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Safrinha vira aliada da pecuária com silagem e pastagem no mesmo sistema
Consórcio permite produzir volumoso e formar pasto na mesma área, reduz custos e garante alimento de qualidade na seca.

O período de plantio da safrinha, que ocorre após a colheita da soja em muitos sistemas integrados, representa uma janela estratégica para o pecuarista investir em sistemas que garantam oferta de alimento de qualidade ao longo do ano, especialmente para enfrentar o período da seca.
Nesse contexto, a silagem em consórcio com pastagem tem se destacado como uma alternativa eficiente para maximizar o uso da terra entre safras, combinando a produção de ração volumosa (silagem) e forrageira para pastejo na mesma área. “A safrinha permite implantar culturas como milho, sorgo ou milheto para silagem e, ao mesmo tempo, formar pastagens que vão sustentar o rebanho após a colheita”, explica o técnico em Agricultura, Robson Luiz Slivinski Dantas.

Foto: Aires Mariga Epagr
Na prática, o sistema consiste no cultivo simultâneo de uma cultura destinada à ensilagem com gramíneas ou leguminosas forrageiras (como como braquiária ou Panicum spp). Após a colheita da silagem, a pastagem consorciada permanece estabelecida no solo, podendo ser utilizada para pastejo ou como cobertura vegetal. Esse modelo otimiza o uso da área, reduz a necessidade de novos plantios e se encaixa perfeitamente em sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária (ILP). “É um sistema que une produção agrícola e pecuária, trazendo mais eficiência para a propriedade”, ressalta Dantas.
Os ganhos para a pecuária são expressivos tanto do ponto de vista nutricional quanto produtivo. “A silagem produzida a partir de culturas como milho e sorgo apresenta alto valor energético, essencial para a suplementação do rebanho na entressafra, enquanto a pastagem consorciada garante alimentação contínua após a colheita. Além disso, o consórcio aumenta a produtividade por hectare ao permitir a produção de dois alimentos na mesma área, reduz custos com a compra de ração e contribui para a melhoria da fertilidade do solo, especialmente pela ação de gramíneas que favorecem a reciclagem de nutrientes”, acrescenta.
A estratégia também é fundamental para o planejamento alimentar do rebanho durante a seca. O estoque de silagem assegura volumoso de qualidade, que pode ser utilizado nos períodos de menor crescimento das pastagens devido à seca, enquanto a forrageira consorciada tende a apresentar maior resistência e capacidade de recuperação, funcionando como suporte alimentar assim que as chuvas retornam. “Esse sistema dá mais segurança ao produtor, que não fica dependente apenas do pasto em um momento crítico do ano”, destaca o técnico.
Após a colheita da silagem, a pastagem assume papel central na sustentabilidade do sistema, pois oferece forragem para pastejo, protege o solo contra erosão, auxilia na retenção de umidade e contribui para o controle de plantas daninhas. “Em consórcios com espécies como braquiária, há ainda ganhos importantes na reciclagem de nutrientes, o que reduz a necessidade de intervenções químicas e melhora a eficiência agronômica da área”, expõe Dantas.
Do ponto de vista econômico, a silagem em consórcio com pastagem contribui para a redução de custos e o aumento da rentabilidade, ao diminuir a dependência de alimentos externos e insumos. “A maior qualidade da dieta reflete diretamente no desempenho do rebanho, com melhor ganho de peso e produtividade, tanto na pecuária de corte quanto na de leite. Quando o produtor consegue produzir silagem e pasto na mesma área, ele melhora a eficiência produtiva e amplia sua margem de lucro”, afirma o profissional.

Foto: Paulo Kurtz
Embora seja um sistema versátil, a prática se mostra especialmente atrativa para produtores com áreas limitadas, que atuam em regiões com períodos de seca prolongados e buscam maior autonomia alimentar. Pequenos, médios e grandes pecuaristas podem se beneficiar, mas o consórcio se destaca como uma solução estratégica para quem precisa extrair o máximo potencial das áreas disponíveis.
Com o avanço dos sistemas integrados e a crescente busca por sustentabilidade e eficiência no campo, a silagem em consórcio com pastagem se consolida como uma tendência na pecuária brasileira. “É uma estratégia inteligente, que alia eficiência produtiva e preservação ambiental, mas que exige planejamento e assistência técnica para gerar resultados consistentes”, reforça Dantas.

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Lei que restringe compra de terras por estrangeiros é mantida
Decisão unânime mantém limites e condições para compra de terras, com foco em soberania nacional.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (23) manter as regras que limitaram a compra de imóveis rurais por empresas com capital estrangeiro no país.
A Corte validou a Lei 5.709 de 1971, norma que regulou a matéria e definiu que o estrangeiro residente no país e as empresas estrangeiras autorizadas a operar no Brasil devem seguir regras para aquisições de terras.

Foto: Roberto Dziura Jr
A norma impôs diversas restrições, como compra máxima de 50 módulos de exploração, autorização prévia para aquisições em áreas de segurança nacional e registro no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). A constitucionalidade foi questionada na Corte por entidades ligadas ao agronegócio. De acordo com as alegações, protocoladas em 2015, a lei prejudica empresas nacionais de capital estrangeiro ao limitar a compra de terras no país.
O julgamento começou em 2021 e foi finalizado na sessão desta quinta-feira. Por unanimidade, o plenário seguiu voto proferido pelo relator do caso, ex-ministro Marco Aurélio (aposentado), que votou pela constitucionalidade da lei.
O relator citou que as restrições são necessárias para manter a soberania nacional e a independência do país. Os argumentos foram validados pelos demais ministros.
A Advocacia-Geral da União (AGU) atuou no caso como representante do governo federal. O órgão sustentou que a lei tem a função de proteger a soberania nacional e evitar a especulação fundiária no país.
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Produção de qualidade impulsiona avanço das exportações do agro
Debate reforça que excelência e tecnologia são essenciais para conquistar mercados externos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, na quinta-feira (23), a sofisticação dos produtos da agricultura brasileira para conquistar mais mercados internacionais. Lula destacou a diversidade e a produção em larga escala no país, mas disse que também é preciso prezar pela qualidade.
“Nós sabemos que não basta produzir. Para a gente ganhar mercado é preciso produzir com excelência de qualidade. Não adianta produzir uma coisa rústica, porque aquilo é muito bom pra mim, mas quando você quer fazer disputa internacional, não é uma coisa fácil”, disse, em evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). “Quanto mais sofisticado a gente for, mais mercado a gente ganha e a gente vai disputar com os mercados mais sofisticados. Nós temos tecnologia, temos mão de obra e temos expertise”, acrescentou o presidente.

A abertura da Feira Brasil na Mesa na unidade Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. Até o próximo sábado (25), o evento apresenta tecnologias, produtos e experiências desenvolvidas a partir da pesquisa agropecuária no país.
Também foram celebrados os 53 anos da Embrapa, empresa pública que tem o objetivo de transformar conhecimento em soluções para diferentes cadeias produtivas do campo.
A presidente da empresa, Silvia Massruhá, destacou que a cada R$ 1 investido na Embrapa, R$ 27 são devolvidos à sociedade. A empresa tem 43 unidades e um portfólio de 2 mil tecnologias.
Para definir esse lucro, foram avaliados os impactos econômico, ambiental e social de 200 dessas tecnologias. “O PIB, Produto Interno Bruto, somas das riquezas produzidas agrícola de 2025 foi R$ 725 bilhões e a Embrapa contribuiu com R$ 125 bilhões. Então, é importante reconhecer esse papel da ciência e tecnologia hoje no PIB agrícola”, acrescentou.
Os dados estão no Balanço Social 2025 da Embrapa.
A Feira Brasil na Mesa é aberta ao público, com entrada gratuita. Os visitantes podem se inscrever no site do evento.
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Copacol amplia presença internacional e participa de feira estratégica em Singapura
Expansão inclui participação na FHA Food & Hotel Asia e reforça estratégia de ampliar negócios e parcerias no mercado asiático, onde a cooperativa já atua em 85 países.

A Copacol participa, pela primeira vez, de uma importante feira internacional em Singapura, voltada ao comércio e relacionamento com importadores asiáticos. A FHA, Food & Hotel Asia, realizada entre 21 e 24 de abril, tem como objetivo atender os setores de alimentos, food service e hospitalidade, reunindo compradores de países como Vietnã, Malásia, Indonésia e Filipinas.
Segundo o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol, a participação reforça a estratégia de participação da Cooperativa em mercados internacionais. “Com presença crescente no mercado internacional, a Copacol fortalece sua marca globalmente e amplia oportunidades para cooperados, agregando valor à produção paranaense e levando a qualidade brasileira para o mundo. Hoje já atuamos em 85 países e seguimos com uma estratégia constante de abertura e consolidação de mercados.”
Esta é a terceira participação da Copacol em feiras internacionais somente neste ano. Antes de Singapura, a Cooperativa marcou presença em eventos realizados em Dubai, na Gulfood, e em Boston, na Seafood Expo North América. “Nossa estratégia é diversificar mercados e ampliar oportunidades comerciais. Mais da metade do que produzimos tem como destino o mercado externo, por isso, marcar presença e demonstrar nosso diferencial resultam na valorização do produto que sai do campo”, destaca Pitol.
A região é considerada estratégica para o agronegócio brasileiro. As Filipinas, por exemplo, figuram entre os maiores importadores de proteína animal do Brasil, enquanto Singapura mantém compras frequentes e regulares. “O continente asiático é um grande parceiro na importação dos nossos produtos. Participamos de mais essa feira com o propósito de consolidar operações, estreitar relacionamento com clientes atuais e buscar novos parceiros comerciais”, complementa o superintendente Comercial da Copacol, Valdemir Paulino dos Santos.



