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Avicultura Em Florianópolis (SC)

Sanidade avícola e inovação marcam início do 15º Simpósio Técnico ACAV

Evento que reúne diversos setores da cadeia produtiva celebra 30 anos e reforça protagonismo de Santa Catarina no cenário mundial.

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A palestra magna da abertura oficial ficou a cargo do Doutor em Educação pela Universidad de La Empresa (Uruguai), José Luiz Tejon Megido - Fotos: Leticia Bombo/MB Comunicação

Começou nesta terça-feira (05) o 15º Simpósio Técnico ACAV – Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição. De terça (05) a quinta-feira (07), o evento reúne, no CentroSul, em Florianópolis (SC), profissionais, técnicos, pesquisadores, empresários e estudantes ligados à cadeia produtiva avícola. Em pauta, assuntos como a biosseguridade, a sanidade das aves, os aperfeiçoamentos tecnológicos e valiosos debates que ampliam os horizontes de todos os envolvidos.

Promovido pela Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), no primeiro dia de Simpósio os participantes tiveram atualizações técnicas, durante o pré-simpósio assinado pela MSD, e falaram sobre biomonitoramento e saúde animal, durante o dia. Já no início da noite, foi realizada a abertura oficial, da qual participaram o coordenador geral do evento, Bento Zanoni, o Secretário de Estado da Agricultura, Carlos Chiodini (representando o Governador Jorginho Mello), o Secretário Executivo de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de SC, Paulo Bornhausen, o presidente da ACAV, Marcondes Aurélio Moser e o diretor executivo de agro e sustentabilidade da Seara Alimentos S/A, presidente do Sindicarne, José Antônio Ribas Junior, bem como outras autoridades presentes.

Abertura oficial do 15º Simpósio Técnico ACAV – Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição – Foto: Leticia Bombo/MB Comunicação

Comemorando os 30 anos do evento, em 2025, Moser destacou a importância do engajamento de toda a cadeia produtiva para que o evento tivesse uma trajetória tão consolidada como essa. Desde os produtores, passando pelas empresas e entidades envolvidas, cada um cumpre com o seu papel para que esse evento seja um dos mais importantes da avicultura. De acordo com o presidente, entre os assuntos mais relevantes que devem ser debatidos nos próximos dias está a questão sanitária, devido às atenções em relação à gripe aviária. “A ACAV está totalmente imbuída e exercendo uma liderança muito forte com todos os elos produtivos para que o protocolo da biossegurança seja exigido para o nosso maior ativo, o produtor rural”, disse.

Ao que Zanoni complementou, reforçando que a orientação para os participantes é, inclusive, de que ao retornarem para suas rotinas, cumpram o tempo necessário de afastamento das granjas que, para quem é do Brasil, é de três dias e, para quem é de outro país, é de sete dias. “A orientação é justamente para garantir a biosseguridade de quem vem para nosso evento”, afirmou. O coordenador fez questão de relembrar que cada uma das edições do evento, desde a primeira, tem sua importância para que o Simpósio chegasse à proporção em que se encontra atualmente. “Nós trazemos sempre a evolução da avicultura, principalmente as tendências na área da tecnologia, para que possamos melhorar no nosso dia a dia”, observou.

Conforme Junior, que também concorda sobre biossegurança ser o principal assunto em pauta, o Brasil é o segundo país mais relevante na produção de aves no mundo – e o primeiro em exportação –, exatamente por conta de eventos consolidados como o Simpósio. “Esse reconhecimento mundial do País passa muito pelo trabalho que Santa Catarina faz com as grandes agroindústrias do Estado. Afinal, das três maiores agroindústrias do mundo, duas são catarinenses, o que nos impulsiona a ter as melhores certificações do setor e levar frango para 150 países do mundo”, afirmou.

Entre os homenageados da noite estavam o secretário Paulo Bornhausen, pela missão internacional de 2025, que teve como objetivo reforçar a importância estratégica dos mercados asiáticos à avicultura brasileira; bem como o Governador Jorginho Mello, pela rápida ação na retomada do mercado no Japão, devido à Influenza Aviária no município de Maracajá, em 2023.

A palestra magna da abertura oficial ficou a cargo do Doutor em Educação pela Universidad de La Empresa (Uruguai), José Luiz Tejon Megido. Seguindo a proposta do título: “Avicultura brasileira uma revolução tecnológica, produtiva, humana… consumidora para o mundo”, Tejon reforçou que o setor do Brasil revolucionou o mercado de forma bastante estratégica, modificando a maneira como o consumidor final começou a consumir o frango.

Em pauta, assuntos como a biosseguridade, a sanidade das aves, os aperfeiçoamentos tecnológicos e valiosos debates que ampliam os horizontes de todos os envolvidos – Foto: Leticia Bombo/MB Comunicação

De acordo com ele, essa grande transformação foi científica e tecnológica, mas também de consumo a partir de uma grande ação de marketing do setor: o prestigiado frango assado. A iniciativa da famosa “televisão de cachorro”, como a iguaria ficou conhecida, teve como consequência o engajamento de famílias, principalmente durante o almoço de domingo. Essa iniciativa teve reflexos inclusive nas tarefas domésticas de muitas mulheres encarregadas de fazer os almoços aos finais de semana. “Pode-se considerar que a avicultura realizou uma verdadeira orquestração empresarial do agrobusiness”, comentou Tejon. Ovacionado pelo público, a palestra dele trouxe um vislumbre da importância do agronegócio como sinônimo de saúde.

O encerramento do primeiro dia foi marcado pelo coquetel de confraternização oferecido pela COBB, uma das patrocinadoras do evento. O segundo dia de Simpósio, quarta-feira (6) será totalmente dedicado ao assunto eleito como o mais relevante atualmente, a sanidade avícola. Estão previstas palestras sobre doenças virais emergentes na avicultura, uma atualização do cenário global da influenza aviária e panorama da biosseguridade na avicultura brasileira, com foco na situação epidemiológica e nos principais pontos de atenção para o setor.

A programação técnica e de alto nível do 15º Simpósio Técnico ACAV – Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, segue até esta quinta-feira (07), no CentroSul, em Florianópolis (SC), voltada à capacitação, atualização e debate sobre as melhores práticas e tendências do setor, promete seguir o que já vem fazendo há 30 anos: transformar a capital catarinense em um verdadeiro centro de ideias, inovações e diálogos da avicultura industrial, que levará um reflexo para todo o mercado, inclusive o internacional.

Fonte: Assessoria ACAV

Avicultura Editorial

O Nordeste avícola já não cabe no rodapé

Região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A avicultura nordestina não nasceu agora, nem depende de descoberta recente para provar sua relevância. Há empresas, marcas, produtores e famílias que construíram trajetória na atividade por décadas. O que mudou é a escala da discussão. A região, por muito tempo observada apenas pela baixa participação no abate nacional sob inspeção federal, começa a aparecer com mais força em indicadores que mostram capacidade produtiva, alojamento de pintainhos, produção de ovos, genética, integração, verticalização e novos investimentos.

Essa diferença importa. Quando se olha apenas para o abate, o Nordeste ainda parece pequeno diante da força histórica do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Mas a fotografia fica incompleta. A região respondeu por uma fatia relevante do alojamento nacional de pintainhos de corte em 2025, avança na postura comercial, abriga operações integradas, amplia a produção de ovos, mantém presença em genética avícola e passa a se beneficiar da aproximação dos grãos produzidos no Matopiba.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

O Ceará é um dos exemplos mais claros dessa mudança de patamar. A avicultura está distribuída por dezenas de municípios, gera empregos, sustenta uma produção expressiva de ovos e frangos e reúne empresas que operam da ração à distribuição. A presença de uma granja de avós no estado também coloca a região em uma etapa estratégica da cadeia, muito além da produção de commodity.

A Bahia, por sua vez, mostra outro lado desse movimento: crescimento em alojamento, avanço na produção de ovos e potencial de expansão, mas também uma disputa dura contra custos, logística, energia, crédito e infraestrutura. O sinal é importante porque revela que o crescimento existe, mas não se sustenta apenas com demanda. Precisa de indústria, estrada, armazenagem, assistência técnica, mão de obra e ambiente de negócios.

Esta edição de O Presente Rural olha para o Nordeste sem folclore. Não se trata de afirmar que a avicultura brasileira mudou de endereço. O centro nacional da produção continua fortemente ancorado em regiões tradicionais. Mas também já não é possível tratar o Nordeste como nota lateral. A região construiu história, ganhou escala e entrou de forma mais consistente na conta dos investimentos avícolas do país. O rodapé ficou pequeno para o tamanho dessa pauta.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Avicultura

Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura

Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

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A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock

A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.

Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock

A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.

A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.

Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock

que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.

Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.

A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura No Noroeste do Estado

Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência

Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

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Foto: Divulgação/Ilustração

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação

A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.

De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.

A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.

Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi

A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.

A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.

Fonte: O Presente Rural
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