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Santa Catarina amplia exportações de carnes e faturamento passa de US$ 3,1 bilhões
Estado exportou 846,1 mil toneladas do produto em 2022, gerando US$ 1,8 bilhão em receitas.

Referência internacional na produção de carnes, Santa Catarina segue batendo recordes nas exportações. De janeiro a outubro deste ano, o estado embarcou 1,41 milhão de toneladas de carnes, gerando receitas que passam de US$ 3,1 bilhões – uma alta de 11,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
“O Governo do Estado recebe com muita alegria os números das exportações de carnes de Santa Catarina. Esse excelente resultado é fruto de um árduo trabalho dos nossos produtores rurais, dos técnicos, cooperativas, agroindústrias e também do Estado, que tem como papel principal prover a defesa agropecuária e garantir a sanidade animal dos nossos rebanhos. Ficamos muito felizes, mas isso aumenta o nosso compromisso em continuar investindo e cuidando da sanidade animal aqui no nosso estado para que siga como grande fornecedor de proteína animal para todo o mundo”, destaca o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.
Os valores levam em conta os embarques de carne suína, frangos, perus, patos, marrecos e bovinos. Considerando apenas o mês de outubro, Santa Catarina exportou 139,8 mil toneladas de carnes com um faturamento de US$ 324,9 milhões, 7,2% a mais do que em 2021.
Carne de frango
Segundo maior produtor de carne de frango do país, Santa Catarina exportou 846,1 mil toneladas do produto em 2022, gerando US$ 1,8 bilhão em receitas. O faturamento é 20% maior do que no mesmo período do ano anterior.
O bom desempenho é explicado pela alta nos embarques para os principais mercados compradores, com destaque para os Países Baixos (25,2%) e Arábia Saudita (25,1%). O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, ressalta ainda que a carne de frango apresenta forte valorização no mercado internacional, o que tem gerado sucessivas elevações no valor médio da tonelada.
“As exportações devem se manter estáveis ao longo do ano, com perspectiva de alta em relação ao valor exportado no ano anterior. Esse cenário é resultante, principalmente, das dificuldades enfrentadas por outros importantes exportadores, como é o caso dos Estados Unidos e alguns países da União Europeia, principalmente em função de focos de gripe aviária, que restringem o comércio internacional dos mesmos. Além disso, o conflito entre Rússia e Ucrânia também tem afetado a oferta do produto, já que a Ucrânia é um relevante exportador, principalmente para o mercado europeu”, destaca Giehl.
Carne suína
De janeiro a outubro de 2022, Santa Catarina exportou 497,9 mil toneladas de carne suína, com um resultado financeiro de US$ 1,1 bilhão. O estado responde por 55% dos embarques brasileiros e é o maior produtor de carne suína do país.
Em agosto, os catarinenses atingiram o recorde histórico nos embarques do produto com 62,2 mil toneladas embarcadas em um único mês – 40% a mais do que em 2021.

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Produção maior no Brasil e nos EUA amplia oferta global de soja
Revisões positivas na safra sul-americana reforçam o peso do Brasil no mercado internacional, enquanto estoques seguem elevados e limitam reações mais firmes nos preços.

A atualização de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para o balanço global de soja em 2025/26 confirma um cenário de oferta confortável no mercado internacional, com revisões positivas de produção nos dois principais players globais: Brasil e Estados Unidos. De acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, a produção mundial foi mantida em 426 milhões de toneladas, mas com ajustes relevantes na distribuição regional

Foto: Shutterstock
No Brasil, a estimativa de produção foi elevada de 175 para 178 milhões de toneladas, consolidando o país como o maior produtor e exportador global da oleaginosa. O avanço reflete tanto a expansão de área, que chega a 49,1 milhões de hectares, quanto a manutenção de uma produtividade média elevada. As exportações brasileiras também foram revisadas para cima, passando de 112,5 para 114 milhões de toneladas, reforçando o protagonismo do país no abastecimento internacional.
Nos Estados Unidos, embora a produção tenha sido ajustada positivamente, de 115,8 para 116 milhões de toneladas, o USDA reduziu a projeção de exportações em quase 1,6 milhão de toneladas, para 42,9 milhões. O movimento sinaliza uma perda relativa de competitividade do produto americano, em um ambiente de forte concorrência sul-americana e estoques globais elevados.
A Argentina, por sua vez, teve a produção levemente reduzida para 48,5 milhões de toneladas, mantendo um quadro de menor

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disponibilidade para exportação, mas com estoques ainda elevados em relação ao consumo doméstico. A China segue como o principal vetor da demanda global, com importações estimadas em 112 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao relatório anterior.
No agregado, os estoques finais globais de soja foram ajustados para 124 milhões de toneladas, mantendo a relação estoque/consumo próxima de 29%, patamar historicamente confortável. Esse quadro limita pressões altistas mais consistentes e reforça a leitura de um mercado bem abastecido, no qual eventuais movimentos de preço tendem a responder mais a fatores climáticos ou logísticos do que a fundamentos estruturais de escassez.
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Safra recorde nos EUA e na China eleva oferta global de milho; estoque brasileiro opera no limite
Produção mundial cresce com revisões positivas nas duas maiores economias agrícolas, enquanto o Brasil entra em 2025/26 com baixa relação estoque/consumo e maior sensibilidade a choques de oferta e logística.

O relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões expressivas para o mercado de milho, reforçando um cenário de oferta global crescente na temporada 2025/26. A produção mundial foi elevada para 1,296 bilhão de toneladas, crescimento de 5% em relação ao ciclo anterior, impulsionada principalmente pelos Estados Unidos e pela China

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Nos Estados Unidos, a safra foi revisada de 425,5 para 432,3 milhões de toneladas, refletindo aumento de área colhida e produtividade acima do esperado. Como consequência direta, os estoques finais americanos também subiram, passando de 51,5 para 56,6 milhões de toneladas, elevando a relação estoque/consumo para 13,6%. Esse movimento reforça a percepção de maior conforto na oferta e reduz o risco de aperto no curto prazo.
A China também teve sua produção ajustada para cima, de 295 para 301,2 milhões de toneladas, o que contribuiu para a elevação dos estoques finais globais, agora estimados em 291 milhões de toneladas, ante 279 milhões no relatório anterior. Apesar do consumo chinês seguir em crescimento, especialmente no uso para ração, o aumento da produção doméstica reduz a necessidade de importações adicionais.
No Brasil, o cenário é distinto. A produção foi mantida em 131 milhões de toneladas, abaixo da safra anterior, refletindo uma combinação

Foto: Divulgação
de menor produtividade e limitações climáticas. Mesmo assim, as exportações seguem estimadas em 43 milhões de toneladas, sustentadas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional. Os estoques finais, no entanto, permanecem apertados, em 3,7 milhões de toneladas, com relação estoque/consumo de apenas 2,6%, indicando maior sensibilidade a eventuais problemas logísticos ou de oferta.
A Argentina apresentou leve recuperação produtiva, com safra estimada em 53 milhões de toneladas, enquanto Ucrânia e União Europeia mantêm produção estável, ainda impactadas por fatores climáticos e geopolíticos.
No balanço global, o consumo cresce 3%, para 1,285 bilhão de toneladas, ritmo inferior ao avanço da produção. O resultado é uma redução da tensão no mercado internacional, com estoques elevados funcionando como amortecedor de volatilidade, especialmente no primeiro semestre de 2026.
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Brasil e Portugal querem acelerar acordo Mercosul-União Europeia
Tratado deve ser assinado no Paraguai na próxima semana e ainda depende de aval interno dos países signatários.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou nesta terça-feira (13) com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro. Segundo comunicado do Palácio do Planalto, os dois líderes manifestaram satisfação com aprovação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que deve ser assinado no próximo dia 17, no Paraguai.
O novo tratado, que demorou 25 anos para ter suas negociações concluídas, ainda precisam passar por um processo de internalização dos países signatários.
Na conversa com Lula, de acordo com o Planalto, o primeiro-ministro cumprimentou o presidente brasileiro por seu empenho em favor da conclusão do acordo.
Os dois também discutiram a necessidade que as novas regras possam entrar em vigor o mais rápido possível. “Ambos coincidiram que a decisão dos dois blocos é um gesto muito importante de defesa do multilateralismo e do livre comércio, com grande dimensão política e estratégica neste momento histórico. Concordaram em trabalhar conjuntamente, de forma rápida e eficiente, para a implementação do acordo a fim de que as populações possam ver resultados concretos da parceria firmada”, informou a Presidência da República, em nota.



