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Avicultura Durante o primeiro dia

Sanidade, logística e geopolítica dominam debates no 11º Encontro Avícola e Empresarial da Unifrango

Com foco nos principais temas que impactam a produção avícola, evento reúne especialistas e lideranças em Maringá (PR) até quinta-feira (24).

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Fotos: Jaqueline Galvão/OP Rural

Começou nesta terça-feira (22), em Maringá (PR), o 11º Encontro Avícola e Empresarial da Unifrango, um dos principais fóruns de debate do setor avícola nacional. Com uma programação técnica robusta, o primeiro dia do evento reúne especialistas de renome e lideranças do agro para discutir infraestrutura logística, segurança alimentar, legislações sanitárias e os impactos do cenário geopolítico global no agronegócio brasileiro. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do evento.

A abertura da programação técnica começou às 14 horas com a palestra de Giovanni Guidolim, da Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), que apresentou um panorama sobre os avanços na infraestrutura portuária e os desafios logísticos que impactam a exportação de carnes. Na sequência, Isabela Perazza, diretora da Global Cold Chain Alliance (GCCA) no Brasil, abordou as tendências em armazenagem voltadas para operadores logísticos, destacando a necessidade de inovação e investimentos em tecnologia para manter a competitividade da cadeia avícola.

Às 15 horas, Lucas Cypriano, coordenador técnico da Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), falou sobre os benefícios do uso de farinhas e gorduras de origem animal na nutrição de frangos, ressaltando ganhos em desempenho zootécnico e sustentabilidade. Logo depois, a microbiologista Marina Gumiere, do Laboratório Mérieux, trouxe uma reflexão sobre os “riscos invisíveis” na indústria de aves e a importância do monitoramento contínuo com técnicas avançadas para assegurar a inocuidade dos alimentos.

A partir das 17 horas, a programação seguiu com foco em regulação sanitária e relações institucionais. A médica-veterinária Juliana Satie, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), apresentará as atualizações em legislações e normativas referentes ao sistema de inspeção no abate de frangos. Em seguida, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, trará um panorama das relações internacionais da pasta e os desafios para abertura e manutenção de mercados estratégicos para a avicultura brasileira. Logo depois, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, destaca o papel do Brasil como fornecedor global de proteína e os entraves enfrentados em um mercado internacional cada vez mais competitivo e regulado.

A cerimônia oficial de abertura está prevista para as 18h30, conduzida por Hugo Bongiorno, representando a diretoria da Unifrango. Na sequência, o professor e cientista político Heni Ozi Cukier (HOC) encerra a programação com uma palestra sobre o contexto geopolítico atual e os impactos no agronegócio, abordando temas como disputas comerciais, segurança alimentar e o posicionamento estratégico do Brasil no cenário global. Confira a programação completa aqui.

O encerramento da noite será marcado por um coquetel ao som da dupla sertaneja Rodrigo & Ravel, reunindo empresários, técnicos e lideranças do setor em um momento de confraternização.

O 11º Encontro Avícola e Empresarial da Unifrango segue até quinta-feira (24), com novas rodadas de palestras técnicas, debates e oportunidades de networking.

Fonte: O Presente Rural

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Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

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O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%.

Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%.

Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês.

Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês.

Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

Fonte: O Presente Rural
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Preços do frango podem reagir após período de demanda enfraquecida no início do ano

Custos equilibrados de milho e competitividade frente à carne bovina reforçam cenário mais positivo.

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Com o fim do período tradicionalmente mais fraco para o consumo, o mercado de frango pode entrar em uma fase de estabilização e recuperação de preços nas próximas semanas. A expectativa é de que a queda observada nos valores da ave seja interrompida após o feriado de Carnaval, acompanhando a melhora da demanda doméstica.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o ambiente segue favorável para o setor, sustentado por exportações aquecidas, elevada competitividade da carne de frango em relação à bovina e custos equilibrados de ração.

No campo da oferta, o ritmo de crescimento pode perder força a partir deste período, dependendo do volume de alojamentos realizados em janeiro. Caso tenham sido menores do que a forte colocação registrada em dezembro, a disponibilidade de aves tende a se ajustar gradualmente. As aves alojadas no fim de dezembro influenciam diretamente a oferta até meados de fevereiro.

As exportações continuam com perspectiva positiva e devem seguir contribuindo para o equilíbrio entre oferta e demanda, reforçando o suporte aos preços no mercado interno.

Em relação aos custos, o cenário também é considerado favorável. A primeira safra de milho apresentou resultado acima das expectativas e, até o momento, a safrinha mantém boas perspectivas. No entanto, o plantio da segunda safra ainda está em fase inicial no Cerrado, e não há definição sobre o percentual que poderá ficar fora da janela ideal, que se encerra no fim do mês.

Mesmo com expectativa de boa oferta de milho e demanda doméstica firme, a tendência é de um mercado equilibrado para o cereal, sem espaço para oscilações expressivas. Ainda assim, as condições climáticas nos meses de março e abril continuarão sendo determinantes para o comportamento dos preços.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Ovos retomam alta e frango mantém preços estáveis no pós-Carnaval

Equilíbrio entre oferta e demanda sustenta cotações dos ovos, enquanto setor avícola monitora consumo para possível reação em março.

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O mercado de ovos voltou a registrar alta após cinco meses consecutivos de queda nos preços. Levantamentos do Cepea indicam que, em algumas regiões acompanhadas, a média parcial até 18 de fevereiro apresenta avanço superior a 40% em relação a janeiro.

Segundo o Centro de Estudos, o equilíbrio entre oferta e demanda tem sustentado a recuperação das cotações, mesmo na segunda quinzena do mês, período em que as vendas costumam perder ritmo. Apesar da recente reação, os preços ainda seguem abaixo dos verificados no mesmo período do ano passado, acumulando retração real superior a 30% nas regiões monitoradas.

A expectativa do setor agora está voltada para a Quaresma, iniciada no último dia 18. Pesquisadores do Cepea destacam que, durante os 40 dias do período religioso, o consumo de ovos tende a aumentar gradualmente, já que a proteína ganha espaço como alternativa às carnes. A perspectiva é de que a demanda mais aquecida continue dando sustentação aos preços.

No mercado de frango, a semana de recesso de Carnaval registra estabilidade nas cotações, reflexo da demanda firme. Ainda assim, na média mensal, o valor da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo está em R$ 7,00/kg até o dia 18 de fevereiro — o menor patamar real desde agosto de 2023, quando foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

Os preços mais baixos refletem as quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano, movimento que já se estende por pouco mais de três meses. O cenário mantém os agentes cautelosos.

De acordo com participantes consultados pelo Cepea, uma possível recuperação dos preços do frango pode ocorrer apenas a partir do início de março, diante da expectativa de maior consumo no começo do mês. Para esta segunda metade de fevereiro, a liquidez deve permanecer no ritmo atual, limitando avanços mais expressivos nas cotações.

Fonte: Assessoria Cepea
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