Avicultura
Saiba como está a situação atual da gripe aviária nos EUA
Disseminação da doença levanta preocupações tanto para a saúde animal quanto para a indústria agropecuária, exigindo esforços rigorosos de controle e biosseguridade por parte das autoridades sanitárias e dos produtores.

A Influenza aviária H5N1 segue causando preocupação nos Estados Unidos, com surtos em aves selvagens, gado leiteiro e mamíferos, além de casos confirmados em humanos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) monitoram a disseminação do vírus, que já afetou múltiplas espécies e representa um desafio crescente para a saúde animal e pública.

Foto: Marcos Tang/Arquivo OPR
Nos últimos 30 dias, 36 novos casos de Influenza aviária Altamente Patogênica (IAAP) foram confirmados em bovinos nos estados da Califórnia e Nevada, segundo o USDA. Desde março de 2024, o vírus tem sido detectado em rebanhos leiteiros, levantando preocupações sobre sua transmissibilidade e impactos na produção. O Serviço de Inspeção de Sanidade Animal e Vegetal do USDA (sigla em inglês APHIS) relatou que a detecção inicial em rebanhos comerciais ocorreu em fevereiro de 2022, com incidência crescente.
Aves silvestres seguem como principais vetores da doença, com milhares de casos registrados em diferentes estados. Entre as espécies afetadas, estão gansos-do-canadá, águias americanas, corujas-das-neves e mergansos, conforme dados do USDA. Em algumas regiões, surtos também foram detectados em criações de aves de fundo de quintal, ampliando a preocupação com a disseminação para a avicultura comercial.
Infecções em mamíferos
A IAAP tem sido identificada em diversos mamíferos selvagens e cativos desde maio de 2022, incluindo felinos

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
selvagens, raposas e mapaches. O USDA alerta que a transmissão para mamíferos pode indicar uma possível adaptação do vírus, exigindo monitoramento rigoroso.
Casos em humanos
Até o momento, 67 casos de gripe aviária H5N1 em humanos foram confirmados nos EUA, incluindo uma morte na Louisiana. A maior parte das infecções ocorreu em trabalhadores do setor agropecuário, especialmente em fazendas leiteiras e de aves. A Califórnia é o estado com mais ocorrências, totalizando 38 casos. O CDC monitora a transmissão do vírus entre humanos, ressaltando que o risco para a população geral ainda é considerado baixo.

Surto de Influenza aviária
Os Estados Unidos seguem monitorando de perto os casos de Influenza aviária de Alta Patogenicidade, com números expressivos confirmados em aves silvestres, granjas comerciais e, mais recentemente, em rebanhos leiteiros. Até 28 de janeiro de 2025, foram notificados 11.065 casos em aves silvestres, distribuídos por 51 jurisdições. Além disso, até 31 de janeiro, um total de 149.964.521 milhões de aves foram afetadas pela doença em todos os 51 estados do país.
A Influenza aviária também atingiu o setor pecuário, com 956 rebanhos leiteiros impactados em 16 estados até 03 de fevereiro de 2025. Essa é uma preocupação crescente, pois a presença do vírus em bovinos pode trazer novos desafios para o controle da doença e seu impacto na produção agropecuária.
De acordo com o CDC, os dados são atualizados diariamente, de segunda a sexta-feira, após as 16 horas. As informações sobre aves silvestres vêm sendo coletadas desde 20 de janeiro de 2022, enquanto o monitoramento de aves comerciais ocorre desde 08 de fevereiro de 2022. Já os registros de casos em humanos foram obtidos em 28 de abril de 2022, e os dados sobre rebanhos leiteiros passaram a ser contabilizados a partir de 25 de março de 2024.
Medidas de controle e monitoramento
O CDC e o USDA mantêm protocolos rigorosos de vigilância para minimizar a propagação da doença. Medidas incluem isolamento de rebanhos infectados, biossegurança em fazendas e rastreamento de aves selvagens. O APHIS segue investigando a eficácia das estratégias de contenção e a possibilidade de vacinação emergencial de aves comerciais.
A expansão da Influenza aviária nos EUA reforça a necessidade de colaboração internacional para a prevenção e controle da doença, bem como a importância da segurança sanitária nas cadeias de produção animal.

Avicultura
Sanidade, inovação e gestão estão entre os destaques da nova edição de Avicultura
Publicação reúne reportagens sobre o avanço da avicultura nordestina, sucessão familiar, biosseguridade, saúde animal e os principais temas que movimentam o setor.

A nova edição do jornal Avicultura, de O Presente Rural, reúne reportagens sobre os principais desafios, oportunidades e transformações da cadeia avícola brasileira. A publicação destaca, na reportagem de capa, o avanço da avicultura nordestina, que vem ampliando sua escala de produção e fortalecendo sua participação no setor.

Foto: Shutterstock
A edição também traz uma cobertura sobre o Alimenta 2027, evento que levará a Cascavel um congresso e uma feira voltados à proteína animal, reforçando o município como um dos principais polos do agronegócio brasileiro.
Outro tema em destaque é o alerta para a laringotraqueíte, enfermidade que também preocupa a avicultura de corte e exige atenção dos produtores quanto às medidas de prevenção e biosseguridade.

Foto: Shutterstock
A sucessão familiar no campo também ganha espaço nas páginas do jornal. A reportagem “O filho não saiu do campo, foi afastado da gestão” aborda os desafios enfrentados pelas famílias rurais na preparação das novas gerações para assumir a administração das propriedades.
A publicação ainda apresenta um panorama da indústria de saúde animal, que movimenta quase R$ 2 bilhões com a avicultura, evidenciando a importância do segmento para a sanidade e a produtividade das granjas.
Entre as reportagens especiais, a edição conta a trajetória de uma professora

Foto: Shutterstock
que contribuiu para a formação de profissionais e para o desenvolvimento de uma das maiores potências avícolas do país. Também traz uma análise sobre uma das etapas mais importantes da cadeia produtiva: o abate de aves, abordando os desafios relacionados à velocidade da linha, à qualidade da carcaça e à segurança do processo.
Além das reportagens, a nova edição reúne artigos técnicos assinados por especialistas, com conteúdos voltados ao manejo, sanidade, nutrição, bem-estar animal, tecnologia e inovação, além de apresentar novidades das principais empresas que atuam no setor avícola.
A edição também está disponível gratuitamente em versão digital, permitindo que produtores, técnicos, pesquisadores e profissionais da cadeia tenham acesso ao conteúdo completo, acesse clicando aqui. Boa leitura!
Avicultura No Noroeste do Estado
Rio Grande do Sul confirma foco de gripe aviária em aves de subsistência
Medidas de contenção e vigilância foram adotadas após a confirmação laboratorial. Comércio de produtos avícolas segue sem restrições.

O Rio Grande do Sul confirmou o primeiro caso de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em aves de subsistência. O foco foi identificado no município de Coqueiros do Sul, no Noroeste do Estado, e confirmado na última sexta-feira (18) pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), em Campinas (SP).

Foto: Divulgação
A suspeita foi atendida por equipes do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA), da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), após notificação registrada em 14 de julho. As amostras coletadas foram encaminhadas ao laboratório de referência da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), que confirmou a presença do vírus.
De acordo com a Seapi, o registro ocorreu em aves de fundo de quintal e não altera o status sanitário do Rio Grande do Sul e do Brasil em relação à influenza aviária de alta patogenicidade. Por isso, não há impacto sobre o comércio de produtos avícolas.
A secretaria também reforça que o consumo de carne de frango e ovos permanece seguro, uma vez que a doença não é transmitida por alimentos.
Como medida de contenção, o Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul realizará inspeções em propriedades rurais e granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco, além de ações de vigilância epidemiológica e orientação aos produtores.

Foto: Divulgação/Seapi
A Influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que acomete principalmente aves, embora também possa infectar mamíferos e, em situações raras, seres humanos.
A Seapi orienta que a população não manipule aves doentes ou mortas. Casos suspeitos, caracterizados por sinais respiratórios, alterações neurológicas ou mortalidade elevada e repentina, devem ser comunicados imediatamente ao Serviço Veterinário Oficial por meio das Inspetorias de Defesa Agropecuária ou dos canais oficiais da secretaria.
Avicultura
São Paulo confirma caso de gripe aviária em ave silvestre
Diagnóstico foi feito em ave resgatada em área urbana de Guaíra. Defesa Agropecuária iniciou investigação epidemiológica e reforçou medidas sanitárias.

O estado de São Paulo registrou o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) de 2026. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após análise de amostras coletadas de uma irerê (Dendrocygna viduata), ave silvestre resgatada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, no Departamento Regional de Barretos.
O material foi coletado pela Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), no dia 8 de julho. A IAAP é uma forma grave da gripe aviária, que pode provocar elevada mortalidade entre as aves.
Após a confirmação do diagnóstico, a Defesa Agropecuária adotou uma série de medidas sanitárias. O trânsito de animais no zoológico de Guaíra foi interditado, e teve início uma investigação epidemiológica para avaliar possíveis riscos de disseminação do vírus.
A vigilância também foi intensificada em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco. Segundo a Secretaria da Agricultura, duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves alojadas. Além do monitoramento, equipes técnicas prestaram orientações aos responsáveis pelas granjas.
As autoridades reforçam que o consumo de carne de aves e ovos não transmite a gripe aviária. A recomendação é que a população não manipule aves doentes ou encontradas mortas e comunique imediatamente qualquer suspeita à Defesa Agropecuária. Caso seja necessário o contato com esses animais, o procedimento deve ser realizado apenas com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha o caso em conjunto com a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (SAA) e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A pasta também monitora as pessoas envolvidas na ocorrência.
De acordo com a SES, São Paulo não registrou casos de gripe aviária em humanos até o momento. A secretaria destaca que a infecção em pessoas ocorre, principalmente, por meio do contato direto com aves infectadas.
Para orientar a resposta a esse tipo de ocorrência, o estado mantém um Plano de Contingência para Influenza Aviária em Humanos, elaborado em 2023 e atualizado em 2025 pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD).




