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Safras prevê produção recorde de soja no Brasil em 18/19, aumento em milho

De acordo com a consultoria, o volume supera os 121,06 milhões da previsão anterior, de setembro, e também os 120,8 milhões de 2017/18

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O Brasil deverá produzir um recorde de soja na safra 2018/19, em meio a um aumento de área plantada e condições climáticas favoráveis, disse na última sexta-feira (23) a Safras & Mercado, apostando também em uma forte recuperação na produção de milho. Maior exportador global, o Brasil deverá colher 122,2 milhões de toneladas de soja no ciclo vigente, em fase final de plantio. De acordo com a consultoria, o volume supera os 121,06 milhões da previsão anterior, de setembro, e também os 120,8 milhões de 2017/18.

A área plantada com a commodity deve alcançar históricos 36,4 milhões de hectares, praticamente estável em relação à última estimativa, mas acima dos 35,1 milhões de 2017/18. Com o plantio avançando e um bom panorama inicial para o desenvolvimento das lavouras, as atenções agora se voltam totalmente para o clima, destacou a Safras & Mercado. “O potencial da safra brasileira é novamente recorde, mas apenas um clima positivo ao longo dos próximos meses permitirá que a nova produção supere a do ano passado”, afirmou o analista da consultoria, Luiz Fernando Roque.

Na véspera, a Agroconsult também fez projeções e disse que o Brasil tem potencial para produzir até 129 milhões de toneladas de soja nesta safra. No início deste ciclo, chuvas em bons volumes têm garantido a umidade no solo, ao contrário do observado há um ano, quando uma estiagem entre setembro e outubro assustou os produtores.

Milho e algodão

Para o milho, a Safras & Mercado elevou sua estimativa de produção em 2018/19 a 94,9 milhões de toneladas, de 94,2 milhões na previsão anterior. Do total, 62,1 milhões de toneladas seriam de segunda safra, a chamada “safrinha”, colhida em meados do próximo ano e que responde pelo grosso da produção brasileira do cereal. O aumento anual seria de quase 30%. O volume esperado para a safra total de milho do país em 2018/19 supera em 18,6% o registrado na temporada passada, marcada por área menor e adversidades climáticas.

Conforme a Safras & Mercado, a área total com milho neste ciclo deverá crescer 3,5% na comparação anual, para 16,8 milhões de hectares. Em paralelo, a consultoria disse que a produção brasileira de algodão deverá totalizar 2,48 milhões de toneladas de pluma em 2018/19, subindo 18,6% sobre o ano anterior. Na estimativa anterior, eram esperados 2,24 milhões de toneladas.

Segundo o analista Élcio Bento, os bons resultados auferidos na última temporada levarão os produtores de algodão a plantar uma área recorde, de 1,42 milhão de hectares, alta de quase 20% ante 2017/18. “O recente enfraquecimento das cotações não chegou a inibir o interesse pelo cultivo, pois boa parte foi comercializada de forma antecipada”, disse. “A confirmação dessa produção recorde, diante de um consumo interno ainda fraco, tornará ainda mais importante o escoamento via exportação… Sem isso, corre-se o risco de o mercado interno enfrentar um aumento expressivo dos estoques de passagem”, concluiu.

Fonte: Reuters

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Clima seco e oferta escassa mantêm preços do boi em forte alta

Preços do boi gordo voltaram a subir com força nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo voltaram a subir com força nas principais regiões de produção e comercialização do Brasil ao longo da última semana. “O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade do movimento de alta nos preços, mesmo que de maneira comedida na segunda quinzena do mês”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita nas principais praças, e o quadro não deve apresentar grande evolução no restante do ano. “A estiagem prolongada indica que a entrada dos animais de safra no mercado será mais tardia, pois as boiadas estarão aptas ao abate provavelmente apenas no primeiro trimestre de 2021”, assinalou.

Enquanto isso, as exportações de carne bovina seguem positivas em 2020, com uma presença marcante da China, importando volumes substanciais de proteína animal brasileira.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem subindo gradualmente. Conforme Iglesias, a tendência é de reajustes mais modestos nos preços no restante de setembro, diante de uma reposição mais lenta entre atacado e varejo em um período pautado pela desaceleração do consumo, com o brasileiro médio mais descapitalizado.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 17 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 253,00 a arroba, contra R$ 248,00 a arroba em 10 de setembro (+2%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 242,00 a arroba, ante R$ 240,00 a arroba, subindo 0,83%.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 250,00 a arroba, ante R$ 243,00 a arroba, subindo 2,88%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 248,00 a arroba, ante R$ 242,00 a arroba (2,5%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 235,00 a arroba, contra R$ 225,00 a arroba (4,44%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Preços do frango seguem em elevação no Brasil, mas custo preocupa

Mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango vivenciou mais uma semana de preços em alta tanto para o quilo vivo quanto para os cortes vendidos no atacado e na distribuição. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, um fator de preocupação do setor neste momento, apesar da boa demanda registrada, está no alto custo de produção, principalmente no que tange ao farelo de soja.

Iglesias ressalta que ainda há margem para novos reajustes nos preços, embora de forma mais comedida nos próximos dias diante da reposição mais lenta da cadeia, com o arrefecimento tradicional da demanda por parte dos consumidores na segunda metade do mês.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo os preços tiveram mudanças para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado passou de R$ 5,35 para R$ 6,00, o quilo da coxa de R$ 5,40 para R$ 6,25 e o quilo da asa de R$ 12,50 para R$ 12,75. Na distribuição, o quilo do peito subiu de R$ 5,45 para R$ 6,20, o quilo da coxa de R$ 5,50 para R$ 6,50 e o quilo da asa de R$ 12,70 para R$ 13,00.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de alterações nos preços durante a semana. No atacado, o preço do quilo do peito aumentou de R$ 5,45 para R$ 6,10, o quilo da coxa de R$ 5,50 para R$ 6,35 e o quilo da asa passou de R$ 12,60 para R$ 12,85. Na distribuição, o preço do quilo do peito avançou de R$ 5,55 para R$ 6,30, o quilo da coxa continuou de R$ 5,60 para R$ 6,60 e o quilo da asa de R$ 12,80 para R$ 13,10.

Conforme Iglesias, o saldo das exportações permanece positivo em setembro e a tendência é que a retomada das atividades de maneira mais contundente no Oriente Médio e no Japão aumente o fluxo de embarques durante o último trimestre do ano.

As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 189,259 milhões em setembro (8 dias úteis), com média diária de US$ 23,657 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 138,429 mil toneladas, com média diária de 17,304 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.367,20.

Na comparação com setembro de 2019, houve baixa de 8,96% no valor médio diário, avanço de 8,31% na quantidade média diária e retração de 15,95% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo passou de R$ 4,00 para R$ 4,15. Em São Paulo o quilo vivo aumentou de R$ 4,00 para R$ 4,10.

Na integração catarinense a cotação do frango avançou de R$ 3,25 para R$ 3,50. No oeste do Paraná o preço na integração subiu de R$ 3,75 para R$ 3,85. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo teve elevação de R$ 3,75 para R$ 3,85.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango passou de R$ 3,90 para R$ 4,00. Em Goiás o quilo vivo mudou de R$ 3,95 para R$ 4,00. No Distrito Federal o quilo vivo seguiu em R$ 3,95.

Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 4,65 para R$ 4,75. No Ceará a cotação do quilo vivo avançou de R$ 4,65 para R$ 4,75 e, no Pará, o quilo vivo aumentou de R$ 4,75 para R$ 4,80.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Sem oferta, preços da soja renovam máximas históricas no Brasil

Ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores

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Divulgação

Os preços da soja voltaram a atingir patamares históricos no mercado brasileiro na última semana. Sem oferta, as cotações são, em sua maioria, nominais. O ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores.

O produtor eleva suas pedidas, acompanhando principalmente a elevação das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dólar oscila na casa entre R$ 5,20 e R$ 5,30. Os prêmios seguem em patamares firmes.

No interior do Rio Grande do Sul, houve indicações de preços a R$ 150,00 para entrega em dezembro e pagamento em janeiro. Em geral, a cotação em Passo Fundo ficou em torno de R$ 145,00. No Porto de Paranaguá, a saca subiu para a casa de R$ 137,00.

Em Chicago, os contratos atingiram o maior nível desde maio de 2018 no gráfico contínuo, com a alta semanal superam 4% e novembro atingindo a casa de US$ 10,40 por bushel. O mercado segue impulsionado pela forte demanda pela soja americana, com anúncios diários de novas vendas por parte dos exportadores privados.

O clima também não tem ajudado e a expectativa é de que a safra americana fique abaixo do esperado inicialmente, com queda no potencial produtivo e projeções de estoques dos Estados Unidos apertados.

Oferta e Demanda

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 82,5 milhões de toneladas em 2021, repetindo o volume projetado para 2020. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

No levantamento anterior, divulgado no início de agosto, os números eram de 83 milhões de toneladas para 2021 e de 81 milhões para 2020.

SAFRAS indica esmagamento de 45,5 milhões de toneladas em 2021 e de 44,5 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 1%, passando para 132,782 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 1% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 156%, passando de 461 mil para 1,182 milhão de toneladas.

O analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, destaca a elevação na projeção para as exportações em 2020 e a consequente queda nos estoques finais do ano, agora projetados abaixo de 500 mil toneladas.

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,98 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão subir 4% para 17,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,25 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão subir 11% para 2,249 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,2 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 800 mil toneladas, com queda de 27% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,45 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,5 milhões de toneladas. A previsão é de estoques estabilizados em 127 mil toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS
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