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Sanidade avícola em foco reúne 18 estados durante a Expointer

Encontro debate estratégias contra influenza aviária e ocorre no mesmo dia em que a União Europeia reconhece Brasil como país livre da doença.

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Foto: Adapar

Representantes de 18 órgãos estaduais de sanidade agropecuária se reuniram na quinta-feira (04), na Casa do Fundesa, durante a Expointer, que se realiza em Esteio (RS), para trocar experiências sobre as medidas que adotaram na contenção dos focos de influenza aviária em seus territórios este ano. A reunião foi promovida pelo Fórum Nacional de Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa).

O Rio Grande do Sul detalhou o planejamento e as estratégias adotadas pela Seapi após a confirmação do foco de influenza aviária numa granja comercial de Montenegro, em maio de 2025. Também houve o relato de experiências dos estados de Goiás, São Paulo e Santa Catarina, que tiveram que lidar com focos de influenza aviária em criações de subsistência neste ano. “Esses estados respondem por 87% da produção nacional de aves, então é uma discussão extremamente necessária”, frisou o presidente do Fonesa e diretor-presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, Otamir Martins.

Foto: Shutterstock

Neste tema, o Paraná se consolidou como referência nacional na prevenção e controle da influenza aviária, com quase duas décadas de investimentos em vigilância sanitária e na integração entre setor público e privado. Desde o aumento dos focos da doença no mundo, em 2022, o Estado intensificou ações no Litoral, como o monitoramento de aves migratórias, palestras técnicas e visitas a propriedades rurais, totalizando mais de 2,6 mil atividades desde 2023. O resultado desse trabalho foi a contenção rápida de 13 focos em aves silvestres, sem registros em granjas comerciais, reforçando o pioneirismo paranaense na manutenção do status sanitário da avicultura.

“Depois dos episódios de Newcastle e influenza aviária nos últimos dois anos, é importante esse compartilhamento de informações e relatos sobre a aplicação prática dos protocolos de combate aos focos. Esses protocolos são baseados em experiências passadas, e as vivências recentes que tivemos podem contribuir para um melhoramento”, destacou o secretário adjunto da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Marcio Madalena, quanto as ações de combate após o registro da doença no Estado neste ano.

A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapi, Rosane Collares, contou que a mobilização do Rio Grande do Sul para a influenza aviária teve início em fevereiro de 2023, quando foi registrado o primeiro foco da doença na América do Sul. “Naquela época tivemos uma reunião com o governador e com todas as secretarias sobre a influenza aviária e seus impactos. Esse trabalho prévio foi muito importante, ganhamos muito tempo na articulação intersetorial, para já estarmos alinhados quando o foco chegasse em nosso território”.

O caso em Montenegro foi apresentado sob diversos aspectos: como foi a notificação e o atendimento inicial ao foco; a investigação epidemiológica e o saneamento do foco após a confirmação; as ações de vigilância e de educação sanitária realizadas no perímetro; e a criação e utilização do módulo de geoanálise da Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS) para planejar o trabalho das equipes.

União Europeia

A União Europeia, que reúne 27 países, anunciou na tarde desta quinta-feira (04), durante reunião com ministros brasileiros o reconhecimento do Brasil como livre de gripe aviária, o que viabiliza a retomada da importação de carne de frango brasileira. A remessa do produto estava suspensa desde a confirmação do caso em Montenegro.

O Paraná é um dos estados que podem ser beneficiar do retorno da importação europeia. Nos primeiros sete meses de 2024 o Estado tinha exportado 66 mil toneladas de carne de frango para esse mercado, faturando US$ 181,8 milhões. No mesmo período deste ano o volume caiu para 41,9 mil toneladas, entrando US$ 115,8 milhões. A redução foi de 36,5% em volume e de 36,3% em recursos monetários.

Com o retorno da União Europeia entre os parceiros comerciais brasileiro para a carne de frango, ainda permanecem sem a abertura os mercados do Canadá, China, Malásia, Paquistão e Timor Leste.

Expointer

A Expointer é feira agropecuária realizada a céu aberto, e com grande destaque internacional. A feira é realizada anualmente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O evento atrai centenas de milhares de pessoas para vivenciar a união de tradição e inovação no agronegócio, com julgamentos de animais, exposição de máquinas, feiras de produtos da agricultura familiar e fomento a negócios.

Fonte: Assessoria Adapar

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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