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Saiba como emitir a nota fiscal de produtor eletrônica, que passa a ser obrigatória

A partir de 1° de maio, agricultores e pecuaristas precisam aderir obrigatoriamente à versão digital.

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Os produtores rurais devem usar exclusivamente a Nota Fiscal de Produtor Eletrônica (NFP-e) nas operações estaduais a partir de 1º de maio. Para cumprir a exigência será preciso fazer algumas adaptações. Para auxiliar os produtores na fase de adequação, além de disponibilizar a estrutura dos sindicatos rurais para esclarecer dúvida, a Faep elaborou um curso virtual, totalmente gratuito.

“Nós estamos acompanhando essa questão nos últimos anos, pedimos a prorrogação do prazo para termos o tempo necessário de adequação. Sabemos que o campo tem muitas realidades, o que impõe desafios nesse processo, e o treinamento da Faep vem dentro desse pacote de medidas para que o produtor não seja penalizado. Nossa intenção é que a transição ocorra com o menor transtorno possível”, diz o presidente do Sistema Faep/Senar-PR, Ágide Meneguette.

A mudança para a NFP-e é obrigatória apenas para as operações estaduais. A alteração faz parte de um processo para levar mais agilidade e eficiência fiscal, já que a nota eletrônica é gerada e autorizada imediatamente pelo portal da Receita Estadual. Outra vantagem é o fato de o produtor rural não precisar se deslocar até a prefeitura para buscar e/ou entregar os talões de papel e carbono.

Para emitir a NFP-e, é preciso fazer um cadastro. O acesso ao portal da Receita Estadual é exclusivo, individual e de responsabilidade do produtor. A recomendação é que o usuário mantenha sua chave e senha de acesso em segurança, sem fornecer essas informações a terceiros.

Como emitir a NFP-e

passo a passo de como aderir à NFP-e, pelo site ou pelo app da Receita Estadual, está detalhado no curso disponibilizado pela Faep. O treinamento virtual gratuito do site possui três partes explicativas. Na primeira, Jaime Massolar, do setor de documentação fiscal eletrônica da Receita Estadual do Paraná, faz uma introdução dos principais conceitos e características que envolvem as notas fiscais eletrônicas, além de temas como Sistema Emissor, Certificado Digital e outros pontos da legislação.

Na segunda parte, Érico Renato Almeida, auditor fiscal da Receita Estadual do Paraná, explica sobre o chamado UPD WEB, sistema digital destinado à escrituração fiscal e à gestão de emissão de documentos fiscais. Almeida detalha a dinâmica dessa funcionalidade e passos que o produtor precisa dar para obter as licenças de software requisitadas para gerar as notas em si. Além disso, há um manual completo.

No terceiro trecho, Lhugo Tanaka, auditor fiscal da Receita Estadual do Paraná, demonstra como emitir uma nota fiscal. Essa simulação é feita enquanto o próprio especialista cumpre os passos necessários no sistema. Já o treinamento via app conta com um tutorial narrado com o passo a passo do que é preciso fazer para emitir a NFP-e.

Fonte: Assessoria Sistema Faep/Senar-PR

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CooperAliança realiza convenção de vendas em São Paulo

O mercado paulista é um dos focos da cooperativa, que neste ano, lançou novas marcas e realizou rebranding das já consolidadas

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Foto e texto: Assessoria

A CooperAliança, uma das principais cooperativas de carnes nobres do País, realizou no último dia 21, a sua Convenção de Vendas Regional em São Paulo. O evento, que contou com a participação de 15 representantes comerciais, destacou a importância do mercado paulista como um dos principais focos de expansão e desenvolvimento da cooperativa.

Roberto Ribeiro, diretor comercial da cooperativa, abordou de forma geral os eventos e os planos estratégicos da CooperAliança para 2024. Ribeiro ressaltou a necessidade de fortalecimento das operações em São Paulo, destacando o mercado local como essencial para os objetivos de crescimento.

Também foi apresentada a nova campanha publicitária e o rebranding da CooperAliança. Segundo o gerente de marketing Gabriel Vieira, o objetivo é modernizar a marca e ampliar sua presença no mercado, Vieira explicou como a nova identidade visual e as estratégias de comunicação serão implementadas.

A convenção também contou com uma apresentação detalhada sobre a raça Angus e o processo de certificação da carne. A certificação é fundamental para garantir a qualidade e a autenticidade dos produtos comercializados pela CooperAliança. Foi apresentado ainda o Projeto Varejo Angus, que inclui uma demonstração

Victor Moita, Gerente de Indústria, apresentou os diversos cortes de carne e as técnicas utilizadas na produção. Moita detalhou o processo que será implementado juntamente com o rebranding, assegurando que os produtos atendam aos mais altos padrões de qualidade. A apresentação incluiu uma aula prática, seguida de um almoço, onde os participantes puderam conhecer e degustar os cortes de carne preparados na hora.

Os representantes comerciais também conheceram os números e análises mercadológicas da CooperAliança e o share de mercado por região, com foco especial em São Paulo.

A convenção abordou os compromissos, a responsabilidade e o desenvolvimento interno da cooperativa. Foram definidos processos e demonstradas as melhores práticas para o trabalho comercial, incluindo cadastro, faturamento e prazos.

O evento foi concluído com um jantar de confraternização, proporcionando um momento de integração e troca de experiências entre os participantes. A CooperAliança reforçou seu compromisso com a excelência e a qualidade, renovando a confiança de seus representantes comerciais para os desafios e oportunidades de 2024.

A CooperAliança é uma cooperativa agropecuária que se dedica à produção e comercialização de carnes de alta qualidade, com um foco especial na raça Angus. Com um compromisso constante com a qualidade, inovação e sustentabilidade, a cooperativa busca fortalecer sua presença no mercado e expandir suas operações em todo o Brasil.

 

Fonte: Imprensa CooperaAliança
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Recuperação do solo e de vias de escoamento da produção são principais demandas dos setores de trigo e soja

Colheita da soja já estava se encaminhando para sua conclusão quando ocorreram as enchentes, que provocaram perdas no fim da safra. Por sua vez, para o trigo, que está em período de semeadura, as chuvaradas trouxeram como consequência a degradação do solo cultivável.

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Foto: Reprodução

Perdas pontuais de safra, degradação do solo e bloqueios das rodovias são os principais impactos causados pelas fortes chuvas de maio no Rio Grande do Sul às cadeias produtivas de trigo e soja. Esta é a avaliação de entidades representativas dos dois setores, durante reunião conjunta das Câmaras Setoriais do Trigo e da Soja, promovida nesta segunda-feira (27), de forma remota, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

A colheita da soja já estava se encaminhando para sua conclusão quando ocorreram as enchentes, que provocaram perdas no fim da safra. “No total do Estado, a perda não vai parecer significativa. Mas estamos falando de vários produtores que perderam tudo, 100% da safra. Então, é preciso cuidado ao observar esses dados, não dá para tratar, de forma igual, os diferentes”, pontuou o assistente técnico em culturas da Emater/RS-Ascar, Alencar Rugeri.

Mesmo com a safra colhida e nos armazéns, outro problema trazido pelas enchentes preocupa o setor: o escoamento da produção, com a malha rodoviária precisando ser recuperada em vários pontos do Estado. “O desafio atual será tirar o grão dos armazéns e fazê-lo chegar ao porto de Rio Grande”, avaliou o coordenador da Câmara Setorial da Soja, Nereo Starlick.

Para o trigo, que está em período de semeadura, as chuvaradas que castigaram o Rio Grande do Sul trouxeram como consequência a degradação do solo cultivável. “Desde as chuvas de setembro e novembro do ano passado que estamos com uma erosão absurda no solo, já plantamos soja com dificuldade extrema. Agora, então, piorou. O produtor ainda terá que lidar com a recuperação da fertilidade do seu solo”, pontuou o diretor e coordenador da Comissão do Trigo e Culturas de Inverno da Farsul, Hamilton Guterres Jardim.

As estimativas de produção de trigo para a próxima safra já registravam uma queda, frente ao 1,5 milhão de hectares cultivados no ano passado no Rio Grande do Sul, por causa da escassez de sementes.

Entre os encaminhamentos das câmaras setoriais para as reuniões das Câmaras Nacionais do Trigo e da Soja, estão: requisição de linhas de crédito específicas para reconstrução a produtores rurais que perderam tudo; linhas de crédito para recuperação de áreas degradadas; prorrogação da Resolução 5.123 do Conselho Monetário Nacional, que renegocia parcelas de operações de crédito rural de investimento, além da inclusão de outras culturas, como fruticultura, arroz e trigo; recuperação das rodovias federais no Rio Grande do Sul, para não haver problemas no escoamento da produção agrícola.

Participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul (Acergs), Badesul, Banco do Brasil, Banrisul, Bolsa Brasileira de Mercadorias, BRDE, Conab, Embrapa, Emater/RS-Ascar, Famurs, Farsul, IBGE, Ocergs, Secretaria da Fazenda (Sefaz), Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e Sinditrigo.

Fonte: Assessoria Seapi
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Novo presidente da Ocesc quer maior protagonismo para as cooperativas

Vanir Zanatta fala sobre suas aspirações, perspectivas e desenvolvimento do cooperativismo em Santa Catarina.

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Presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Vanir Zanatta: " - Foto: Divulgação/Ocesc

Fortalecer o protagonismo das cooperativas na economia catarinense e ampliar a presença internacional são metas do novo presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc), Vanir Zanatta, para o próximo quadriênio.

O presidente recém-eleito tem 59 anos de idade. É natural de Jacinto Machado (SC). Graduou-se em Ciências Contábeis pela Univille, de Joinville (SC). Em 2006 cursou Gestão de Cooperativas pela Unisul. Pós-graduou-se em Administração pela Unesc. Há 34 anos é presidente da Cooperativa Agroindustrial Cooperja, de Jacinto Machado. É sócio-fundador da Credija (Cooperativa de Crédito de Livre Admissão de Associados Litorânea), a qual presidiu por 14 anos. Também foi fundador e presidente da Acijam (Associação Empresarial de Jacinto Machado).

É presidente da Brazilrice (Cooperativa Central Brasileira de Arroz). Ocupa a vice-presidência da Fecoagro (Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado de Santa Catarina), é representante do ramo agropecuário das cooperativas catarinenses junto a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e membro na Câmara Setorial do Arroz Nacional pela Brazilrice. Zanatta também presidirá o Conselho de Administração do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Santa Catarina (Sescooop/SC).

Ocesc – O cooperativismo de Santa Catarina continua em expansão, segundo balanço recentemente divulgado pela Ocesc, com crescimento em todas as áreas. Como o senhor avalia esses resultados?

Vanir Zanatta – Os resultados são amplamente positivos e animadores. Houve crescimento em movimento econômico, receita operacional, exportações e no quadro geral de cooperados, como chamamos os associados. Os catarinenses demonstram uma extraordinária vocação para o associativismo. Perceberam que o cooperativismo – que é uma das melhores formas de associativismo – tornou-se um caminho para o desenvolvimento das comunidades e o fortalecimento da economia. Acredito que essa é a explicação para esse fenômeno.  Veja que em 2023 o número de associados das nossas 249 cooperativas cresceu quase 10%, com o ingresso de mais de 370 mil pessoas. No conjunto, as cooperativas reúnem, agora, 4,2 milhões de catarinenses, o que representa mais da metade da população barriga-verde vinculada ao sistema cooperativista.

Ocesc – O ramo do agronegócio continua respondendo pela maior fatia do PIB do cooperativismo barriga-verde, mas enfrentaram dificuldades no último ano. Como o Sr. avalia esse setor hegemônico?

Vanir Zanatta – As cooperativas do ramo do agronegócio tiveram um ano muito difícil, com elevação dos custos de produção, queda de preços no mercado internacional e baixo desempenho do consumo no mercado doméstico. Praticamente todos os grupos agroindustriais do setor de alimentos – em especial, os do segmento da proteína animal – tiveram resultados negativos.  Mesmo assim, as cooperativas do agronegócio foram, novamente, as mais expressivas na geração de empregos diretos e de receita operacional bruta, respondendo por 64% dos postos de trabalho e também por 64% das receitas globais do universo cooperativista.

Ocesc – Em 2024 qual deve ser o desempenho das cooperativas do agro catarinense? A tendência é manter esse crescimento?

Vanir Zanatta – O ano de 2024 se apresenta com um cenário mais animador, sem indícios de escassez de insumos – especialmente milho e farelo de soja – e com lenta recuperação de preços no mercado internacional. Acreditamos ser possível um crescimento entre 10% e 15% neste período porque está havendo uma clara recuperação de preços no mercado internacional.

As cooperativas também são impactadas pela alta carga tributária, embora muitos pensem que elas têm benefícios fiscais.

As cooperativas não gozam de benefícios fiscais, prova disso é que, no ano passado, recolheram R$ 3,4 bilhões aos cofres públicos em impostos sobre a receita bruta, um crescimento de 5% em relação ao exercício anterior. Esse aumento é fruto do movimento econômico e, ainda, não é reflexo da reforma tributária. O número de cooperativas permaneceu estável.

Ocesc – Quais serão suas diretrizes no comando da Ocesc para o cooperativismo catarinense?

Vanir Zanatta – Desejamos aumentar o protagonismo das cooperativas dos ramos de crédito, agropecuário e saúde, entre outros. Queremos aumentar nossa presença no mercado internacional. Iniciaremos um planejamento estratégico para a Organização e valorizaremos os vice-presidentes como legítimos representantes dos ramos do cooperativismo, tomando decisões estratégicas sempre em conjunto. Vamos reavaliar o regimento interno, criar conselhos consultivos por ramo, implementar o Conselho de Ética, ativar o Conselho Estadual do Cooperativismo (CECOOP) e dinamizar a representação sindical. Vamos prestigiar encontros de jovens e mulheres cooperativistas e o Fórum de Dirigentes Cooperativistas, estimular a sucessão nas propriedades rurais e nas cooperativas e, além disso, fortalecer a Frente Parlamentar do Cooperativismo de Santa Catarina (Frencoop).

Ocesc – Como o senhor avalia sua gestão e os desafios enfrentados até aqui?

Vanir Zanatta – Estamos iniciando uma jornada que, acredito, será muito gratificante graças à participação dos dirigentes cooperativistas, do corpo técnico do Sistema Ocesc/Sescoop-SC e dos cooperados. Manteremos a honrosa tradição do cooperativismo catarinense de ser uma das locomotivas da economia catarinense, contribuindo para uma sociedade mais humana e fraterna, com alta taxa de desenvolvimento.

Sua experiência e trajetória o tornaram no primeiro líder cooperativista do sul de SC a comandar a Ocesc.

Acredito que essa experiência, fruto de longa vivência no universo cooperativista, é positiva na medida em que fazemos dela uma aprendizagem contínua e retiramos, humildemente, lições para o exercício dos cargos de direção e comando. É com muita honra e sentimento de responsabilidade que assumo o Sistema Ocesc/Sescoop-SC como o primeiro presidente do sul de Santa Catarina, atribuindo essa eleição  a um gesto de generosidade dos meus companheiros dirigentes cooperativistas e a uma homenagem ao sul barriga-verde. As cooperativas exercem importante papel na região, contribuindo com a dinamização da economia e a geração de empregos nas áreas urbanas e rurais.

Ocesc – Qual sua visão sobre o desenvolvimento do cooperativismo no estado?

Vanir Zanatta – Em Santa Catarina há uma cultura associativista muito forte. Aqui só existem fatores de estímulo e incentivo. Temos uma política estadual de apoio ao cooperativismo definida em lei, uma atuante Frente Parlamentar do Cooperativismo e muitas ações que integram todos os setores da economia.

Fonte: Assessoria Ocesc
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