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Notícias Medidas de prevenção à Influenza aviária

Santa Catarina abre negociação para reabertura do mercado chinês

Durante encontro com o embaixador Zhu Qingqiao, governador Jorginho Mello destacou o rigor sanitário adotado pelo Estado; China reconheceu importância catarinense nas exportações e elogiou a atuação preventiva.

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Foto: Nohlan Hubertus

O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, esteve reunido na quarta-feira (04) com o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, na embaixada chinesa em Brasília. O encontro teve como pauta principal as robustas medidas de prevenção da gripe aviária adotadas por Santa Catarina, mesmo diante de casos registrados no estado vizinho, Rio Grande do Sul.

O embaixador Zhu Qingqiao expressou o reconhecimento da China pela importância de Santa Catarina. Ele destacou que, apesar de ser um estado pequeno, Santa Catarina representa 10% de todas as importações brasileiras para a China. O embaixador agradeceu às informações prestadas pelo governo catarinense e disse estar impressionado com o cuidado adotado pelo estado.

Ele também ressaltou que a China confere grande importância ao controle sanitário animal. Zhu Qingqiao informou ainda que encaminhará todas as informações recebidas para as autoridades competentes na China.

O embaixador assegurou que as ações estão alinhadas às regras internacionais, aos regulamentos chineses e aos acordos bilaterais existentes para o tratamento da questão sanitária.

Durante a reunião, Jorginho Mello também mencionou sua próxima visita à China nos próximos dias e solicitou o apoio da embaixada para agendar reuniões em ministérios chineses.

Participaram do encontro, além do governador e do embaixador, assessores de ambas as partes, a presidente da Cidasc, Celles Regina, a secretária de Articulação Nacional, Vania Franco, o secretário de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, e o secretário adjunto de Agricultura, Admir Edi Dalla Cort.

A comitiva deve visitar ainda nesta quarta, os embaixadores da União Europeia, Japão, México e Coréia do Sul.

Fonte: Assessoria SAR SC

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Agrigenômica ganha espaço no campo e reforça decisões baseadas em dados biológicos

Mercado global deve superar US$ 5,3 bilhões em 2026, impulsionado por diagnósticos moleculares que ampliam previsibilidade e gestão de risco no agro.

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O mercado de genômica agrícola deve crescer de forma consistente nos próximos anos

À medida que o Brasil enfrenta desafios climáticos crescentes e demanda por eficiência produtiva, a agricultura caminha para decisões cada vez mais baseadas em dados técnicos e biológicos. O mercado global de agrigenômica, que inclui diagnósticos moleculares aplicados ao agronegócio, está projetado para crescer de cerca de US$ 4,8 bilhões em 2025 para mais de US$ 5,3 bilhões em 2026, refletindo a adoção crescente de tecnologias que transformam informações em ação estratégica no campo. Os dados são do relatório Agrigenomics Global Market Report.

De acordo com a especialista em Biotecnologia Aplicada, Priscila Pires Bittencourt, a capacidade de interpretar dados moleculares está deixando de ser diferencial e se tornando critério de competitividade no agro moderno. “Organizações que incorporam análises moleculares ao processo decisório ampliam a previsibilidade operacional, fortalecem o manejo de riscos biológicos e criam vantagens consistentes em eficiência produtiva”, pontua.

Priscila Pires Bittencourt, especialista em biotecnologia aplicada da BS Agro

Tradicionalmente restritas ao meio acadêmico, as técnicas de biologia molecular avançaram para aplicações práticas que permitem compreender com precisão a dinâmica de comunidades microbianas no solo, plantas e insumos, indo além dos indicadores físicos convencionais. Metodologias como metagenômica e qPCR, que quantificam microrganismos de interesse ao longo do ciclo agrícola, ampliam a capacidade de leitura dos sistemas produtivos e embasam decisões de manejo com maior profundidade biológica.

O mercado de genômica agrícola deve crescer de forma consistente nos próximos anos, com projeções que apontam para cerca de US$ 8,17 bilhões até 2030, impulsionado pelo avanço das plataformas de seleção genômica, pela maior demanda por melhoramento genético de precisão, pela expansão do sequenciamento de nova geração (NGS), ao foco crescente em genética resiliente às mudanças climáticas e pelo aumento dos investimentos em bioinformática, pilares de uma agricultura mais eficiente, resiliente e sustentável. “O ambiente agrícola de hoje exige informações rápidas e precisas, e os dados moleculares fornecem exatamente isso”, reforça Priscila.

Segundo ela, os dados moleculares reduzem o tempo de diagnóstico de dias para horas e permitem ajustes dirigidos em práticas de manejo, desde o uso de bioinsumos até a detecção precoce de patógenos. “Esse tipo de informação se torna um ativo estratégico, não apenas para reduzir perdas, mas também para aumentar a lucratividade e a sustentabilidade das operações agrícolas”, enfatiza, ressaltando: “Com a adoção crescente de tecnologias moleculares, o agronegócio brasileiro acompanha uma tendência global de gestão orientada por dados, consolidando práticas que aliam sustentabilidade, produtividade e competitividade num cenário de rápidas transformações climáticas e de mercado”

Fonte: O Presente Rural com BS Agro
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Encontros do CBNA abrem inscrições para fóruns técnicos em maio

Fóruns científicos integram academia e mercado e discutem tendências globais, avanços em pesquisa e soluções aplicáveis à cadeia produtiva.

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O CBNA vai realizar três encontros técnicos simultâneos, de 12 a 14 de maio, voltados a profissionais da nutrição animal da academia e da indústria. O objetivo é discutir os principais desafios, as tendências e as oportunidades da nutrição animal, promovendo integração entre pesquisa e mercado

O Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) vai realizar três encontros técnicos simultâneos, de 12 a 14 de maio, voltados a profissionais da nutrição animal da academia e da indústria. A programação contempla o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (12/05), o XXV Congresso CBNA Pet (13 e 14/05) e a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos (12 a 14/05), consolidando um dos mais tradicionais fóruns científicos do setor no país.

O médico veterinário e presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg. “Estruturamos a programação para abordar assuntos que hoje estão no centro das decisões e preocupações dos profissionais de nutrição animal, desde inovação tecnológica até eficiência produtiva e sustentabilidade. O objetivo é gerar conhecimento aplicável e estimular soluções para o setor”, afirma

Os eventos têm como proposta discutir os principais desafios, tendências e oportunidades da nutrição animal, promovendo integração entre pesquisa e mercado. A iniciativa reúne especialistas para apresentar avanços científicos, dados inéditos e perspectivas estratégicas, oferecendo um panorama do que está sendo estudado nas principais universidades do mundo e dos caminhos que devem orientar o futuro da nutrição animal.

O médico veterinário e presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg, destaca que a proposta é fomentar debates técnicos de alto nível sobre temas prioritários. “Estruturamos a programação para abordar assuntos que hoje estão no centro das decisões e preocupações dos profissionais de nutrição animal, desde inovação tecnológica até eficiência produtiva e sustentabilidade. O objetivo é gerar conhecimento aplicável e estimular soluções para o setor”, afirma.

Além do conteúdo científico, a realização simultânea dos três encontros amplia o networking e a troca de experiências entre pesquisadores, formuladores, médicos-veterinários, empresas e fornecedores, fortalecendo a conexão entre indústria e academia.

Inscrições com desconto

As inscrições com desconto para o IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e para o XXV Congresso CBNA Pet são válidas até o dia 20 de março. Informações completas sobre categorias, valores e modalidades de inscrição estão disponíveis nos sites oficiais www.nutrologiapet.cbna.com.br e www.pet.cbna.com.br.

Já para a 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, as inscrições com desconto podem ser confirmadas até o dia 25 de março através do site do evento www.reuniaoanual.cbna.com.br. Após essas datas, as taxas serão reajustadas.

A programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa. A edição deste ano tem o patrocínio confirmado de empresas como AB Vista, Adimax, Alltech, APC, CBO Laboratório, dsm-firmenich, Evonik, Kemin Nutrisurance, Novus, PremieRpet, Royal Canin, Sanfer, Special Dog e Symrise, além do Sindirações. As empresas interessadas em participar ou patrocinar os eventos, podem entrar em contato com o CBNA através do e-mail cbna@cbna.com.br ou pelo What’sApp (19) 3232.7518.

Fonte: Assessoria CBNA
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Acordo Mercosul-UE reacende debate sobre competitividade da indústria brasileira

Tratado amplia acesso a mercado que representa 25% do PIB mundial, mas setor alerta para risco de desindustrialização sem reformas internas.

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Foto: Pixabay

Após duas décadas de negociações, a assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia é apresentada ao público como uma conquista histórica. Contudo, para quem vive o cotidiano da indústria de transformação, o sentimento é de um alerta urgente combinado a uma expectativa cautelosa: a integração de um mercado que representa 25% do PIB mundial não é uma oportunidade automática; sem a correção das assimetrias competitivas brasileiras, ela é um risco de desindustrialização, mas, se bem conduzida, pode ser o passaporte para o Brasil se tornar um hub global de tecnologia sustentável.

Artigo escrito por José Velloso, engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).

Historicamente, o Brasil optou por um modelo que pune quem produz. Enquanto o fabricante europeu, especialmente na Alemanha e na Itália, opera em um ambiente de juros civilizados, logística de ponta e desoneração completa de investimentos, o industrial brasileiro carrega o “Custo Brasil” como uma âncora. Assinar um tratado de livre comércio nos obriga a fazer a “lição de casa”, ou seja, melhorar nossa competitividade.

O risco central reside na assimetria estrutural. Se o cronograma de redução tarifária avançar mais rápido do que as reformas internas, assistiremos à substituição da produção nacional por bens importados. Todavia, há um lado positivo que não pode ser ignorado: o acordo impõe uma “agenda de eficiência” obrigatória. O acesso facilitado a componentes e tecnologias de ponta europeias poderá acelerar a modernização do parque fabril brasileiro, reduzindo custos de produção a médio prazo e elevando o padrão de qualidade da nossa engenharia.

Não se trata de temor à concorrência, mas de necessidade de isonomia. A reforma tributária sobre o consumo é um passo fundamental, mas sua eficácia depende de uma implementação que garanta o crédito financeiro pleno e imediato. Com a isonomia garantida, o cenário muda de figura. O Brasil tem uma oportunidade ímpar de se destacar na Neoindustrialização Verde. A indústria brasileira de máquinas já é uma das mais limpas do mundo e, com o selo do acordo, ganha um canal direto para fornecer soluções em energias renováveis, biocombustíveis e hidrogênio verde para uma Europa ávida por descarbonização.

Além do peso fiscal, a disparidade do custo de capital é alarmante. A modernização para a Manufatura 4.0 exige investimentos. Sem uma política de crédito competitiva, a “janela de oportunidade” do acordo será apenas uma vitrine para produtos estrangeiros. Mas, se o Estado Brasileiro oferecer os instrumentos financeiros adequados, o setor de bens de capital pode dar um salto qualitativo, integrando-se definitivamente às cadeias globais de valor e deixando de ser apenas um fornecedor local para ser um player internacional.

O potencial de mercado é vasto. Exportamos atualmente apenas US$ 1 bilhão para a Europa, uma cifra irrisória perto da nossa capacidade. O acesso a esse mercado consumidor de alto poder aquisitivo é a grande promessa positiva deste tratado. Ele pode abrir portas para que a criatividade e a resiliência da engenharia brasileira conquistem nichos de alta tecnologia que antes eram inviabilizados por barreiras burocráticas e tarifárias.

O acordo Mercosul-União Europeia impõe ao Brasil um desafio inadiável. Ele pode ser o motor da nossa integração global, transformando a pressão da concorrência em incentivo para a inovação. A abertura comercial é um instrumento de desenvolvimento, mas o seu êxito depende de arrumarmos a nossa própria casa. Se fizermos o dever de casa, o Brasil não apenas sobreviverá à abertura, mas poderá emergir como um dos grandes fornecedores de soluções tecnológicas para os desafios do século XXI.

Fonte: Artigo escrito por José Velloso, engenheiro mecânico, administrador de empresas e presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ).
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