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Bovinos / Grãos / Máquinas Para IBGE

Safra deste ano deve chegar a 243,1 milhões de toneladas

Em 2020, houve crescimento de 1,6 milhão de toneladas (0,7%) em relação a 2019

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Arquivo/OP Rural

As safras de grãos, cereais e leguminosas em 2019 e 2020 devem registrar dois recordes consecutivos, tornando-se as maiores da série histórica iniciada em 1975. Com 241,5 milhões de toneladas em 2019, e 243,1 milhões de toneladas em 2020, as duas safras superam o recorde anterior de 2017, de 238,4 milhões de toneladas. As informações são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quarta-feira (10), pelo IBGE.

Em 2020, houve crescimento de 1,6 milhão de toneladas (0,7%) em relação a 2019. Analisando-se os cinco produtos de maior importância para a próxima safra, apenas o milho 2ª safra apresentou estimativa de produção menor que em 2019, de 10,4%. Apresentam variação positiva o algodão herbáceo (2,7%), o feijão 1ª safra (3,3%), o arroz (0,9%), o milho 1ª safra (1,8%) e a soja (7,8%), essa última sendo um novo recorde da série histórica do IBGE.

Com relação à área prevista, apresentam variação positiva o algodão herbáceo em caroço (7,1%), o feijão 1ª safra (2,1%), a soja (2,3%) e o milho 1ª safra (1,9%). O arroz em casca apresenta variação negativa de 2,1%, enquanto o milho 2ª safra manteve a área do ano anterior (0%).

O pesquisador do IBGE Carlos Barradas explica que o recorde consecutivo ocorre após uma quebra de safra em 2018, comprometida por problemas climáticos de seca e aumento de temperatura enfrentados em estados como Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

“Em 2018, a soja apresentou uma retração de 3,7% na produção, de 2,6% na área e de 6,2% no rendimento médio. Já em 2019, as chuvas vieram mais cedo e pôde-se antecipar o plantio e a colheita da soja, principal item da produção brasileira de grãos. Com isso pôde-se também antecipar o plantio do milho, que puxou a expansão da safra 2019. O recorde de 2020 deve-se à expansão de 7,8% na estimativa de produção da soja. O clima tem ajudado e houve um crescimento de 5,4% no rendimento médio da soja, com expansão de 2,3% na área colhida”, analisa Barradas.

Safra de 2019 deve crescer 6,6%, puxada pelo milho

Em 2019, a safra nacional deve atingir 241,5 milhões toneladas, sendo maior que o recorde de 2017 (238,4 milhões de toneladas), com 3,1 milhões de toneladas a mais produzidas. O resultado representa uma alta de 6,6% superior à obtida em 2018 (226,5 milhões de toneladas), aumento de 15 milhões de toneladas.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos, que, somados, representaram 92,8% da estimativa da produção e responderam por 87% da área a ser colhida. Em relação a 2018, houve acréscimos de 7% na área do milho (declínio de 2,2% no milho de primeira safra e aumento de 10,9% no milho de segunda safra), de 2,6% na área da soja e de 41,9% para a área do algodão herbáceo, ocorrendo declínio de 9,3% na área de arroz.

No que se refere à produção, houve decréscimos de 3,7% para a soja e de 12,6% para o arroz, bem como expansão de 23,6% para o milho (crescimentos de 0,9% no milho de 1ª safra e de 34,1% no milho de 2ª safra) e de 39,8% para o algodão herbáceo.

Para a soja, foi obtida uma produção de 113,5 milhões de toneladas. Para o milho, um recorde de 100,6 milhões de toneladas (26 milhões de toneladas de milho na primeira safra e 74,6 milhões de toneladas de milho na segunda safra). O arroz teve uma produção de 10,3 milhões de toneladas e, para o algodão, uma produção de 6,9 milhões de toneladas, este último também um recorde da série histórica do IBGE.

Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 28%, seguido pelo Paraná (14,9%), Rio Grande do Sul (14,3%), Goiás (10%), Mato Grosso do Sul (7,9%) e Minas Gerais (6%), que, somados, representaram 81,1% do total nacional. Entre as grandes regiões, o volume da produção do Centro-Oeste foi de 111,5 milhões de toneladas (46,2%); do Sul, 77,2 milhões de toneladas (32%); do Sudeste, 23,7 milhões de toneladas (9,8%); do Nordeste, 19,2 milhões de toneladas (7,9%) e do Norte, 9,8 milhões de toneladas (4,1%).

Em 2019, a área a ser colhida deve ser de 63,2 milhões de hectares, um crescimento de 3,7% frente à área colhida em 2018, aumento de 2,2 milhões de hectares. Em relação a novembro deste ano, a estimativa da área a ser colhida apresentou crescimento de 41,2 mil hectares (0,1%).

Fonte: IBGE
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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Conab

Boa concentração de chuvas nas principais regiões agrícolas favorece safra de grãos

Período de chuvas pelo qual passa o país neste início do ano está favorecendo a evolução das principais culturas agrícolas de verão

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O período de chuvas pelo qual passa o país neste início do ano está favorecendo a evolução das principais culturas agrícolas de verão. Nas regiões de maior concentração de cultivo, como o Centro-Oeste, Sudeste, parte do Sul e do Matopiba, o regime pluvial proporcionou bom desenvolvimento das lavouras. As áreas que ainda apresentam anomalias negativas devido à falta de chuvas são os estados do Rio Grande do Sul, Piauí e Bahia. A análise é do último Boletim de Monitoramento Agrícola, divulgado nesta semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

No Centro-Oeste, o norte mato-grossense começa a decair o Índice de Vegetação (IV) por conta do início da colheita, com índices abaixo da média histórica, mas com 2% acima da safra passada. Já no sul de Goiás, as lavouras continuam sendo beneficiadas pelas condições climáticas favoráveis, assim como no sudoeste de Mato Grosso do Sul que conta também com a umidade no solo para promover uma boa recuperação e desenvolvimento das lavouras e, por consequência, a alta no índice de vegetação.

Já no Sudeste, o estado de Minas Gerais apresenta-se com bom desenvolvimento das lavouras e predominância de áreas com anomalias positivas do Índice de Vegetação, tanto em áreas do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba quanto do noroeste do estado.

Pelos estados do Sul, verifica-se, no Paraná, bom desenvolvimento nas principais regiões produtivas, enquanto que em Santa Catarina as lavouras evoluem de forma similar à da safra passada. No caso do Rio Grande do Sul, que sofre os efeitos de irregularidade das chuvas da primeira quinzena deste mês, a evolução das lavouras vem sendo prejudicada sobretudo no noroeste do estado.

Fonte: Conab
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Bovinos / Grãos / Máquinas Bovinos

Vaca só produz leite se parir

Coisas simples que fazem a diferença

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Artigo escrito por Guilherme Marquez de Rezende, zootecnista e gerente de Produto da Alta Genetics do Brasil

A parição é o início da produção de leite e consequentemente o começo da fase lucrativa das vacas. Mas, para parir é preciso primeiro emprenhar. E como está o seu rebanho nesse cenário?

De acordo com os dados dos dois melhores programas de controle zootécnicos¹, os rebanhos superiores estão operando com as seguintes características:

1.      Trabalham com 57,3% das vacas aptas a reprodução (Taxa de Serviço).

2.      Das vacas que são trabalhadas na reprodução, 42% delas emprenham (Taxa de Concepção).

3.      De todas as vacas aptas para reprodução, 23,7% ficam prenhas. (Taxa de prenhez).

Mas, como melhorar isso?

Primeiro é preciso anotar diariamente as informações de partos, inseminação, problemas, entre outros aspectos da operação, para ter clareza sobre os dados da fazenda.

Em segundo passo importantíssimo, é buscar ferramentas para aumentar a Taxa de Serviço. Com o histórico de anotações, por exemplo, podemos verificar quando as vacas emprenham pós-parto. Esse período de espera até a primeira IA (Inseminação Artificial) é importante e pode diminuir intervalos de partos.

Os programas de controle zootécnicos, também nos mostra que após o parto e até a confirmação da prenhez, as melhores fazendas trabalham com 123 dias de período de serviço, ou seja, o prazo disponível para fazer as vacas emprenharem.

E como ter o melhor resultado possível nesse período? Que tal começar com um pré parto e um pós-parto de qualidade? Vacas com score apropriados ao parto, dietas corretas, sanidade dentro dos padrões e um ambiente controlado. Esse período, chamado de período de transição pode ser a peça fundamental para uma futura prenhez em curto período de serviço.

Se você possui períodos de transição corretos, podemos estipular quando damos uma folga para as vacas se recuperarem após o parto e começar então a reprodução. O chamado PEV (Período de Espera Voluntário), é nele que começamos os protocolos de reprodução. Um protocolo pode ser apenas observar as vacas ao cio, outro podemos utilizar dos hormônios de reprodução e controlar mais a situação. Se tudo der certo, diminuímos bem nosso período de serviço e consequentemente nosso intervalo entre partos. Mais vacas paridas significa mais leite, ou seja, mais renda.

Sucesso não tem receita, mas tem dicas. E lá vão elas:

1.      Anote todo e qualquer evento em seu rebanho. Faça uso de suas anotações na tomada de decisão.

2.      Faça um ótimo pré parto e pós-parto. Período fundamental para o sucesso da reprodução.

3.      Decida um PEV condizente com a realidade de seu rebanho. Não copie os outros se você não tem os mesmos manejos de outras fazendas. Sua fazenda é sua fazenda.

4.      Utilize das ferramentas de observação de cio, de indução e sincronização de cio. Controle definitivamente a reprodução, nunca a deixe ao acaso.

5.      Decida com planejamento a sua escolha genética, ela é permanente. Você irá ter de resultado o que você escolheu para aquela vaca, saiba então escolher o melhor para a sua fazenda.

Coisas simples que fazem a diferença. Bora produzir leite!

 

Ideagri e AltaGestão¹. Números publicados na edição 2019 do Concept Plus Leite.

Fonte: Assessoria
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Bovinos / Grãos / Máquinas Segundo Embrapa

Pecuária de leite espera crescer cerca de 2% em 2020

Ainda que especialistas não vejam com euforia ano que se inicia, sinais de que crise está ficando para traz ficam mais claros

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Arquivo/OP Rural

Após fechar 2018 praticamente estagnada (crescimento de 0,5%), a pecuária de leite não tem muitos motivos para se lamentar em 2019. Mesmo não sendo um ano de grande expansão do setor (o crescimento deve fechar entre 2% e 2,5%), o preço do leite pago ao produtor terminou o ano em torno de R$1,36, o que equivale a 0,33 centavos de dólar, com o câmbio a R$ 4,06 por dólar. Segundo o analista da Embrapa Gado de Leite, Lorildo Stock, esse é um preço razoável para o setor, equivalendo-se às cotações internacionais, o que não favorece a importação do produto. O analista informa que lá fora, a tonelada do leite está sendo vendida entre USD$ 3.100 e USD$ 3.300, abaixo do preço histórico de USD$ 3.700, o que mostra equilíbrio do mercado mundial em termos de oferta e demanda.

Ainda que os especialistas não vejam com euforia o ano que se inicia, os sinais de que a crise está ficando para traz ficam mais claros. “As previsões iniciais para o crescimento do PIB [produto interno bruto] em 2020 indicam alta de 2,3%, o que é baixo, mas é a melhor expansão dos últimos seis anos”, diz o também analista que integra a equipe de socioeconomia da Embrapa Gado de Leite Denis Teixeira da Rocha. Por esse motivo, espera-se uma recuperação um pouco mais forte do consumo, possibilitando algum repasse de preços ao longo da cadeia produtiva e melhores margens industriais. A retrospectiva do ano que se passou também mostra mais solidez da atividade leiteira.

2019 contou com preços superiores aos patamares históricos

O pesquisador da Embrapa Glauco Carvalho relata que o primeiro semestre de 2019 fechou com os melhores patamares de preços para os produtores de leite brasileiros, quando comparado a igual período dos últimos sete anos. “Além de receber preços melhores, houve um incremento importante na relação entre o preço do leite e o custo da alimentação dos animais”, afirma Carvalho. Na avalição dele, o milho e a soja, principais ingredientes utilizados na ração das vacas, permaneceram com preços relativamente baixos no primeiro semestre, o que segurou os custos de produção do leite.

A relação de troca ao pecuarista, medida pela quantidade de litros de leite necessária para comprar uma saca de 60 kg de concentrado, ficou em 34 litros, na média do primeiro semestre; queda de 24% em relação ao ano anterior. “Entretanto, no segundo semestre, essa trajetória foi se alterando, com um recuo nos preços do leite e o aumento no custo do concentrado”. Ainda assim, na média do ano, os preços pagos aos produtores em 2019 ficaram acima do patamar histórico, o que sustentou crescimento da produção.

Quanto à indústria, na visão de Carvalho, 2019 foi bem mais desafiador, sobretudo para aquelas empresas focadas em linhas tradicionais, como leite UHT, queijo muçarela e leite em pó. “O gargalo do ano tem sido o baixo nível do consumo doméstico e a dificuldade de repasse de preços ao longo da cadeia produtiva”, constata o pesquisador. Para ele, a elevada capacidade ociosa da indústria nacional leva a uma necessidade de maior captação para diluir os custos fixos, o que muitas vezes se traduz em focar mais na captação do que na própria margem de comercialização.

Um outro ponto de estrangulamento, segundo o especialista, refere-se à fragmentação da indústria, que acaba dificultando uma estratégia de comercialização com o varejista para sustentar um patamar mais rentável de preços. “O fato é que as empresas estão trabalhando com margens bem apertadas. O pior cenário é o do leite UHT, em que a relação de preços entre o atacado e o produtor ficou quase 18% abaixo dessa mesma relação em 2018”.

Ano de 2020 traz incertezas nacionais e internacionais

Os especialistas da Embrapa avaliam que o ano que se inicia traz componentes de incerteza, tanto no ambiente interno quanto no externo. Internamente, pesa a articulação política e como o Governo vai tocar a agenda de reformas, que os analistas consideram fundamental para o Brasil retomar níveis melhores de crescimento econômico e distribuição de renda. No contexto internacional, a peste suína ocorrida em 2019 na China pode ter reflexos também em 2020 já que a doença está atingindo outros países asiáticos.

O problema na suinocultura chinesa, que reduziu em 40% o número de suínos naquele país, provocou o aumento das exportações de carne para a China – o que elevou a demanda por soja e milho na pecuária de carne. Os preços desses insumos tendem a se manter mais pressionados. Além disso, as exportações brasileiras de milho estão batendo recordes. Carvalho informa que se tem ainda uma nova demanda oriunda de plantas de etanol de milho no Centro-Oeste brasileiro. Todos estes fatores colocam uma pressão alta no milho e, consequentemente, no concentrado para as vacas. “Pode haver muita volatilidade nos preços do concentrado até que seja definida a safrinha de milho no meio do ano”.

Do ponto de vista da oferta e demanda, em linhas gerais, o mercado brasileiro de leite se mostra bem equilibrado. A expansão da produção nacional perdeu força no final do ano passado, na comparação com 2018. Além disso, o volume de importação está relativamente baixo e, apesar do consumo estar fraco, não há excedente de produção que possa levar a uma queda nos preços. Pelo contrário, as cotações se sustentaram no último trimestre do ano, quando geralmente os preços caem.

“Nesse cenário, a expectativa é que 2020 comece com os preços do leite ao produtor em patamares superiores ao registrado em janeiro de 2019 e com uma trajetória de elevação mais alinhada ao padrão histórico, que difere da precoce e expressiva alta registrada em fevereiro daquele ano”, diz Carvalho. Produtos lácteos cujo consumo está associado a rendas mais altas, como queijos e iogurtes, tendem a ter um crescimento melhor em 2020. Mas o mercado de UHT ainda deve continuar complicado.

O pesquisador acredita, no entanto, que as grandes apostas do setor foram adiadas para 2021, quando se espera que o Brasil tenha um crescimento mais robusto, gerando mais empregos e elevando o consumo familiar de leite e derivados.

Fonte: Embrapa Gado de Leite
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