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Notícias Segundo Deral

Safra de trigo do Paraná tem queda de qualidade e rendimento após geadas

Ainda assim, a expectativa é de que o Estado colha mais da metade da produção do Brasil

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Divulgação/AENPr

O setor de trigo brasileiro enfrentará uma safra com reduções tanto em qualidade quanto em quantidade no Paraná, após geadas recentes afetarem o principal Estado produtor brasileiro, informou o Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (16).

Segundo o órgão do governo paranaense, o índice da safra que tem boas condições caiu para 67%, enquanto 24% possui nível médio e 9%, ruim. No final de junho, antes do fenômeno climático, 95% da lavoura tinha a melhor condição, mas o Deral já alertava para a possibilidade de geadas.

Mesmo com os impactos do frio intenso ainda não avaliados por completo, o órgão afirma que a produção desta temporada certamente não alcançará as previsões iniciais, de 3,23 milhões de toneladas, podendo recuar para menos de 2,9 milhões de toneladas.

“A condição começa a se aproximar muito da do ano passado, quando produzimos 2,8 milhões de toneladas”, disse Carlos Hugo Godinho, especialista em trigo do Deral. “De maneira geral, esperamos que o número fique mais próximo do ano passado do que do estimado anteriormente.”

Ainda assim, a expectativa é de que o Estado colha mais da metade da produção do Brasil, que importa a maior parte de suas necessidades de trigo.

Em 2018, a safra de trigo do Paraná enfrentou problemas com a seca, enquanto neste ano a neutralidade climática do Pacífico facilitou a entrada de frentes frias e, consequentemente, a ocorrência de geadas.

De acordo com Godinho, a região do Estado mais exposta às geadas é o norte, cujo plantio ocorreu mais cedo, enquanto o sul é o menos exposto. Exatamente por isso, a próxima geada prevista, estimulada pela chegada de uma frente fria na terça-feira, não deve causar grandes prejuízos, já que o sul tem áreas não suscetíveis a perdas ainda.

Em termos de qualidade, o analista acredita que os próximos dados ainda possam trazer uma redução nas condições, mas prevê um ajuste fino de médio para ruim. “As boas devem permanecer em dois terços”, afirmou.

O Deral deve divulgar na próxima semana seu relatório mensal de produção, incluindo mais detalhes sobre a situação do trigo.

Fonte: Reuters
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Notícias Pecuária

Preços do boi voltam a subir com oferta restrita e aumento do consumo

Aquecimento da demanda de carne bovina durante a primeira quinzena contribuiu para este movimento

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo teve preços mais altos na segunda semana de setembro nas principais regiões produtoras do país. “A oferta de animais terminados permanece restrita em grande parte do país. Com isso, as indicações no mercado doméstico estão subindo durante todo o mês de setembro. O aquecimento da demanda de carne bovina durante a primeira quinzena contribuiu para este movimento”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Enquanto isso, a demanda de carne bovina destinada à exportação permanece bastante efetiva, com a China desempenhando papel de destaque nas importações de proteína animal brasileira.

Os preços a arroba do boi gordo na modalidade à vista nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 19 de setembro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 159 a arroba, contra R$ 157 a arroba em 12 de setembro.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 148 a arroba, ante R$ 146 a arroba.
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 156 a arroba, contra R$ 153 a arroba.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 149 a arroba, contra R$ 147 a arroba.
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 145 a arroba, ante R$ 144 a arroba.

Exportações

As exportações de carne bovina “in natura” do Brasil renderam US$ 253,1 milhões em setembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 25,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 59,3 mil toneladas, com média diária de 5,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.267,80.

Na comparação com agosto, houve alta de 5,4% no valor médio diário da exportação, ganho de 3,2% na quantidade média diária exportada e alta de 2,1% no preço. Na comparação com setembro de 2018, houve perda de 19,3% no valor médio diário, baixa de 25,2% na quantidade média diária e ganho de 7,9% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra de Verão

Soja negocia pouco na semana e produtores se preparam para semear

Mercado brasileiro de soja teve uma semana de poucos negócios e de preços mistos

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Divulgação/MAPA

O mercado brasileiro de soja teve uma semana de poucos negócios e de preços mistos. Apenas na quinta houve uma melhor movimentação, com os produtores aproveitando a firmeza de Chicago e do dólar para negociar. As atenções de voltam para o preparo do solo e o início do plantio da nova safra.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 81 para R$ 82 em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 79,50 para R$ 81,50. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 85 para R$ 87.

Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 78 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), o preço aumentou de R$ 77,50 para R$ 78. Em Goiás, na região de Rio Verde, a cotação estabilizou na casa de R$ 78.

Depois da forte valorização da semana anterior, os contratos futuros recuaram na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com os negociadores realizando lucros e pela previsão de clima favorável para o desenvolvimento das lavouras americanas. A posição novembro teve alta de 0,64%, fechando a quinta a US$ 8,93 por bushel.

O dólar comercial subiu 1,86%, atingindo a marca de R$ 4,164 na quinta. O mercado teve uma semana tensa no exterior, com a definição das taxas de juros básicas nos Estados Unidos. A negociação comercial entre China e Estados Unidos também mereceu atenção especial.

O terceiro ponto para a formação dos preços, os prêmios de exportação, recuaram. Para fevereiro, a referência é de 35 pontos a 45 pontos acima de Chicago. Sinais de que China e Estados estão avançando nas conversas pesaram. Na semana que passou, a China comprou 720 mil toneladas no mercado americano.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Mercado de frango mantém preço, com demanda mais calma

Situação é característica da segunda metade do mês, o que contribuiu para poucas mudanças nos preços

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de frango apresentou sinais de arrefecimento na demanda ao longo da semana. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, essa situação é característica da segunda metade do mês, o que contribuiu para poucas mudanças nos preços, que ocorreram apenas no atacado e na distribuição.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços tiveram poucas alterações para os cortes congelados de frango ao longo da semana. O quilo do peito no atacado seguiu em R$ 5,60, o quilo da coxa em R$ 5,25 e quilo da asa subiu de R$ 7,20 para R$ 7,30. Na distribuição, o quilo do peito permaneceu em R$ 5,70, o quilo da coxa em R$ 5,35 e o quilo da asa avançou de R$ 7,40 para R$ 7,50.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi de poucas mudanças ao longo da semana. No atacado, o preço do quilo do peito seguiu em R$ 5,70, o quilo da coxa em R$ 5,37 e o quilo da asa passou de R$ 7,28 para R$ 7,38. Na distribuição, o preço do quilo do peito continuou em R$ 5,80, o quilo da coxa em R$ 5,47 e o quilo da asa aumentou de R$ 7,38 para R$ 7,48.

Nas exportações, o otimismo com relação à China ainda é grande, avaliando a recente habilitação de seis unidades brasileiras que realizam processamento de carne de frango.

As exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 242,5 milhões em setembro (10 dias úteis), com média diária de US$ 24,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 147,4 mil toneladas, com média diária de 14,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.645,50.

Na comparação com agosto, houve alta de 6,6% no valor médio diário da exportação, ganho de 7,9% na quantidade média diária exportada e baixa de 1,2% no preço. Na comparação com setembro de 2018, houve baixa de 10,8% no valor médio diário, perda de 16,5% na quantidade média diária e alta de 6,8% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 3,40. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,30.

Na integração catarinense a cotação do frango seguiu em R$ 2,50. No oeste do Paraná o preço permaneceu em R$ 3,20 na integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3,40.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango seguiu em R$ 3,35. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,35. No Distrito Federal o quilo vivo permaneceu em R$ 3,40.

Em Pernambuco, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,20. No Ceará a cotação do quilo vivo continuou em R$ 4,20 e, no Pará, o quilo vivo seguiu em R$ 4,40.

Fonte: Agência SAFRAS
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