ser atribuído a vários fatores. “O primeiro é o desempenho das lavouras e da pecuária, que têm obtido crescimento excepcional neste ano. O IBGE destaca o desempenho da produção de soja e do arroz, que têm apresentado elevado crescimento da produção. A produtividade foi também um fator relevante nesses resultados. Os resultados da Balança Comercial, publicados pelo Mapa, em maio, mostraram que as vendas externas da agropecuária tiveram um crescimento de 17,5% pela média diária nos quatro primeiros meses do ano, comparando com igual período do ano anterior. Esse foi outro fator que impulsionou o crescimento”, analisa José Garcia Gasques, coordenador geral de Avaliação de Políticas da Informação do Mapa.

De acordo com coordenador, o crescimento do PIB agropecuário refletiu-se também sobre o saldo líquido de empregos formais gerados neste ano. As estatísticas do Caged mostram que houve um saldo (admissões menos desligamentos) de 10.032 contratações.

Alta em 2020

Apesar da pandemia do novo coronavírus, o PIB do setor agropecuário brasileiro deve ter alta de 2,5% em 2020. A previsão é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados do IBGE. Levando em conta a safra de grãos estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a taxa deve chegar a 2,3%. Mesmo em um cenário com maior risco de impacto da Covid-19 na demanda por produtos agropecuários, os pesquisadores projetam aumento, em ritmo menor, de 1,3%.

Para a safra 2019/20, a estimativa para a produção de grãos é de 250,9 milhões de toneladas, volume 3,6% (8,8 milhões de toneladas) superior ao colhido em 2018/19, de acordo com o 8º Levantamento da Safra 2019/20 divulgado no último dia 12, pela Conab.

Fonte: MAPA
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Notícias Sanidade

China relata surto de peste suína africana na província de Gansu

Mais de 90 porcos já morreram na criação em que a doença foi verificada, que possui 9.900 animais

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Divulgação

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China disse na sexta-feira (29) que detectou um novo surto de peste suína africana nas proximidades da cidade de Lanzhou, na província de Gansu, noroeste do país.

Mais de 90 porcos já morreram na criação em que a doença foi verificada, que possui 9.900 animais, segundo a pasta.

O ministério ampliou recentemente os esforços para detectar casos da doença, que é mortal para suínos e não possui cura ou vacina.

Fonte: Reuters
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Notícias Saúde

BRF diz que contraprova de Covid-19 em fábricas em SC e RS confirma número baixo de positivos

Em ambas as unidades, quando feito o RT-PCR, 8 em cada 10 casos com resultado positivo no teste rápido são negativos para o vírus

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REUTERS/Rodolfo Buhrer

A BRF afirmou na sexta-feira (29) que a testagem em massa de trabalhadores em Concórdia (SC) e Lajeado (RS) apontou presença do novo coronavírus em 46 funcionários na fábrica catarinense e 89 empregados na gaúcha, após exame específico de Covid-19, o RT-PCR.

Na fábrica em Santa Catarina, foram testados 5.325 trabalhadores entre funcionários e terceirizados, enquanto a de Lajeado, realizou o teste em 2.759 empregados. “Em ambas as unidades, os profissionais com diagnóstico positivo para Covid-19 já estavam afastados de maneira preventiva e seguem monitorados”, afirmou em nota.

A companhia havia divulgado na segunda-feira (25) que cerca de 340 funcionários de sua fábrica em Concórdia, equivalentes a 6,6% da força de trabalho daquela unidade, tiveram resultado positivo para o vírus em testes rápidos e foram submetidos a contraprovas para confirmação da doença. Os 93,4% trabalhadores restantes tiveram diagnóstico negativo nos testes rápidos e retornariam ao trabalho no último dia 25.

A BRF ponderou que pequenas variações no número final de Concórdia podem ocorrer no percentual porque ainda se espera o resultado de cerca de 50 testes de RT-PCR. Mas ressaltou que em ambas as unidades, quando feito o RT-PCR, 8 em cada 10 casos com resultado positivo no teste rápido são negativos para o vírus.

Fonte: Reuters
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