Avicultura Editorial
Sanidade reafirmada: a força de uma resposta ágil e coordenada
Diante do primeiro foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial, em território nacional, o que se viu foi uma resposta exemplar.

Poucos países no mundo têm a capacidade de mobilização sanitária que o Brasil demonstrou recentemente. Diante do primeiro foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (H5N1) em uma granja comercial, em território nacional, o que se viu foi uma resposta exemplar.

Do produtor ao fiscal agropecuário, das entidades setoriais aos órgãos oficiais, todos agiram com o senso de urgência e a precisão que o momento exigia. A cadeia da avicultura brasileira, responsável por alimentar milhões de pessoas em mais de 150 países, foi posta à prova. E respondeu com o que tem de melhor: profissionalismo, transparência e compromisso com a sanidade.
As ações de contenção foram imediatas. O foco foi isolado, as aves foram eliminadas conforme os protocolos internacionais e o entorno passou a ser monitorado intensivamente. Não houve disseminação. O controle foi efetivo. Os procedimentos de comunicação com a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais foram seguidos com rigor. A confiança do mundo permaneceu, apesar das suspensões de parte das compras – e não por acaso.
Agora, o Brasil se aproxima novamente da condição de área livre da doença. Um retorno esperado, construído com base técnica e vigilância contínua. É importante lembrar que manter status sanitário não é apenas evitar surtos. É saber como reagir quando eles ocorrem. E nisso, o Brasil deu uma lição. Não se escondeu, não omitiu, não virou as costas. Atuou.

Este editorial é um reconhecimento público a todos os que participaram dessa resposta. Aos produtores, que seguem investindo em biosseguridade. Às agroindústrias, que reforçaram seus controles. Aos serviços veterinários estaduais e federais, que mostraram preparo e sintonia. Às associações e entidades, que souberam comunicar com clareza.
O episódio de Montenegro não mancha a reputação do Brasil. Ao contrário, a fortalece. Porque, diante da adversidade, reafirmamos o que o mundo já sabia: o Brasil é referência global em sanidade animal – não apenas pelo histórico, mas pela forma como se posiciona diante dos fatos.
Para ler a versão completa online, basta clicar aqui. Boa leitura!

Avicultura
Simpósio de Avicultura arrecada mais de R$ 10 mil para entidade em Chapecó
Valor foi obtido com vendas durante o evento e destinado à associação que apoia hospitais da região.

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) realizou, entre os dias 7 e 9 de abril, o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em Chapecó. Durante o evento, os participantes tiveram acesso à NúcleoStore, loja com produtos personalizados cuja arrecadação é destinada a uma instituição local a cada edição.
Foram comercializados itens como bótons, camisetas, meias, lixocar e mousepads, com comunicação voltada ao setor avícola. Ao todo, a iniciativa arrecadou R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro).

A Avhro completa em 2026 24 anos de atuação, destacando-se como uma das principais entidades de voluntariado da região oeste – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
A ação integra as iniciativas do Nucleovet para associar eventos técnicos a atividades de apoio à comunidade. Segundo a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o objetivo é ampliar o impacto das ações realizadas durante o simpósio.
A presidente da Avhro, Édia Lago, informou que parte dos recursos já foi aplicada na melhoria da estrutura da sede da instituição. Entre as ações, está a revitalização de um espaço externo, com reorganização da área de acesso, o que deve facilitar o fluxo de veículos e ambulâncias.
A Avhro completa 24 anos de atuação em 2026 e reúne mais de 300 voluntárias. A entidade presta apoio ao Hospital Regional do Oeste (HRO), ao Hospital da Criança de Chapecó e ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Coronel Freitas, com ações voltadas ao atendimento de pacientes e suporte às famílias.
Entre as atividades desenvolvidas estão a produção anual de cerca de 43 mil fraldas descartáveis, 350 enxovais de bebê, além de roupas hospitalares e outros itens utilizados nos atendimentos. A associação também organiza a entrega de cestas básicas para pacientes em tratamento oncológico.
Outro eixo de atuação é o brechó solidário, que destina roupas gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade e apoia ações emergenciais. A entidade também participa de campanhas de doação para municípios afetados por desastres em diferentes regiões do país.
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, iniciativas que conectam o setor agropecuário a ações sociais têm ganhado espaço no Brasil, reforçando o papel do setor além da produção.
Avicultura
Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos
Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado
O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.
Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.
A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.
Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.





