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Safra de trigo 2025/26 deve alcançar 7,3 milhões de toneladas no Brasil

Produção se mantém estável, mas cenário cambial pode afetar exportações e estoques.

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Foto: Divulgação/Embrapa

A safra de trigo 2025/26 no Brasil já está consolidada e até avança no processo de colheita em algumas regiões do país. De acordo com o relatório de perspectivas para a safra do cereal referente ao mês de setembro da StoneX, empresa global de serviços financeiros, não há mudanças nos números de produção em relação ao prospecto do mês de agosto: 7,3 milhões de toneladas.

Consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro: “Poderá haver um crescimento dos estoques de passagem, principalmente no Rio Grande do Sul, ou até mesmo uma redução da demanda por importação, embora eu acredite que isso seja improvável”

Isso se deve ao fato de que os recentes eventos climáticos não trouxeram impactos relevantes para as produtividades, com algumas quebras, porém bastante pontuais. No geral, o sentimento continua bastante positivo em relação aos rendimentos da cultura nesta temporada, em todas as regiões produtoras, segundo o consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, Jonathan Pinheiro.

O especialista aponta que o setor observa agora o cenário cambial atual, que poderá reduzir o potencial de exportação devido à baixa competitividade do país, trazendo impactos ainda incertos no balanço de oferta e demanda.

“Poderá haver um crescimento dos estoques de passagem, principalmente no Rio Grande do Sul, ou até mesmo uma redução da demanda por importação, embora eu acredite que isso seja improvável. Operações de cabotagem poderão ser retomadas, caso isso se confirme, com um excesso de oferta no Sul do país”, finalizou Pinheiro.

Fonte: Assessoria StoneX

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USDA eleva safra global de trigo para 820 milhões de toneladas

Produção maior na Rússia compensou cortes nos Estados Unidos, enquanto os estoques mundiais seguem próximos de 275 milhões de toneladas. Mercado opera com contratos ao redor de US$ 5,90 por bushel em Chicago.

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Foto: Divulgação/Pixabay

A oferta global de trigo continua em trajetória de expansão e deve manter o mercado internacional abastecido na temporada 2026/27. O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), analisado pela Consultoria Agro Itaú BBA, elevou a estimativa de produção mundial de 819 milhões para 820 milhões de toneladas, reforçando a percepção de equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional.

Foto: Cleverson Beje

A revisão foi impulsionada principalmente pelo aumento da produção da Rússia, cuja safra passou de 86 milhões para 88 milhões de toneladas. O ajuste compensou a redução da estimativa para os Estados Unidos, que tiveram a projeção revisada de 42,5 milhões para 42 milhões de toneladas.

Segundo o USDA, a produção global deverá atingir 820 milhões de toneladas na temporada 2026/27, praticamente em linha com o consumo mundial estimado também em 820 milhões de toneladas. Os estoques finais foram projetados em 275 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 280 milhões esperados anteriormente, mas ainda em um patamar considerado confortável para o abastecimento global. A relação estoque-consumo permanece em 34%.

Rússia amplia protagonismo entre exportadores

A Rússia segue como principal referência para o mercado mundial de trigo. A revisão positiva da safra russa reforça a capacidade do país de manter forte presença nas exportações globais. O aumento da oferta ocorre em um momento em que outros grandes produtores registram recuos de produção.

Foto: Divulgação/Freepik

Além da Rússia, a Índia deve ampliar sua colheita para 121 milhões de toneladas em 2026/27, crescimento de 3% em relação ao ciclo anterior. O país também deverá elevar seus estoques finais para 30 milhões de toneladas, avanço de 36%, fortalecendo sua posição entre os maiores detentores de reservas mundiais do cereal.

Estados Unidos, Austrália e Argentina registram recuos

Entre os principais produtores, os Estados Unidos apresentam uma das maiores reduções percentuais previstas para a próxima temporada.

A produção norte-americana está estimada em 42 milhões de toneladas, queda de 22% frente ao ciclo anterior. O USDA também reduziu a projeção dos estoques finais do país para 20,3 milhões de toneladas.

A Austrália deverá colher 28 milhões de toneladas, retração de 22%, enquanto a Argentina aparece com queda ainda mais expressiva, passando de 28 milhões para 21 milhões de toneladas, redução de 25%.

Na União Europeia, a produção foi mantida em 136 milhões de toneladas para 2026/27. Apesar da queda de 6% em relação ao ciclo anterior, o bloco continua entre os principais exportadores globais, com embarques estimados em 31 milhões de toneladas.

Brasil deve colher safra menor

Para o Brasil, o USDA projeta produção de aproximadamente 7 milhões de toneladas em 2026/27, volume inferior ao registrado na temporada anterior. O país segue dependente das importações

Foto: Divulgação

para atender ao consumo interno, característica estrutural do mercado brasileiro de trigo.

A Argentina continua sendo o principal fornecedor do cereal ao mercado brasileiro, embora a redução da safra argentina permaneça no radar dos agentes do setor.

Mercado reage com estabilidade

Mesmo diante dos ajustes promovidos pelo USDA, o mercado futuro reagiu de forma limitada.

Os contratos de trigo negociados em Chicago encerraram o período próximos de US$ 5,90 por bushel nos vencimentos mais curtos, com oscilações moderadas ao longo da curva futura. O comportamento dos preços reflete a percepção de que a produção mundial continua suficiente para atender à demanda global.

Na avaliação da Consultoria Agro Itaú BBA, o principal fator de atenção para os próximos meses continua sendo o desenvolvimento das safras no Hemisfério Norte. Entretanto, com estoques globais próximos de 275 milhões de toneladas e produção acima de 820 milhões de toneladas, o mercado não identifica, neste momento, riscos significativos de desabastecimento capazes de sustentar movimentos mais intensos de valorização das cotações internacionais.

Fonte: O Presente Rural
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O desafio da sucessão no agronegócio será debatido durante o SBSS

Evento será realizado de 11 a 13 de agosto no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC)

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Rogério Facin - Foto Assessoria

A formação de lideranças, a retenção de talentos e o preparo das novas gerações para os desafios do agronegócio estarão em debate durante o 18º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet). A palestra “Capital Humano e Sucessão: Preparando a Próxima Geração e as Equipes de Alta Performance” será ministrada por Rogério Facin, no dia 13 de agosto, às 10h35, durante o Painel Pessoas – Gestão e Performance, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Em um cenário marcado pela transformação do mercado de trabalho, pela busca por profissionais qualificados e pelos desafios relacionados à sucessão nas empresas, o desenvolvimento de pessoas tornou-se um dos principais fatores para a sustentabilidade e a competitividade das organizações. A palestra trará reflexões sobre a preparação de equipes de alta performance e a construção de ambientes capazes de atrair, desenvolver e reter talentos.

Rogério Facin é graduado em Processamento de Dados pela Faculdade de Tecnologia (FATEC) e possui MBA em Gestão de Pessoas. É cofundador da Go Winners, empresa especializada no desenvolvimento comportamental de jovens e na facilitação de sua inserção no mercado de trabalho, e da Indicação Consultoria, organização voltada à gestão de capital humano, desenvolvimento comportamental e projetos de remuneração, com forte atuação no agronegócio.

Ao longo de sua trajetória profissional, acumulou mais de 15 anos de experiência em multinacional do setor de máquinas e equipamentos, além de ter atuado como coordenador do Grupo Regional de Remuneração DEASA e professor universitário na área de Gestão de Pessoas. Sua experiência une a visão corporativa à prática do desenvolvimento humano dentro das organizações.

A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, destaca que os desafios relacionados às pessoas estão entre os temas de destaque para o futuro da produção animal. “A tecnologia avança rapidamente, mas são as pessoas que fazem os sistemas funcionarem. Hoje, um dos grandes desafios das empresas é formar lideranças, desenvolver equipes e preparar as novas gerações para assumir posições estratégicas. Por isso, esse tema ocupa espaço de destaque na programação do SBSS”, afirma.

Para o presidente da comissão científica do SBSS, Lucas Piroca, discutir capital humano é tão importante quanto abordar temas técnicos ligados à produção. “A eficiência das granjas e das agroindústrias passa diretamente pela qualidade das equipes e pela capacidade das empresas de desenvolver talentos. A sucessão, a formação de lideranças e a gestão de pessoas são assuntos cada vez mais presentes na rotina do setor e precisam ser debatidos com profundidade”, ressalta.

 

PARTICIPAÇÃO

As inscrições para o SBSS já estão disponíveis no site: www.nucleovet.com.br. O investimento do primeiro lote, até o dia 25 de junho, é de R$ 600 para profissionais e R$ 400 para estudantes. O valor para participar somente da 17ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 100. Associados do Nucleovet, profissionais de agroindústrias, órgãos públicos e grupos universitários terão condições diferenciadas.

 

TECNOLOGIA E NEGÓCIOS

Realizada simultaneamente ao Simpósio, a 17ª Brasil Sul Pig Fair reunirá empresas dos segmentos de sanidade, genética, nutrição, equipamentos, ambiência, tecnologia e serviços voltados à suinocultura.

O espaço será destinado à apresentação de lançamentos, soluções inovadoras e fortalecimento do networking entre empresas, profissionais, pesquisadores e produtores, ampliando as oportunidades de negócios e troca de experiências durante o evento.

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Veto à Lei dos Safristas mantém entrave à contratação formal no campo

Projeto aprovado pelo Congresso permitia que a renda do contrato de safra ficasse fora do cálculo dos benefícios sociais. Entidades do agro dizem que a decisão preserva uma distorção que dificulta contratações temporárias, estimula informalidade e afeta cadeias dependentes de mão de obra sazonal.

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Foto: Divulgação

O veto integral ao Projeto de Lei 715/2023, conhecido como Lei dos Safristas, abriu uma nova disputa entre o setor agropecuário e o governo federal em torno da contratação temporária no campo. A proposta, aprovada pelo Congresso, permitia que trabalhadores rurais contratados por safra mantivessem o acesso a benefícios sociais, como o Bolsa Família, durante o período do vínculo formal.

Foto: Divulgação

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na última quinta-feira (11). Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial em sessão conjunta de deputados e senadores.

Na prática, o projeto alterava as Leis 5.889/1973 e 14.601/2023 para excluir a remuneração decorrente do contrato de safra do cálculo da renda familiar mensal considerada para recebimento de benefícios sociais. Também previa o registro das informações do contrato no eSocial.

O que estava em discussão

O contrato de safra é usado em atividades temporárias do campo, especialmente em períodos de plantio, colheita e preparação de áreas. Em cadeias com alta demanda por mão de obra, a contratação formal costuma disputar espaço com a informalidade, em parte pelo receio de trabalhadores perderem benefícios sociais durante vínculos de curta duração.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirma que o veto mantém uma falsa oposição entre proteção social e

Foto: Gilson Abreu

trabalho formal. Em nota, a entidade sustentou que o projeto “não retira direitos, não cria novos benefícios e não fragiliza a rede de proteção social”, mas permitiria que trabalhadores temporários aceitassem oportunidades durante a safra sem medo de perder imediatamente o acesso a programas sociais.

Para a FPA, a decisão “desconsidera a realidade do campo brasileiro, penaliza trabalhadores que buscam ingressar no mercado formal e dificulta a contratação de mão de obra em um setor estratégico para a segurança alimentar e a economia nacional”.

Entidades veem risco de informalidade

O Sistema Faep também criticou o veto e informou que vai atuar junto a deputados e senadores pela derrubada da decisão. A entidade participou da articulação da proposta ao lado da FPA e defende que a mudança daria maior segurança jurídica às relações de trabalho no campo. “O veto interrompe a solução de um problema crônico e antigo do campo: o trabalhador rural em situação de vulnerabilidade recusa o contrato formal de safra por receio fundado de perder o Bolsa Família, que é a renda que sustenta sua família nos meses em que não há colheita”, afirmou o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette: “O veto interrompe a solução de um problema crônico e antigo do campo” – Foto: Divulgação/Sistema Faep

Segundo ele, o efeito prático é a manutenção de um ciclo que combina escassez de mão de obra, informalidade e perda de produção em atividades que dependem de trabalho sazonal. “O maior prejudicado pelo veto não é o produtor rural, é o trabalhador safrista e sua família”, disse Meneguette.

A FPA adotou argumento semelhante. Na avaliação da frente parlamentar, impedir que trabalhadores complementem renda por meio de contrato formal “reduz oportunidades, aumenta insegurança e compromete a eficiência da produção nacional”.

Impacto no Paraná

No Paraná, o tema tem peso direto em cadeias agrícolas que dependem de mão de obra temporária. O Estado é produtor relevante de grãos, café, maçã, uva, hortifrúti, erva-mate e proteína animal, atividades que mobilizam trabalhadores em diferentes etapas do calendário agrícola.

Segundo o Sistema Faep, dezenas de milhares de safristas são mobilizados todos os anos nas colheitas paranaenses,

Foto: Gilson Abreu

especialmente em cadeias em que a mecanização integral não é viável. “A insegurança jurídica e social que o veto perpetua atinge em cheio o produtor que quer contratar formalmente e não encontra trabalhadores dispostos a assinar a carteira, e atinge o trabalhador paranaense que abre mão de uma renda digna por medo de desamparar sua família”, ressaltou Meneguette.

Justificativa do veto

De acordo com o Senado, a Presidência da República vetou integralmente o projeto que permitia aos trabalhadores safristas manter benefícios sociais durante contratos temporários no campo.

Nas notas divulgadas à imprensa, as entidades afirmam que o despacho presidencial apontou inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, sob alegação de impacto orçamentário e financeiro. A FPA contesta esse argumento e diz que a proposta promoveria inclusão produtiva, formalização do trabalho, geração de renda e segurança jurídica. “O veto cria uma falsa oposição entre proteção social e trabalho formal”, frisou a FPA em nota.

Foto: Alvaro Rezende

Próxima disputa será no Congresso

O PL 715/2023 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, após análise do substitutivo do Senado, e seguiu para sanção presidencial.

Com o veto integral, a discussão volta ao Congresso. Para derrubar a decisão, deputados e senadores precisam analisar o veto em sessão conjunta.

A FPA informou que atuará pela derrubada da decisão presidencial. O Sistema Faep também afirmou que seguirá trabalhando junto a parlamentares para tentar restabelecer o texto aprovado pelo Legislativo.

Para as entidades, a discussão central não está apenas na contratação de mão de obra para as safras, mas na possibilidade de compatibilizar proteção social com trabalho formal em atividades rurais de curta duração.

Fonte: O Presente Rural
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