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Notícias Segundo Epagri

Santa Catarina alcança o maior valor de produção agropecuária da história

VBP de Santa Catarina ficou em R$40,9 bilhões, o maior da história

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Divulgação/Jonas Oliveira

Em 2020 o Valor de Produção Agropecuária (VPA) de Santa Catarina ficou em R$40,9 bilhões, o maior da história, superando o recorde anterior, alcançado em 2017. No ano passado, a agropecuária catarinense também bateu recorde de participação no valor de exportações do Estado: 70,2%.

Estes e outros números fazem parte da 41ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicação anual da Epagri/Cepa lançada em evento virtual realizado nesta quarta-feira (14). No evento também foi lançado o livro Indicadores de Desempenho da Agropecuária e do Agronegócio de Santa Catarina 2019/2020. As duas publicações trazem os resultados do mais recente ciclo agrícola do Estado.

“O agronegócio é um dos motores mais importantes da nossa economia. Os números refletem essa grandiosidade e mostram que o setor se mantém forte e ativo, no mercado interno e também internacional, graças ao empreendedorismo, à força dos trabalhadores do campo e à qualidade dos nossos produtos”, afirma a governadora Daniela Reinehr.

A presidente da Epagri, Edilene Steinwandter, lembra que os resultados positivos se deram apesar das adversidades que o agronegócio catarinense enfrentou na safra 2019/20. O clima não ajudou, e estiagem, granizo e até tornados afetaram cultivos pelo Estado. A pandemia foi outro empecilho que agricultores e profissionais da Epagri precisaram contornar para seguir garantindo segurança alimentar para a população brasileira.

O Secretário do Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva, destaca que Santa Catarina tem um conjunto de líderes com vocação natural para o agro, fazendo do Estado um sucesso no setor, demonstrado nos números das publicações da Epagri/Cepa. “Temos trabalhado fortemente com municípios e Epagri para impulsionar os fatores de produção do Estado, como estradas rurais de qualidade, melhorias no fornecimento de energia elétrica e de água e acesso à internet”.

VPA

O VPA de R$40,9 bilhões alcançado pelo Estado em 2020 é 21,1% superior ao de 2019, quando ficou em R$33,8 bilhões. Entre 2018 e o ano seguinte, o índice já havia registrado variação positiva de 8,7%. O aumento nos preços recebidos pelos produtores foi a principal razão do crescimento do VPA estadual nos dois períodos, com destaque para suínos, bovinos, leite e grãos.

Para alcançar o VPA histórico em 2020, Santa Catarina contou principalmente com a produção de suínos, que participou com 23% do total, de frangos (17,5%) e de leite (11,9%). A Síntese aponta que nos últimos anos houve grandes variações na composição do VPA catarinense, com ampliação da participação de suínos, bovinos, soja e leite e perda de participação dos frangos e do tabaco.

Exportações

Em 2020 o agronegócio catarinense exportou US$5,7 bilhões, valor 6,7% menor do que em 2019 (US$6,1 bilhões). Apesar da redução no valor total das suas exportações, o setor agropecuário seguiu a trajetória de aumentar sua participação nas exportações de Santa Catarina, chegando a 2020 como responsável por mais de 70% do valor total exportado pelo Estado.

De 2019 para 2020 houve grande redução do valor das exportações de carnes de frango e derivados (-32,2%), de tabaco e derivados (-22,6%), de outras carnes e derivados (-19,5%) e de couros e peles (-18,4%). A expressiva expansão no valor exportado de carne suína (+35,3%), de madeira e suas obras (+15,4%) e de outros produtos de origem animal (+35,9%) não foi suficiente para evitar a queda das exportações no ano.

Mesmo com a expressiva queda de 2019 para 2020, a carne de frango segue destacadamente como principal produto das exportações do agronegócio de Santa Catarina, representando 26,3% do valor exportado pelo setor (já foi mais de 40%).

Confira abaixo o desempenho das principiais cadeias produtivas do Estado na safra 2019/20 e algumas estimativas para o período agrícola 2020/21.

Milho

Na safra 2019/20 Santa Catarina produziu 2.866.905t de milho. Para a safra 2020/21 a estimativa de produção, que era de 2,3 milhões de toneladas em dezembro, deve se reduzir em função da estiagem e da incidência da cigarrinha-do-milho no início de 2021.

Nesse cenário, a relação entre oferta e demanda, que já não é favorável, se agrava. A menor produção do grão se soma ao crescimento da demanda provocada pela expectativa de aumento nas exportações de carnes. A Epagri/Cepa estima que Santa Catarina precisará adquirir mais de 5 milhões de toneladas de milho em 2021.

Em 2020, a demanda total de milho grão em SC chegou a 7,37 milhões de toneladas, um incremento de 2% em relação ao ano anterior. Com a oferta de 2,58 milhões de toneladas, houve um déficit de 4,36 milhões de toneladas, atendido pelas importações interestaduais, principalmente de Mato Grosso do Sul e Paraná, bem como pela importação de países como Paraguai e Argentina.

A falta de produção para atender toda a demanda tem como reflexo o aumento do custo do produto, principalmente em função do transporte. Mercado futuro, câmbio, relações comerciais entre países e fundos de investimentos estão entre os outros fatores que vêm influenciando a formação dos preços do grão, que se mantiveram altos em 2020. As cotações de 2021, tanto internas como no mercado internacional, demonstram a manutenção de preços fortalecidos.

Soja

A Epagri/Cepa estima que as lavouras catarinenses produziram 2,24 milhões de toneladas de soja em 2020. Para a safra 2020/2021 a expectativa é de produzir 2.308.070t. O crescimento é impulsionado pelo aumento da área plantada.

Entre as safras de 2012/13 e 2019/20, foram incorporados cerca de 167 mil hectares para a produção da oleaginosa e a elevação da produção chegou próximo de um milhão de toneladas no período, avançando sobre áreas de milho, feijão e pastagens. Na safra 2020/21 o cultivo da soja deve ocupar uma área próxima a 700 mil hectares no Estado.

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se consolidou como o maior exportador de soja nos últimos anos. Na safra 2018/19 embarcou 74,9 milhões de toneladas, enquanto as exportações americanas registraram 47,5 milhões. A China, maior comprador mundial, intensificou as compras do produto brasileiro já no início de 2020. As exportações brasileiras de soja tiveram uma evolução superior a 250% de 2012 a 2020.

Trigo

É o terceiro grão mais produzido do mundo, atrás do milho e do arroz. Na safra 2019/20 Santa Catarina produziu 154.774t e para este período agrícola espera-se 188.490t. No ciclo agrícola 2019/20, foi cultivada no Estado uma área de aproximadamente 50,8 mil hectares, o que representa uma redução de 5,8% em relação à safra anterior. Mesmo com redução da área, a produção estadual cresceu 13,8%, resultado do incremento de 20,8% na produtividade média das lavouras. Para a safra 2020/21, é esperado um plantio de 64,5 mil hectares, o que representaria um crescimento de 26,9% em relação a 2019/20.

Uma característica importante dos produtores catarinenses é que o trigo é plantado em sucessão às culturas de verão, como milho e soja. Assim, propicia a rotação de culturas e formação de palhada para plantio das culturas de verão, condição de uso das áreas produtivas que permite um maior aproveitamento econômico dos fatores de produção, como o solo, agrícola da propriedade, da mão de obra e do maquinário. Praticamente todo o trigo produzido em Santa Catarina é transformado em farinha. Boa parte é consumida dentro do próprio Estado, direcionada para o setor de confeitaria e panificação ou para o uso doméstico. Em 2020, o trigo bateu recordes no preço pago aos produtores.

Carne bovina

Segundo dados da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), em 31 de dezembro de 2020 o rebanho bovino catarinense era constituído por 4,51 milhões de cabeças, 3,91% abaixo da quantidade registrada no ano anterior. Dentre outros fatores, essa queda tem relação com a significativa alta nos preços do boi gordo observada em 2020, principalmente ao longo do 2º semestre, o que estimulou o aumento no abate. No ano passado Santa Catarina abateu 827.794 cabeças de gado, contra 750.666 em 2019.

A mesorregião Oeste Catarinense (microrregiões de Chapecó, Joaçaba, São Miguel do Oeste, Xanxerê e Concórdia) foi responsável por 52,31% dos bovinos produzidos no ano de 2020, levando-se em consideração o abate inspecionado, o autoconsumo e o comércio interestadual. Quando são contabilizados somente os animais abatidos em estabelecimentos inspecionados, o Oeste Catarinense responde por 50,22%.

O preço de dezembro de 2020 pago aos pecuaristas catarinenses foi 27,17% superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior. Na comparação com fevereiro de 2019, a diferença é de 66,72%.

Embora a demanda interna seja superior à produção estadual, Santa Catarina exporta carne bovina. Em 2020, o estado ocupou a 15ª posição no ranking nacional, tendo exportado 3,06 mil toneladas, com US$9,51 milhões em receitas, quedas de 19,46% e 14,05% em relação ao ano anterior, respectivamente. O principal destino da carne bovina catarinense é Hong Kong, que respondeu 50,01% das receitas com esse produto em 2020.

Carne de frango

Em 2020, foram produzidos no Estado e destinadas ao abate 848,31 milhões de frangos, segundo a Cidasc, alta de 0,7% em relação ao ano anterior. Esse montante inclui tanto as aves cuja finalidade principal é o abate, quanto aquelas com outras finalidades, mas que, em algum momento, são abatidas. São contabilizados somente os animais abatidos em estabelecimentos inspecionados, seja em Santa Catarina ou em outras unidades da federação. A mesorregião Oeste Catarinense foi responsável por 79,76% da produção catarinense em 2020, pequeno recuo em relação ao ano anterior, quando respondeu por 80,53%.

Santa Catarina é o segundo maior exportador de carne de frango do país, tendo sido responsável por 25% das receitas brasileiras com esse produto em 2020. Por outro lado, ano passado a quantidade de carne de frango exportada pelo Estado caiu 24,05%, enquanto a variação das receitas foi de -32,17%.

O ranking nacional é liderado pelos três estados da Região Sul, sendo o Paraná o maior produtor nacional de frangos do país, com quase um terço do total. A segunda posição varia de acordo com o parâmetro utilizado. Quando se leva em consideração a produção de carne em equivalente-carcaça, Santa Catarina segue sendo o segundo principal produtor. Quando se considera o número de aves abatidas, o Rio Grande do Sul assume a posição.

Os dados preliminares do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam um crescimento de 1,52% na produção mundial de carne de frango em 2020. No ano passado a produção mundial de carne de frango superou a de carne suína. Essa é a primeira vez que isso ocorre desde o início da série histórica, na década de 1960.

Carne suína

De acordo com os dados da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, em 2019 a produção catarinense atingiu 1,12 milhão de toneladas de carcaça, alta de 3,31% em relação ao registrado em 2018. Nos três primeiros trimestres de 2020, as variações foram ainda mais expressivas em relação ao mesmo período do ano anterior: aumento de 14,84% no número de animais abatidos e de 18,51% na produção de carcaça. Até a finalização desta publicação, o IBGE ainda não havia divulgado os dados do 4º trimestre.

Em 2020, 7.318 suinocultores catarinenses destinaram suínos para abate em estabelecimentos inspecionados, queda de 3% em relação ao ano anterior. Entre 2015 e 2020, o número de produtores caiu 15,57%, o que indica um processo de concentração em curso no setor, com produções cada vez maiores e um número decrescente de suinocultores. A mesorregião Oeste (microrregiões de Concórdia, Joaçaba, Chapecó, São Miguel do Oeste e Xanxerê) foi responsável por 79,40% dos animais produzidos em 2020.

Assim como observado no cenário nacional, as exportações catarinenses de carne suína também apresentaram crescimento significativo em 2020: foram embarcadas 523,39 mil toneladas, aumento de 25,63% em relação ao ano anterior, o que mantém Santa Catarina no topo do ranking de maiores exportadores da proteína do país. As receitas registraram incremento ainda mais expressivo: US$1,17 bilhão, alta de 35,30%. Tais resultados representam recordes históricos nas exportações de carne suína do estado, tanto em valor como em quantidade. Os bons resultados de 2020 devem-se, principalmente, ao crescimento dos embarques para a China. Em relação a 2019, as exportações para aquele país cresceram 70,32% em quantidade e 76,32% em valor.

O fator que afetou de forma mais expressiva a suinocultura mundial em 2020 foi a peste suína africana (PSA), doença que atingiu a Ásia em meados de 2018 e, desde então, afeta drasticamente a atividade na principal região produtora e consumidora da proteína. Como já havia sido observado em 2019, quando a produção mundial caiu 9,71%, em 2020 registrou-se nova queda, dessa vez de 4,02%, de acordo com os dados da USDA.

Para 2021, as projeções iniciais do USDA apontam um crescimento de 4,4% na produção mundial, impulsionado pela gradativa recuperação da economia após as fases mais críticas da pandemia de Covid-19, e por aumentos consideráveis na produção chinesa (9,2%), brasileira (3,6%), russa (5,9%) e vietnamita (4,9%), entre outros países.

Leite

Segundo a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM/IBGE), a produção catarinense de leite em 2019 foi 8,1% superior à levantada pelo Censo Agropecuário 2017. Os analistas da Epagri/Cepa avaliam que é certo que houve crescimento nesse período, mas, ao se comparar os dados municipais e regionais dessas duas fontes e considerando o histórico de alta subjetividade nos dados da PPM, é possível afirmar que, mesmo a produção total de 2019 podendo, de fato, não ter sido muito diferente dos 3,040 bilhões de litros apontados pela PPM, há problemas com a sua distribuição geográfica. A Epagri/Cepa entende que é muito improvável, por exemplo, que as produções das mesorregiões Oeste e Sul, as duas principais produtoras, tenham crescimentos a taxas menores que as mesorregiões Norte, Vale do Itajaí e Grande Florianópolis.

No que diz respeito aos preços recebidos pelos produtores, o ano de 2020 teve dois semestres bem distintos. No primeiro semestre, os preços estiveram em patamares bem inferiores aos do segundo semestre, o que fez com que o preço médio anual alcançasse o maior patamar da série histórica da Epagri/Cepa. A elevação dos valores é resultado da combinação da produção com desempenho apenas discreto e abaixo do esperado e, principalmente, pelo crescimento da demanda de lácteos por milhões de pessoas beneficiadas pelo auxílio emergencial, em face da pandemia da Covid-19.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Importação de milho da Argentina traz alternativas para abastecimento do grão no RS e Brasil

Setor avícola gaúcho avalia situação como prevista e necessária, diante da dificuldade de atendimento de alguns pleitos e os impactos financeiros e sociais causados pelos altos custos de produção

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Divulgação/AENPr

A JBS, multinacional que integra a Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), importou  da Argentina 30 navios carregados de milho em meio à quebra da safra de milho no Brasil . Conforme a empresa, que é a segunda maior  produtora de alimentos do mundo, os valores negociados oscilam entre  R$ 15 a R$ 20 a menos que o preço praticado no mercado interno por saca de 60 quilos, considerando as indústrias localizadas nas regiões Sul e Sudeste. O setor avícola gaúcho, que vem trabalhando com ABPA junto aos governos estaduais e federais desde o começo do último trimestre de 2020, avalia essa situação como prevista e necessária, diante da dificuldade de atendimento de alguns pleitos e os impactos financeiros e sociais causados pelos altos custos de produção.

O presidente executivo da Asgav, José Eduardo dos Santos, afirma que outras empresas já compraram milho da Argentina, mas que essa importação expressiva representa um avanço considerável e um indicativo de mudanças no cenário do milho nos âmbitos gaúcho e nacional. “No Rio Grande do Sul, já temos diferimento de ICMS de países do Mercosul concedido pelo governo do estado e, no Brasil, a reposição de estoques dessas grandes empresas por meio da compra de milho de outros países, diminui a procura e a aquisição interna”, avalia. Santos acrescenta que esse movimento pode aliviar a pressão, aferir mais flexibilidade de negociação e marcar o início de uma série de operações volumosas envolvendo a compra internacional de milho. “Também, em breve, teremos os cereais de inverno, como trigo e triticale, que serão usados para a ração animal, alternativa que também vai complementar a estrutura do mercado de milho”, explica, enfatizando que é favorável a produção do cereal, desde que tenha preços compatíveis e equilibrados para todos os envolvidos.

Entre os pleitos apresentados mais de uma vez pela Asgav em audiências públicas e reuniões com entidades ligadas ao tema, estão a remoção dos entraves operacionais para importação de milho, incentivo aos grãos alternativos de inverno, uso dos recursos do plano safra para armazenagem pela indústria e isenção de pis /cofins nas importações de milho para indústrias e produtores que  possuem o sistema Drawback.

Fonte: Assessoria
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Notícias Congresso Andav

Agro: importância do setor para garantir alimento na mesa dos brasileiros e do mundo

Tema será um dos destaques da programação do Congresso Andav 2021, que reúne autoridades, especialistas e profissionais deste mercado para o debate sobre o atual cenário e o futuro do segmento no país

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Divulgação/Mapa

Do cultivo e da produção de alimentos nos campos do país aos pontos de venda e à mesa da população, o setor agropecuário brasileiro segue consolidando-se como um dos principais ‘motores’ da economia nacional. Somente no primeiro trimestre deste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) do segmento registrou uma alta de 5,7% sobre o 4º trimestre de 2020 e de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado faz do setor aquele que mais cresceu no período, entre todos os segmentos considerados no PIB do país, e expande ainda mais sua participação no índice nacional, passando de 20,5% em 2019 para 26,6% em 2020 – em valores, o PIB brasileiro totalizou R$ 7,45 trilhões no último ano, enquanto somente o agro respondeu por quase R$ 2 trilhões desse total. Números que colocam o Brasil, também, como um dos maiores produtores de alimentos globais: atualmente, o país produz alimentos suficientes para abastecer cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo, de acordo com levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Para discutir o assunto e seus respectivos desdobramentos, a Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav) e a Zest Eventos promovem a 10ª edição do maior encontro da distribuição de insumos agropecuários do mundo: o Congresso Andav 2021. O evento, que este ano acontece de forma 100% digital de 11 a 13 de agosto, tem como um dos principais destaques uma programação repleta, que incorpora atrações e conteúdos exclusivos, apresentados por grandes nomes do mercado – em transmissões ao vivo ao longo dos três dias de realização.

É o que diz o presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio: “Como já é tradição em nosso congresso, elaboramos uma grade de conteúdos exclusiva e especializada, pensada estrategicamente para atender aos anseios e às expectativas do setor com relação ao debate sobre os mais relevantes temas que norteiam a cadeia de distribuição do agronegócio brasileiro como um todo. Além disso, proporcionamos aos participantes a possibilidade de acompanharem, em primeira mão, as últimas novidades do cenário do setor e as tendências do futuro”.

Agenda Preliminar (Primeiro Dia)

A abertura do Congresso Andav Digital 2021 ocorre às 14 horas do dia 11/08, seguida da primeira apresentação sobre “A importância da agricultura para garantir o alimento na mesa dos brasileiros e do mundo”, com o representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO no Brasil), Rafael Zavala, às 14h25. Logo após, “As novas diretrizes internacionais para o sistema alimentar” ganham espaço, com o presidente da CropLife Brasil, Christian Lohbauer, às 14h35.

Na sequência, será a vez do painel “Produção mundial de alimentos – Cenário atual e os desafios futuros do setor no Brasil para atender uma demanda mundial em crescimento”, com o supervisor do Grupo de Gestão Estratégica da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti; o pesquisador de gado de corte da Embrapa, Guilherme Malafaia; o vice-presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin e o consultor de Mercado Agrícola, Vlamir Brandalizze, às 14h50; e da palestra “Infraestrutura e Escoamento da Produção Agrícola Nacional”, às 15h30.

Por fim, os temas: “Tecnologia e Genética: Tendências para os próximos anos”, com o sócio-diretor da Markestrat, Matheus Cônsoli, às 16h05; “Inteligência Artificial e Conectividade: Tendências para os próximos anos”, com o presidente do conselho diretor da Andav, Alberto Yoshida; o diretor de inovação da IBM Garage, Fabrício Lira e a chefe geral da Embrapa Informática, Silvia Massruhá, às 16h45; e “A importância do agronegócio para levar o alimento à prateleira do supermercado e à mesa do brasileiro”, com o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), João Galassi, às 17h25, concluem as apresentações do dia inaugural.

Segundo Dia

No segundo dia de evento, 12/08, está agendada a apresentação da Pesquisa Nacional de Distribuição, com o presidente executivo da Andav, Paulo Tiburcio, às 9h05. Na sequência, é a vez da palestra “O impacto da LGPD na distribuição de insumos”, com as sócias da Laure, Volpon e Defina Advogados, Heloisa Barcellos e Jaqueline Boaretto, às 9h20. Depois, os painéis “Agricultura e Pecuária Sustentáveis”, com a advogada especialista em direito socioambiental, Samanta Pineda; o presidente da Rede ILPF, Renato Rodrigues; o diretor de sustentabilidade da Bayer, Eduardo Bastos e a diretora executiva do Sistema B Brasil, Francine Lemos, às 9h50; e “Oportunidades de mercado para o setor da distribuição”, com o sócio-diretor da Biomarketing, José Luiz Tejon, às 10h55, fecham a parte da manhã.

À tarde, ganham destaque os temas: “Reescrevendo a própria história, na vida e nos negócios”, com a comunicadora e palestrante motivacional Dani Amaral, às 14h05; “Fomentando o crescimento da distribuição: Crédito e Seguro Agrícola”, com o advogado especialista em agronegócio, Rafael Molinari; o chefe de subunidade do Banco Central do Brasil, João Ferrari Neto; o diretor de gestão de riscos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Pedro Loyola, e moderado pelo Secretário Adjunto de Política Agrícola do MAPA, José Ângelo Mazzillo, às 14h35; “Soluções das startups para o agronegócio”, com o especialista Renato Seraphim, às 15h35; e “Como fazer sucesso empreendendo em família”, com o sócio-proprietário e presidente do Grupo Famiglia Valduga, Juarez Valduga, às 16h20.

Terceiro Dia

No terceiro e último dia, 13/08, destaque para o lançamento do Congresso Andav 2022, às 9h05, e para as palestras “O mercado chinês e a produção sustentável no Brasil”, com o Ministro da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Jin Hongjun, às 9h15; “Estudo de caso internacional – Distribuição de insumos nos Estados Unidos”, com o diretor de iniciativas estratégicas do Centro de Alimentos e Agronegócios da Purdue University (EUA), Luciano Castro, às 9h45; e “Perspectivas econômicas para o agronegócio”, com o jornalista econômico e especialista em agronegócio e em mercados agrícolas, Silmar Müller, às 10h30.

Logo após, uma mensagem do ex-ministro da agricultura e diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Alysson Paolinelli, às 11h, e uma apresentação de encerramento do proprietário da Café Brasil Editorial, Luciano Pires, às 11h05, finalizam a programação principal do Congresso Andav Digital 2021 .

Exposição 360º

Outro destaque do 10º Congresso Andav é o exclusivo ambiente dedicado ao networking e à geração de negócios em 360º, por meio de uma plataforma inovadora que promove a participação virtual das empresas expositoras, com integração e conectividade, oferecendo aos participantes a experiência de visitar toda a feira sem sair de casa, como se estivessem nela presencialmente. Sem contar a ferramenta que permite ainda a interação via chat entre todos os participantes e a Arena do Conhecimento, um espaço com salas de conteúdos técnicos, palestras da indústria e de parceiros estratégicos.

Inscrições

As inscrições para o evento são gratuitas para associados da Andav até o dia 06/08 (após essa data, será cobrado o valor de R$ 100). Para os não associados, o valor da inscrição até o dia 06/08 será de R$ 250 (depois, passa a ser R$ 300). As inscrições devem ser realizadas no site www.eventosandav.com.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Com preocupação com o clima, preços do trigo seguem em alta

Mesmo que a cultura seja menos vulnerável às baixas temperaturas muitas áreas foram afetadas pelas geadas verificadas em períodos anteriores

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Divulgação/AENPr

A possibilidade de quedas bruscas na temperatura nesta semana e na primeira quinzena de agosto têm deixado agentes em alerta quanto ao impacto nas lavouras de trigo no Brasil.

De acordo com informações do Cepea, mesmo que a cultura seja menos vulnerável às baixas temperaturas, especialmente nos estágios iniciais e intermediários de desenvolvimento, muitas áreas foram afetadas pelas geadas verificadas em períodos anteriores. Neste cenário, os preços do cereal continuam em alta nos mercados de balcão e no disponível.

Quanto aos derivados, as negociações de farelo de trigo seguem aquecidas, influenciadas pela maior demanda. No mercado de farinhas, por outro lado, a procura é considerada baixa; porém, alguns moinhos, na tentativa de repassar custos, elevam os preços.

Fonte: Cepea
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CONBRASUL/ASGAV

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