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Bovinos / Grãos / Máquinas Relacionadas ao casco e tecidos moles

Saiba como prevenir e tratar afecções podais em bovinos

Os fatores predisponentes para a ocorrência das lesões podais podem ser relacionados ao ambiente, por exemplo pisos abrasivos ou vias de passagem com muito cascalho ou piquetes sujos e/ou com muito barro.

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Arquivo OP Rural

As afecções podais dos bovinos abrangem todas as doenças relacionadas ao casco e tecidos moles adjacentes. Estas afecções estão presentes em todos os sistemas de criação e apresentam impacto econômico negativo sobre a pecuária devido aos gastos com tratamentos, diminuição da produtividade e ganho de peso, redução na taxa de fertilidade e, consequente, descarte precoce de animais.

As principais doenças podais dos bovinos são: dermatite interdigital, erosão ungular, dermatite verrucosa, dermatite digital, flegmão interdigital, pododermatite asséptica (laminite), pododermatite circunscrita (úlcera de sola), fissuras longitudinais e transversais, deformação ungular, doença da linha branca, hiperplasia interdigital e pododermatite séptica (necrobacilose interdigital, “footrot”).

Os fatores predisponentes para a ocorrência das lesões podais podem ser relacionados ao ambiente, por exemplo pisos abrasivos ou vias de passagem com muito cascalho ou piquetes sujos e/ou com muito barro. Podem também estar relacionados ao manejo da propriedade, como deficiência na limpeza das instalações e na manutenção das camas, fazendo com que os animais fiquem em pé por mais tempo. Fatores nutricionais, hereditários (animais com deficiência de aprumo) e relacionados a fase em que o animal se encontra (gestação e lactação) também são predisponentes a esse tipo de afecção.

A frequência dos problemas locomotores é mais alta em bovinos criados em sistema de confinamento e semiconfinamento do que em animais criados extensivamente. Vacas leiteiras são mais acometidas por serem frequentemente criadas em regime confinado, além dos fatores hormonais e da influência do peso do úbere. Devido às lesões, elas permanecem deitadas por mais tempo, comem menos, têm dificuldade em se levantar e são mais sujeitas a traumatizar os tetos e desenvolver mastites. Além dos problemas primários relacionados às doenças podais, vacas com cascos lesionados têm taxas de concepção mais baixas, maior prevalência de cistos ovarianos, apresentam cio silencioso, podem apresentar anestro, além de terem sua imunidade diminuída.

Tratamento

O tratamento das doenças podais pode diferenciar de acordo com a enfermidade, porém se resumem em cuidados com limpeza, desinfecção e debridação das feridas, curativos com bandagem, casqueamento corretivo, uso de produtos que fortaleçam o casco no caso de laminite, tacos de madeira em úlcera de sola e doença da linha branca, e controle da infecção e inflamação com antibióticos e anti-inflamatórios.

Existem diversas drogas que podem ser utilizadas na resolução desse tipo de enfermidade. As Penicilinas possuem excelente resultado no controle das infecções podais, assim como o Florfenicol que também é descrito como alternativa ao combate dos principais microrganismos associados às doenças podais como Fusobacterium necrophorus e Dichelobacter nodosus.

Outro ativo recomendado pela literatura devido aos seus excelentes resultados é o Ceftiofur, molécula moderna pertencente a classe das Cefalosporinas de 3ª geração, que permite alta biodisponibilidade no local da infecção, sendo eficaz contra as bactérias responsáveis pelas doenças podais. Outra grande vantagem desse antimicrobiano é o seu descarte zero no leite, o que contribui na redução dos prejuízos em fazendas de leite.

Prevenção

Como prevenção, indicam-se cuidados com a limpeza do ambiente; fornecimento de superfície de repouso confortável; manejos nutricionais que mantenham os animais em condição corporal adequada; casqueamento periódico; e estratégias de prevenção ao estresse por calor e às doenças reprodutivas, infecciosas e metabólicas, principalmente no período de transição. Como manejo adicional, indica-se o uso de pedilúvio com soluções de sulfato de cobre e formaldeído, descrito como altamente eficaz na prevenção das pododermatites.

Fonte: Por Hanna Caroline Prochno, médica-veterinária, doutoranda em Ciência Animal e Marketing/Comunicação científica da JA Saúde Animal

Bovinos / Grãos / Máquinas

Congresso Mundial do Brangus gera mais de R$ 8 milhões em negócios

Evento reuniu 600 animais em julgamentos, leilões internacionais e giras técnicas, reforçando o crescimento da raça e sua importância estratégica na pecuária brasileira.

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Fotos: Alex Quevedo

O Brasil consolidou sua posição no cenário internacional da pecuária ao sediar, em março, o Congresso Mundial da raça Brangus, com etapas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e participação de representantes de 13 países.

A etapa de Londrina, no Paraná, destacou-se como um dos principais momentos do evento, reunindo mais de 3 mil pessoas ao longo da programação, que incluiu julgamentos de animais, leilões, palestras técnicas e interação entre criadores, autoridades políticas, técnicos e empresas do setor. A organização foi conduzida pela Associação Brasileira de Brangus (ABB).

Ao todo, cerca de 600 animais participaram dos julgamentos de argola e rústicos, atraindo criadores e interessados para acompanhar o alto nível técnico e a vitrine internacional da raça.

“Conseguimos ocupar o parque com uma única raça, o que mostra o momento que o Brangus vive. Os criadores saem daqui valorizados, com visibilidade internacional e reconhecimento pelo trabalho que vêm desenvolvendo”, afirmou João Paulo Schneider (Kaju), presidente da ABB, sobre a etapa paranaense.

Ele destacou ainda a atuação do jurado internacional Marcos Borges Júnior, brasileiro radicado nos Estados Unidos há mais de duas décadas. “A condução do julgamento em três idiomas, com explicações claras sobre os critérios, contribuiu para ampliar o entendimento sobre a seleção genética brasileira e reforçou o caráter global do evento”, acrescentou Schneider.

O congresso demonstrou a capacidade do Brasil de reunir conhecimento técnico, inovação genética e projeção internacional, consolidando o Brangus como uma das raças de maior destaque no país e no exterior.

Papel estratégico do Brangus na pecuária

As palestras técnicas do Congresso Mundial da Brangus reforçaram o desempenho da raça na produção de carne de qualidade e na adaptação a diferentes regiões. “Tanto nas fazendas, como nas palestras técnicas, ficou evidente a diversidade da raça e sua contribuição, com resultados nos diversos biomas e tipos de clima, mostrando todo seu potencial de produção”, ressaltou Ladislau Lancsarics, presidente do congresso, destacando que o público manteve alta adesão do início ao fim das apresentações.

De acordo com o diretor de Marketing da ABB, Sebastião Garcia Neto, a programação técnica  contou com grande participação internacional, alto nível técnico e engajamento dos criadores, reafirmando o papel da raça como ferramenta estratégica para o avanço da pecuária brasileira. “Mostramos que temos a capacidade de produzir carne de qualidade aliada à eficiência produtiva”, salientou.

Ambiente de negócios

Além das pistas e palestras, o ambiente de negócios se mostrou intenso.Os estandes atraíram criadores e empresas, com destaque para negociações internacionais. “Foi um congresso surpreendente, com vendas para o Paraguai e para a Argentina, e  muitos outros negócios encaminhados”, afirmou Gabriel Hauly.

Durante quatro leilões, os negócios movimentaram R$ 8,686 milhões, com animais vendidos para diversas regiões do Brasil e para outros países da América do Sul.

Giras técnicas

Foto: Douglas Salgueiro

O evento também contou com giras técnicas nas propriedades, onde criadores puderam mostrar o manejo e o desempenho da raça Brangus em sistemas distintos de produção. As visitas começaram no Rio Grande do Sul, seguiram pelo Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, percorrendo cerca de 5.000 quilômetros e reunindo aproximadamente dois mil participantes, entre inscritos, convidados, patrocinadores e equipe da ABB.

As atividades práticas permitiram observar a adaptação da raça a diferentes biomas, reforçando a avaliação de especialistas de que o Brangus se consolidou como ferramenta estratégica para modernizar e valorizar a pecuária brasileira, tanto em produtividade quanto em qualidade da carne.

Números do Brangus no Brasil

A Associação Brasileira de Brangus atravessa um período de crescimento consistente e fortalecimento institucional, sustentado por um processo contínuo de profissionalização da raça no país. Em apresentação às federações de 13 países, o Brasil destacou números expressivos: são 357 sócios distribuídos em 18 estados, 20 inspetores técnicos credenciados e cerca de 20 mil registros anuais de animais.

No mercado de reprodução, o Brangus se consolida como uma das principais raças do país. Segundo dados do setor de inseminação, a raça ocupa a terceira posição em vendas de sêmen, com 874 mil doses comercializadas no último ano, acompanhando a retomada do cruzamento industrial na pecuária brasileira. “A atuação da associação está focada em aumentar a competitividade do setor, indo além de indicadores tradicionais e avançando em áreas estratégicas como qualidade de carne, avaliação de carcaça, seleção genômica e eficiência alimentar, com provas realizadas em diferentes regiões do país”, informou o gerente executivo da ABB Roberto Grecellé.

O Paraguai será o país sede da próxima edição do Congresso Mundial da Raça Brangus, programada para 2028.

Conheça os campeões do Congresso Mundial do Brangus 2026

O Congresso Mundial do Brangus 2026 premiou os destaques da raça em diversas categorias, reunindo animais de alto padrão genético e criadores reconhecidos nacionalmente. Confira os vencedores.

Argola Terneiros

  • Grande Campeã Top Terneira: Élio Roque Ottoni
  • Grande Campeão Top Terneiro: Cabanha Floripana

Argola

  • Grande Campeã: Genética Vacacaí | Fazenda Ramada | Cesar Augusto Dagios de Siqueira e Giovani Lizot
  • Grande Campeão: Ricardo Bastos Tellechea

Individual Terneiro

  • Grande Campeã Individual Rústica Top Terneira: Genética Vacacaí
  • Grande Campeão Individual Rústico Top Terneiro: Élio Roque Ottoni

Individual

  • Grande Campeão Individual Rústico: Élio Roque Ottoni

Trio Terneiro

  • Trio Grande Campeão Top Terneiras: Fazenda VR
  • Melhor Fêmea Rústica Top Terneira: Luiz Antonio Venker Menezes
  • Trio Grande Campeão Top Terneiro: Agropecuária Guapiara Ltda
  • Melhor Macho Rústico Top Terneiro: Agropecuária Guapiara Ltda

Trio

  • Trio Grande Campeão de Fêmeas: Agrícola Anamélia Ltda – La Bellaca de Zuza – Estância Itamainó
  • Melhor Fêmea Rústica: Agrícola Anamélia Ltda – La Bellaca de Zuza – Estância Itamainó
  • Trio Grande Campeão: Genética Vacacaí
  • Melhor Macho Rústico: Brangus Brawir

Grande Campeonato

  • Suprema – Top Terneira: Élio Roque Ottoni
  • Supremo – Top Terneiro: Cabanha Floripana
  • Suprema Grande Campeã: Genética Vacacaí | Fazenda Ramada | Cesar Augusto Dagios de Siqueira e Giovani Lizot
  • Supremo Grande Campeão: Ricardo Bastos Tellechea

O evento destacou a diversidade genética e o nível técnico elevado dos criadores brasileiros, consolidando o país como referência na raça Brangus no cenário internacional.

Fonte: O Presente Rural com ABB
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Queijarias do Oeste do Paraná transformam leite em produtos premiados e de alto valor agregado

Produção autoral, venda direta ao consumidor, certificações sanitárias e turismo rural sustentam a consolidação de quatro agroindústrias familiares na região.

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Foto: Gilson Abreu

No Oeste do Paraná, a produção artesanal de queijos deixou de ser atividade complementar e passou a operar com padrão técnico, regularidade e mercado definido. Em propriedades familiares de Palotina e Toledo, quatro agroindústrias estruturaram processos que envolvem padronização da matéria-prima, controle de maturação, conformidade sanitária e venda direta ao consumidor.

Os resultados aparecem com presença recorrente em premiações estaduais, expansão de canais de comercialização, maior valor agregado ao litro de leite e diversificação de receita com visitação e experiência gastronômica no meio rural.

Alcelio e Tatiane comandam a Granja Santo Expedito – Foto: Divulgação/Granja Santo Expedito

Na Granja Santo Expedito, a produção que começou na cozinha de casa em 2012 evoluiu para uma agroindústria formalizada, equipada com câmaras frias e controle técnico de maturação. Em pouco mais de dois anos de operação estruturada, a queijaria acumula 18 premiações para um portfólio de 20 tipos de queijos autorais.

A estratégia adotada pelos proprietários, Alcelio e Tatiane Bombacini, foi reduzir o rebanho de 40 para 20 vacas para priorizar a qualidade e a padronização do leite. “Com menos animais, conseguimos controlar melhor a alimentação, a sanidade e a qualidade da matéria-prima. Quando transformamos o leite em queijo fino, o ganho pode ser de quatro a seis vezes maior”, afirma Alcelio.

Para reduzir a dependência de intermediários, a família abriu uma loja própria no centro de Palotina e mantém a propriedade aberta para visitação. Com o selo do Serviço de Inspeção Federal, a marca ultrapassou as fronteiras regionais e já planeja presença em pontos comerciais de Curitiba e São Paulo. Entre os queijos estão criações autorais como o Faraó, com olhaduras e interior alaranjado, a Múmia, maturado em manteiga ghee e envolto em faixa micropore, e o Bombom de Dubai, recheado com castanhas.

Queijos e doces são os destaques da Queijaria Della Pasqua – Foto: Divulgação/Queijaria Della Pasqua

Produtos de maior valor agregado

Já em Toledo, a Queijaria Della Pasqua construiu outro caminho de valorização. A família tem mais de 20 anos de experiência com geleias, doces e laticínios, mas decidiu migrar para produtos de maior valor agregado. A formalização no Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte permitiu a comercialização em todo o Paraná.

A produção ocorre em uma área que preserva 15 alqueires de mata nativa e cachoeiras, cenário que passou a integrar a estratégia de turismo rural. “Percebemos que o consumidor quer conhecer a origem do alimento. O turismo trouxe uma nova fonte de renda e aproximou o cliente da nossa história”, relata Andreia Della Pasqua.

A divisão de funções é familiar: Andreia cuida dos doces; a filha Ana Carolina dos queijos; os filhos e o genro da produção de leite; enquanto o marido auxilia na gestão e na lavoura. Entre os produtos estão o Jack Cheese, medalha de bronze no Prêmio Queijos do Paraná, o Belos Campos, um gouda maturado por seis meses, e o tradicional queijo coalho artesanal.

Tradição familiar em modelo de negócio

A experiência da Atani Queijaria combina memória afetiva e estratégia comercial. A fundadora, Cirlei Rossi dos

Cirlei e a família tocam a Queijaria Atani, que promove jantares especiais aos sábados – Foto: Divulgação/Queijaria Atani

Santos, transformou a tradição familiar em um modelo de venda direta por assinatura e eventos gastronômicos. Aos sábados, a propriedade recebe jantares de mesa posta, eliminando atravessadores e garantindo controle total sobre o preço.”Quando o cliente vem até aqui, ele entende o processo, prova o produto no ambiente onde ele nasce e valoriza muito mais o que está consumindo”, afirma Cirlei.

A queijaria integra a Rota do Queijo Paranaense e envolve os filhos em todas as etapas, do manejo dos animais ao design da loja. Entre os destaques estão o Nonna Lucia, maturado por 90 dias, o Tipo Morbier Café e o Tipo Saint Paulin, além do autoral Donna Rossi, comercializado em versões de 10 e 30 dias de maturação.

Referência

E na Queijaria Vila Belli, Gelir Maria Giombelli demonstra que escala não é condição para lucratividade. Em apenas três alqueires, com produção de cerca de 600 quilos de leite por mês, a produtora atua em um nicho em que o consumidor aceita pagar até cinco vezes mais por queijos com identidade e origem.

Gelir empreende junto da família na Queijaria Villa Belli – Foto: Divulgação/Queijaria Villa Belli

Após uma missão técnica na Itália e premiações voltadas ao empreendedorismo feminino, Gelir investiu na modernização da ordenha para garantir sanidade e qualidade do leite. “A qualidade do queijo começa na ordenha. Sem isso, não existe maturação que resolva”, resume.

O portfólio inclui o Tomme Negro d’Oeste, inspirado no paladar regional, o Colonial nas versões fresca e maturada e o autoral Belagio, maturado com erva-cidreira.

Produto de identidade

Apesar de trajetórias distintas, as quatro queijarias compartilham profissionalização da produção, domínio técnico da maturação, certificações sanitárias e proximidade com o consumidor. O leite deixa de ser vendido como commodity e passa a ser transformado em produto de identidade, história e alto valor agregado.

O movimento já chama atenção de outras regiões do estado, interessadas em replicar o modelo que alia tradição familiar, técnica e visão de mercado para transformar pequenas propriedades em agroindústrias rentáveis.

Fonte: O Presente Rural com Biopark
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Bovinos / Grãos / Máquinas

Produtores gaúchos passarão a contribuir anualmente para fundo de defesa sanitária

Reestruturação do Fundesa-RS amplia base de arrecadação e garante mais recursos para indenizações em casos de doenças obrigatórias, com valor por animal calculado pela Unidade Padrão Fiscal.

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Foto: Divulgação

O sistema de defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul passa por uma importante reestruturação em 2026. Com a promulgação da Lei Estadual nº 16.428/25 e a regulamentação pela Instrução Normativa RE nº 021/26, o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa-RS) atualizou critérios e valores de arrecadação. As mudanças entram em vigor a partir desta quarta-feira (01º) e têm como objetivo de fortalecer a capacidade de resposta do estado frente a eventuais crises sanitárias.

A principal alteração é que mais produtores passarão a contribuir, especialmente na pecuária de corte e leiteira. Antes, a arrecadação ocorria apenas no momento do abate. Agora, a existência de animais nos planteis, seja para reprodução ou produção leiteira, exerce pressão sanitária, tendo importância no cálculo do investimento necessário para prevenção e indenização. O cálculo será feito com base na declaração anual do rebanho, com pagamento único por cabeça existente no momento da declaração ou na saída definitiva de animais do Estado.

O valor por cabeça será calculado com base na fração da Unidade Padrão Fiscal (UPF), medida usada pelo governo para taxas e contribuições e reajustada anualmente pela Secretaria da Fazenda. Entre 1º de abril e 30 de junho, os valores para abate ainda serão aplicados a produtores e indústrias.

A partir de 1º de julho, a nova tabela passa a valer para todas as cadeias. Como exemplo, pecuaristas de corte ou leite pagarão R$ 1,33 por animal uma única vez ao ano.

Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, o saldo atual da Pecuária de Corte, de aproximadamente R$ 35 milhões, era considerado insuficiente para cobrir eventuais indenizações volumosas. A pecuária conta ainda com um seguro pioneiro contra febre aftosa, cujo prêmio de R$ 3 milhões já corresponde ao total arrecadado pela cadeia de corte. O saldo total do Fundesa-RS é de R$ 181 milhões, com contas individuais por cadeia produtiva.

O presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, afirma que o novo modelo garante maior volume de recursos para indenização em caso de doenças de notificação obrigatória que exijam o abate sanitário. “Desde a sua criação, as atribuições e os aportes do Fundo só cresceram. Esse aumento da base de arrecadação é ainda menor do que o custo que o produtor tinha, anualmente, para a aquisição e aplicação da vacina contra a febre aftosa”, ressalta.

A tabela completa de valores está disponível clicando aqui.

Fonte: Assessoria Fundesa-RS
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