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Saiba o que esperar sobre clima, mercado e a produção de soja

No Brasil, a perspectiva é de uma nova expansão na produção, impulsionada tanto pelo aumento da área plantada quanto pela elevação da produtividade.

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Foto: Shutterstock

A safra 2023/24 no Brasil teve seu desenvolvimento prejudicado devido a condições climáticas adversas em várias regiões. Após o início do plantio em meados de setembro, a forte influência do El Niño sobre o clima trouxe ondas intensas de calor, afetando especialmente o Centro-Oeste, Sudeste e Norte do país no final de 2023. Essas ondas de calor, aliadas a períodos de chuva abaixo da média, resultaram em prejuízos expressivos na produtividade. “O clima irregular provocou a maior quebra histórica de produtividade em Mato Grosso, o maior produtor de grãos do país, com uma redução de cerca de 15% em relação à safra 2022/23”, afirma Francisco Queiroz, responsável pela cobertura das commodities de soja, milho e algodão da Consultoria Agro do Itaú BBA.

Foto: José Fernando Ogura

No entanto, o retorno das chuvas entre o final de dezembro de 2023 e janeiro de 2024, beneficiaram especialmente as lavouras mais tardias. Esse fator, junto com a expansão de área cultivada, que cresceu 2,7%, ou seja, 1,2 milhão de hectares, ajudou a amenizar a queda na produção.

A Consultoria Agro do Itaú BBA projeta que a produção brasileira de soja na safra 2023/24 chegue a 153 milhões de toneladas, um volume inferior ao potencial de 163 milhões de toneladas estimado no início da temporada. “Essa redução na safra brasileira, entretanto, foi mais que compensada pela recuperação da produção na Argentina. O país vizinho, que havia sofrido grandes perdas devido à seca na safra 2022/23, conseguiu dobrar sua produção em 2023/24, graças às chuvas favoráveis trazidas pelo El Niño”, aponta Queiroz.

Segundo as projeções mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Argentina deve encerrar a safra com uma oferta de 50 milhões de toneladas. “Com isso, o balanço global de oferta e demanda de soja apresentou um crescimento importante dos estoques, da ordem de milhões de toneladas, o que resultou também em um incremento da relação estoque/consumo da oleaginosa, que saiu de 27% para 29% em 2023/24”, afirma Queiroz.

Diante do panorama de maior conforto para o balanço mundial de soja, as cotações do grão em Chicago apresentaram redução de 19,2% no primeiro semestre de 2024 sobre o mesmo período do ano anterior. Em Sorriso (MT), Rio Verde (GO) e Paranaguá (PR), a desvalorização apresentada no semestre foi de 16,7%, 18,1% e 17,6%, respectivamente. “A queda dos preços, somada a uma produtividade mais baixa e custos ainda em patamares elevados, resultou em menor rentabilidade para o produtor brasileiro”, avaliou o profissional.

2024/25

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

O cenário para a temporada 2024/25 começou a tomar forma a partir do início do plantio da safra nos Estados Unidos, trazendo perspectivas otimistas para a produção global de soja. Segundo as primeiras estimativas do USDA, a produção mundial da oleaginosa deve atingir 422 milhões de toneladas, um aumento de 7% em relação à safra anterior, estabelecendo um novo recorde de oferta. O órgão projeta crescimento na produção dos três maiores produtores globais: Brasil, EUA e Argentina, com expectativas de expansão de 10% para o Brasil, 6% para os EUA e 3% para a Argentina. “O plantio da safra americana iniciou em meados de abril e veio em ritmo acelerado até o início de maio, quando desacelerou devido ao excesso de chuva.

O ritmo de plantio em 2024 ficou abaixo do observado no ano passado, porém na maior parte do tempo, à frente da média dos últimos cinco anos”, analisa Queiroz. Nos Estados Unidos, onde a safra 2024/25 está em desenvolvimento, a área plantada de soja deve crescer, impulsionada por preços mais atrativos em comparação ao milho, observados no momento de definição do plantio por parte do produtor americano. O USDA prevê que a área plantada deverá alcançar 34,9 milhões de hectares, enquanto a área colhida é estimada em 34,5 milhões de hectares, com uma produtividade média projetada de 3,5 toneladas por hectare, resultando em uma produção total de 120,7 milhões de toneladas.

Do ponto de vista climático, Queiroz diz que o panorama até o momento é bastante positivo para a safra americana e segue sustentando a expectativa de aumento da produção. “Não faltou chuva na maior parte das áreas e, apesar das temperaturas acima da média, o calor não chegou a afetar as lavouras até agora”, ressaltou, acrescentando: “Ainda estamos (início de agosto) no meio do período de desenvolvimento e a consolidação dos números está sujeita a revisões, ainda dependendo da evolução do clima nas próximas semanas. Entretanto, os modelos seguem projetando um clima favorável nos próximos meses para os EUA, ou seja, a expectativa é de safra americana cheia e preços que devem seguir pressionados em Chicago”.

América do Sul

Responsável pela cobertura das commodities de soja, milho e algodão da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz: “A volatilidade contínua, influenciada por fatores climáticos e políticos, pode complicar a gestão de risco para as tradings, tornando essencial uma estratégia cuidadosa” Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Para a Argentina, após o bom desempenho na safra 2023/24, a expectativa é de mais um aumento na área de cultivo de soja. O USDA projeta um crescimento de 2,4% na área plantada para a safra 2024/25, o que, aliado a uma produtividade média semelhante à da última safra, deve resultar em uma produção de 51 milhões de toneladas.

No Brasil, a perspectiva é de uma nova expansão na produção, impulsionada tanto pelo aumento da área plantada quanto pela elevação da produtividade. O USDA prevê uma área de 47,3 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada em 3,6 toneladas por hectare, o que resultaria em uma produção de 169 milhões de toneladas de soja.

No entanto, a Consultoria Agro do Itaú BBA projeta uma expansão mais modesta, de apenas 2% na área plantada, alcançando 46,7 milhões de hectares. “Considerando a influência de um possível fenômeno La Niña, que está se formando, adotamos uma postura mais conservadora em relação à produtividade, estimando uma média de 3,5 toneladas por hectare. Dessa forma, a safra brasileira de soja para 2024/25 seria de aproximadamente 163 milhões de toneladas”, expõe Queiroz, enfatizando que o El Niño, fenômeno que influenciou a safra 2023/24, chegou ao fim na virada do semestre, dando lugar ao processo de resfriamento do Oceano Pacífico, típico de uma La Niña.

Influência do La Niña

Os modelos climáticos indicam a atuação de um La Niña entre julho e setembro. Esse fenômeno, oposto ao El Niño, é caracterizado pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico e exerce uma influência significativa no clima global. No Brasil, conforme Queiroz, seus efeitos resultam em menos chuvas na região Sul e em um aumento nos volumes de precipitação na região do Matopiba. “Os efeitos do La Niña são potencializados de acordo com a intensidade. Fenômenos de forte intensidade tendem a registrar as consequências clássicas, enquanto os mais fracos podem ter os reflexos no clima atenuados”, explica o analista de mercado.

Atualmente, os modelos de projeção climática apresentam divergências quanto à intensidade do La Niña. O modelo americano (CFSv2) prevê um fenômeno de intensidade moderada, com resfriamento próximo a -1,5°C, enquanto o modelo europeu (ECMWF) sugere um La Niña mais fraco, com resfriamento em torno de -0,5°C. Entretanto, independentemente dessas diferenças, climatologistas alertam para a possibilidade de atraso nas chuvas para a safra de verão devido à formação do fenômeno. “As previsões atuais indicam boas chuvas chegando até a região central do Brasil apenas na segunda metade de outubro, um atraso de cerca de 30 dias em relação à época habitual. No entanto, as perspectivas para novembro, dezembro e janeiro são de boas precipitações em praticamente todas as regiões produtoras”, aponta Queiroz.

O profissional diz que é importante ressaltar que o La Niña tende a reduzir as chuvas não apenas no Sul do Brasil, mas também em partes da Argentina, Paraguai e Uruguai. “É fundamental monitorar a evolução da intensidade do La Niña nos próximos meses e seus impactos nas áreas agrícolas desses países, com especial atenção para a Argentina, o terceiro maior produtor mundial de soja”, salienta.

Mercado da soja

Segundo Queiroz, a análise do mercado de soja para a safra 2024/25 deve considerar vários fatores além das condições climáticas. Dois aspectos essenciais para o balanço de oferta e demanda da commodity são a demanda global e os estoques.

A demanda por soja é influenciada por diversos fatores, como o crescimento econômico global, o aumento da produção de proteína animal e políticas governamentais e comerciais. Queiroz expõe que entre as safras 2012/13 e 2022/23, a demanda global por soja cresceu, em média, 3,3% ao ano, enquanto a safra 2023/24 deve registrar um crescimento de 4,4%, e a safra 2024/25, um aumento de 5%. “Esse crescimento acima da média observado em 2023/24, e esperado para 2024/25, está diretamente ligado à expansão da produção global de biocombustíveis”, assegura.

Nos últimos anos, o mundo tem visto um aumento gradual na produção de biocombustíveis, impulsionado principalmente por incentivos financeiros governamentais em países que buscam acelerar esse processo. “A necessidade de descarbonizar as economias tem levado a uma expansão significativa dos investimentos nesse setor, aumentando a capacidade de produção de biocombustíveis”, frisa Queiroz, acrescentando: “O óleo de soja é a principal matéria-prima para dois dos três biocombustíveis mais produzidos no mundo – biodiesel e diesel renovável. Esse avanço na produção de biocombustíveis está elevando a demanda por óleo de soja, o que, por sua vez, impulsiona a demanda pelo grão”.

Estoques globais

Os níveis de estoques globais de soja desempenham um papel importante na determinação dos preços da commodity. Estoques baixos tendem a aumentar a volatilidade das cotações, enquanto estoques elevados podem trazer maior estabilidade. “Para a safra 2024/25, espera-se um novo crescimento dos estoques finais mundiais de soja, mesmo diante do forte aumento projetado para o consumo”, afirma Queiroz.

Foto: Claudio Neves

Com base nas estimativas do USDA para a produção global e na previsão de 163 milhões de toneladas para o Brasil, os estoques mundiais devem variar entre 122 e 128 milhões de toneladas, representando um aumento de 9% a 15% em relação à safra 2023/24. A relação estoque/uso da oleaginosa subiria de 29% para um intervalo entre 30% e 32%.

Além dos estoques, políticas governamentais relacionadas ao comércio internacional, subsídios, biocombustíveis, acordos comerciais e questões ambientais também podem impactar o mercado de soja. Neste contexto, é importante observar o cenário político, especialmente a eleição presidencial nos Estados Unidos, prevista para novembro, onde Donald Trump é o candidato do Partido Republicano. “Em seu primeiro mandato, entre janeiro de 2017 e janeiro de 2021, Trump assumiu uma postura combativa com a China, o que culminou com uma guerra comercial entre as duas nações, cenário que beneficiou os produtores de soja do Brasil”, admite Queiroz.

Com o início da guerra comercial, em março de 2018, diante da imposição de tarifas comerciais sobre produtos chineses por parte dos EUA e desgaste das relações entre os dois países, a demanda de soja do gigante asiático saiu dos americanos e veio para o Brasil. “O reflexo disso foi uma queda dos preços em Chicago, diante da redução da demanda pela soja americana, mas uma explosão dos prêmios no Brasil, com as cotações alcançando US$ 2,75/bushel em outubro de 2018, o que mais do que compensou a queda na CBOT”, menciona o especialista, ampliando: “As chances de Trump assumir a presidência subiram após o atentado de 13 de junho e, com isso, o mercado já começa a especular sobre a possível retomada da guerra comercial com a China, o que seria bastante negativo para a demanda de exportação dos EUA, mas potencialmente positivo para os prêmios no Brasil”.

O panorama de produção global recorde, aumento dos estoques finais e elevação da relação estoque/consumo desenha um cenário de preços pressionados para a soja na Bolsa de Chicago (CBOT), que ainda pode ser potencializado por uma hipotética vitória de Trump e retomada da guerra comercial com a China. No Brasil, a queda em Chicago poderá ser contrabalanceada por uma valorização dos prêmios e por um real mais depreciado.

Fertilizantes favorecem as margens dos produtores

Os custos de produção para a safra 2024/25 devem apresentar uma redução em comparação à safra anterior, impulsionados pela queda nos preços dos fertilizantes e pela diminuição nas cotações de alguns defensivos agrícolas. A expectativa é de que os custos com fertilizantes caiam cerca de 25%, sendo este o principal fator na redução do custo operacional, que deve registrar uma queda de aproximadamente 12% em relação à safra 2023/24.

A desvalorização do Real pode proporcionar um alívio financeiro maior do que o previsto para os produtores, que enfrentaram margens reduzidas nas últimas duas safras. Essa situação permitiria a manutenção do pacote tecnológico, incluindo sementes e insumos, o que, aliado a condições climáticas favoráveis, pode resultar em um aumento da produtividade.

No que diz respeito aos preços, a previsão de um balanço global de oferta e demanda mais equilibrado, junto com a expectativa de mais um recorde de safra no Brasil, tende a pressionar negativamente as cotações da soja na CBOT. No entanto, a valorização dos prêmios e uma taxa de câmbio mais alta devem favorecer a precificação da soja em reais. Com isso, se espera um aumento na rentabilidade para a safra 2024/25, decorrente da redução dos custos e do potencial de melhora na produtividade.

Os preços na CBOT, o câmbio e os prêmios influenciam diretamente a formação do preço da soja para os produtores brasileiros. “Diante da perspectiva de queda nos preços em Chicago e de um câmbio volátil e imprevisível, é essencial que os produtores estejam atentos às oportunidades de hedge, considerando as expectativas de um mercado global mais bem abastecido”, sugere Queiroz.

Foto: Claudio Neves

Volátil, mas positivo

O aumento da oferta interna de soja deve beneficiar as tradings, promovendo um retorno mais robusto. Nos últimos 10 anos, as exportações brasileiras de soja cresceram 138% segundo a Secex, passando de 42,8 milhões de toneladas na safra 2013/14 para 101,8 milhões de toneladas em 2023/24.

A China, principal importadora global, recebeu 73% das exportações brasileiras de soja no ano passado. O USDA prevê um aumento de 4,2% no consumo global e de 1% nas importações chinesas, atingindo 109 milhões de toneladas, o que deve manter o impulso nas exportações brasileiras. “Apesar dos prêmios para exportação atuais serem positivos devido à alta demanda projetada, a grande quantidade de soja ainda a ser comercializada pode pressionar esses prêmios”, analisa Queiroz, mencionando que a comercialização antecipada da nova safra está em torno de 15%, com 138 milhões de toneladas ainda por negociar.

Embora as vendas antecipadas estejam acima do ano passado, há um atraso de seis pontos percentuais em relação à média histórica. “A volatilidade contínua, influenciada por fatores climáticos e políticos, pode complicar a gestão de risco para as tradings, tornando essencial uma estratégia cuidadosa”, aponta.

Para ficar atualizado e por dentro de tudo que está acontecendo no setor de bovinocultura de leite e na produção de grãos acesse a versão digital de Bovinos, Grãos e Máquinas, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural

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Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto

Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.

Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.

São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.

As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.

Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.

Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.brcarlos.martins@embrapa.brfernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).

A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.

Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Expoinel Minas 2026 reúne mais de 1.250 animais e celebra campeões

Destaque para os grandes campeões e para o expositores que conquistaram títulos de Melhor Criador e Supremo da exposição.

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Foto: Divulgação/ACNB

A Expoinel Minas 2026 mostrou, mais uma vez, a força da raça Nelore, na retomada do calendário oficial de exposições 2025/2026, iniciado em outubro passado. Realizada na primeira semana de fevereiro, no Parque de Exposições Fernando Costa, em Uberaba (MG), a mostra somou mais de 1.000 animais avaliados, considerando o Nelore, o Nelore Mocho e o Nelore Pelagens. O evento é um dos principais do início do ano para a pecuária zebuína, e este ano, foi uma das Exposições Ouro do Ranking Nacional do Nelore Mocho e do Nelore Pelagens.

Para o presidente da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Victor Paulo Silva Miranda, o volume de animais e a qualidade observada no recinto de avaliações refletem o momento positivo vivido pela raça. “A Expoinel Minas mostrou que o calendário de 2026 começa aquecido, com forte adesão dos criadores e um nível técnico alto. Isso demonstra confiança no trabalho das entidades e, principalmente, no potencial do Nelore como base da pecuária de corte brasileira.”

Além do grande número de exemplares, a diversidade genética apresentada destacou o compromisso dos expositores com o melhoramento da raça. “Quando vemos uma exposição numerosa logo no início do ano, com animais bem preparados e criatórios de diferentes regiões participando, fica claro que o setor está mobilizado e atento às oportunidades que o segmento oferece”, destacou o presidente da ACNB.

“Encerramos a Expoinel Minas 2026 com a certeza de que realizamos um grande evento para a raça. Tivemos 1.009 animais passando efetivamente pela avaliação dos jurados e, somando aqueles que não chegaram a competir, como animais com menos de seis meses de idade, mamando em suas mães, ou animais que foram somente para leilões, alcançamos cerca de 1.250 animais no parque. Esses números, juntos ao sucesso dos leilões realizados durante a programação, mostram a força da exposição”, destaca Loy Rocha, gestor da Associação Mineira dos Criadores de Nelore (AMCN).

Após a Expoinel Minas, o calendário oficial segue com diversas exposições válidas pelos Rankings Nacionais e ou Regionais, Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens, realizadas em diferentes estados do país, até seu encerramento, em outubro de 2026, na Expoinel Nacional, novamente em Uberaba (MG). Ao longo do ano, ocorrerão as demais Exposições Ouro, de contabilização obrigatória para os criadores e expositores que disputam o Ranking Nacional, sendo: No Nelore, as exposições de Avaré (SP), em março; Rio Verde (GO), em julho; Vila Velha (ES), em agosto; e São José do Rio Preto (SP), em outubro. No Nelore Mocho, além da Expoinel Minas, as exposições de Rio Verde (GO), em julho; Vila Velha (ES), em agosto; e São José do Rio Preto (SP), em outubro. Já no Nelore Pelagens, além da Expoinel Minas, as exposições de Dourados (MS), em maio, Rio Verde (GO), em julho, e São José do Rio Preto (SP), em outubro.

Resultados: Nelore

Na categoria Nelore, a Expoinel Minas 2026 teve como Grande Campeã a Courchevel FIV CBA, de Paulo de Castro Marques, que também conquistou o título de Reservada Grande Campeã com Servia FIV Mata Velha. O 3º Prêmio Grande Campeã foi para Norah Jones Ouro Fino, do expositor Marcelo Aguiar Fasano. Entre os machos, o Grande Campeão foi Coltt FIV do Kalunga, do Henrique e Juliano Produções e Eventos, enquanto o Reservado Grande Campeão ficou com Surfista FIV Sausalito, da Cabaña Sausalito. O 3º Prêmio Grande Campeão foi conquistado por Embaixador FIV Taj, também de Paulo de Castro Marques, que encerrou com os títulos de Melhor Expositor, Melhor Criador e Supremo da exposição.

Resultados: Nelore Mocho

Na variedade Nelore Mocho, a Grande Campeã foi Heringer Aurora FIV, de Dalton Dias Heringer, que ainda conquistou a Reservada Grande Campeã com Olinda Angico. O 3º Prêmio Grande Campeã e Campeã Vaca ficou com Dakota FIV SB da Mata, de Sandoval Bailão Fonseca Filho. Entre os machos, o Grande Campeão foi Heringer A8984, também de Dalton Dias Heringer. O Reservado Grande Campeão foi Maverick da Louz, da Agropecuária V2 Flamboyant Ltda., e o 3º Prêmio ficou com Bianco FIV da Car, de Dalila Cleopath C.B.M. Toledo.

Resultados: Nelore Pelagens

Na categoria Nelore Pelagens, o expositor Washington Dias conquistou os títulos de Grande Campeã, com ESPN Astucia, e Grande Campeão, com NEJA3638 FIV V3. Ele também garantiu o título de Reservado Grande Campeão, com Megatron FIV Boiera. A Reservada Grande Campeã foi Celia Maria FIV OT, de Angelo Mario de Souza Prata Tibery, que também recebeu o 3º Prêmio Grande Campeão com Cronos G. Everest. Já o 3º Prêmio Grande Campeã ficou com NEJA4335 FIV V3, de João Antonio Soares Bessa Costa.

Fonte: Assessoria ACNB
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Raça Holandesa reúne mais de 100 exemplares na Expoagro Cotricampo

Programação promovida pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul inclui Concurso Leiteiro e julgamentos morfológicos entre os dias 25 e 28 de fevereiro.

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Foto: Divulgação/Gadolando

A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) participará da Expoagro Cotricampo entre os dias 25 e 28 de fevereiro, em Campo Novo (RS), com 106 exemplares inscritos da raça Holandesa. A programação inclui julgamentos morfológicos e a realização do Concurso Leiteiro, marcando a primeira feira oficial da entidade no calendário de 2026.

A raça Holandesa terá atividades concentradas na Arena Bovinos. Na quarta-feira (25), ocorrem a primeira, segunda e terceira ordenhas do Concurso Leiteiro. Na quinta-feira (26), serão realizadas a quarta e a última ordenha. Na sexta-feira (27), acontece o julgamento morfológico da categoria Gado Jovem. No sábado (28), será a vez do julgamento de Gado Adulto, seguido da entrega oficial das premiações e do encerramento da programação.

Segundo o presidente da Gadolando, Marcos Tang, a feira abre oficialmente o circuito anual da entidade no interior do Estado. “A Expoagro Cotricampo tem sido a nossa primeira exposição oficial do ano e integra o ranking do Circuito Exceleite. Iniciamos a temporada com mais de 100 animais inscritos e com atividades técnicas que envolvem julgamentos e o Concurso Leiteiro”, afirma.

Tang ressalta que a participação na feira também reforça a presença da raça em um dos principais polos produtores de leite do Rio Grande do Sul. “A programação reúne criadores, técnicos e produtores em um ambiente que discute a atividade leiteira de forma ampla. Estar presente com 106 animais demonstra o engajamento dos expositores e a importância da feira para o setor”, destaca.

A Expoagro Cotricampo ocorre anualmente e reúne atividades técnicas, exposição de animais e debates sobre a cadeia leiteira, além de outras programações voltadas ao setor.

Fonte: Assessoria Gadolando
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