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Sanidade agropecuária é debatida durante a 45ª Expointer com representantes de países latino-americanos
Sanidade animal e o plano de vigilância para a febre aftosa nos Estados da região Sul foi o tema da reunião do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Rio Grande do Sul e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) promoveram uma reunião, na quinta-feira (1º), durante a 45ª Expointer, sobre sanidade agropecuária com autoridades do Uruguai e Paraguai. O secretário da Agricultura, Domingos Velho Lopes, abriu o evento falando da importância do alinhamento das ações entre os três estados do Sul do Brasil e os países que fazem limite com eles.
Segundo a diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal da Seapdr, Rosane Collares, essa foi a primeira reunião da qual participou o Paraguai. “Uma participação histórica”, comemorou. “Foi um encontro de aproximação e de começo de planejamento de ações conjuntas”, afirmou Rosane.
Segundo ela, já existe um trabalho fortalecido da Secretaria com o Uruguai. “Inclusive, nesta quinta-feira, os ministros da Agricultura do Uruguai e do Brasil assinaram um termo de cooperação para que os serviços veterinários dos dois países possam trabalhar juntos”, destacou Rosane.
Ficou acertado durante o encontro que, quando houver treinamentos, capacitações, devem ser oferecidas vagas para representantes de outros países e estados, a fim de que possa haver esse intercâmbio de informação e um trabalho alinhado.
O diretor do Departamento de Saúde Animal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Geraldo Moraes, destacou a importância do encontro para o fortalecimento das relações com os países fronteiriços Uruguai e Paraguai. “Infelizmente a Argentina não pode comparecer”, lamentou.
De acordo com ele, com o avanço da retirada da vacinação contra aftosa, o Brasil está retomando a aproximação com os demais países fronteiriços. Moraes citou o termo de cooperação assinado nesta quinta-feira. “É fundamental para que os serviços veterinários de saúde animal e vegetal possam fazer seus planos de trabalho específicos de vigilância na fronteira”, pontuou.
“Já temos várias experiências aqui e pretendemos implantar uma agenda contínua de reuniões para que possamos manter sempre o intercâmbio de informações dos trabalhos conjuntos e principalmente resgatar o contato com os colegas no campo”, disse Moraes. “Os médicos veterinários que estão nas unidades veterinárias locais em um e outro lado precisam se comunicar com reuniões frequentes para darem segurança às ações de fronteira”, concluiu.
O diretor-geral- dos Serviços de Pecuária do Ministério de Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai, Diego de Freitas, falou que o tema de vigilância na fronteira é fonte de preocupação entre os países. “Com o Brasil já estamos trabalhando o assunto há cerca de dois anos. A ideia é programarmos uma agenda conjunta para o ano que vem”, prometeu Freitas.
Conforme ele, o trabalho é controlar todo o gado que fica no Departamento de Rivera. “Lá temos 180 quilômetros de fronteira seca (sem rios). Por exemplo, se há um problema de sarna nos animais de um lado, e se não atuarmos em conjunto, a solução não é eficaz como deveria ser”, finalizou Freitas.
Já o presidente do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal do Paraguai, José Carlos Martin, afirmou que a reunião foi muito interessante para trocar informações com os demais. “Poucas vezes tivemos a oportunidade de nos reunir em um estado que tem êxito em um programa muito importante, programa que viemos trabalhando regionalmente há mais de 50 anos. Escutar a opinião de técnicos estaduais e também do setor privado é fundamental para nós”.
Martin felicitou o esforço comprometido do estado do Rio Grande do Sul em realizar essa edição da Expointer “globalista e integracionista”. Segundo ele, no último ano, o Paraguai vem fazendo um trabalho muito sério a respeito da sanidade agropecuária. Especialmente na fronteira com o Mato Grosso do Sul. “Fizemos muitas ações de vigilância sanitária. Sempre compartilhando experiências com os técnicos e entendendo que somos uma região que é o supermercado do mundo, abastecedora da proteína animal, do alimento. Essa pandemia nos ensinou duas coisas: uma, que no mundo não pode faltar o alimento e nem o medicamento”.
Por sua vez, o presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná e presidente do Fórum das Entidades de Sanidade Agropecuária do Brasil, Altamir Martins, contou que têm havido discussões em nível de Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa Sul) sobre a questão da vigilância de fronteira. “Essa reunião de hoje foi importante para conversarmos com representantes do Paraguai e do Uruguai. A ideia é definir de que forma podemos trabalhar de forma conjunta em relação a esse assunto. E também a questão da retirada da vacina de aftosa nesses países. Esse é um trabalho mais a longo prazo. Como países da América do Sul, precisamos ter essa preocupação de retirarmos a vacinação da aftosa, até porque o mundo depende de nós para ser alimentado”.

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Entidades do agro defendem aumento da mistura de biodiesel no diesel
Manifesto propõe elevar percentual de 15% para 17% como estratégia para reforçar a segurança energética e reduzir dependência de importações.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras entidades do setor agropecuário nacional, o manifesto “Pela Elevação da Mistura de Biodiesel como Estratégia de Segurança Energética e Desenvolvimento Nacional”. O documento, elaborado pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA), propõe ao governo federal o imediato aumento do percentual de mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 17% (B17). A medida é estratégica para fortalecer a segurança energética do país e reduzir riscos de desabastecimento.
A iniciativa ocorre em meio ao cenário de preocupação com o mercado internacional de combustíveis, agravado pelas tensões no Oriente Médio, que podem afetar o fornecimento global de petróleo e derivados. No interior do Paraná, sindicatos rurais já relatam falta de combustíveis, insumo essencial para a produção mecanizada no campo.
“Ampliar a mistura significa reduzir a dependência do diesel importado, além de fortalecer a produção nacional e gerar mais renda e desenvolvimento no campo”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, que também integra o Conselho Executivo do IPA. “A medida contribui para dar mais previsibilidade ao setor produtivo e para os nossos produtores rurais, que precisam de segurança energética para continuar produzindo alimentos”, complementa.
O manifesto reforça que a elevação da mistura de biodiesel para 17% é uma medida estratégica, podendo ampliar a oferta interna de combustível, reduzir a dependência de importações e fortalecer a indústria nacional. Segundo as entidades, a iniciativa também garante maior previsibilidade para produtores, protege a economia de choques externos e acelera a transição energética por meio de biocombustíveis renováveis, em um período crítico para o escoamento da safra e para a competitividade do agronegócio brasileiro.
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Jornada 6×1: mais debate técnico, menos politicagem
Mudança na jornada de trabalho terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos.

O ano de 2026 promete intensas discussões em Brasília, com impactos diretos na população, ainda mais com as eleições programadas para outubro. Um tema que, certamente, vai atrair os holofotes é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de jornada de trabalho 6×1. Antes de qualquer decisão, é preciso um debate considerando pontos importantes.
O primeiro é simples e direto. A discussão precisa ser equilibrada, sem qualquer viés ideológico e/ou político. Nossos parlamentares precisam conhecer o real cenário, e não apenas buscar votos para eleição e/ou reeleição. Outro ponto é envolver o setor produtivo no debate, tanto as entidades representativas quanto os próprios empresários.
Do lado do setor agropecuário, já adianto: hoje não é possível reduzir a jornada de trabalho no Brasil! Num primeiro momento, o que pode parecer uma conquista para a sociedade será um grande desastre para o país.

Artigo escrito por Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.
O Brasil não está preparado para essa mudança em face de seu atraso tecnológico, resultado da política protecionista de nossos governos nas últimas décadas. Isso fica provado quando o país aparece na 67ª posição no ranking de produtividade e no 68° lugar em capacitação de mão de obra, segundo levantamento do Global Talent Competitiveness Index (GTCI), elaborado pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas (Insead), em parceria com o Portulans Institute.
Esses rankings significam que não temos condições de competir com outras economias globais, porque os sucessivos governos não atentaram para a necessidade de desenvolver tecnologia, aumentar a eficiência da mão de obra e implantar uma infraestrutura que pudesse ser facilitadora. É preciso reconhecer que estamos atrasados em relação aos demais players mundiais.
A mudança na jornada de trabalho terá reflexos negativos significativos, com aumento do custo de produção e redução dos investimentos, colocando em risco o crescimento do país e comprometendo empregos. Ou seja, não vai beneficiar o trabalhador!
Esse cenário desastroso será verificado em todos os setores – indústria, serviços e comércio. A agropecuária será severamente impactada. No meio rural, onde a jornada de trabalho é diferenciada, a mudança vai exigir dos produtores um aumento expressivo no número de novos trabalhadores – cada vez mais raros – para compensar a redução das horas trabalhadas. Basta ver as tarefas contínuas dos produtores de leite, aves, suínos, peixes e outras atividades que exigem atenção permanente, ao longo das 24 horas do dia, durante o ano inteiro. A obrigação de novas contratações certamente vai impactar os preços dos alimentos para a população.
A proposta do fim da escala de jornada de trabalho 6×1 não pode ser usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição. O bom senso recomenda que não mexamos nesse tema agora, para não ampliar a carga de problemas que pesam sobre o setor produtivo. Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém. Principalmente se a medida for elevar o preço do frango.
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Expodireto Cotrijal marca lançamento do Censo da Agroindústria Familiar no Rio Grande do Sul
Diagnóstico socioeconômico vai reunir informações de mais de 4 mil empreendimentos participantes do Programa Estadual de Agroindústria Familiar.

A 26ª Expodireto Cotrijal foi palco para o lançamento do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), o evento que aconteceu na Casa da Emater/RS-Ascar, na quarta-feira, 11 de março, reuniu representantes de entidades e imprensa, além dos extensionistas que estarão à frente desse trabalho de investigação e sistematização.
Batizado como Censo da Agroindústria Familiar, o diagnóstico será elaborado a partir de um questionário aplicado a todas as agroindústrias participantes do PEAF. O estudo reunirá informações sobre aspectos como gestão das agroindústrias, sucessão familiar, qualidade de vida das famílias envolvidas, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), a Emater/RS-Ascar e o Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.
De acordo com Secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, a meta é obter informações precisas das mais de 4 mil agroindústrias cadastradas no Peaf “A iniciativa do censo busca produzir um retrato detalhado e atualizado da realidade do setor no Rio Grande do Sul. Queremos saber quais os gargalos, o que vem dando certo e como o Estado pode contribuir através de políticas públicas efetivas e quais os incentivos necessários para o desenvolvimento do setor”
O Presidente da Emater/RS-Ascar, Claudinei Baldissera, destacou o compromisso da entidade em realizar o censo “Nossos extensionistas sabem da importância em abraçar esse desafio de levar o censo às agroindústrias, uma vez que os dados irão subsidiar a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do segmento e contribuir para a modernização do programa.”
O diagnóstico representa mais um passo no fortalecimento da agroindústria familiar gaúcha, ampliando o conhecimento sobre o setor e contribuindo para o desenvolvimento de ações estratégicas voltadas aos produtores familiares.
Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF)
As agroindústrias que pertencem ao Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) podem participar das feiras da Agricultura Familiar promovidas pela SDR. Em 2025 o Peaf alcançou um Marco com a certificação de inclusão da agroindústria de número 2.000, o que reforça o compromisso do governo com a valorização das famílias rurais, impulsionando o avanço econômico e social em todas as regiões do Estado.



