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Safrinha deve ter quebra de 15% a 20% da produção no Paraná

Produtividade pode chegar em 200 sacas por alqueire em algumas localidades da região Oeste

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Depois de os pluviômetros da região não registrarem rastros de nenhum pingo de chuva desde o dia 1º de abril, a madrugada da última sexta-feira (11) começou acumulando água nas ruas da região Oeste do Paraná.

Nas duas chuvas que caíram na sexta-feira, os medidores somaram 22 milímetros em Marechal Cândido Rondon. Todavia, os 40 dias sem ver a água caindo do céu é alívio não apenas para quem sente os reflexos negativos do tempo seco prolongado na cidade, mas principalmente para os agricultores, que já estavam apreensivos acerca da produtividade da safrinha de milho deste ano.

De acordo com o engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha, as lavouras ainda não estavam em situação crítica, entretanto, a chuva traz certa tranquilidade aos produtores de grãos, já que, na avaliação dele, mais 10 ou 15 dias de seca representariam um prejuízo gigante às lavouras. "O milho vinha sentido os efeitos da falta de chuvas, tanto é que já estimávamos uma redução de produtividade, mas a perda não era do tamanho que muitas pessoas estavam mensurando", pontua.

Estimativas

Cunha acredita que talvez não existam mais áreas com potencial produtivo para colheita de 300 sacas por alqueire, fato que abrilhanta a segunda safra de milho. Por outro lado, a chuva de sexta-feira fez com que o segundo plantio retornasse aos patamares de "safrinha". "Podemos, sem dúvida, ter áreas acima de 200 sacas por alqueire colhidas", ressalta. 

Conforme a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) de Toledo, Jean Marie Ferrarini, o período de estiagem na região afetou o potencial produtivo das áreas plantadas, pois o milho já estava na fase de floração e frutificação. “Mas isso não leva a uma perda total das áreas”, reforça.

Relatório Deral

Dos 20 municípios da área de abrangência do Deral de Toledo, a engenheira agrônoma diz que ainda não há estimativas de perda, tendo em vista que os trabalhos serão realizados nesta semana e que o próximo relatório será divulgado apenas na próxima segunda-feira (21). “Temos que observar, porém, que a previsão foi otimista para uma safra que já começou com atraso, então podemos trabalhar com número de perda. Um produtor ou um município pode ter mais perda que o outro, mas a região, como um todo, não terá uma grande quebra”, afirma.

Conforme a previsão do Deral, em Marechal Cândido Rondon, a estimativa era de que fossem semeados 24,5 mil hectares de milho, com previsão de colheita para 5,8 mil toneladas. Já para a região de abrangência do Deral de Toledo, são 423 mil hectares semeados e 2,4 milhões de toneladas para expectativa de colheita.

Jean Marie avalia que o estande do milho foi excelente se comparado a outros anos, permitindo uma boa formação da cultura mesmo com o atraso no plantio. “Essa falta de chuva foi ruim, porém o calor e o sol fizeram algo que os produtores não esperavam: adiantou a fase do milho. Normalmente o milho fica estagnado por conta da chuva e o frio, mas como fez calor o milho entrou em floração e frutificação antes do esperado e de certa forma isso foi positivo”, sinaliza, observando que para esta semana há previsão de nova chuva para a região.

Preço

Outro ponto citado é a questão do preço do milho. Na safrinha do ano passado, a saca estava sendo comercializada a R$ 20. Já neste ano está em patamares acima de R$ 30. “Essa diferença de preço compensa a diminuição de produtividade. Não é boa, mas compensa para o produtor”, complementa Jean Marie.

Semana tem previsão de frentes frias

A semana em todo o Paraná será de temperatura mais amena, com previsão de duas frentes frias que devem atingir todo o Estado, uma entre hoje (15) e amanhã (16) e outra entre sexta-feira (18) e sábado (19). Com isso, aumenta a possibilidade de chuvas tanto em praticamente todo o Paraná, informa o Simepar.

Há probabilidade de chover na sexta-feira e no sábado, segundo o Simepar.

Fonte: O Presente

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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