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Sanidade, Investimento ou Custo?

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*Losivanio Luiz de Lorenzi 
Muito tem se falado em biossegurança na produção de proteína animal no Brasil para que possamos conquistar novos mercados. Como devemos ver esta questão, será mesmo tão necessário assim todos estes investimentos, uma vez que, para nós produtores não vemos preços diferenciados nos nossos produtos? Essa pergunta tenho ouvido com muita frequência em reuniões com o setor da suinocultura em todo o Estado. Santa e bela Catarina tem um grande diferencial dos demais Estados da federação por ser livre de “Febre Aftosa sem Vacinação”, mas que tem o mesmo preço pago ao produtor da mesma indústria de qualquer outro Estado sem esta certificação.

Agora em maio, vamos receber mais uma certificação que continuará diferenciando a sanidade, que é de “Livre de Peste Suína Clássica”. Fica realmente difícil de aceitar estas diferenças sem a remuneração adequada, afinal, nós produtores também investimos muito para fazer acontecer estes diferenciais. Por outro lado, devemos analisar se não tivéssemos estes diferencias, como estaria o mercado externo, seria comprador dos nossos produtos? Santa Catarina representou em 2014 mais de 38% das exportações Brasileiras, isso já é um forte indício que devemos sempre ter diferenciais para novos mercados.

Nós produtores catarinenses sabemos que estes diferenciais fazem a diferença para a exportação e as agroindústrias exportam por Santa Catarina para mercados exigentes, valendo deste diferencial sanitário. A diferença sanitária traz também grandes empresas investindoem produção de material genético, pois sabem que podemos exportar estes animais para qualquer parte do País sem a exigência de quarentenar os mesmos para a produção em granjas comerciais. Nosso Estado, por ser pioneiro na suinocultura, tem em seus produtores o desfio da evolução constante, que a cada dia acordam pensando em fazer mais e melhor, principalmente quando o assunto é biossegurança.

Esse pioneirismo, aliado a esse desafio, manterá esta atividade promissora, apesar de termos a diferença sanitária e termos a igualdade financeira dos demais Estados. Nossos produtores, atentos sempre às exigências de mercado, sabem que outros desafios estão sendo colocados no caminho. Desafios como o “Bem Estar Animal” que terão que ser bem discutidos para não penalizar as pequenas propriedades rurais que fizeram e fazem deste pequeno Estado, um orgulho a cada brasileiro pela sua importância econômica no PIB nacional.

Vejo sempre que todos os valores investidos em sanidade não devem ser contabilizados como custo e sim como investimentos para a manutenção e ampliação de novos mercados, cada vez mais exigentes, assim, manteremos nossas estruturas produtivas e gerando renda, melhorando a qualidade de vida no campo e garantindo a segurança alimentar ao nosso consumidor, objetivo do nosso árduo trabalho. 

*Suinocultor e presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS)

Fonte: O Presente Rural

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Notícias Dia 23 de agosto

Ministro da Agricultura vai participar do 9º Congresso Brasileiro de Fertilizantes

Considerado o maior do segmento no Brasil, o evento será realizado no próximo dia 23 em São Paulo (SP).

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Foto: Divulgação/Mapa

A cerimônia de abertura do 9º Congresso Brasileiro de Fertilizantes (CBFer), promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), vai contar com a participação do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes. O evento, o maior do segmento no Brasil, será realizado no próximo dia 23, no Renaissance São Paulo Hotel, em São Paulo (SP).

Também está prevista a presença das seguintes autoridades: o secretário especial de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, almirante Flávio Rocha; o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Francisco Matturro; o diretor-presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (IRICE), embaixador Rubens Barbosa; o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Raul Jungmann; o diretor de Gestão e Modernização Portuária do Ministério da Infraestrutura, Otto Luiz Burlier; o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Departamento de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), Roberto Rodrigues; e o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessoa.

A programação contará com especialistas, empresários e formadores de opinião, que abordarão as melhores práticas de ESG (sigla em inglês para Meio Ambiente, Social e Governança Corporativa), inovação e a importância da diplomacia brasileira para a área dos fertilizantes.

O evento contará com os painéis: “Fertilizantes e segurança alimentar”; “Reflexos da crise internacional para o mercado brasileiro”; “Logística e infraestrutura: desafios para o agro Brasileiro”; “Investimentos e produção nacional de fertilizantes”; e a apresentação “Nutrientes para a vida”.

Na ocasião, também será anunciado o vencedor do prêmio “Carlos Florence”, iniciativa da Anda para condecorar acadêmicos e pesquisas inovadoras com olhar para o setor de fertilizantes no país.

Para conferir a programação completa e realizar a inscrição no modo presencial ou on-line clique aqui.

Fonte: Ascom
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Notícias Em Campos Novos

Aumento da eficiência no uso de fertilizantes entra na pauta do Caravana Embrapa

Voltado para lideranças, produtores rurais, técnicos e consultores, evento acontece no próximo dia 24, em Campos Novos (SC). Inscrição é gratuita.

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Foto: Arquivo/OP Rural

Estão abertas as inscrições para a Caravana Embrapa em Campos Novos (SC), que acontece no próximo dia 24, com a Epagri como uma das correalizadoras. O evento inicia às 08h15, com término previsto para as 12 horas, no auditório da Unoesc de Campos Novos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui.

A edição 2022 da Caravana tem foco no aumento da eficiência no uso de fertilizantes e de insumos para a nutrição de plantas, visando incremento de produtividade e uma economia potencial de até 20% na safra 2022/23. O público-alvo é formado por lideranças e produtores rurais da região, técnicos e consultores.

A Caravana Embrapa é realizada desde 2014 com objetivo de levar ao setor produtivo soluções para problemas que afetam a agropecuária nacional. O tema para 2022 tem origem nas restrições de importações de fertilizantes e o aumento do consumo no Brasil em mais de 10% nos últimos dois anos, que provoca elevação expressiva de preços (mais de 100% em 6 meses) e possível escassez de oferta. Mais de 80% dos fertilizantes utilizados no País são importados.

Com base nesse contexto, a programação da Caravana contempla palestras ministradas por especialistas da Embrapa para tratar dos temas: planejando onde e quando plantar, boas práticas, novos fertilizantes e insumos, manejo e sustentabilidade, soluções digitais.

Fonte: Ascom
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Notícias Vigilância Agropecuária

Missão americana destaca avanço e transparência de informações sobre sanidade avícola brasileira

Serviço Veterinário Oficial dos Estados Unidos prepara relatório com resultado final da avaliação feita presencialmente em sete estados brasileiros.

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Reunião final da missão americana aconteceu na Superintendência em São Paulo - Foto: Ana Maio/SFA/SP

A missão do Serviço Veterinário Oficial dos Estados Unidos (APHIS/USDA) que veio ao Brasil para auditar protocolos e conhecer a estrutura do sistema de defesa e vigilância agropecuária no setor avícola do país terminou na última sexta-feira (12), em São Paulo. O grupo se disse impressionado com a transparência de informações, as condições de rastreabilidade e com o avanço do sistema de controle integrado em relação à última visita, realizada em 2012. Os Estados Unidos ainda não importam carne de frango ou ovos do Brasil.

O foco da missão era o mercado de aves vivas. Já existe uma negociação para a certificação de pintinhos de um dia e ovos férteis, exigência legal para que o Brasil possa exportar esses produtos aos americanos. O grupo levantou informações, especialmente, sobre a vigilância da doença de Newcastle. O último caso no Brasil ocorreu em 2006.

O coordenador-geral de Sanidade Animal do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jorge Caetano Junior, lembrou que o Brasil representa também um diferencial para a genética de aves. “Aqui não temos a Influenza Aviária, doença que ocorre em todos os continentes, menos na América do Sul. O país é um local seguro para as multinacionais desse ramo se instalarem”, explicou. Só em 2022, quase 38 milhões de aves foram abatidas nos Estados Unidos por causa da doença.

Durante duas semanas, os representantes do governo americano, após reunião inicial em Brasília, visitaram São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás. Eles visitaram granjas, associações de produtores, serviços veterinários estaduais e superintendências federais de Agricultura. A última foi a SFA-SP, onde ocorreu a reunião final na tarde de sexta-feira, dia 12.

Os auditores destacaram a facilidade de acesso aos dados, a integração entre instituições estaduais e federais, a capacidade de resposta da Vigilância Agropecuária em eventuais casos de surtos, a biossegurança nos estabelecimentos avícolas, o controle de trânsito animal e as campanhas de comunicação e educação sanitária feitas no país.

O resultado do trabalho será apresentado no relatório final, que será entregue ao Mapa nos próximos meses. Jorge Caetano afirmou que os elogios e críticas de missões estrangeiras ajudam o Brasil a fortalecer o agro nacional.

Fonte: Ascom
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PORK 2022

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